Ilhota possui três mil jovens

Logo da Assessoria da Juventude de Ilhota

Os dados do IBGE apontam que hoje, no município de Ilhota, há 3.349 jovens entre 15 e 29 anos. Ou seja, 27,11% dos 12.355 habitantes da cidade. Ao todo, 1.698 são homens e 1.651 mulheres. A partir destes números, a Assessoria para Assuntos da Juventude poderá criar políticas públicas ainda mais focadas no seu público.

Para o coordenador do departamento, Dialison Cleber Vitti, algumas ações, como o projeto de lei PL-4529/2004, que dispõe sobre o Estatuto da Juventude, sendo tramitada na Câmara dos Deputados. “Em Ilhota estamos elaborando uma lei que dispõe sobre as políticas municipais dos direitos da juventude, compreendido nos seus aspectos da instituição, promoção, proteção e defesa, bem como estabelece normas gerais para a sua adequada e integral aplicação. Para fins do disposto dessa lei, consideramos o jovem a parcela da população entre 15 e 29 anos”, finalizou.

Faça o download do arquivo clicando neste ESTATÍSTICA DA JUVENTUDE ILHOTENSE – IBGE (Censo 2010).

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Aniversário do município e Ilhota Rock Festival juntos

Aniversário do município e Ilhota Rock Festival juntos

Ilhota completa 53 anos de história no dia 21 de junho . Para comemorar a data, a prefeitura já iniciou os preparativos para uma grande festa. Uma comissão foi montada para planejar a programação do evento. A primeira reunião aconteceu nesta semana entre o secretário de educação, Raul dos Santos, o secretário de Indústria e Comércio, Paulo Vilmar Batista, e o Assessor para Assuntos da Juventude, Dialison Cleber Vitti.

Algumas atividades já estão confirmadas, como o tradicional Estraatfeest. “Trata-se de uma festa feita na rua, onde os amigos se reúnem. Acreditamos que aconteça no domingo do dia 19”, contou Raul. O Ilhota Rock Festival também será uma grande novidade e integrará a programação. “É um super festival da música independente alternativa, que deve agitar a noite da sexta-feira do dia 17”, explica Dialison.

Mais uma reunião deverá acontecer na próxima semana para dar prosseguimento a programação.

24 horas para impedir a pena de morte a gays em Uganda

Impeça a pena de morte a gays em Uganda!

Em 24 horas, O parlamento de Uganda pode votar uma nova lei brutal que prevê a pena de morte para a homossexualidade. Milhares de ugandenses poderiam enfrentar a execução – apenas por serem gays.

Nós ajudamos a impedir esta lei antes, e podemos fazê-lo novamente. Depois de uma manifestação global massiva ano passado, o presidente ugandense Museveni bloqueou o progresso da lei. Mas os distúrbios políticos estão crescendo em Uganda, e extremistas religiosos no parlamento estão esperando que a confusão e violência nas ruas distraia a comunidade internacional de uma segunda tentativa de aprovar essa lei cheia de ódio. Nós podemosmostrar a eles que o mundo ainda está observando. Se bloquearmos o voto por mais dois dias até que o parlamento feche, a lei expirará para sempre.

Nós não temos tempo a perder. Quase metade de nós já se juntou ao chamado – vamos chegar a um milhão de vozes contra a pena de morte para gays em Uganda nas próximas 24 horas – clique aqui para agir, e então encaminhe este e-mail para todos: http://www.avaaz.org/po/uganda_stop_homophobia_petition/?vl.

Ser gay em Uganda já é perigosoe aterrorizante. Eles são frequentemente assediados e espancados, e apenas há alguns meses o ativista de direitos gays David Kato (foto acima), foi brutalmente assassinado em sua própria casa. Agora os ugandenses da LGBT são ameaçados por essa lei draconiana que impõe prisão perpétua a pessoas condenadas por relações com o mesmo sexo e a pena de morte para “ofensores sérios”. Até mesmo ONGs trabalhando para prevenir a disseminação do HIV podem ser condenadas por “promover a homossexualidade” sob essa lei cheia de ódio.

Agora mesmo, Uganda está em tumulto político – na onda da primavera árabe, pessoas em todo o país estão tomando as ruas, protestando contra os altos preços de comida e gasolina. O presidente Museveni respondeu reprimindo violentamente a oposição. Essa revolta forneceu aos extremistas religiosos no parlamento a chance perfeita de tirar da gaveta a lei homofóbica apenas dias antes do parlamento ser fechado e todas as leis propostas serem apagadas dos livros.

