Programa de Apoio a Entidades Sociais para 2011

Introdução

O PAES – Programa de Apoio a Entidades Sociais está inserido em uma política institucional da Universidade e tem como objetivo contribuir para a melhoria das condições de funcionamento das entidades sociais atendidas e desenvolver senso de cidadania e responsabilidade social nos estudantes.

A execução do PAES está sob a responsabilidade da Cidap – Coordenadoria de Integração, Desenvolvimento e Apoio Profissional. As ações desenvolvidas devem contemplar a formação integral do estudante como cidadão consciente e responsável e que permita um maior acesso da comunidade à universidade.

O Programa propicia aos estudantes a oportunidade do desenvolvimento de Projetos Sociais de apoio a entidades sociais, visando à melhoria e o aprimoramento dos serviços que essas prestam à comunidade.

Aos estudantes, espera-se que a vivência em práticas sociais enseje oportunidades de utilizar o conhecimento teórico adquirido, desenvolverem uma visão crítica e expandida do mundo, assumam compromissos Ético e Moral a toda e qualquer ação, completando assim a sua formação de cidadão e ser humano.

Condições para participação

Poderão se inscrever para seleção todos os estudantes da USCS que estejam cursando pelo menos a segunda série de qualquer curso da graduação oferecido pela Instituição. No caso dos cursos de graduação tecnológica, poderão se inscrever os estudantes que estejam cursando o terceiro semestre, desde que o seu início corresponda ao inicio do ano letivo vigente.

A participação no PAES se dá por Comprometimento Voluntário, onde todo estudante regularmente matriculado nos cursos oferecidos pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul poderá participar do desenvolvimento de um projeto social, norteado pelo espírito de responsabilidade social e participação acadêmica.

Quando da participação por Comprometimento Voluntário, o estudante proponente deverá apresentar a proposta de projeto e para sua realização, esta necessitará contar com parecer da Cidap, recomendação do Gestor de Curso e aprovação da Pró-reitoria de Extensão.

O estudante poderá participar, ainda, como contemplado pelo subprograma inserido no PAES, denominado Auxílio-Estudo, em que o mesmo receberá o benefício de dedução de mensalidades, como estímulo ao desenvolvimento de um projeto social a partir dos procedimentos estabelecidos.

Leiam mais aqui: http://www.uscs.edu.br/comu/noticias.php?ind=1827.

Informação fornecida por Giovane Pasaage

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Greve do magistério neste 18 de maio

Na audiência do Grupo Gestor do Governo do Estado com o SINTE/SC, realizada na manhã desta 3ª feira, 17 de maio, o governo não apresentou qualquer proposta e deixou claro que reconhece o Piso como salário inicial, mas não na carreira. O Governo quer medir forças com os trabalhadores em Educação, apostando no enfraquecimento de nossa luta e de nosso movimento na busca de nossos direitos legitimamente conquistados.

O SINTE/SC foi firme e mostrou a disposição da categoria de iniciar a greve a partir deste 18 de maio para exigir que o Governo Colombo respeite a Lei do Piso, sancionada em 2008.

GREVE é por tempo indeterminado e tem como objetivo pressionar o Governo Colombo de assumir compromisso com a Educação, valorizando o ensino gratuito, de qualidade e também os trabalhadores em Educação.

A lei está do nosso lado conforme julgou o Supremo Tribunal Federal que decidiu pela sua  constitucionalidade.  Na próxima segunda-feira, 23 de maio, teremos outra reunião com o Governo e esperamos que o mesmo apresente uma proposta concreta para ser avaliada pelo Comando de Greve e encaminhada às assembleias regionais que devem ser agendadas para a próxima terça-feira, 24 de maio,  com atos e manifestações para chamar a atenção da população sobre o descaso e a falta de compromisso do Governo Colombo com os professores e alunos da rede estadual.

