Mulher dá a luz em casa

Socorro não chegou a tempo no Braço do Baú.

O momento mais importante e emocionante na vida da maioria das mulheres é, sem dúvida, o nascimento do primeiro filho. Para Lúcia Antunes Lopes, moradora da localidade de Morro Azul, no Braço do Baú, em Ilhota, a situação foi diferente.

A mulher começou a sentir as dores do parto por volta das 23h30min de sábado (26), quando estava em sua casa apenas com o marido e uma cunhada. “Marinheiros de primeira viagem” e sem ter como se deslocar para um hospital, os pais resolveram pedir ajuda para um vizinho. João Alves, que reside próximo à residência do casal foi até o local e, percebendo que a mulher entraria em trabalho de parto, acionou os bombeiros voluntários de Ilhota.

Uma hora depois do chamado ninguém apareceu. “Retornei a ligação para os bombeiros de Ilhota e eles falaram que uma guarnição dos bombeiros voluntários de Navegantes já estava vinda em socorro da mulher”, afirma João. Apesar de todo o esforço do vizinho, Lúcia acabou tendo o filho sozinha, em um colchão no chão de casa. “Ninguém sabia o que fazer como cortar o cordão umbilical. Então peguei minha moto e fui buscar a enfermeira do Posto de Saúde do bairro para ajudar”, relata João.

O socorro chegou à residência somente por volta das 4h de domingo (27). Além de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Itajaí, foram até a casa da mulher os bombeiros voluntários de Ilhota. “Os dois socorros chegaram praticamente juntos”, afirma João. Lúcia, juntamente com o seu filho, foi encaminhada ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí. Mãe e filho retornaram para casa na quarta-feira (30) e passam bem.

O comandante dos bombeiros voluntários de Ilhota, Paulo Vilmar Batista, o Expresso, explica que para chegar até o Braço do Baú é preciso passar por Gaspar, via BR-470, ou pela BR-101, já que a balsa não funciona após a meia-noite. “Pedimos para que Navegantes atendesse a ocorrência, pois o tempo resposta seria menor”, explica. No entanto, os bombeiros do vizinho município não conseguiram localizar a residência. “A guarnição de Navegantes se deslocou até o Baú, mas não conseguiu encontrar a casa. Eles foram até a igreja e voltaram; chegaram até a achar que poderia ter sido um trote”, justifica Expresso. Sabendo que os bombeiros voluntários de Navegantes não haviam encontrado a residência, os de Ilhota se deslocaram até o local. “Quando chegamos lá, a mulher já estava sendo atendida pelo Samu”.

Novo posto

A necessidade de se ter um posto do Corpo de Bombeiros voluntários na região dos Baús vem sendo discutida desde 2009. Segundo Expresso, a intenção é montar o posto no Braço do Baú. “Há tempo estamos lutando por isso”, ressalta. Segundo o comandante, a estrutura física do local já está pronta e os equipamentos adquiridos.

No momento, o que impede a inauguração é a falta de efetivo. “Abrimos as inscrições para o curso de bombeiros voluntários nos Baús e apenas duas pessoas se inscreveram. Quando o curso iria começar, estas duas pessoas desistiram, pois já estavam empregadas”, revela o comandante.

A outra necessidade é trocar os freios do caminhão, já que na região dos Baús há muitos locais de difícil acesso. “Acredito que até outubro o posto será inaugurado, mas gostaríamos que isso fosse antecipado”, finaliza Expresso.

Fonte:  Jornal Metas.

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Ilhota entrega reivindicações ao secretário Grubba

Os membros da Comissão Intermunicipal de Segurança Pública (CISP) se reuniram em Florianópolis com o Secretário Estadual de Segurança Pública e Defesa do Cidadão, Cesar Augusto Grubba, na última segunda-feira (28). Dentre eles estava o coordenador do Conselho Comunitário de Segurança de Ilhota (Conseg), Dialison Cleber Vitti.

O encontro foi solicitado pela CISP para debater questões relacionadas a segurança pública da região. A comissão solicitou ao secretário o aumento do contingente das policias militar e civil; um mapeamento da criminalidade da região; a realização de uma Força Tarefa Regional sem divulgação prévia; a implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP); e a Construção de um Centro de Internamento Provisório (CIP) regional.

