Reajuste de servidores é discutido

Vereador Prebianca solicitou a audiência pública / Foto: Arquivo Jornal Metas

Câmara de Vereadores de Ilhota realiza audiência pública na noite desta segunda-feira (16).

A discussão sobre o reajuste salarial dos servidores públicos municipais de Ilhota vai parar na Câmara de Vereadores nesta segunda-feira. Uma audiência pública foi marcada para as 19h com o objetivo de apresentar e discutir a proposta feita pelo Executivo e a posição dos trabalhadores.

A Prefeitura propôs um aumento de 6,30%, valor correspondente a inflação dos últimos 12 meses. No entanto, a categoria reivindica um ganho real além da reposição, que somados chegaria a 10%.

O vice-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da Região da Foz do Rio Itajaí, João Roberto, explica que o prefeito afirmou a eles que não teria recursos para dar um ganho real, uma versão que a entidade não acredita: “A Prefeitura de Ilhota teve aumento na arrecadação no último ano. A situação do Executivo não é ruim, tanto que o prefeito chegou a ir à imprensa para falar sobre o assunto. Não é um pedido muito alto, apenas um pequeno ganho real”, diz Roberto.

Autor da proposta da audiência, o vereador Roberto Prebianca (PP) lembra que outros municípios da Foz do Itajaí derem ganhos reais aos servidores na hora do reajuste salarial. “Os trabalhadores estão ganhando pouco, sabemos disso. A ideia da audiência é apresentar as propostas de cada lado para chegarmos a um consenso”, declara.

Fonte: Jornal Metas.

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Cartilha lista técnicas agrícolas sustentáveis

Elaborada com apoio de PNUD e Embrapa, coleção de livros aposta em linguagem simples para mostrar práticas no manejo de espécies.

O PNUD e a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia lançaram, nesta sexta-feira (13), em Brasília, uma coleção de cartilhas que busca incentivar agricultores e extensionistas rurais – profissionais que disseminam conhecimentos e técnicas de expansão e produção alimentar – a adotar práticas sustentáveis no manejo de plantas e frutas. Os textos trazem ainda informações sobre o calendário de colheitas e a importância social e econômica das espécies.

O lançamento foi realizado na sede central da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), e contou com a presença da oficial de programa do PNUD Rose Diegues (foto), além de diretores da instituição, da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e do Ministério do Meio Ambiente, entre outras autoridades. As cartilhas também foram produzidas em parceria com o ISPN (Instituto Sociedade, População e Natureza).

Os primeiros cinco livros trazem como tema espécies importantes para a alimentação (pequi, mangaba, umbu, coquinho azedo) e o artesanato (capim dourado e buriti) de famílias de proprietários rurais. Nas publicações, há informações sobre a distribuição dos espécimes, características e ciclo de vida das plantas, calendário de colheita, importância social e econômica, além de receitas com mangaba, umbu, coquinho azedo e pequi e dicas de coleta e uso sustentável do capim dourado e do buriti para artesanato.

“Mas o mais interessante são as recomendações e boas práticas de manejo e transporte. As cartilhas explicam quais cuidados se precisa ter com as espécies e como plantá-las”, afirma Aldicir Scariot, pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e coordenador da iniciativa.

Linguagem simples

A intenção é auxiliar a preservar, no local, os recursos genéticos nativos e permitir a sustentabilidade da atividade por longos prazos. Um dos pontos altos da coleção, de distribuição gratuita, é sua linguagem simples e fácil de ser interpretada, dirigida a agricultores e técnicos extensionistas.

“A tiragem inicial foi de mil exemplares de cada livro, mas a procura foi tão grande que vamos aumentar para cinco mil exemplares”, ressalta Scariot. As publicações estarão disponíveis em comunidades tradicionais e indígenas, cooperativas e associações de agricultores. A coleção também vai se transformar em kit de leitura nas escolas rurais.

O coordenador da iniciativa lembra que o Brasil tem 31,3 milhões de pessoas morando em áreas rurais, o que equivale a 16,7% da população. Ao todo, 58% das propriedades têm menos de 25 hectares, ou seja, são minifúndios. “Tentamos, com as cartilhas, conter a perda de recursos genéticos nativos, que desempenham papel importante na alimentação e na renda familiar”, afirma Scariot, que reforça ainda que os livros ajudam na conservação da diversidade ambiental e cultural.