Diante do quadro de descaso do Governo com o magistério e seus trabalhadores, vamos, a partir deste 18 de maio, fechar todas as escolas , lotar as assembleias regionais  e realizar a greve mais forte e aguerrida que nossa categoria já realizou neste estado.

Municípios como Lages, Criciúma, Jaraguá do Sul, entre outros já têm o Piso, mostrando que com a luta é possível conquistar o Piso.

Temos tradição na luta pela conquista de direitos dos trabalhadores do serviço público de Santa Catarina; são históricas nossas marchas na defesa da educação pública de qualidade. Neste momento, precisamos fortalecer nossa luta e exigir, definitivamente, que o governo assuma seu compromisso com a Educação, respeite a lei e implante o Piso nacional do Magistério em Santa Catarina, sem alteração no Plano de Carreira.

O transposto coletivo com outros olhares

Recebi um email muito curioso na noite do dia 17, por volta das 21h e quero aqui em meu blog compartilhar com meus seguidores.

Somos responsáveis em levar o nome da cidade aos quatro quantos e de produzir junto com a assessoria de imprensa da prefeitura pautas e releases sobre o governo municipal e nossa sociedade, e dias desses, na segunda-feira (16/05) disparamos como de costume nossos releases, nele, um assunto despertou certa atenção de um internauta, o “lance” do transporte coletivo. Leio todos os emails, recados de papel, tweets, scraps, sms, etc, etc… mas algo me chamou a atenção! Não achei normal assim, pois muitos retornam agradecendo, elogiando… essas coisas de nosso trabalho, mas para Eldon Jung, seu email rendeu um debate por ser tratar interessante e relevante.

A sua opinião em torno do assunto da implantação do transporte coletivo em Ilhota é super válida e poderá enriquecer o conteúdo. Nunca se importamos com as bicicletas com instrumento de inclusão e agentes de transformação de uma sociedade. Podemos muito com essas “magrelas” mas o estado não os considera… pior, nossa cidade não está planejada em construir ciclovias, nem tão pouco, o fluxo intenso dos ônibus de passageiros, por isso, minha opinião, de um jovem sedentário, a política certa seria mesmo a consolidação da cultura em torno da bicicleta, na integração sustentável da sociedade com o desenvolvimento. Obrigado Eldon por sua contribuição!

Abaixo, transmito a integra do email:

Prezados Dialison e Marisa

As pesquisas são importantes. Neste caso, porém, sugiro atenção para analisarem as perguntas antes de largar a pesquisa.

Ilhota é um dos municípios com a maior predominância do transporte ativo: a pé e de bicicleta. Este fato é pouco conhecido e, por isso, talvez não será levado em conta na pesquisa, ainda mais se o foco dela será o transporte coletivo. Ele é importante, mas tem o seu lugar JUNTO com o transporte ativo, para distâncias maiores.

Considerando que Ilhota pouco fez para a segurança de ciclistas, então é natural que a maioria deles vai responder que prefere o ônibus. Mas, se houver segurança para os ciclistas, então este número poderá ser diferente.

A combinação ideal é: sair de casa de bicicleta até o ponto de ônibus mais próximo, embarcar com a bicicleta até o fim de seu percurso e ali continuar até seu destino.

Se o ônibus não desejar transportar tantas bicicletas, então deverá ter bicicletários seguros nos principais pontos e, se o passageiro não quiser comprar uma segunda bicicleta para o desembarque, então talvez o poder público resolva isto ou inclua na licitação para a concessionária de ônibus encontrar a melhor solução.

A pesquisa poderá abranger este tipo de situações e a tabulação será uma radiografia da vontade dos usuários.

Bem, espero que estas ponderações possam ser úteis. A propósito: Caminhar e pedalar é uma atividade física muito importante e reduz os gastos com a saúde pública.

Saudações Ciclo-Ferroviárias, Eldon Jung. Visite http://www.ABCiclovias.com.br.

É isso, rock!