O presidente Museveni desistiu desta lei no ano passado depois da pressão internacional ameaçar o suporte e auxílio a Uganda. Com protestos violentos varrendo as ruas, seu governo está mais vulnerável que nunca. Vamos fazer uma petição com a força de um milhão para impedir a lei da pena de morte para gays novamente e salvar vidas. Nós temos apenas 24 horas – assine abaixo, e então conte a amigos e família: http://www.avaaz.org/po/uganda_stop_homophobia_petition/?vl.

Este ano nós nos solidarizamos com o movimento de igualdade de Uganda para mostrar que toda vida humana, não importa o credo, nacionalidade ou orientação sexual, é igualmente preciosa. Nossa petição internacional condenando a lei da pena de morte para gays foi entregue ao parlamento – impulsionando uma rede de notícias globais e pressão suficiente para bloquear a lei por meses. Quando um jornal publicou 100 nomes, fotos e endereços de suspeitos gays e os identificados foram ameaçados, a Avaaz auxiliou uma ação legal contra o jornal e nós ganhamos! Juntos nós nos levantamos, por vezes e vezes, pela comunidade gay de Uganda – agora eles precisam de nós mais que nunca.

Com esperança e determinação, Emma, Iain, Alice, Morgan, Brianna e o resto da equipe da Avaaz.

Fontes

Apoie a comunidade da Avaaz! Nós somos totalmente sustentados por doações de indivíduos, não aceitamos financiamento de governos ou empresas. Nossa equipe dedicada garante que até as menores doações sejam bem aproveitadas — clique para doar.

A morte do facínora e a ficção da realidade

A morte de Osama Bin Laden parece confirmar aquele lugar comum de que a realidade imita arte. No imaginário americano, pela característica imutável do herói que arrosta o mundo e que o resolve dentro da “lei e da ordem” (a prescindir da sociedade, evidentemente), a cena final se dá sempre com o duelo fatal entre o mocinho – o xerife digamos – e o bandido. Haveria que acrescentar alguma coisa à foto divulgada pela internet em que aparecem Obama e Hilary Clinton a ver ao vivo e a cores o ataque final das tropas americanas ao último reduto do terrorista? Talvez à cena muda se pudesse acrescentar uma música de John Williams (“Guerra nas Estrelas”), ou de Ennio Morricone (“Dólar Furado”); ela aduziria aos últimos momentos da morte do facínora, o sentido épico que a tornaria então ficcional, como nos velhos westerns. Tudo, no fundo, parece se resumir àquela resposta que Picasso deu a alguém que observou não ser o retrato que ele fizera de uma escritora, muito parecida com a própria. Picasso retrucou que ela ficaria parecida um dia. De fato, um dia a cena verdadeira dos dois mandatários a olharem a operação especial das tropas no Paquistão, ficarão iguaizinhas as de um filme de ficção. São cenas verdadeiras – mas elas imitarão a sétima arte até se tornarem tão parecidas quanto.

É, por ora, uma hipótese. Mas a realidade parece sempre se tornar arte por hipótese, dentro das possibilidades do imaginário coletivo. Aos pintores impressionistas, dá-se-lhes o crédito de terem antecipado a velocidade do mundo moderno, ao criarem uma pintura difusa, esvoaçante como a imagem que captamos de dentro de um automóvel em alta velocidade. Eles teriam antevisto a fugacidade de um universo em transformação. É essa a dimensão também musical da pintura que nasceu no século XIX: Monet, Pissarro e Sisley pintaram o tempo. Em relação ao cinema americano, a coisa parece ser bem mais complexa: há a imitação do cinema catastrofista na cena assustadora dos aviões a explodirem as torres gêmeas. O temível é que já a tínhamos devidamente antecipada naquelas fitas em que tudo explode – do mundo à casa em que só restou o facínora. E que, a depender do sucesso do filme, o bandido se salvará (da mesma forma que o herói, por milagre), para voltar a assombrar a vida de Gotahm City, mas a engordar, igualmente, os bolsos de Hollywood.

Não é de se esperar – Deus nos livre! – de que o homem morto no Paquistão volte em carne e osso para assombrar os americanos e, por tabela, a tê-los em prontidão, de novo, para bombardearem cidades e países – já que a lógica é essa: desde que o bandido esteja escondido em algum lugar – na suposição de que esse lugar seja uma aldeia ou uma cidade – que desapareçam as aldeias e as cidades. Nada impedirá que, em nome da justiça norte-americana, o xerife ponha abaixo o celeiro ou o próprio edifício, suposto QG do inimigo público número um. Já vimos esse filme antes: ele começou nas telas, mas estendeu-se ao Vietnã, ao Afeganistão, ao Iraque, sempre sob a explosão real, a ceifar vidas, famílias e, eventualmente, até terroristas.