Fonte: PNUD.

Adarb aponta irregularidades nos Baús

Tatiata (E) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa para apresentar o relatório de irregularidade / Foto: Jonas Lemos Campos/Alesc

Comissão da AL virá ao município para verificar se procedem as denúncias.

Dois anos e meio após a segunda maior tragédia climática da história do país, a reconstrução na região dos Baús, onde 35 pessoas morreram em 2008, está atrasada e com diversos problemas. É o que aponta um relatório da Associação dos Desabrigados e Atingidos da Região dos Baús (Adarb) divulgado semana passada na Assembleia Legislativa em Florianópolis. O documento será encaminhado ao Ministério Público, para que providências sejam tomadas.

A presidente da Adarb, Tatiana Reichert, falou na tribuna da Assembleia Legislativa sobre o relatório. Segundo ele, em dois anos e meio, não houve dessassoreamento de ribeirões, contenções de encostas não foram concluídas e algumas casas foram construídas em locais de risco. Nas obras realizadas, há problemas na nova pavimentação e três pontes feitas no ano passado já foram danificadas ou totalmente destruídas nas chuvas do dia 21 de janeiro deste ano.

“Não vimos um ano de trabalho no desassoreamento, apenas de limpeza, enquanto, pelas nossas contas, os R$ 3 milhões destinados para este fim poderiam custear seis máquinas trabalhando 12 horas por dia durante 365 dias e ainda sobrava dinheiro. Também não sabemos se existem estudos de impacto ambiental”, disparou na tribuna a presidente.

Para a redação do Jornal Metas, Tatiana reforça a situação da Escola Alberto Schmitt, que teve o ginásio praticamente destruído pela tragédia e até agora não foi reformada. A contenção do morro ao lado do colégio não foi feito, colocando em risco os alunos que estudam no local. “A reconstrução do Baú praticamente não ocorreu e as obras realizadas são de péssima qualidade. Queremos saber para foram todos os recursos aplicados por todas as esferas na região. Não vieram? Onde estão?”, critica Tatiana.

A Comissão Permanente de Defesa Civil da Assembleia Legislativa irá visitar o Baú na tarde do dia 23, para conhecer de perto, os problemas relatados pela Adarb. O pedido foi feito pela deputada Ana Paula Lima (PT), que auxiliou a Adarb na elaboração do relatório.

Prefeito diz que obras são do Estado

Os problemas denunciados no relatório da Adarb sobre a reconstrução do Baú são, em sua maioria, obras executadas pelo Deinfra, um órgão estadual. A afirmação é do prefeito de Ilhota, Ademar Felisky (PMDB). Segundo ele, situações como o ginásio da Alberto Schmitt e as pontes que caíram no começo do ano são ações diretas do Estado, que não passam pelo crivo do Executivo municipal. “As obras que nós estamos fazendo estão todas corretas. Os recursos vieram do Ministério da Integração Nacional, foram licitadas e estão em andamento ou concluídas. A exceção é a pavimentação da estrada que liga o Baú Central ao Braço do Baú. A qualidade do serviço ficou baixa, mas  já tomamos providência”, garante Felisky.

Fonte: Jornal Metas.

A guerra que você não vê


The War You Don’t See (2010)

Grã-Bretanha, 97min – Direção de John Pilger

Neste documentário, John Pilger expõe como os grandes meios de comunicação dos países imperialistas (assim como seus representantes nos países periféricos) manipulam as informações com o objetivo de justificar suas guerras de rapina e outras políticas contrárias aos interesses das maiorias populares.

John Pilger revela como estes meios agem de modo orquestrado para beneficiar as políticas imperialistas dos Estados Unidos, por exemplo, e de seus agentes no Oriente Médio (Israel).

A vida humana nada conta para estas potências imperialistas (ou sub-imperialistas) nem para a mídia que as defende. Nada está por cima dos interesses econômicos ou estratégicos militares dos estados e grupos econômicos que exergem a hegemonia política no planeta.

As cenas das atrocidades cometidas no Iraque, no Afeganistão e na Palestina são amostras do grau de perversidade a que se pode chegar com o objetivo de garantir privilégios.