Resposta ao email de Eldon Jung

Antes de iniciarmos nossa conversa, quero agradecer o prazer que você tem nos dado em poder receber nossas publicações e assim, saber do seu conteúdo, pois isso é uma forma que encontramos em proporcionar a divulgação de nossa cidade. A você o meu muito obrigado!

A sua manifestação em torno do assunto é super válida e poderá enriquecer o conteúdo, mas, como um dos membros da comissão que irá acompanhar o projeto vejo que será impossível incluir o tema proposto por você nos questionários, haja vista que, temos interesses pelo transporte de passageiros em massa e a isso, o comprometimento com desenvolvimento. Portando Sr. Eldon, isto não é meu posicionamento nem fala do governo, mas sei que nós nunca se importamos com as bicicletas com instrumento de inclusão e agentes de transformação de uma sociedade. Podemos muito com essas “magrelas” mas o estado não os considera… pior, nossa cidade não está planejada em construir ciclovias, nem tão pouco, o fluxo intenso dos ônibus de passageiros, por isso, minha opinião, de um jovem sedentário, a política certa seria mesmo a consolidação da cultura em torno da bicicleta, na integração sustentável da sociedade com o desenvolvimento.

Nunca antes na história deste município discutimos “bicicleta”, “ciclismo”, “ciclovias” antes da entra da secretária Marisa, mas quero manifestar minha solidariedade ao tema me proponho, no que for possível e impossível, que seja o interlocutor do assunto na administração, pois bem sabemos, Marisa não mais faz parte desta administração. Deixará sua referência e dedicação com aos compromissos e parecerias firmadas…

Conte comigo Sr. Eldon e muito obrigado!

É isso, rock!

APAEs de Ilhota e Gaspar terão novos professores

Ilhota terá nove novos professores / Foto: Arquivo Jornal Metas

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de Blumenau e da Fundação Catarinense de Educação Especial, assina na tarde desta quarta-feira (18), o convênio de cooperação técnico-pedagógica com quatro APAEs da região do Médio Vale, entre elas as de Ilhota e Gaspar. A assinatura acontece no auditório da SDR de Blumenau.

O objetivo do convênio é ceder professores efetivos da FCEE para exercer atividades nas instituições especializadas de educação especial, estabelecendo condições adequadas para o atendimento de pessoas com deficiência e proporcionando melhor qualidade de ensino e até mesmo de vida. No total, serão 83 professores que atenderão a 744 alunos com deficiência.

A APAE do município de Ilhota, que atende hoje a 52 alunos, terá nove novos professores com carga horária de 340 horas. O custo mensal do aumento do corpo docente será de R$ 7.858,41. Já a APAE de Gaspar terá 23 novos profissionais que atenderão aos mais de 200 alunos, prestando 880 horas por mês num valor mensal de R$ 40.460,94 em salários. O município de Pomerode receberá dez professores, com 440 horas por mês que atenderão a 93 alunos, num valor mensal de R$ 10.500,00 em salários, enquanto Blumenau 41 professores, que exercerão 1.500 horas aulas por mês, atendendo um total de 381 alunos.

O valor investido mensalmente em salários será de R$ 116.226,35. O Governo do Estado também é parceiro das APAEs por meio do repasse de 1% do Fundo Social às instituições. através do repasse de 1% do Fundo Social às instituições.

Fonte: Jornal Metas.

Ilhota terá transporte coletivo

TecTrans e Prefeitura se reuniram segunda-feira para discutir o plano / Foto: Jornal Metas

Um passo importante para a implantação do sistema de transporte coletivo no município de Ilhota foi dado nesta semana. A empresa TecTrans começou a elaboração do Plano Municipal de Transporte Público, que vai definir as necessidades de cada região da cidade.

A TecTrans é uma consultora na área de transporte que venceu no começo do ano, a licitação para elaborar o projeto. Desde segunda, a empresa faz a pesquisa de campo para levantar dados estatísticos, quantitativos e qualitativos, sobre as necessidades dos moradores. Os trabalhos irão até o dia 24 de junho e contarão com a ajuda da Prefeitura, que montou uma comissão para acompanhar a elaboração e fornecer os dados necessários para a empresa.