A tragicidade da música de Gustav Mahler, que morreu em 1911, talvez fosse a expressão de seu mundo. Um intelectual brasileiro, há alguns anos, alertava que a chamada Belle Époque só foi bela para as classes dirigentes, engalanadas nos salões de Viena e Paris, a dançar as valsas de Strauss e Offenbach ( belíssimas, sem dúvida). Mas a época, para a esmagadora maioria das populações não só da Europa, foi uma das mais funestas, principalmente para as massas de operários – que se contavam entre crianças de ambos os sexos, adultos idem; e que constituíam o grosso massivo da população nos alvores da industrialização européia.

Mahler, freqüentador do “grand monde” de seu tempo, com a sua sensibilidade de artista genial, teria refletido a realidade da “Belle Époque”, não só nos meios aristocráticos, onde tudo era, como no título da valsa de Johann Strauss, “Vinho Mulher e Canto”, mas também na tragédia das massas exploradas, com o único direito de morrer de fome e de doença nas minas de carvão, nas indústrias têxteis, e nas siderúrgicas ainda incipientes. No mais, Mahler teria antevisto o morticínio da Primeira Guerra (19 milhões de mortos). Dizer que a história imitou Mahler não parece, no fundo, um exagero.

O que congestiona a nossa desconfiança medrosa, pode não ser, portanto, as repetições reais dos filmes de guerra ao terror, que vêm por aí. Já as temos em demasia nos raros documentários que nos chegam sobre os conflitos em que o presidente Obama, Prêmio Nobel da Paz (?), parece continuar irremediavelmente atolado. O que atemoriza, com um medo real, é que os filmes e os livros sobre o “Big Brother” que tudo vê e tudo sabe, estejam mais uma vez a nos esconder a realidade- aquela que imita a arte principalmente nessas instalações das bienais: ao entrarmos nos recintos sufocantes, vê-mo-nos ameaçados por alguma coisa que não está dita, um ar rarefeito, que nos arrepia e que se torna tão mais assustador pela invisibilidade sempre presente – um fantasma que é a única coisa que sabemos existir pelo entredito na sombra fugidia, nunca explicitado, apenas uma premonição.

É que há uma dúvida insidiosa na morte de Bin Laden; cremos nela tanto quanto sabemos haver sempre a desconfiança de que não basta o atestado de óbito no final do filme – a garantir que o monstro morreu no petardo detonado que pôs abaixo todo um quarteirão. O caso se torna resolutamente assustador na possibilidade de que “há boi na linha”, como dizia a musiquinha antiga, não apenas pelo que se configura um assassinato puro e simples, como só determinados filmes de Hollywood nos compensam de mostrar (já que passamos a odiar até onde isso possa se conceber a figura do vilão). Não parece politicamente correto que Eliot Ness, mate o assassino de seu amigo num ato compreensível de vingança pelo desprezo que o bandido manifesta por seus próprios atos vis. Na contramão de que o policial incorruptível lhe repita a velha fórmula “você tem o direito de ficar calado, etc. etc” – o assassino zomba da lei. Portanto, nós até achamos pouco que ele o assassine, deliberadamente.

Como se fez com o terrorista Bin Laden, que concebeu o assassínio de milhares de pessoas. As forças especiais que mataram Bin Laden sob a assistência coonestadora das mais altas autoridades americanas, sabiam que o mesmo sentimento do espectador do filme sobre o policial intocável – Eliot Ness – seria perfeitamente partilhado pelo mundo real que lhe interessa – inclusive pela Suprema Corte americana. No fim das contas, bem antes, como no “Dirty Harry“, de Clint Eastwood, ela acedeu que, em nome da segurança nacional, se torturassem; e que se continuem a torturar os presos de Guantánamo.

Um advogado chegado em anos – evidentemente não entrevistado pela grande mídia – observava do alto de seu justicialismo, logo após o anúncio da morte de Bin Laden, que ninguém viu até agora o “corpo de delito”, ou antes, o cadáver “amaldiçoado” do terrorista. Como se sabe, o presidente dos EUA, proibiu a divulgação da foto do homem (não teria olhos? pouparam-lhe os órgãos sexuais?). A suposição, mais que impositiva, de que qualquer assassinato, para o bem e para o mal, impõe como prova de que apareça o cadáver, desta vez não se cumpriu. E aí sobrevém o medo de nós outros, os espectadores dos filmes e os protagonistas da história: e se Bin Laden não morreu? Como nas fitas de terror, o serial killer pode não ser o corpo encontrado nos escombros da explosão final, pouco antes do fim do filme. Logo, por nossa experiência cinematográfica, já antevemos que ele poderá reaparecer para esquartejar outras vítimas no “Estripador 2, 3, 4”, e assim por diante. Se a história imita a arte – será demais perguntar o que realmente houve nesse caso nebulosíssimo, em que os ingredientes dos filmes de mistério – e de terror – são até primários, para não dizer, ridículos? “Nós os jogamos no mar com todo o respeito aos estritos rituais islâmicos”. É isso?