Sexta-feira 13: Ambervisions e o clipe de O Segredo da Múmia

Hoje é sexta-feira 13 e o Válvula Rock presta homenagem aos mestres de tocar o terror em Santa Catarina, a banda Os Ambervisions. Dica quente do blog Contraversão anunciou que  foi parar na web o clipe da música O Segredo da Múmia, tirado do primeiro disco da banda, Cada Dia Mais a Mesma Coisa, que completa 10 aninhos em 2011. O vídeo é uma  homenagem ao filme que leva o nome da faixa, do diretor Ivan Cardoso. Aproveite e arrepie-se com o rock caveira made in Floripa.

Motosserra continua ligada no Congresso

Nesta semana, o Código Florestal foi salvo por pouco. Após uma longa e confusa discussão no Congresso, o governo decidiu intervir e impediu na última hora a votação de um projeto de lei, escrito pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que desfigura a legislação ambiental a fim de promover mais desmatamento e perdoar os crimes do passado.

O governo, que negociava com Aldo um texto de reforma da lei, se sentiu traído porque o deputado apresentou para votação um projeto que não era o combinado. A proposta do governo, que já era muito ruim, ficou ainda pior: anistia irrestrita a quem desmatou antes, contra a lei, e um liberou geral para quem quiser derrubar e queimar a floresta no futuro.

Com isso, o som da motosserra que roncava na Câmara foi abafada pela traição. Mas o perigo ainda não acabou. O projeto de lei continua em trâmite e a pressão dos ruralistas é alta.

Sua participação neste processo continua fundamental: peça à presidente Dilma agora, via Tweet, que desligue a motosserra de vez. Afinal, ela prometeu na campanha que não permitiria maldades desse tipo no Código Florestal e se comprometeu a reduzir o desmatamento no país, como forma de controle do aquecimento global.

E fique de olho na atuação dos deputados em nosso site e nas redes sociais.

Fonte: Greenpeace Brasil.

Secretaria de agricultura promove campanha de mudas frutíferas

Secretaria de agricultura promove campanha de mudas frutíferas

A prefeitura de Ilhota, através da secretaria de agricultura, inicia na próxima segunda-feira (16) a tradicional campanha de mudas frutíferas. São mais de 40 variedades disponíveis até o dia 20 de julho. Os preços variam de R$3,50 a R$24.

Conforme explica o secretário da pasta, Almir César Paul, os pedidos devem ser feitos na própria secretaria, localizada próxima ao Banco do Brasil, no antigo CTG. “Temos certeza de que será uma grande campanha. Nossa expectativa é de que mais de mil plantas sejam comercializadas”.

Mais informações através do telefone (47) 3343-1321. Confira a lista de mudas disponíveis neste link!

Prazo para vacinação contra gripe termina nesta sexta-feira

Vacinação na unidade de saúde central

O prazo para tomar a vacina contra a gripe termina nesta sexta-feira (13). As unidades de saúde da Pedra de Amolar, Baú Central, Braço do Baú e Alto Baú estarão abertos durante todo o dia. A campanha teve início em 25 de abril. A meta da secretaria de saúde de Ilhota é atingir 1729 pessoas.

A coordenadora da campanha, enfermeira Ana Teresa Americano, reforça que a vacina é totalmente segura. Ela é fabricada com os vírus inativos dos tipos mais comuns de gripe. “Para os idosos a dose é única. Para as crianças o esquema completo inclui duas doses, a segunda 30 dias após a primeira”, informou. A vacina protege contra os três principais vírus que estão em circulação no hemisfério sul, entre eles o da influenza A (H1N1).

Mais sobre a gripe

A gripe, ou influenza, é uma infecção causada por vírus que afeta o sistema respiratório, mais precisamente o nariz, garganta e brônquios. O contágio ocorre de forma direta através das secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar ou de forma indireta, por meio das mãos que, após contato com superfícies recém-contaminadas por secreções respiratórias pode levar o agente infeccioso direto a boca, olhos e nariz.

A doença pode se apresentar desde uma forma leve e de curta duração, até formas clinicamente graves e complicadas. A gripe é responsável por elevada taxa de adoecimento e morte em grupos de maior vulnerabilidade.