“As atividades serão divididas em três etapas: elaboração do regulamento, do edital e criação do plano municipal do transporte”, comenta Dialison Cleber Vitti; responsável pelo setor de licitações na Prefeitura.

Plano Municipal irá pesquisar as demandas do município

O projeto que começa a ser elaborado  irá verificar todas as características da realidade da demanda local, da topografia, o tipo de vias, os horários de pico, o tamanho da frota necessário, sua idade média e máxima, os custos que a compõem, a tarifação e todas as variáveis que interferirem na disponibilização do serviço à comunidade”, explica o prefeito Ademar Felisky (PMDB).

A elaboração do Plano Municipal de Transporte Público tem um investimento público de R$ 24,6 mil.

Licitação

Com o projeto pronto, o próximo passo da Prefeitura será abrir uma licitação de concessão do serviço para as empresas de ônibus. A intenção, de acordo com a Prefeitura, é abrir o edital ainda este ano. “Com o transporte coletivo, o município passará a se integrar com todas as localidades, beneficiando os setores público e privado, bem como contribuindo na geração de emprego e renda na nossa cidade”, finaliza o prefeito Ademar.

Fonte: Jornal Metas.

Realidade fundiária brasileira agora na internet

Sistema contém plantas e informações sobre imóveis rurais em todo o País

Dados permitem planejar ações e desenvolver pesquisas.

O acervo fundiário brasileiro, que contém plantas e informações sobre imóveis rurais em todo o País, está acessível a qualquer cidadão, pela internet. A possibilidade foi aberta nesta segunda-feira (16) pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), responsável por gerenciar o banco de dados. No acervo digital são encontradas informações produzidas pelo Incra sobre projetos de reforma agrária, imóveis rurais, glebas, territórios quilombolas e faixas de fronteira.

Parcerias com outras instituições também permitiram a visualização de áreas de proteção ambiental, sistema viário, hidrografia, limites políticos (estadual e municipal), terras indígenas, títulos minerários, mapeamento sistemático e imagens de satélite. Pelo portal do Incra na internet também é possível acessar o programa e baixar o tutorial de navegação.

O diretor de Ordenamento da Estrutura Fundiária do Incra, Richard Torsiano, destaca que além de conferir mais visibilidade e ampliar o conhecimento sobre o trabalho realizado pela autarquia, o novo instrumento traz benefícios em múltiplas instâncias. “Toda a sociedade ganha, desde o cidadão comum a órgãos de governo, instituições de ensino, entre outros, não somente pela possibilidade de conhecer melhor a malha fundiária brasileira, como utilizar os dados para planejar ações ou desenvolver pesquisas”, aponta.

As ferramentas presentes no sistema permitem ao usuário produzir, por exemplo, mapas personalizados, a partir do cruzamento dos conteúdos disponibilizados. O banco de dados também é dinâmico, ou seja, permanentemente atualizado, tanto pelo Incra como pelas instituições que “emprestam” parte dos seus acervos ao ambiente digital.

“A idéia é que a troca de informações seja cada vez maior para que não haja desperdício de investimentos de ambos os lados”, afirma a coordenadora geral de Geoprocessamento do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Sandra Pedrosa. Ela cita, por exemplo, a possibilidade de checar se um assentamento tem interferência em área que o DNPM esteja liberando para determinada pesquisa.

Desenvolvimento

O sistema foi desenvolvido pela Diretoria de Ordenamento da Estrutura Fundiária do Incra, por meio da Coordenação Geral de Cartografia. Também fez parte do processo de implementação o serviço de Cartografia da Superintendência Regional do Incra no Maranhão. Para isso, a equipe utilizou o software livre i3Geo, voltado à criação de mapas interativos e disponibilizado pelo Ministério do Meio Ambiente.