A hipótese de que seja menos história e mais ficção – impõe o temor suplementar de que, a não ser verdadeira a tal versão, estamos ameaçados de sermos vítimas, mais uma vez, de uma invenção (como aquela das “armas de destruição em massa”, de Sadam Hussein). Só que, agora, a ser comandada por personagens reais – homens e mulheres que detêm o poder não sobre a vida ou a morte – mas sobre a ficção a ser aceita compulsoriamente. Sem que possamos dizer de que não se trata de um filme.

Há situações em certas fitas policiais em que, logo às primeiras tomadas, já sabemos que o assassino é o mordomo. A menos que os ingredientes de ficção não se confirmem, talvez haja que se recuperar o cadáver do fundo do mar – Santo Deus! Quem sabe até relevemos que se cometam execuções ao revés de todo o estado de direito de que os EUA se dizem campeões. A hipótese contrária não parecer ser a de que pipoquem histórias como as que invadiram as livrarias depois da Segunda Guerra em que alguém afirmava que “Hitler não morreu” (quem sabe seria aquele estrangeiro caladão que mora ao lado). Mas que, uma vez mais, o mundo seja feito de bobo, como já aconteceu. E que isso configure o pior; que a realidade imite, daqui por diante, a mentira. E não apenas a arte.

Escrito por Enio Squeff, artista plástico e jornalista.

Fez-se vingança, não justiça

Alguém precisa ser inimigo de si mesmo e contrário aos valores humanitários mínimos se aprovasse o nefasto crime do terrorismo da Al Qaeda do 11 de novembro de 2001 em Nova Iorque. Mas é por todos os títulos inaceitável que um Estado, militarmente o mais poderoso do mundo, para responder ao terrorismo se tenha transformado ele mesmo num Estado terrorista. Foi o que fez Bush, limitando a democracia e suspendendo a vigência incondicional de alguns direitos, que eram apanágio do pais. Fez mais, conduziu duas guerras, contra o Afeganistão e contra o Irã, onde devastou uma das culturas mais antigas da humanidade nas qual foram mortos mais de cem mil pessoas e mais de um milhão de deslocados.

Cabe renovar a pergunta que quase a ninguém interessa colocar: por que se produziram tais atos terroristas? O bispo Robert Bowman de Melbourne Beach da Flórida que fora anteriormente piloto de caças militares durante a guerra do Vietnã respondeu, claramente, no National Catholic Reporter, numa carta aberta ao Presidente:”Somos alvo de terroristas porque, em boa parte no mundo, nosso Governo defende a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvos de terroristas porque nos odeiam. E nos odeiam porque nosso Governo faz coisas odiosas”.

Não disse outra coisa Richard Clarke, responsável contra o terrorismo da Casa Branca numa entrevista a Jorge Pontual emitida pela Globonews de 28/02/2010 e repetida no dia 03/05/2011. Havia advertido à CIA e ao Presidente Bush que um ataque da Al Qaeda era iminente em Nova York. Não lhe deram ouvidos. Logo em seguida ocorreu, o que o encheu de raiva.

Essa raiva aumentou contra o Governo quando viu que com mentiras e falsidades Bush, por pura vontade imperial de manter a hegemonia mundial, decretou uma guerra contra o Iraque que não tinha conexão nenhuma com o 11 de setembro. A raiva chegou a um ponto que por saúde e decência se demitiu do cargo.

Mais contundente foi Chalmers Johnson, um dos principais analistas da CIA também numa entrevista ao mesmo jornalista no dia 2 de maio do corrente ano na Globonews. Conheceu por dentro os malefícios que as mais de 800 bases militares norte-americanas produzem, espalhadas pelo mundo todo, pois evocam raiva e revolta nas populações, caldo para o terrorismo. Cita o livro de Eduardo Galeano“As veias abertas da América Latina”, para ilustrar as barbaridades que os órgãos de Inteligência norte-americanos por aqui fizeram. Denuncia o caráter imperial dos Governos, fundado no uso da inteligiência que recomenda golpes de Estado, organiza assassinato de líderes e ensina a torturar. Em protesto, se demitiu e foi ser professor de história na Universidade da Califórnia. Escreveu três tomos “Blowback”(retaliação) onde previa, por poucos meses de antecedência, as retaliações contra a prepotência norte-americana no mundo. Foi tido como o profeta de 11 de setembro. Este é o pano de fundo para entendermos a atual situação que culminou com a execução criminosa de Osama Bin Laden.

