As heranças da ditadura no Brasil

Ditadura Militar

Ao contrário do que ocorreu em outros países da América Latina, o Brasil manteve-se como modelo de impunidade e não seguiu sequer a política da verdade histórica. Houve aqui uma grande ditadura, mas os arquivos públicos não foram abertos e as leis de reparação somente ouviram o reclamo das vítimas por meio de frios documentos. Enquanto os torturadores do passado não forem julgados e punidos, não teremos êxito nas políticas de diminuição da violência. É preciso que o país crie uma Comissão da Verdade, apure as circunstâncias dos crimes, abra os arquivos da ditadura e puna os responsáveis. O artigo é de Edson Teles.

 

Em agosto de 1979, o Congresso Nacional brasileiro, ainda sob a vigência do regime militar, aprovou a Lei de Anistia, que em seu texto dizia: estão anistiados “todos quantos, no período compreendido entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexos com estes”. Na época, após 15 anos de ditadura, os militares cederam às pressões da opinião pública e a oposição aceitou a anistia proposta pelo governo, ainda que parte dos presos e perseguidos políticos não tenha sido beneficiada. Simbolicamente, foram considerados, sob a decisão de anistiar os crimes “conexos” aos crimes políticos, anistiados os agentes da repressão. Contudo, podemos dizer que não teriam sido anistiados os torturadores, pois cometeram crimes sem relação com causas políticas e recebendo salário como funcionários do Estado. Os mortos e desaparecidos políticos não foram considerados e o paradeiro de seus restos mortais nunca foi esclarecido. Era o marco da transição da ditadura para o Estado de Direito, visando superar – e mais do que isso, silenciar – o drama vivido diante da violência estatal.

A transição começou a ser pensada e formulada pelos militares, desde o começo do governo Geisel (1974-1978), procurando construir uma abertura lenta, gradual e segura, na qual o estatuto político da nova democracia pudesse ser acordado de antemão e, principalmente, se mantivesse o controle militar do processo. Ainda em 1977, o governo impõe o Pacote de Abril, fechando o Congresso Nacional por 15 dias (entre 1º e 15 de abril) e outorgando uma série de medidas limitando as possibilidades de ruptura na abertura, entre elas: eleição indireta para governadores incorporada à Constituição; seis anos de mandato presidencial; senadores biônicos, eleitos indiretamente.

O governo manteve as medidas de abertura gradual nas ações de outubro de 1978, quando extinguiu a capacidade do presidente de fechar o Congresso Nacional e de cassar direitos políticos, devolveu o habeas corpus, suspendeu a censura prévia e aboliu a pena de morte. Logo em seguida, no mês de dezembro, é tornado extinto o AI-5. A abertura militar fundamentava-se na lógica do consenso e a anistia ainda não era considerada como parte das ações possíveis no processo lento e gradual.

Quando nos anos de 1977-78 foram montados os primeiros pacotes de reformas da abertura, falava-se no máximo em revisões de algumas penas, como a dos banidos. O estado de exceção começava a se transformar.

Figura jurídica anômala da constitucionalidade do Estado autoritário, seu produto mais discricionário no Brasil foi o Ato Institucional número 5 (AI-5). Este decreto ampliou os poderes de exceção do cargo de Presidente e extinguiu vários direitos civis e políticos (artigos 4º, 5º e 8º), especialmente o habeas corpus (artigo 10º). De fato, investiu o Estado da prerrogativa de manipulação dos corpos e, também, da vida matável dos cidadãos. O corpo passou a ser algo fundamental para a ação do regime. No caso do desaparecido político, sabe-se da existência de um corpo – desaparecido – e de uma localidade – desconhecida –, mas marcado pela ausência. Se a sala de tortura tem como resto de sua produção um corpo violado, o assassinato político produz o corpo sem vida.