Em um primeiro momento, em meados de 2009, o acesso foi disponibilizado a servidores do Incra e a órgãos governamentais, para que o sistema fosse aprimorado. A etapa permitiu, também, a incorporação de acervos de outras instituições.

A Coordenação Geral de Cartografia do Incra disponibiliza, no ambiente digital, um manual de utilização do aplicativo para que o usuário possa usufruir de todas as funcionalidades do sistema.

Saiba mais

O Brasil precisa da UHE Belo Monte para crescer e distribuir renda, diz MME

Para que o país continue a crescer na faixa de 5% do PIB a cada ano será necessária a instalação de mais 71,3 mil MegaWatts até o ano de 2019. Por isso, o projeto de construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu, no Pará, é vital para permitir o parque industrial funcionar a pleno vapor. A avaliação foi feita pelo secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Altino Ventura Filho, durante workshop “Belo Monte para Jornalistas”, realizado em Brasília pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

“O Brasil precisa, nos próximos dez anos, instalar 70% da energia que instalou em toda a sua história. Se não houver energia elétrica, o país não irá crescer 5% ao ano”, disse o secretário.

Embora defenda formas alternativas para geração de energia, como eólica e solar, o secretário diz que é alto o custo do investimento e do preço final destas fontes alternativas para o consumidor e, por isso, as hidrelétricas tornam-se mais vantajosas. “A energia hidrelétrica é a fonte mais econômica, renovável e adequada às nossas necessidades, inclusive do ponto de vista ambiental”, defendeu.

O custo da energia gerada por Belo Monte deve ficar em menos de R$ 80 o MW/h (MegaWatt/hora), enquanto as outras fontes, como a energia eólica, custariam no mínimo R$ 130 o MW/h, afirma Ventura Filho.

“Levar energia até a casa dos brasileiros que ainda não têm é uma forma de resgate social”.

Funai: Nenhuma terra indígena será alagada por Belo Monte

Durante workshop promovido pela Secom, o presidente da Funai, Márcio Meira, afirmou que nenhuma terra indígena será alagada com a construção da usina.

“O projeto foi modificado para não alagar terras indígenas. Não haverá supressão de terras e nem remoção de indígenas”, assegurou Meira.

O presidente da Funai disse que o órgão está cumprindo seu papel no processo, estabelecendo condições e medidas que minimizem os impactos do empreendimento junto aos povos indígenas da região. São 13 as condicionantes indígenas, sob responsabilidade da Norte Energia S.A., que constam da licença prévia emitida pelo Ibama em fevereiro do ano passado. Outras 13 condicionantes, incluindo proteção e fiscalização das terras indígenas, cabem ao Estado brasileiro.

“Se o empreendimento é importante para o país, então que os primeiros beneficiários sejam os povos daquela região”, disse.

Meira esclareceu ainda que a Funai, como órgão interveniente, vem realizando estudos e reuniões nas dez terras indígenas localizadas na área de influência da obra desde 2007. Foram realizadas 42 reuniões de consulta com indígenas, incluídas as quatro audiências públicas em Brasil Novo, Vitória do Xingu, Altamira e Belém. Intérpretes, inclusive, foram empregados para traduzir do português para as respectivas línguas.

A Funai vai acompanhar ainda a execução do Plano Básico Ambiental, os programas de Comunicação Indígena e de Proteção das Terras Indígenas, todos de responsabilidade do empreendedor.

Ibama: Viabilidade ambiental da UH Belo Monte já foi atestada

O presidente do Ibama, Curt Trennepohl, afirmou que, se todas as condicionantes forem cumpridas, o órgão emitirá a licença de instalação definitiva da obra de Belo Monte. Trennepohl participou também do workshop que teve por finalidade tirar dúvidas de jornalistas sobre o empreendimento.