Os órgãos de inteligência norte-americanos são uns fracassados. Por dez anos vasculharam o mundo para caçar Bin Laden. Nada conseguiram. Só usando um método imoral, a tortura de um mensageiro de Bin Laden, conseguiram chegar ao su esconderijo. Portanto, não tiveram mérito próprio nenhum.

Tudo nessa caçada está sob o signo da imoralidade, da vergonha e do crime. Primeiramente, o Presidente Barak Obama, como se fosse um “deus” determinou a execução/matança de Bin Laden. Isso vai contra o princípio ético universal de “não matar” e dos acordos internacionais que prescrevem a prisão, o julgamento e a punição do acusado. Assim se fez com Hussein do Iraque,com os criminosos nazistas em Nürenberg, com Eichmann em Israel e com outros acusados. Com Bin Laden se preferiu a execução intencionada, crime pelo qual Barak Obama deverá um dia responder. Depois se invadiu território do Paquistão, sem qualquer aviso prévio da operação. Em seguida, se sequestrou o cadáver e o lançaram ao mar, crime contra a piedade familiar, direito que cada família tem de enterrar seus mortos, criminosos ou não, pois por piores que sejam, nunca deixam de ser humanos.

Não se fez justiça. Praticou-se a vingança, sempre condenável.”Minha é a vingança” diz o Deus das escrituras das três religiões abraâmicas. Agora estaremos sob o poder de um Imperador sobre quem pesa a acusação de assassinato. E a necrofilia das multidões nos diminui e nos envergonha a todos.

Escrito por Leonardo Boff,  teólogo e escritor.

Google apresenta o Chromebook

O Chromebook

Samsung e Acer foram as fabricantes escolhidas para carregar o sistema operacional da empresa em seus notebooks.

Assim como era esperado, a Google aproveitou o Google I/O, evento para desenvolvedores que está acontecendo em São Francisco, nos Estados Unidos, para anunciar o lançamento do seu Chrome OS e dos notebooks que rodarão o novo sistema operacional.

Os Chromebooks, como serão chamados, serão fabricados primeiramente pela Acer e Samsung e estarão disponíveis no dia 15 de junho em sete países: Estados Unidos, Reino Unido, França, Holanda, Alemanha, Itália e Espanha. Ambos vão rodar o sistema operacional Chrome e trarão um conceito diferente de computadores pessoais.

Segundo a companhia, o conceito do Chromebook é trazer as funcionalidades do smartphone para o seu laptop, ou seja: praticidade, leveza, bateria que dura o dia inteiro e funcionalidades que mantêm o computador sempre conectado. No entanto, os notebooks darão opções de acesso a serviços offline como o Google Calendar, Google Docs e Gmail. Os modelos são capazes de dar boot em apenas 8 segundos e o sistema operacional será atualizado via web, de forma automática.

O produto da Samsung chega com o preço entre US$ 425 a US$ 499 e o da Acer, a partir de US$ 349. A versão da Samsung traz display de 12.1 polegadas, e o modelo da Acer terá tela de 11.6 polegadas. Apesar do conceito prever baterias de longa duração, os primeiros Chromebooks têm autonomia de, no máximo, 8 horas. A empresa ainda disse que quer focar no setor da educação e negócios. Para isso, irá disponibilizar aluguel dos computadores para estudantes por US$ 20 por mês, e para profissionais por US$ 28.

Sobre o sistema operacional Chrome, a empresa disse que a aparência será como a do navegador de internet, que hoje é usado por 160 milhões de pessoas no mundo todo. De acordo com os executivos, as atualizações do sistema serão feitas automaticamente e aplicativos, jogos, fotos, músicas e emails ficarão disponíveis na nuvem, podendo ser acessados de qualquer Chromebook. Além disso, o sistema terá diversas camadas de segurança, o que deve eliminar a necessidade de antivírus.

A Google disponibilizou uma página com mais detalhes sobre os novos notebooks. Clique aqui para conferir.