O grande aumento de desaparecidos políticos a partir do AI-5 demonstra como essa peça jurídica indicava a implantação do estado de exceção como normalidade. Tendo sido o primeiro ato institucional sem data para acabar, o AI-5 foi extinto em dezembro de 1978, mas alguns de seus dispositivos foram, ao longo dos 10 anos de sua existência, inseridos na Constituição e na Lei de Segurança Nacional, ainda hoje vigente.

A violência originária de determinado contexto político, que no caso da nossa democracia seriam os traumas vividos na ditadura, mantém-se, seja nos atos de tortura ainda praticados nas delegacias, seja na suspensão dos atos de justiça contida no simbolismo da anistia. Tais atos, por terem sido silenciados nos debates da transição, delimitam um lugar inaugural de determinada política e criam valores herdados na cultura, tanto objetivamente, quanto subjetivamente – nas narrativas, nos testemunhos, nos sentimentos e paixões dos sujeitos subtraídos da razão política.

Nos aspectos sociais e nacionais, as marcas de esferas políticas originárias, como a sala de tortura e a transição consensual, se constituem como partes fundantes da democracia nascida após o fim da ditadura. O caráter maldito da tortura e o aspecto de impunidade da democracia mantêm-se na lei quando o STF decide anistiar os torturadores (maio de 2010) sem a apuração e a responsabilização de seus crimes.

A transição consensual criou uma falsa questão: punir ou perdoar?! Encontramo-nos diante do problema de como conviver com um passado doloroso em um presente democrático, administrando conflitos que não se encerraram com a mera passagem institucional de um governo de exceção para um democrático. Por que passadas mais de três décadas dos crimes e de vinte anos do fim da ditadura, há reclamação por justiça? Deve-se julgar e punir os responsáveis pelas violações aos direitos humanos? Ou eles podem ser perdoados em nome da reconciliação nacional?

O fato é que, independentemente da lei brasileira de anistia, o Brasil tem assinado acordos internacionais – com poder de lei para os países aderentes – que condenam os crimes contra a dignidade humana e os tornam imprescritíveis. No último dia 14 de dezembro, o Estado brasileiro foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) pela não localização dos corpos dos desaparecidos e por manter uma lei de auto-anistia extorquida em meio a uma ditadura e diante de um Congresso Nacional marcado por fechamentos arbitrários, cassações e bi-partidarismo.

Se alguns países latino-americanos se dedicaram à criação de novos investimentos em direitos humanos, o Brasil manteve-se como modelo de impunidade e não seguiu sequer a política da verdade histórica. Houve aqui uma grande ditadura, mas os arquivos públicos não foram abertos e as leis de reparação somente ouviram o reclamo das vítimas por meio de frios documentos; não deram direito à voz e não apuraram a verdade.

Enquanto os torturadores do passado não forem julgados e punidos, não teremos êxito nas políticas de diminuição da violência. É preciso que o país crie uma Comissão da Verdade, apure as circunstâncias dos crimes, abra os arquivos da ditadura e puna os responsáveis. Somente assim teremos como elaborar o passado e construir uma democracia respeitosa aos direitos do cidadão.

 

Escrito por Edson Teles,  professor de filosofia Política na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

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Sindicato convoca servidores para assembléia

Sindicato dos Servidores de Itajaí

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da Região da Foz do Rio Itajaí, convoca, nos termos da legislação vigente e dos estatutos sociais desta entidade, todos os interessados, servidores e empregados públicos do município de Ilhota/SC, para participarem da Assembléia Geral Extraordinária, que, realizar-se-á no dia 07 do mês de abril de 2011, às 19h00, na Câmara Municipal de Vereadores.

Na pauta, nada mais do que a “Discussão Salarial do ano de 2011″ e acho que já é um bom motivo de todos os servidores comparecer no evento. Ao lado, o convite pedafodo encaminhado pela presidente Elaine Aparecida Corrêa! Assembléia dos servidores em Ilhota.

Hoje é o dia mundial do backup! Seus arquivos estão seguros?