A comitiva de Ilhota explicou que a cidade só conta com uma viatura e que o número de assaltos vem crescendo, como também o consumo de drogas. “O efetivo na cidade é de nove policiais militares; a frota é de dois veículos, sendo que um está quebrado”, explicou Dialison.

A próxima reunião da CISP está marcada para o dia 06 de abril, às 9h, na Câmara de Vereadores de Penha.

 

Subsídios, o principal combustível nuclear

Atividade nuclear

As notícias de Fukushima seguem alarmantes. Nesta semana descobriu-se a presença de plutônio nas instalações danificadas. Ainda assim, os porta-vozes da indústria nuclear seguem insistindo que esta tecnologia é segura, eficiente e competitiva do ponto de vista econômico. O engano sobre a suposta eficiência econômica da indústria nuclear é tão perverso quanto o ocultamento de informação sobre os danos à saúde e a periculosidade desta tecnologia. A realidade é que a indústria nuclear não poderia funcionar se não fosse pelos astronômicos subsídios que recebe. O artigo é de Alejandro Nadal.

 

Para esconder sua falta de vergonha, os porta vozes da indústria nuclear agora afirmam que todas as fontes de energia têm seus riscos próprios. Assinalar os defeitos alheios para esconder as próprias falhas é um velho recurso retórico. Ele é empregado quando alguém está acuado e é especialmente útil quando os argumentos se esgotaram. Mas é particularmente estúpido quando os erros próprios são expressamente ofensivos e estão à vista de todos.

As notícias desde Fukushima seguem sendo alarmantes. Nesta semana descobriu-se a presença de plutônio nas instalações danificadas, o que indica que o reator 3 (o único em Fukushima que utiliza uma mistura de urânio e plutônio) provavelmente sofreu danos importantes. Isso não surpreende se se leva em conta a violência da explosão de hidrogênio, dia 14 de março, neste reator.

Ainda assim, os porta-vozes da indústria nuclear seguem insistindo que esta tecnologia é segura, eficiente e competitiva do ponto de vista econômico. O certo é que se trata da tecnologia mais perigosa já inventada pelo ser humano. Se hoje existem 442 reatores em operação no mundo, isso não se deve a sua aceitação, mas sim à imposição destes artefatos sobre a população. Participaram deste processo as granas corporações, governos e o establishment militar. Um ingrediente importante nesta manobra foi, desde cedo, a falta de informação. A opacidade se converteu em costume e a mentira em rotina.

O engano sobre a suposta eficiência econômica da indústria nuclear é quiçá tão perverso quanto o ocultamento de informação sobre os danos à saúde e a periculosidade desta tecnologia. A realidade é que a indústria nuclear mundial não poderia funcionar se não fosse pelos astronômicos subsídios que tem recebido ao longo de sua história.

Os subsídios e ajudas econômicas impactaram todas e cada uma das fases de qualquer projeto nuclear, desde as garantias para obter financiamento, a pesquisa científica e tecnológica para desenvolver os componentes medulares desta tecnologia, a construção e a ativação das plantas, o enriquecimento do combustível e desembocam no manejo do lixo nuclear.

Se isso não fosse suficiente, o subsídio mais importante consiste em limitar ou eliminar tal responsabilidade. O objetivo destes subsídios foi retirar ou reduzir a carga de riscos para investidores e transferi-la para os contribuintes.

Todas as plantas nucleares em operação no mundo (incluindo obviamente aquelas instaladas nos Estados Unidos, França, Japão, Rússia e China) foram construídas e entraram em funcionamento graças a importantes subsídios. Claro, em países como França e China, onde a indústria nuclear está intimamente relacionada com um projeto militar, é quase impossível ter acesso à informação sobre subsídios. No México tampouco há dados públicos confiáveis sobre o custo do projeto de Laguna Verde (central nuclear mexicana).

Nos Estados Unidos, com 104 reatores em operação, o montante total de subsídios para indústria foi calculado em aproximadamente 105 bilhões de dólares. A intensidade do subsídio (equivalente ao apoio governamental por quilowatt/hora produzido) chega a exceder o valor comercial do produto em 30% (segundo dados da organização Global Subsidies Initiative). Em seu estudo sobre subsídios para a indústria nuclear, a Union of Concerned Scientists calcula que esses apoios equivalem ou superam em 100% o valor da produção. Vale a pena lembrar que a UCS não é nem pró, nem anti-nuclear.