Final do Campeonato Municipal de Futsal terá entrada limitada

Final do Campeonato Municipal de Futsal terá entrada limitada

A final do Campeonato Municipal de Futsal “Taça Nilson Reinert” acontecerá na próxima sexta-feira (13). Em conformidade com as medidas de segurança do Corpo de Bombeiros, a entrada no Ginásio de Esportes Oswaldo Teixeira de Mello será limitada. Somente 500 pessoas poderão assistir ao jogo de Fazenda Juriti e Padaria Pafean, que disputam o primeiro lugar. A terceira posição será concorrida por Vila Nova e Bianchessi Têxtil Pedra de Amolar. Os interessados em prestigiar os jogos podem solicitar os ingressos totalmente gratuitos junto ao Departamento Municipal de Esportes e com as equipes finalistas. Confira abaixo tabela atualizada e lista dos artilheiros e goleiros menos vazados. Mais informações pelo telefone 3343-7289.

Apontamentos sobre as mudanças aprovadas no 6º Congresso e os rumos da Revolução Cubana

Fidel Castro fotografado por mim no 46º Congreso da UNE realizado em Belo Horizonte

Terminou no dia 26 de abril, terça-feira, em Havana, o 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba. Uma vez concluídas as discussões, é possível analisar mais concretamente os impactos da chamada reestruturação econômica sobre a revolução cubana e dialogar com as muitas preocupações que têm sido manifestadas em relação às mudanças no sistema econômico. Além das propostas na economia, o Congresso apontou ainda mudanças na estrutura política do partido e do Estado, que serão debatidas numa conferência específica, a realizar-se em janeiro do próximo ano, e que buscará colocar o partido e o Estado no ritmo da modernização proposta inicialmente no campo econômico. Portanto, atenho-me aqui apenas às mudanças previstas para a economia.

Antes, é preciso fazer uma preliminar. Muito se escreveu sobre o caráter do Congresso e o quão inócuo ele seria diante do poder concentrado nas mãos de uma “elite burocrática” que controla o partido e o Estado. Estive em Cuba entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano e pude atestar o engajamento da sociedade cubana nas discussões preparatórias ao Congresso. Em todos os bairros, nas escolas, nos CDRs, nas fábricas e nas organizações políticas – Federação de Estudantes Universitários, Central dos Trabalhadores de Cuba, Federação de Mulheres – discutia-se ativamente os impactos das medidas propostas pelo “Projeto de Lineamentos da Política Econômica e Social”.

Portanto, não procede a idéia de que o Congresso foi realizado apenas para aprovar aquilo que o Comitê Central já havia determinado. Definitivamente, em Cuba não se vive uma “democracia de fachada”. Aliás, as diferenças circulavam livremente no debate pré-congressual, e iam desde a proposta de abolição da famosa “libreta” até o regime de produtividade, passando pelo problemático bimonetarismo, e encontrando pouco consenso mesmo entre os quadros do partido. Aliás, fruto do debate realizado nos diversos segmentos da sociedade cubana, foi apresentada ao Congresso a proposta de reformulação de cerca de 68% das diretrizes apresentadas inicialmente, o que demonstra a força das organizações sociais no debate preparatório ao Congresso.

Os debates econômicos

Uma das críticas que o processo de reestruturação econômica tem recebido esta no fato de colocar a produtividade no centro do problema econômico. Sob a idéia de que “socialismo é igualdade de direitos e oportunidades, e não igualitarismo” o Congresso questionou o atual sistema econômico, inspirado no modelo soviético de Estado e de economia e baseado na estatização de todas as atividades econômicas. As soluções apontadas, apesar do temor de setores da esquerda latino-americana, em nada se parecem com a abertura chinesa ou vietnamita dos anos 70/80, muito menos podem ser anacronicamente comparadas a uma espécie de perestroika tardia.

A economia cubana sobrevive apesar de sua irracionalidade, mas sobrevive mal. Numa fazenda em que seriam necessários cinco trabalhadores para cumprir com qualidade as tarefas de produção, havia dez. Trabalhadores do serviço público, com jornada diária de oito horas, que vão embora no meio da jornada. Jovens completamente desinteressados por qualquer profissão que envolva tarefas braçais ou manuais. Menosprezo pelo trabalho no campo. Esses são apenas alguns dos sintomas identificados ao longo dos últimos anos.

Como enfrentar essa situação? É fato que Cuba necessita de recursos capazes de manter os excelentes serviços prestados pelo Estado. Mas o país não é auto-suficiente em praticamente nenhum ramo da economia. Para ter acesso a bens indispensáveis à sua sobrevivência, Cuba precisa recorrer ao mercado internacional, onde os preços são determinados pela concorrência entre grandes grupos econômicos e monopólios. Para ter acesso a esses bens, Cuba precisa comercializar seus excedentes, precisa produzir mais, vender mais; e para isso, tem de alcançar níveis máximos de produtividade. Essa explicação, um tanto prosaica, seria dispensável, não fosse o fato de grande parte das análises sobre as mudanças aprovadas pelo 6º Congresso do PCC desconsiderarem esta realidade. Em bom “economês”, Cuba precisa manter um saldo favorável de sua conta corrente, o que significa exportar mais, importar menos, gerando mais dividendos e remessas. A linguagem parece estranha à retórica da revolução cubana, mas está presente como meta dos Lineamentos (Capítulo II, item nº 40) que foram amplamente discutidos pela sociedade cubana.