Dia Mundial do Backup

Data criada por usuários do Reddit propõe que todos tomem mais cuidado com seus próprios arquivos.

Nesta quinta-feira (31/3) acontece a primeira edição do World Backup Day, ou o Dia Mundial do Backup, para incentivar os usuários de computadores a garantir a segurança dos seus dados. A data foi lançada por alguns usuários do Reddit (uma espécie de rede social de ideias e notícias) e todo o processo foi coordenado por Ismail Jadun, um estudante de Biologia norte-americano de 22 anos. “É a primeira vez que eu faço alguma coisa desse tipo. Ainda estou tentando fazer a ideia funcionar”, disse em entrevista para o Olhar Digital.

A ideia para o World Backup Day começou há cerca de uma semana em uma discussão no Reddit sobre a importância de se fazer fazer backup e como eles poderiam incentivar as pessoas a garantir a segurança de seus dados. Desde então, o grupo de usuários conseguiu ajuda de 4 companhias para desenhar, criar e colocar um site no ar para divulgar a campanha.

A data, 31 de março, foi escolhida por ser o dia anterior ao 1ª de abril. “A campanha é uma brincadeira com o Dia da Mentira, para tentar ‘prevenir’ os usuários contra qualquer brincadeira ou falha de backup que eles venham a sofrer”, explica Jadun. O slogan do projeto faz referência direta a isso: “não seja um ´april fool´ (bobo de abril). Faça backup de todos os seus dados. Cheque suas restaurações”, avisa a página.

Segundo Jadun, mais do que nunca, nós precisamos arquivar nossos documentos através do backup. Alguns usuários ainda acreditam que não possuem nada de importante no computador e não se preocupam em garantir a segurança de documento. “Mas e suas fotos? E seus favoritos? E suas tarefas e trabalhos? Essas são coisas que muitas pessoas sequer se preocupam, mas quando você perde tudo… as coisas passam a fazer sentido”, diz o estudante.

Sobre o formato de backup a se escolher, o site sugere três métodos principais: armazenadores por USB como pendrives e HDs externos, mídias físicas como CD e Blu-ray, ou back-up online. Entretanto, Jadun atenta para a importância de se fazer um backup multiplataforma, ou seja, escolher sempre mais de um formato. O estudante é particularmente fã do armazenamento de arquivos na nuvem, o que evita problemas como a perda da mídia física. “Se você deixar todos os backups na sua casa, o que acontece se ela for roubada ou acontecer um incêndio? A nuvem é uma grande inovação para back-ups”, complementa.

 

Fonte: Olhar Digital.

Apanhador Só


O Apanhador Só surgiu como uma banda de colégio, em 2003, na cidade de Porto Alegre. Com dois ep´s na bagagem, gravaram seu primeiro CD em 2010. Mais: O disco chamado “Apanhador Só” foi considerado, pela mídia, um dos melhores álbuns do ano.

O que a falácia da ditabranda revela

A escolha do termo “ditabranda” pela Folha de S. Paulo para caracterizar a ditadura militar brasileira não foi um descuido linguístico. Trata-se de uma profissão de fé ideológica embalada por uma falácia. O núcleo duro dessa falácia consiste em dissociar a ditadura brasileira das ditaduras em outros países do continente e do contexto histórico da época, como se não integrassem um mesmo golpe desferido contra a democracia em toda a América Latina. A ditadura brasileira apoiou política e materialmente uma série de outras ditaduras na região, sendo responsável por muitas torturas, mortes e desaparecimentos em outros países. “A gente não matava. Prendia e entregava”, admitiu um general brasileiro.

Marco Aurélio Weissheimer

 

Em um editorial publicado no dia 17 de fevereiro de 2009, o jornal Folha de S. Paulo utilizou a expressão “ditabranda” para se referir à ditadura que governou o Brasil entre 1964 e 1985. Na opinião do jornal, que apoiou o golpe militar de 1964 que derrubou o governo constitucional de João Goulart, a ditadura brasileira teria sido “mais branda” e “menos violenta” que outros regimes similares na América Latina.