Um exemplo de subsídios opacos por trás destas cifras é o subsídio por meio de garantias para obter financiamento. Em dezembro de 2007, o Congresso autorizou apoios de até 38 bilhões de dólares para esta finalidade e o Departamento do Estado começou a canalizar fundos em meados de 2008. Para ter uma ideia das magnitudes envolvidas, vale a pena lembrar que em 1995 o Departamento do Tesouro comprometeu cerca de 20 bilhões de dólares para o resgate da economia mexicana (na verdade os resgatados foram os credores estadunidenses que tinham investido em bônus mexicanos).

Por que o setor privado não entra para financiar totalmente os custos associados a esta indústria? Porque os riscos são tão importantes que simplesmente não podem ser assumidos por nenhum plano financeiro. Nos mercados financeiros, os swaps de descumprimento creditício sobre a indústria nuclear provavelmente estariam no segmento superior de encargos financeiros.

A conclusão é imediata. A eficiência econômica das plantas nucleares é inexistente. O corolário disso é que o principal combustível nos cilindros de zircaloy em um reator nuclear não é nem o urânio enriquecido, nem a perigosa mistura denominada MOX. Não, o combustível mais importante é o dinheiro que vem dos contribuintes.

 

Fonte: escrito por Alejandro Nadal e tradução por Katarina Peixoto.

Eu não quero radiação nuclear aqui!

O governo brasileiro planeja construir a usina nuclear Angra III e mais sete novas usinas nucleares nos próximos 20 anos. Mesmo após os acidentes nucleares no Japão, Odair Gonçalves, presidente da Comissão Nacional de Energia Atômica, declarou que irá apenas rever as normas de licenciamento de nossas usinas. Ou seja, o projeto de construir Angra III continua.

Diante disto, o Greenpeace decidiu pedir à Justiça a suspensão da licença de operação concedida à Angra III em 2010. Assine esta petição e peça à presidente Dilma que pare Angra III.

Pare Angra III

Não a radioatividade

Presidente Dilma, interromper o projeto de construção da usina nuclear Angra III e não colocar minha vida em risco é uma escolha que está em suas mãos. Pare a construção de Angra III.

Caros leitores, eu sou contra a construção da da usina nuclear Angra III e assinei a petição pública em defesa da soberania energética em nosso país. Temos alternativas pra isso, sabemos que a energia nuclear é a mais limpa, mas os danos ao meio ambiente é irreparável! Abaixo, o teor do abaixo-assinado. Leia na integra!

Exma. Senhora Presidente Dilma Rousseff

À custa do sofrimento e angústia de milhares de japoneses, o mundo parece ter finalmente acordado para os perigos da energia nuclear. Rússia, Bélgica, Suíça e Estados Unidos estão repensando seus projetos nucleares. China e Alemanha suspenderam os investimentos em novas usinas. Até Hugo Chavez anda repensando seus projetos nucleares. Como a senhora pode ver, presidente Dilma, o Brasil deve seguir o mesmo caminho e interromper a construção de Angra III. Desse modo, nos colacaremos em ótima companhia, aquela dos países em que seus líderes entenderam o recado do acidente do Japão. Nuclear não representa riscos apenas em situações extremas, como o terremoto de alta magnitude no Japão. As usinas nucleares estão suscetíveis a inúmeros e diferentes tipos de acidentes, na geração, no transporte do combustível para as usinas e no descarte do lixo radioativo. O investimento não compensa. Angra I e II passam por desligamentos frequentes, só representam 2% da energia brasileira e custaram mais de R$ 20 bilhões ao cofres públicos. Angra III nem começou a ser construída e já custou mais de R$ 1,5 bilhão em equipamentos. Para ser concluída, precisará de mais R$ 9 bilhões. Sua tecnologia é ultrapassada, a geografia da região é instável e populosa e não há plano eficiente de evacuação. O Brasil é o país com um dos maiores potenciais de geração de energia limpa e segura do mundo, já que as renováveis podem dar conta do recado e atender a 93% de toda a demanda nacional. Definitivamente, não precisamos de energia nuclear. Presidente, interromper o projeto de construção de Angra III e não colocar minha vida em risco é uma questão de escolha. Apelo para que a senhora faca o país rumar na direção das energias limpas e seguras como a solar e a eólica. Pare Angra III.

