SC 202 X 0 Gaspar/Ilhota

Novos agentes em treinamento. Nenhum deles virá para Gaspar e Ilhota

Municípios não terão nenhum dos novos policiais civis do Estado.

A Polícia Civil de Santa Catarina terá 202 novos agentes ainda neste mês. São 106 agentes de Polícia Civil, 28 escrivães e 68 delegados que serão distribuídos por todas as regiões do Estado. No entanto, o Médio Vale do Itajaí receberá apenas seis policiais. Gaspar, que sofre com o aumento da violência dia a dia, não ganhará nenhum reforço.

A cidade da região mais beneficiada é Brusque, com três agentes e um delegado. Blumenau e Ascurra receberão um delegado cada, número que também irritou as autoridades blumenauenses. Ilhota, que também compõe a SDR (Secretaria de Desenvolvimento Regional) de Blumenau, apesar de ser filiado a Amfri (Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí-Açu) também não recebeu novos policiais.

A Delegacia de Polícia de Gaspar possui hoje, 17 agentes para cuidar de uma cidade com 60 mil habitantes. Procurado pela reportagem do Jornal Metas, o delegado da Comarca, Paulo Koerich, disse não poder se pronunciar sobre o assunto e recomendou que as explicações fossem dadas pelo delegado Regional de Blumenau, Rodrigo Marchetti, que não foi localizado para comentar o assunto.

Por meio de uma nota divulgada à imprensa, o Comando da Polícia Civil em Florianópolis afirmou que a distribuição é “embasada em critérios de número de habitantes por policial que há em cada região, atendendo às situações emergenciais constatadas”.

O presidente da ACIG (Associação Empresarial de Gaspar), Rogério Alves de Andrade, não ficou surpreso com a notícia. Ele lembra que o concurso para novos policiais foi feito há três anos e que a distribuição dos agentes ocorreu no ano passado. “Faltou força política, faltou organização para fazer a pressão em Florianópolis. Agora, estamos correndo atrás, mas já perdemos o passo. O erro já foi cometido e não iremos conseguir mudar isso. Vamos nos concentrar no próximo concurso”, declarou.

Para o presidente do Conseg (Conselho de Segurança) do Bela Vista, Celso de Oliveira, a notícia é preocupante, já que a cidade sofre principalmente com assaltos em estabelecimentos comerciais e comércio de drogas por sua localização geográfica. Ele entende que a comunidade precisa se organizar melhor para fazer a pressão sobre o governo estadual. Oliveira informou que será feita uma reunião para tratar do assunto segurança pública. “A Câmara de Vereadores está tratando do assunto e vai se reunir com a sociedade civil no dia 28 de abril, na sede da ACIG, às 19h. Vamos discutir a situação e planejar ações para reverter esse quadro”, afirma Oliveira, que também é suplente de vereador e atualmente exerce mandato no legislativo municipal.

Fonte: Jornal Metas.

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Rede nacional recolherá armas

Estratégia faz parte da nova campanha do desarmamento. Pagamento de indenização será imediato para quem devolver a arma que tiver em casa.

Na primeira reunião do Conselho que vai gerir a nova campanha do desarmamento, na última segunda-feira (18), ficou acertado que o Ministério da Justiça (MJ) vai credenciar uma rede nacional de postos para o recolhimento de armas e o pagamento de indenização será imediato para quem devolver a arma que tiver em casa. Além da indenização imediata, as armas serão inutilizadas no momento da entrega. A retomada da campanha de desarmamento será em 6 de maio e foi anunciada no dia 11 de abril pelo ministério.

Vão ser cadastrados como postos de devolução as delegacias da Polícia Civil, os quartéis da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, organizações não-governamentais e igrejas, além da Polícia Federal e das Forças Armadas. O objetivo do MJ e das instituições e organizações da sociedade civil é recolher o maior número possível de armas em todo o Brasil.

Quem entregar sua arma receberá um protocolo e poderá trocá-lo em qualquer agência do Banco do Brasil. O valor permanece entre R$ 100 e R$ 300. Munições também poderão ser arrecadadas. Mas quem as entregar não será indenizado, uma vez que a legislação prevê ressarcimento apenas para a entrega de armas de fogo.

As armas serão inutilizadas no momento da entrega. O objetivo é impedir que voltem a ser utilizadas. “Com essa capilaridade e simplificação de procedimentos, acreditamos que a campanha terá grande penetração no território nacional, possibilitando a qualquer brasileiro que queira devolver uma arma contribuir para um país mais seguro”, disse o secretário-executivo do MJ, Luiz Paulo Barreto.

Investimento

A nova campanha será permanente. Até o final de 2011, o MJ terá à disposição R$ 10 milhões para investir nas ações do programa, mas o valor pode aumentar, se necessário. Nas duas campanhas anteriores, foram recolhidas cerca de 550 mil armas, número que o MJ espera superar este ano.

ONGs e igrejas que funcionarem como postos de coleta vão ter que seguir algumas regras para dar segurança ao processo. Elas deverão contar sempre com a presença de um agente público em seu endereço (policial federal, civil ou militar, por exemplo), ter condições de gerar o protocolo de pagamento e local adequado para recolher as armas.

Reunião

A primeira reunião do Conselho da Campanha do Desarmamento teve a participação de cerca de 40 integrantes de diversas instituições públicas e da sociedade. Entre as entidades presentes estavam a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Banco do Brasil, Ministério da Defesa, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Frente Nacional dos Prefeitos, Rede Desarma Brasil, Conselho dos Chefes de Polícia Civil, Conselho Nacional dos Comandantes de Polícia Militar, Ministério Público Federal e Associação Maçônica do Brasil.

Fonte: Secom.