Como já se sabe, a Folha não foi original na escolha do termo. Em setembro de 1983, o general Augusto Pinochet, em resposta às críticas dirigidas à ditadura militar chilena, afirmou: “Esta nunca foi uma ditadura, senhores, é uma dictablanda”. Mas o tema central aqui não diz respeito à originalidade. O uso do termo pelo jornal envolve uma falácia nada inocente. Uma falácia que revela muita coisa sobre as causas e consequências do golpe militar de 1964 e sobre o momento vivido pela América Latina.

É importante lembrar em que contexto o termo foi utilizado pela Folha. Intitulado “Limites a Chávez”, o editorial criticava o que considerava ser um “endurecimento do governo de Hugo Chávez na Venezuela”. A escolha da ditadura brasileira para fazer a comparação com o governo de Chávez revela, por um lado, a escassa inteligência do editorialista. Para o ponto que ele queria sustentar, tal comparação não era necessária e muito menos adequada. Tanto é que pouca gente lembra que o editorial era dirigido contra Chávez, mas todo mundo lembra da “ditabranda”.

A falta de inteligência, neste caso, parece andar de mãos dadas com uma falsa consciência culpada que tenta esconder e/ou justificar pecados do passado. Para a Folha, a ditadura brasileira foi uma “ditabranda” porque teria preservado “formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”, o que não estaria ocorrendo na Venezuela. Mas essa falta de inteligência talvez seja apenas uma cortina de fumaça.

O editorial não menciona quais seriam as “formas controladas de disputa política e acesso à Justiça” da ditadura militar brasileira, mas considera-as mais democráticas que o governo Chávez que, em uma década, realizou 15 eleições no país, incluindo aí um referendo revogatório que poderia ter custado o mandato ao presidente venezuelano. Ao fazer essa comparação e a escolha pela ditadura brasileira, a Folha está apenas atualizando as razões pelas quais apoiou, junto com a imensa maioria da imprensa brasileira, o golpe militar contra o governo constitucional de João Goulart.

Está dizendo, entre outras coisas, que, caso um determinado governo implementar um certo tipo de políticas, justifica-se interromper a democracia e adotar “formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”. A escolha do termo “ditabranda”, portanto, não é acidental e tampouco um descuido. Trata-se de uma profissão de fé ideológica.

Há uma cortina de véus que tentam esconder o caráter intencional dessa escolha. Um desses véus apresenta-se sob a forma de uma falácia, a que afirma que a nossa ditadura não teria sido tão violenta quanto outras na América Latina. O núcleo duro dessa falácia consiste em dissociar a ditadura brasileira das ditaduras em outros países do continente e do contexto histórico da época, como se elas não mantivessem relação entre si, como se não integrassem um mesmo golpe desferido contra a democracia em toda a região.

O golpe militar de 1964 e a ditadura militar brasileira alimentaram política e materialmente uma série de outras ditaduras na América Latina. As democracias chilena e uruguaia caíram em 1973. A argentina em 1976. Os golpes foram se sucedendo na região, com o apoio político e logístico dos EUA e do Brasil. Documentos sobre a Operação Condor fornecem vastas evidências dessa relação.

Recordando. A Operação Condor é o nome dado à ação coordenada dos serviços de inteligência das ditaduras militares na América do Sul, iniciada em 1975, com o objetivo de prender, torturar e matar militantes de esquerda no Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia.

O pretexto era o argumento clássico da Guerra Fria: “deter o avanço do comunismo internacional”. Auxiliados técnica, política e financeiramente por oficiais do Exército dos Estados Unidos, os militares sul-americanos passaram a agir de forma integrada, trocando informações sobre opositores considerados perigosos e executando ações de prisão e/ou extermínio. A operação deixou cerca de 30 mil mortos e desaparecidos na Argentina, entre 3 mil e 7 mil no Chile e mais de 200 no Uruguai, além de outros milhares de prisioneiros e torturados em todo o continente.

