Fatah e Hamas próximos da unificação

Em entrevista, historiadora comenta a aproximação entre as organizações de luta do povo palestino.

A crise humanitária na Faixa de Gaza e a inquietude na Cisjordânia impulsionaram o acordo entre as organizações palestinas Hamas e Fatah, firmado na semana passada. A opinião é da historiadora Arlene Clemesha, professora de história árabe da Universidade de São Paulo (USP). Entre as resoluções do acordo estão a formação de um governo único e compartilhado e a convocação de eleições parlamentares e presidenciais no prazo de um ano. Em entrevista ao Brasil de Fato, Arlene fala sobre o significado do acordo e as expectativas para o ingresso da Palestina na ONU em setembro.

Brasil de Fato – Você acredita que este acordo Hamas-Fatah tem alguma relação com os últimos acontecimentos no mundo árabe, como a revolução democrática egípcia?

Arlene Clemesha – Eles estão certamente relacionados, já que as revoltas têm pressionado as lideranças árabes de inúmeros países a realizar reformas e tentar solucionar temas importantes aos olhos da população. Além disso, a queda de [Hosni] Mubarak deixou o Fatah sem um importante apoiador, e a instabilidade na Síria de Bashar al-Assad fragiliza igualmente o Hamas. A população palestina está inquieta, tem realizado manifestações contra a ocupação israelense tanto na Cisjordânia como na Faixa de Gaza. Ou seja, a unificação nacional se apresenta como uma necessidade para as várias partes, inclusive para viabilizar a mais recente estratégia política da OLP que consiste em solicitar o ingresso da Palestina na ONU em setembro próximo, como forma de criar pressão internacional pelo fim da ocupação israelense dos territórios palestinos da Cisjordânia (incluindo Jerusalém oriental) e Faixa de Gaza.

Qual o significado desse acordo para a luta contra a ocupação israelense?

Arlene Clemesha –Diante do fracasso do processo de paz iniciado em 1991, continuidade na expansão dos assentamentos israelenses em territórios palestinos, e impossibilidade prática e crescente de se criar um Estado Palestino, as lideranças da OLP lançaram oficialmente uma estratégia política que consiste em solicitar o reconhecimento de um Estado palestino, pela ONU, em setembro, sobre as fronteiras internacionalmente reconhecidas de 1967, incluindo Jerusalém oriental e uma solução justa para os refugiados palestinos. Mesmo que reconhecido formalmente, o novo Estado ainda estaria sob ocupação militar israelense, mas a avaliação das lideranças palestinas é de que essa ação ajudaria evidenciar o isolamento de Israel na questão da sua ocupação ilegal dos territórios palestinos.

Para possibilitar que o pedido de reconhecimento do Estado palestino seja aceito pela grande maioria dos países membros da ONU, a unificação nacional é fundamental. Se a aceitação da Palestina na ONU de fato pressionaria Israel a terminar sua ocupação é muito questionável, mas o fato é que tem causado receio por parte do governo de ocupação. Sob tal impacto, Israel já anunciou que irá propor muito em breve um novo plano de paz aos palestinos, resta ver que condições irá oferecer. Deve-se notar que a postura do Hamas de condenação da morte de Bin Laden poderá prejudicar a unificação nacional e certamente contribui para justificar a postura intransigente israelense de anunciar que não irá reconhecer com um governo palestino onde haja a participação do Hamas. Inclusive, como sintoma imediato da sua determinação, suspendeu o repasse dos impostos e taxas de aduanas legalmente pertencentes ao governo palestino, numa ação que lembra em muito o boicote de 2006 ao governo palestino eleito, e que na ocasião levou justamente à ruptura nacional entre o Fatah e o Hamas.

Hamas e Fatah já haviam feito acordos antes. Qual é a diferença desse novo acordo?

O contexto é muito diferente e hoje ambas as partes sentem uma necessidade muito maior de unificação, coisa que não sentiam antes. A Faixa de Gaza está sofrendo uma crise humanitária prolongada e uma deterioração social que têm fomentado o surgimento de pequenos grupos islâmicos de oposição ao Hamas e, inclusive, mais radicais do que este. Na Cisjordânia, o movimento da sociedade civil também pode irromper a qualquer momento em uma nova Intifada. A unificação nacional, e a adoção de uma estratégia de luta comum, que possa pelo menos por hora, unificar tanto a OLP (notadamente o Fatah), o Hamas e a sociedade civil (representada em ONGS principalmente) pelo fim da ocupação tornou-se necessidade para a própria preservação das atuais estruturas políticas existentes.

Fonte:  Dafne Melo, do jornal Brasil de Fato.

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Paramos a motosserra. Até quando?

O adiamento da votação do Código Florestal em Brasília foi uma vitória. Na última quarta, depois de muita pressão, finalmente o governo entrou em campo e disse a Aldo e aos ruralistas que, do jeito que estava, seu projeto não tinha futuro. Isso só foi possível graças a vocês que participaram conosco da mobilização anti-projeto Aldo que fizemos nas redes sociais. A todos, nosso mais profundo obrigado.