Usemos um exemplo concreto. Digamos que em uma usina de açúcar, sejam necessários para cumprir as metas de produção um total de 30 trabalhadores. Porém, ao invés de 30, a usina emprega 50. Essa situação diminui a produtividade e gera vários outros problemas. A usina, assim, precisa diminuir seu quadro funcional de 50 para 30 trabalhadores para ajustar-se às metas de produtividade. Para isso, será composta uma comissão formada por trabalhadores e os diretores daquela unidade de produção. Essa comissão receberá dos trabalhadores uma proposta com os nomes dos 20 funcionários que deverão ser dispensados com base em critérios objetivos. Uma vez dispensados daquela unidade de produção, o Estado lhes oferecerá duas opções de reocupação laboral:

  • Receber crédito para a abertura de um pequeno negócio familiar (um restaurante, uma sapataria, uma marcenaria, etc.); e
  • Recolocação em outro ramo da produção estatal – preferencialmente na agricultura.

Caso o trabalhador demitido não queira abrir seu próprio negócio e nem esteja disposto a seguir trabalhando em outro setor da produção estatal, ainda assim o Estado lhe oferecerá cinco meses de seguro-social. Isso, incrivelmente, não está presente na maioria das análises que tem sido publicadas. Reclamam que o Estado cubano não está disposto a manter indefinidamente os indivíduos que não querem trabalhar e não mencionam que ele, o Estado, oferecerá pelo menos duas alternativas de ocupação imediata ao trabalhador dispensado. Um estranho socialismo este defendido por certos analistas, onde o trabalho ocupa posição secundária em relação aos deveres de um Estado paternalista.

Concretamente, além da realocação de uma parte dos trabalhadores hoje localizados em setores estatais da economia, a proposta aprovada prevê que os trabalhadores que vierem a se tornar empreendedores por conta própria ou micro-empresários pagarão um imposto sobre os rendimentos que poderá chegar aos 50% para as receitas mais altas da tabela, evitando assim o surgimento de uma pequena-burguesia vinculada ao setor de serviços. Além disso, um decreto-lei do Conselho de Estado regulamentou recentemente a atuação das empresas mais eficientes, e determinou que cada unidade, de acordo com a sua tecnologia, elaborará a sua própria estrutura e organização, “redimensionando os processos que não atinjam os níveis de rentabilidade previstos, bem como os que perderam a sua competitividade”. Ou seja, a autonomia das unidades de produção será o elemento que garantirá um processo de reordenamento da força de trabalho o mais objetivo possível, evitando apadrinhamentos ou subjetivismos.

Assim, a idéia de uma abertura descontrolada da economia está completamente fora de questão, tanto quanto a idéia de um processo de demissões em massa, conforme tem sido divulgada pela imprensa burguesa e pelos oportunistas de plantão: os trabalhadores que serão dispensados de seus postos terão ao menos duas opções para seguirem ajudando seu país. Enquanto isso, ao contrário do que aconteceu em países como a China, o grande capital privado internacional não terá um milímetro a mais de espaço que aquele reservado a ele no setor de turismo hoje.

Por fim, é preciso lembrar que muitos analistas que oram criticam as mudanças aprovadas pelo 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba, omitem de suas análises os impactos do bloqueio econômico imposto pelos EUA há mais de 50 anos. Informe publicado pelo governo de Cuba sobre a Resolução 64/6 da Assembléia Geral da ONU, revela os prejuízos do bloqueio à economia do país. Segundo o documento “os danos econômicos se devem fundamentalmente à necessidade de adquirir medicamentos, reativos, peças de reposição para equipamentos médicos, instrumentos e outros insumos em mercados distantes e muitas vezes com o uso de intermediários, o que traz um incremento nos preços”. Apenas entre abril de 2009 e março de 2010, o bloqueio trouxe um prejuízo de mais de U$ 155 milhões nas relações comerciais de Cuba com o exterior, valor irrisório considerando-se a balança comercial de países desenvolvidos, mas que afeta duramente a frágil economia cubana.