Na contabilidade macabra de mortos e desaparecidos, o Brasil registrou um número menor de vítimas durante a ditadura militar, comparado com o que aconteceu nos outros países da região. No entanto, documento secretos divulgados recentemente no Paraguai e nos EUA mostraram que os militares brasileiros tiveram participação ativa na organização da repressão em outros países, como, por exemplo, na montagem do serviço secreto chileno, a Dina. Esses documentos mostram que oficiais do hoje extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) ministraram cursos de técnicas de interrogatório e tortura para militares chilenos.

Em uma entrevista ao jornal O Estado de São Paulo (30/12/2007), o general Agnaldo Del Nero Augusto admitiu que o Exército brasileiro prendeu militantes montoneros e de outras organizações de esquerda latino-americanas e os entregou aos militares argentinos. “A gente não matava. Prendia e entregava. Não há crime nisso”, justificou na época o general. Humildade dele. Além de prender e entregar, os militares brasileiros também torturavam e treinavam oficiais de outros países a torturar. Em um dos documentos divulgados no Paraguai, um militar brasileiro diz a Pinochet para enviar pessoas para se formarem em repressão no Brasil, em um centro de tortura localizado em Manaus.

Durante a ditadura, o Brasil sustentou política e materialmente governos que torturaram e assassinaram milhares de pessoas. Esconder essa conexão é fundamental para a Folha afirmar a suposta existência de uma “ditabranda” no Brasil. A ditadura brasileira não teve nada de branda. Ao contrário, ela foi um elemento articulador, política e logisticamente, de outros regimes autoritários alinhados com os EUA durante a guerra fria. O editorial da Folha faz eco às palavras do general Del Nero: “a gente só apoiava e financiava a ditadura; não há crime nisso”.

Não é coincidência, pois, que o mesmo jornal faça oposição ferrenha aos governos latino-americanos que, a partir do início dos anos 2000, levaram o continente para outros rumos. Governos eleitos no Brasil, na Venezuela, na Bolívia, na Argentina, no Paraguai e no Uruguai passam a ser alvos de uma sistemática oposição midiática que, muitas vezes, substitui a própria oposição partidária.

A Folha acha a ditadura branda porque, no fundo, subordina a continuidade e o avanço da democracia a seus interesses particulares e a uma agenda ideológica particular, a saber, a da sacralização do lucro e do mercado privado. Uma grande parcela do empresariado brasileiro achou o mesmo em 64 e apoiou o golpe. Querer diminuir ou relativizar a crueldade e o caráter criminoso do que aconteceu no Brasil naquele período tem um duplo objetivo: esconder e mascarar a responsabilidade pelas escolhas feitas, e lembrar que a lógica que embalou o golpe segue viva na sociedade, com um discurso remodelado, mas pronto entrar em ação, caso a democracia torne-se demasiadamente democrática.

 

Fonte: Carta Maior.

Abaixo-assinado libertação imediata dos 13 presos políticos, que protestavam contra a visita de Barack Obama ao Brasil

O que é que é isso presidente Dilma! Estamos na ditadura novamente com a senhora? Não há mais liberdade de expressão no país ou a senhora presidente, quer que todos sejam submissos a Obama?

Pessoalmente, eu achei uma desfaçatez e uma falta de respeito ao Brasil, ao Obama ter vindo visitar o Brasil e daqui dar ordem para o início dos bombardeamentos à líbia… cuidado pessoal! Que ele pode vir a fazer o mesmo ao no Brasil, por causa do pré-sal, e a senhora vai precisar dos protestos de todos os brasileiros contra Obama e não só!

 

Abaixo-assinado de libertação imediata dos 13 presos políticos, que protestavam contra a visita de Barack Obama ao Brasil.