Infelizmente, não nos sobra tempo para comemorar. As motosserras ruralistas voltarão a roncar alto esta semana, tentando empurrar o projeto de mudança do Código Florestal goela abaixo do país. não podemos baixar a guarda. Vamos falar com quem manda e cobrar diretamente do governo e da presidente Dilma uma atitude mais firme para desligar as motosserras que andam fazendo muito barulho no Congresso.

A ciência já avisou que a produção de alimentos também depende das florestas e que, com o que existe de terra aberta no Brasil podemos continuar – e quase duplicar – essa produção sem desmatar mais nenhum hectare. Precisamos de políticas agrícolas modernas, não de mais desmatamento.

Graças a nossas florestas e biodiversidade, o Brasil pode ser a primeira potência econômica e ambiental do planeta. Para quem possui tamanha riqueza, nada mais justo do que uma lei para protegê-la de grupos que querem encher seus bolsos de dinheiro ás custas do patrimônio de todos os brasileiros.

Contamos com você na mobilização que faremos em nosso Twitter e Facebook.

Fonte: Greenpeace Brasil.

Ilhota receberá sinalização turística da Costa Verde & Mar

Ilhota receberá sinalização turística da Costa Verde & MarA cidade de Ilhota receberá em breve placas que a identificarão com pertencente a região da Costa Verde & Mar. As sinalizações serão instaladas nas rodovias SC-470 e BR-470. Já o centro contará com placas turísticas marrons, com pictogramas de identificação dos equipamentos, de acordo com as regras do Ministério de Turismo.

Ao todo serão implantadas 142 placas de sinalização turística em rodovias federais e estaduais e nas malhas viárias municipais, dando acesso aos principais atrativos da região. Com a implantação do projeto, pretende-se melhorar as condições de deslocamento, segurança e trafegabilidade de turistas, população e usuários, ampliar o número de visitantes e melhorar a infraestrutura turística. “Este projeto representa um grande avanço na construção das políticas públicas regionalizadas. O objetivo é fazer com que os turistas trafeguem pela região com maior facilidade e segurança”, declarou a secretária Marisa Teresinha Pereira.

A aprovaçào dos recursos aconteceu em dezembro de 2010 e encontra-se em fase de autorização junto ao DEINFRA E DNIT.

APAE Ilhota comemora oito anos de vida

APAE Ilhota comemora oito anos de vida

A APAE Ilhota completou na última quinta-feira (05) oito anos de serviços prestados a comunidade. Na data, as professoras, alunos e direção prestaram uma homenagem às mães. Logo após realizou-se um sorteio de brindes. “Foi um dia muito especial. Além das comemorações, propiciamos um encontro das famílias de nossos educandos, que aproveitaram o momento  para um gostoso bate-papo. Agradecemos  com muito carinho a todos que se fizeram presentes e, aos que não puderam participar devido ao trabalho e outros motivos, com certeza, não faltará oportunidades da família apeana de Ilhota se reunir novamente”, destacou a presidente Rosana de Oliveira.

Ilhota terá toténs turísticos

Portal Turístico de Ilhota

Já está em fase de aprovação pelo Ministério do Turismo o projeto de implantação de toténs na entrada e saída do município de Ilhota. O projeto, feito pela secretária Marisa Terezinha Pereira e pelo arquiteto da AMFRI, Marcelo Garcia, ressalta o potencial da moda íntima, praia e fitness da cidade.

Segundo Marisa, o setor da confecção será representado por uma grande estrutura de aço, que remete à uma calcinha. Já o corpo do monumento terá um bloco de concreto que trará as inscrições da cidade. Acima uma bola representará a cabeça, onde estará escrito “Bem-vindo” em várias línguas. “Este conjunto representa o “I” da palavra Ilhota e o conjunto completo mostra uma pessoa de braços abertos dando as boas vindas aos visitantes da nossa cidade” ressalta.

A intenção é colocá-los nos limites da área urbana e no centro. “Na Barra de Luiz Alves, a perspectiva é criar uma área turística junto a chaminé lá existente, com reurbanização do local, de forma a permitir o estacionamento. Desta forma, os turistas teriam uma boa oportunidade de registrar nossa belas paisagens do rio Itajaí Açu e do Morro do Baú. Prevê-se para aquele local um PIT – Posto de Informação Turística”, explica Marisa.

Aniversário de Ilhota terá comemoração em dobro!

Firefox 5 será lançado dia 21 de junho

É que o Firefox 5 será lançado no dia 21 de junho. A Mozilla pretende lançar as versões 5, 6 e 7 até o final deste ano.

De acordo com uma atualização na página de releases da Mozilla, o Firefox 5 será lançado no dia 21 de junho. As atualizações mais rápidas, sempre com versões estáticas, foram prometidas pela Fundação no início do ano. A Mozilla planeja lançar até a versão 7 em 2011. Nenhuma informação a respeito de novos recursos do navegador foram revelados. O Firefox 4 foi lançado no dia 22 de março e alcançou o marco de 1 milhão de downloads em suas primeiras três horas de lançamento. O navegador bateu o recorde do Internet Explorer 9, que atingiu 2,4 milhões de downloads nas primeiras 24 horas.