Descaso com a população

No começo desta semana, uma equipe de ativistas e cientistas do Greenpeace foi à região próxima a Fukushima, no Japão, para investigar os reais níveis de radiação decorrentes do acidente nuclear. O resultado não é nada bom. Jacob Namminga, um dos integrantes de nossa equipe, mandou seu relato via Skype no dia 26 de março:

“Estamos em Yonezawa, 45 km a noroeste de Fukushima. Trouxemos bastante comida de Osaka para evitar os alimentos produzidos por aqui, especialmente o leite, por conta do alto teor de contaminação. Ontem estivemos em um abrigo onde estão 500 pessoas, 300 delas refugiadas da radiação. Durante o dia os aparelhos de medição de radiação ficam ligados e o alarme soa o tempo todo avisando de níveis altos de radiação. As paisagens montanhosas deste lado do Japão são muito bonitas, pena que o olhar sempre se desvia para o medidor de contaminação”.

Dias depois, nossa equipe trouxe os primeiros resultados do trabalho. Na cidade de Iitate, a 40 km da usina, eles detectaram níveis de radiação acima do que é considerado seguro para seres humanos. O alerta foi confirmado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no dia 31 de março, porém o governo mantém a área de evacuação somente a 20 km da usina, colocando a saúde de seus cidadãos em risco grave. O Greenpeace continuará na área avaliando os impactos do acidente.

Aparentemente o descaso com a população é comum na realidade japonesa tanto quanto é na brasileira. Aqui, o governo se recusa a repensar o programa nuclear brasileiro e mantém comunidades próximas das usinas Angra 1 e 2 sob ameaça – além de continuar o plano de construir ali uma terceira usina e outras no Nordeste. Isso no país com um dos maiores potenciais de geração de energia renovável do mundo.

Mais de 18 mil pessoas já assinaram a petição pedindo à presidente Dilma que pare o investimento em energia nuclear e opte por fontes renováveis, como vento e sol. Precisamos fortalecer nossa mensagem e dizer a ela que nós, brasileiros, não precisamos de nuclear. Assine a petição.

 

Fonte: Greenpeace Brasil.

Alerta das abelhas

Silenciosamente, ao redor do mundo, bilhões de abelhas estão sendo mortas, ameaçando assim nossas plantações e segurança alimentar. Porém a proibição de um tipo de pesticida, poderia salvar as abelhas da extinção.

Desde que este veneno foi proibido em quatro países europeus, a população de abelhas já está se recuperando. Mas empresas químicas estão fazendo um lobby forte para manter a sua pesticida letal no mercado. Um chamado para baní-la nos EUA e na União Europeia, onde o debate é mais forte, poderá desencadear ações de outros governos ao redor do mundo.

Vamos fazer um zumbido global gigante para banir este veneno perigoso nos EUA e Europa a não ser que hajam evidências de que ele seja seguro. Assine a petição para salvar abelhas e as nossas plantações e encaminhe para todos.

Projeto Praças da Paz Sulamérica vira case do livro Microplanejamento: Práticas urbanas criativas

O Projeto Praças da Paz Sulamérica, que mobiliza comunidades para revitalizar suas praças e se apropriar desse importante espaço público, participou do livroMicroplanejamento: Práticas urbanas criativas. Lançada no dia 15 de março no Centro Cultural São Paulo, a obra reúne projetos que participaram do Deutsche Bank Urban Age Award 2008, realizado em São Paulo. O Praças da Paz foi um dos 12 finalistas desse prêmio, que contou com mais de 130 inscrições de experiências de melhoria na qualidade de vida das cidades.

Organizada em três partes, a publicação foi editada em português e inglês e traz um ensaio fotográfico apresentando os campos de ação de práticas urbanas criativas, uma análise que busca encontrar semelhanças entre os projetos selecionados e, por fim, uma ampla discussão sobre microplanejamento com artigos de autores convidados.

Clique aqui e saiba mais.