Nós abaixo assinados protestamos contra a prisão de 13 ativistas que participavam de uma manifestação pacífica contra a visita de Barack Obama ao país. A existência de presos políticos é um claro atentado contra as liberdades democráticas no país. Exigimos a libertação imediata e a revogação de todas as acusações.

Lista dos presos:

  • Gilberto Silva,eletricista;
  • Rafael Rossi, professor de estado, dirigente sindical do SEPE;
  • Pâmela Rossi, professora do estado e casada;
  • Thiago Loureiro, estudante de Direito da UFRJ, funcionário do Sindjustiça;
  • Yuri Proença da Costa, carteiro dos Correios;
  • Gualberto Tinoco, servidor do estado e dirigente sindical do SEPE;
  • Gabriela Proença da Costa, estudante de Artes da UERJ;
  • Gabriel de Melo Souza Paulo,estudante de Letras da UFRJ, DCE UFRJ;
  • José Eduardo BRAUNSCHWEIGER, advogado;
  • Andriev Martins Santos, estudante UFF;
  • João Paulo, estudante Colégio Pedro II;
  • Vagner Vasconcelos, Movimento MV Brasil; e
  • Maria de Lurdes Pereira da Silva ,doméstica;

Assine o abaixo-assinado clicando neste link. Eu assine e peço a sua participação!

Alerta de fraude da Receita Federal

Alerta de fraude da Receita Federal (frente)Alerta de fraude da Receita Federal (verso)

Cuidado com este golpe! Isto é um modelo inovador, pois não vem por e-mail, você receberá uma correspondência em sua residência. Tenha muito cuidado nisso! Se receber algo no formato abaixo, destrua, jogue fora ou tome suas providências, o melhor que recomendo!

 

Flashman – A proposição

Primeira faixa de Flashman’s (Fred Deakin/Lemon Jelly e Robin Jones) Beta Band e mais outros companheiros de jazz no álbum de estréia, para o vencedor! – Os despojos. Desenhado, animado e dirigido por Jack Cunningham. Uma produção Airside.  Disponível em http://play.airside.co.uk/products/flashman-to-the-victor-the-spoils e no iTunes.

Proteger sementes camponeses e implementando a agricultura camponesa como uma resposta para a alimentação da biodiversidade, e as crises climáticas

Alimentação da biodiversidade

A reunião ministerial da Alimentação, Biodiversidade e Mudança Climática será realizada em Nusa Dua, Bali, em 11 de marco de 2011, antes da quarta sessão ordinária do Conselho de Administração do Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para a Alimentação ea Agricultura, também conhecida como a Semente Tratado (14-18 março de 2011). A reunião ministerial tem por objetivo resolver as crises de alimentos, biodiversidade e alterações climáticas. A FAO informou no início deste ano, que essas crises múltiplas agora causa 925 milhões de pessoas sofrem de fome., A maioria dos famintos vivem em áreas rurais que são o centro da agricultura. Portanto, os delegados da Via Campesina, um movimento camponês internacional, que está participando do Tratado de Sementes, lamento que os camponeses e pequenos agricultores não estão a ser tidas em conta na reunião ministerial.

A experiência dos pequenos agricultores ao redor do mundo mostra que a agricultura agro-ecológica e mercados locais de alimentos são a resposta mais poderosa para as múltiplas crises actuais. Agricultura agro-ecológica provou ser muito adaptável ao impacto da mudança climática. Ele capta os gases com efeito de estufa no solo e consome muito menos combustível fóssil que a agricultura industrial, que utiliza o combustível, não só para a produção de alimentos, mas também para o transporte e para a produção de fertilizantes químicos. Isso faz com que a agricultura industrial é um grande contribuinte para as alterações climáticas. Por outro lado, a agricultura agro-ecológica garante a produção de alimentos para as famílias camponesas e pode produzir tanto urbanas e mercados locais. Ela também aumenta e conserva a biodiversidade, o que leva à diversificação alimentar.