Prefeitura de Ilhota promove leilão

A prefeitura de Ilhota realizará no dia 25 de maio, às 9h, um lelião público. O ato acontecerá no auditório da Fundação Municipal de Cultura, localizado na rua Leoberto Leal, 160, centro. Para participar, o cidadão precisa ter mais de 18 anos e apresentar identidade e CPF. Já no caso de pessoa jurídica, basta trazer os números do CNPJ e inscrição estadual. Se não for o proprietário da empresa, deve também mostrar procuração com firma reconhecida em cartório.

Dentre os itens a serem leiloados, destacam-se: carros, ônibus, microônibus, rebocador e caminhão. O item mais barato terá lance mínimo de R$900 e o mais caro, R$25 mil. Os bens podem ser verificados um dia útil antes do leilão, na garagem da prefeitura, das 8h às 12h e das 14h às 17h, ou no data do evento, das 8h às 8h30.

Confira o edital neste link.

Um dia para reflexão

O Processo de Abolição da Escravatura teve inicio em 1850, por meio das pressões internacionais vindas da Europa e as grandes mobilizações dos movimentos sociais no país, fizeram com que a legislação nacional sofresse sua primeira alteração antiracista através da Lei Eusébio de Queiroz proibindo o tráfico negreiro no Brasil.

Já na década seguinte o movimento perde força com o não cumprimento da legislação vigente, e volta a ter peso novamente com a Lei do Ventre Livre promulgada em 28 de setembro de 1871, que garantia a liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir daquela data, mas os mesmos deveriam ficar sobre a tutela de seus senhores até atingirem vinte e um anos de idade, na pratica continuavam escravos até a data.

Quinze anos depois com a Lei do Sexagenário e a garantia da liberdade aos escravos com mais de sessenta anos, com a obrigação de prestar serviços, a título de indenização ao senhor pelo prazo de três anos, os que já tivessem com idade acima de 65 anos ficavam liberado de tais serviços.

Este último episódio é sem dúvida alguma, o que encaminha a votação do Projeto de Lei que previa em definitivo o fim da escravidão e o texto da lei trazia apenas dois artigos: “Artigo 1º É declarada extinta a escravidão no Brasil; Artigo 2º Revogam-se as disposições em contrário”, sendo a Lei Áurea assinada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888.

O referido texto é um dos mais simples e diretos de que se tem noticia na história do país, constituindo se, entretanto, na Lei de menor alcance social do Brasil. O país foi um dos últimos Estados do Continente Americano a abolir a escravidão, que vigorou por cerca de três séculos, e assim mesmo veio sem nenhuma revolução social, essa é uma complexa e longa luta que dividiu e ainda divide profundamente a sociedade brasileira entre brancos e negros.

O fim da escravidão, na verdade não melhora a condição social e econômica dos ex-escravos, que ao invés de obterem algum ganho ficaram sem lenço e sem documento, e ainda a abolição trouxe consigo apenas a emancipação jurídica e esqueceu-se de promover a cidadania, a inclusão e a justiça social. Nesse dia para reflexão, é importante lembrar os crimes do passado e contar a verdade sobre a história como elementos essenciais para a reconciliação e a criação de um ambiente de solidariedade e igualdade de oportunidades, a partir de indicadores demográficos apresentados por organismos tais como o IBGE, o IPEA e o DIEESE, demonstrando que a parcela da população onde mais se acentua o fenômeno da exclusão é a da etnia negra.

Recentemente o Prefeito José Fortunati deu posse aos membros do Conselho Municipal dos Direitos do Povo Negro, onde em sua primeira composição expressa à pluralidade dos setores que formam o contexto do Movimento Social Negro, além de representarem à altura as demandas necessárias e legitimas para um debate mais profundo sobre a temática na sociedade em geral.

A criação de um organismo de caráter deliberativo com essa especificidade fortalece o compromisso do governo coma ampliação da democracia participativa, onde a prática de descentralização do poder através do Orçamento Participativo é referência mundial.

Escrito por Clovis André Silva da Silva, Presidente do Movimento Negro do PMDB/RS e Coordenador Geral do Gabinete de Políticas Públicas para o Povo Negro.