Por tudo isso, fica evidente que as mudanças aprovadas pelo Congresso não ameaçam as conquistas essenciais da revolução cubana nem interferem em seu caráter profundamente comprometido com o socialismo e a justiça social. Os problemas de Cuba são conhecidos e não é possível enfrentá-los com frases de efeito ou saídas de manual. É tarefa do povo cubano reinventar seu socialismo. Até lá, confiemos nos homens de Praia Girón.

Escrito por Juliano Medeiros.

Assaltante de taxista deu nome falso para a polícia

O assaltante que rendeu o taxista Silvio Poleza na tarde de segunda-feira, 8, se apresentou aos policiais como Hélio dos Santos, porém, após verificar os dados do acusado com o sistema penitenciário, a polícia descobriu que tratava-se de José Carlos da Silva, de 50 anos, popularmente conhecido como Toninho.

Segundo a polícia, Toninho tem passagens por vários crimes e estava foragido do Presídio de Blumenau desde o dia 27 de abril. Ele afirmou ser viciado em drogas e disse que teria cometido o assalto para conseguir dinheiro para manter o vício. Ele foi autuado e encaminhado novamente ao presídio.

O taxista Silvio Poleza, que tem seu ponto de táxi na Praça Getúlio Vargas, foi assaltado na tarde desta segunda-feira, 8. Poleza saiu com a corrida e quando chegou próximo a Ilhota o passageiro deu voz de assalto com uma pistola em punho e fugiu com o veículo.

O sujeito era tão azarado, que ficou na mão pois acabou o combustível do carro.  Ele então abandonou o veículo e pediu nova corrida, de outro taxista, foi quando a polícia chegou e  prendeu Hélio dos Santos, com uma pistola de brinquedo. Ele foi conduzido ao presídio de Blumenau.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Vale.

Brasil adere a campanha mundial e lança Pacto pela Redução de Acidentes no Trânsito

A segurança no trânsito e a redução do número de acidentes com vítimas são o tema da nova campanha do governo federal, lançada nesta quarta-feira (11/5) pelo Ministério das Cidades, por meio do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), e pelo Ministério da Saúde. O “Pacto Nacional pela Redução dos Acidentes no Trânsito – Um Pacto pela Vida” tem a meta de estabilizar e reduzir o número de mortes e lesões em acidentes de transporte terrestre nos próximos dez anos, em adesão ao Plano de Ação da Década de Segurança no Trânsito 2011-2020, lançado hoje pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A Assembleia Geral das Nações Unidas, por meio da Resolução A/64/L44, proclamou o período de 2011 a 2020 como a década para ações de redução de acidentes de trânsito em todo o mundo. Essa resolução foi elaborada com base em dados da Organização Mundial de Saúde, que registrou no ano de 2009 cerca de 1,3 milhões de mortes no trânsito, em 178 países.

O Pacto Nacional pela Redução dos Acidentes no Trânsito convida órgãos e entidades de trânsito federais, estaduais e municipais e organizações não-governamentais a trabalharem juntos para reverter o quadro que indica o Brasil como o 5º lugar entre os países recordistas em acidentes de trânsito, precedido pela Índia, China, EUA e Rússia.

Mobilização

Em todo o mundo, a mobilização será marcada pela iluminação na cor amarelo-laranja dos principais monumentos públicos de cada país. No Brasil, serão iluminados o Cristo Redentor (RJ) e o Edifício Sede do Ministério da Saúde, em Brasília. Com a adesão ao Pacto, o governo brasileiro assume o compromisso internacional de reduzir as mortes a partir de um plano de ação nacional que será divulgado em setembro de 2011.

Acidentes de trânsito no Brasil

No lançamento do Pacto foram apresentados dados de uma pesquisa inédita, patrocinada pelo Ministério da Saúde, que analisou a associação entre o consumo de álcool e os acidentes de trânsito em seis capitais do país – Recife, Manaus, Fortaleza, Brasília, São Paulo e Curitiba. O estudo mostra ainda que pedestres, ciclistas e passageiros também são responsáveis pelos acidentes de trânsito e reforça a necessidade de políticas públicas de educação voltadas a esses públicos.

Em 2010, foram realizadas 145.920 internações de vítimas dos acidentes no trânsito financiadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com um custo de aproximadamente R$ 187 milhões. Os homens representaram 78,3% das vítimas (114.285), enquanto as mulheres representaram 21,7%. A maioria das pessoas internadas tinha entre 15 e 59 anos: faixa etária de 84,9% dos homens e 70,8% das mulheres.

Os dados do Ministério da Saúde também mostram que a cada 100 mil brasileiros, 76,5 foram internados em 2010 em decorrência de acidentes no trânsito. As maiores taxas são entre os motociclistas (36,4 por 100 mil) e pedestres (20,5 por 100 mil).