A Via Campesina tem por um longo tempo declarou que a agricultura em escala industrial e produção de monoculturas são as causas da atual biodiversidade alimentar, e as crises climáticas. Continuaremos a lutar contra eles, e para defender a agricultura camponesa. A Via Campesina também protege as sementes locais contra o controle da agricultura industrial no âmbito do sistema de sementes neoliberal. os pequenos camponeses têm a capacidade de desenvolver novas variedades que são mais resistentes a pragas e melhor adaptadas às mudanças climáticas.

Para a Via Campesina o planejamento ea implementação das propriedades dos alimentos, e de agrocombustíveis e do mercado de carbono   projetos são falsas soluções para as múltiplas crises actuais. Henry Saragih, coordenador geral da Via Campesina disse que essas falsas soluções replicar o modelo de terra colonial agarrando e só vai aumentar os conflitos agrários, a criminalização dos camponeses.

Em relação à reunião ministerial e da FAO Seed Tratado, Francisca Rodriguez de La Via Campesina-CLOC diz que, sob este modelo neoliberal muitos camponeses e pequenos agricultores ao redor do mundo continuam a enfrentar a criminalização de criação e de troca de sementes locais. Eles também estão perdendo o seu direito de acesso e controle de suas sementes. Além disso, seus recursos genéticos de plantas e biodiversidade estão desaparecendo devido ao desenvolvimento de híbridos e transgênicos. Desta forma, alimentos e produção de ração animal ter sido tirado de camponeses.   Além disso, estão sendo deslocadas de suas terras e   eles estão perdendo as nossas sementes.

Alberto Gomez de La Via Campesina diz que este é um momento de ampliar e fortalecer nossa luta em sementes. É muito importante para levantar a questão do nosso direito de crescer nossas próprias sementes e decidir sobre nossas próprias sementes.

Via Campesina procura delegados que os camponeses “direitos sobre as sementes que já foi reconhecida pelo tratado de ser respeitado e realizado na legislação nacional de todos os países signatários.

Prefeitura inicia obra de reforma da capela

De acordo com o Secretário de Obras, reforma ficará pronta nos próximos dias.

Quatro dias. Este foi o prazo dado pelo Secretário de Obras e Transportes de Ilhota, Valdir Augustinho da Silva, para a entrega da capela mortuária do município. A capela passou por reformas, já que não oferecia mais condições de realizar velórios no local.  A capela apresentava inúmeras goteiras, infiltrações, vidros quebrados e a fiação elétrica comprometida. Um velório chegou a ser transferido em função das condições da capela. Nesta noite, parte do forro chegou a desabar. Depois deste episódio, a capela foi interditada pela Prefeitura.

O assunto foi capa da edição 753, do Jornal Metas. Na época, o prefeito, Ademar Felisky, informou que a capela seria restaurada em um mês. Com um mês de atraso em relação ao prazo inicial, a obra foi executada. O valor da obra não foi informado para Prefeitura, mas extraoficialmente pode chegar a R$ 8 mil.

De acordo com o Secretário, a equipe da prefeitura está trabalhando no local e já reparou o telhado e o forro. Agora, só falta realizar a limpeza e a pintura da capela, que deverão ocorrer em quatro dias, conforme garantiu o secretário.

Enquanto a capela estava interditada, os velórios aconteciam na Câmara de Vereadores, porém o espaço não é adequado para esta finalidade. Na época, o prefeito previa que em trinta dias tudo estaria resolvido. Dois meses depois a capela deve voltar a realizar os velórios. O presidente da câmara de vereadores Luiz Peixe entende que “é chato negar para as pessoas, mas com a capela pronta tudo deve ser direcionado para lá”.  No mês de janeiro, o prefeito se comprometeu também a procurar uma área para construir uma nova capela. O jeito é aguardar.

 

Fonte: Jornal Metas.