“Ações já foram propostas com o intuito de paralisar o processo, mas não existe nenhuma vedação judicial ao procedimento de licenciamento ambiental”, afirmou.

Trennepohl declarou ainda que não há prazo para a emissão da licença de instalação da obra da barragem e fez questão de destacar a independência dos 24 técnicos que analisam o processo. Na semana passada, equipe da Diretoria de Licenciamento Ambiental do Ibama finalizou vistoria no local do futuro empreendimento, próximo a Altamira (PA), e trabalha agora na elaboração do parecer técnico.

A viabilidade ambiental do empreendimento Belo Monte já foi atestada pelo Ibama, afirmou Trennepohl, quando da emissão da licença prévia (LP), em fevereiro de 2010, estabelecendo 40 condicionantes para prevenir, mitigar ou compensar impactos do projeto. Caso as condicionantes socioambientais não sejam cumpridas pelo consórcio Norte Energia S.A. (Nesa), responsável pelo empreendimento, o Ibama tem poder para embargar a obra.

“Nem todo impacto ambiental pode ser considerado um prejuízo. Algumas vezes deve ser considerado um custo. O papel do órgão licenciador é procurar minimizar ou compensar os efeitos adversos para o meio ambiente”, disse.

Norte Energia

O consórcio Norte Energia já recebeu, em janeiro deste ano, a licença para instalação dos canteiros de obra. O consórcio aguarda a licença definitiva para iniciar a construção do empreendimento. Segundo o diretor Socioambiental da Nesa, Antônio Coimbra, as condicionantes estabelecidas pelo Ibama estão sendo tratadas com seriedade.

“Todas as condicionantes foram atendidas ou estão em atendimento”, afirmou.

O consórcio é composto pela Eletrobrás e por um grupo de empresas privadas brasileiras. Com a construção da UHE Belo Monte, o governo espera acrescentar 11 mil MegaWatts (MW) de capacidade instalada à matriz energética nacional. Com essa potência, Belo Monte será a segunda maior hidrelétrica do Brasil, atrás apenas da usina Itaipu Binacional, administrada por Brasil e Paraguai, com 14 mil MW de potência. Belo Monte deverá iniciar a geração comercial em janeiro de 2015, com sua motorização total prevista para janeiro de 2019.

Fonte: Blog do Planalto.

Adolescentes são libertados de escravidão em fazenda de pinus

Alojamento oferecido pelo empregador era simplesmente uma caçamba de um caminhão. Os empregados – cinco deles adolescentes, três com menos de 16 anos – dormiam em colchões de espumas colocados diretamente no chão.

Cinco adolescentes, três deles com menos de 16 anos, foram libertados de trabalho análogo à de escravos junto com sete outro adultos pela Gerência do Trabalho e Emprego em Caxias do Sul (RS). As vítimas eram submetidas a essas condições no corte e extração de pinus.

Nenhum dos adolescentes estava acompanhado de pais ou parentes. As atividades desenvolvidas no local constam na lista das piores formas de trabalho infantil, sendo proibidas para pessoas com menos de 18 anos.

Motivada por uma denúncia, a operação teve início na última semana de abril e se encerrou no último dia 3 de maio. A propriedade – que, segundo o gerente do Trabalho e Emprego em Caxias do Sul (RS), Vanius João de Araújo Corte, não tinha nome – ficava a 20 km do centro de Vacaria (RS). Vanius relata que foi complicado encontrar a propriedade e a fiscalização teve de contar com ajuda da Polícia Militar (PM) do município de Vacaria (RS).

O alojamento oferecido pelo empregador era simplesmente uma caçamba de um caminhão, um barraco de lona, com chão de terra batida. “Se é pode se chamar isso de alojamento”, classifica Vanius. Os empregados dormiam em colchões de espumas colocados diretamente no chão, sem roupas de cama. “O local não tinha a mínima condição de ser um alojamento, além de improvisado, estava completamente sujo”, completa o gerente.

Os trabalhadores eram obrigados a preparar suas refeições em um fogão dentro do barraco. O botijão de gás, que estava no local, colocava em risco a segurança dos empregados. A água consumida vinha de córregos.

Não havia instalações sanitárias ou elétricas. Alimentos eram fornecidos pelo empregador, mas não havia local adequado para as refeições. Nenhum equipamento de proteção individual (EPI) era fornecido. Até mesmo as ferramentas de trabalho apresentavam irregularidades pela falta de proteção necessária, o que aumentava o risco de acidentes.

Os trabalhadores foram contratados diretamente pelo dono da fazenda em regiões próximas à propriedade – como nos municípios de Bom Jesus (RS) e Vacaria (RS) -, em meados de fevereiro deste ano.

O pagamento era totalmente irregular e não foi possível constatar como era feito. No período de chuvas, adiciona Vanius, não recebiam absolutamente nada, ficando desprovidos de direitos, já que não tinham a Carteira de Trabalho e da Previdência Social (CTPS) assinada.

A fiscalização lavrou 12 autos de infração. Os trabalhadores, incluindo os adolescentes, foram retirados do local e receberam as verbas rescisórias, que totalizaram R$ 25 mil. Os adultos receberam as guias para sacar o Seguro Desemprego para Trabalhador Resgatado.

O gerente do Trabalho e Emprego em Caxias do Sul não quis identificar o proprietário enquanto os autos de infração não forem julgados. O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Caxias do Sul (SC) aguarda o relatório da ação para tomar as providências que lhe cabem.

Fonte: escrito por Bianca Pyl, do Repórter Brasil.

Sinte anuncia greve dos professores

Caro amigo do blog dcvitti!

Recebi esse email hoje do professor Arno, educador da escola Marcos Konder e quero compartilhar como todos, sobre o posicionamento Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina, e sou solidário ao movimento e apoio, condicionalmente a classe dos professores! Então, eis o manifesto… aproveito a oportunidade para você apoiar e repassar para o máximo de pessoas possíveis… apóie nossos professores!

Senhores pais:

Como vocês já devem ter ouvido através da imprensa, os trabalhadores da Educação da rede pública estadual de Santa Catarina paralisarão as atividades a partir do dia 18 de maio.

Informamos que o SINTE/SC tentou evitar esta situação, mantendo contatos desde o início do ano de 2011 com o Governo Estadual para negociar a pauta de reivindicação da categoria. Apesar de termos conversado com o Secretário de Educação e seus assessores, pouco ou nada foi resolvido quanto aos nossos pleitos.

O que os trabalhadores da Educação querem é que o governo de Santa Catarina cumpra a Lei do Piso aprovada pelo Governo Federal em 2008 e julgada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 6 de abril de 2011.  A lei existe, é legal e deve ser cumprida. A maioria dos estados brasileiros já paga o piso. Por que Santa Catarina não paga?

Em função disto, mais de dez mil professores, reunidos em assembléia estadual no dia 11/05 passado, resolveram que:

  • entre os dias 12 a 17 de maio serão ministradas aulas de 30 minutos;
  • a partir do dia 18 de maio (4ª feira), tem início a greve no magistério por tempo indeterminado;
  • durante este período serão intensificados os contatos com o governo do estado para que este cumpra o que a lei determina.

O futuro de seus filhos e filhas (vida, trabalho, salário, realização pessoal), em muito depende da educação que conseguirmos dar a eles. Por isso pedimos que apóiem a escola, os educadores nesta luta. Temos que fazer da escola um espaço que satisfaça aos anseios de todos os que realmente necessitam dela.

Só dependemos de que o governo faça a sua parte. Nós faremos tudo para resolver esta situação o mais rápido possível e, com isso, podermos retomar rapidamente nossas atividades normais.

Pedimos vosso apoio, compreensão e participação nessa luta.

Atenciosamente,

Coordenação estadual do SINTE/SC

É isso. Rock!