12 horas para salvar as florestas

A Câmara dos Deputados irá determinar hoje a vida ou morte de milhões de hectares de florestas brasileirasquando levar à votação alterações no Código Florestal. Se aprovadas, as mudanças propostas irão gerar uma cadeia irreversível de devastação ambiental que irão danificar a paisagem do Brasil para sempre. As próximas 12 horas são críticas, vamos gerar uma mobilização massiva para salvar nossas florestas.

Nós já vencemos antes — a pressão popular constante, incluindo milhares de mensagens de membros da Avaaz, já adiou a votação no Código várias vezes, assim como a nossa pressão sobre os deputados contrariaram todas as expectativas aprovando a lei da Ficha Limpa no ano passado. Embora agendada para votação, a proposta atual não é definitiva — na verdade, a Presidente Dilma e a oposição estão fazendo acordos a portas fechadas agora mesmo, negociando nosso futuro por acordos políticos. Nós ainda podemos impedir isto.

Não há um minuto a perder! Vamos enviar uma avalanche de mensagens para a Presidente Dilma e líderes dos partidos deixando claro que não deixaremos que eles barganhem nossas florestas: http://www.avaaz.org/po/codigo_florestal_urgente/?vl.

Os desmatadores estão fora de controle, incentivados pela promessa de anistia e a nova regulamentação. Dados chocantes publicados na semana passada mostram que o desmatamento se multiplicou a um nível astronômico, aumentando em 5 vezes mais que os mesmos meses no ano passado. Isso é apenas um sinal do que está por vir se as mudanças propostas forem aprovadas. Estas emendas irão anistiar crimes ambientais cometidos antes de 2008 eacabarão com a proteção a áreas vulneráveis tais como matas ciliares e topos de morros, áreas em que a cobertura florestal é crucial para prevenir deslizamentos e enchentes como as que recentemente devastaram comunidades de norte a sul do país.

A maioria dos brasileiros apoiam proteções ambientais mais fortes e estudos mostram que há terra suficiente no Brasil para manter e aumentar a produção agrícola sem ter de derrubar uma única árvore. Mas os deputados da bancada ruralista, dominados pelos interesses privados do agronegócio, pensam que podem ficar impunes ao tentar destruir o Código Florestal brasileiro. Esta luta entre a sociedade civil e poderosos interesses políticos está se tornando a maior batalha ambiental da história do Brasil.

Durante a campanha eleitoral, Dilma prometeu vetar qualquer lei que aumentasse o desmatamento — vamos cobrar a sua promessa e pedir que o povo seja colocado acima dos interesses políticos. É hora de mostrar nosso poder e enviar uma avalanche de mensagens ao governo pedindo que a Presidente Dilma e os líderes partidários impeçam o enfraquecimento do Código Florestal. Envie sua mensagem agora! http://www.avaaz.org/po/codigo_florestal_urgente/?vl.

A cada dia nossas florestas nos protegem de catástrofes ambientais – elas produzem o ar que respiramos, resfriam nosso clima, promovem a biodiversidade e mantêm a terra enraizada no lugar. Agora, elas precisam da nossa proteção. Sem nós, os recursos naturais mais preciosos do Brasil perderão para os interesses de deputados poderosos que querem apenas expandir suas terras e aumentar seus lucros. Nós temos poucas horas — vamos nos mobilizar antes que seja tarde demais.

Com esperança, Ben, Ricken, Graziela, Iain, David e o resto da equipe Avaaz.

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Ponto Nulo no Céu lança videoclipe da música subsolo

Focados na divulgação do seu novo disco, “Brilho Cego”, a banda Ponto Nulo no Céu lançou em seu site ontem o clipe da música “Subsolo”. Gravado no lançamento do álbum no Hangar 110, clássica casa independente de São Paulo, o vídeo registra na lente de três câmeras sob a batuta de Pedro Margherito a empolgação do público com a paulada sonora do grupo. Apesar de tocar mais Brasil afora do que em Santa Catarina, a turma de Gravatal, no Sul do Estado, exibe com orgulho a bandeira barriga-verde no palco.

Por onde anda o Napster? Lutando para recuperar espaço!

Um dos serviços mais polêmicos da internet ainda tenta retomar o que perdeu no passado. Agora ele sobrevive como mais um entre tantos.

Uma das histórias mais polêmicas da internet começou em 1999, quando Sean Parker se uniu a Shawn Fanning, em 1999, para fundar o site de compartilhamento de música que redefiniu o novo padrão de consumir arquivos digitais, o Napster. Sem pagar pelo download das faixas, internautas do mundo – leia-se cerca de 27 milhões de usuários em um ano e oito meses de serviço – compartilhavam músicas ilegalmente.

Pelo fato do programa ser o primeiro a se focar em músicas sob o formato MP3, ele ganhou atenção do público rapidinho, assim como de gravadoras e bandas, como o Metallica e o rapper Dr. Dre, que processaram os jovens em 2000. Pelo compartilhamento ilegal de músicas, o site foi condenado, apelou para um tribunal superior e perdeu novamente, fechando as portas em 2001 e declarando falência.

Desde então, a empresa nunca mais foi a mesma. Em 2002, foi comprada pela empresa de software Roxio por US$ 5,1 milhões, resgatando-se do tribunal de falência e, hoje, pertence à rede Best Buy, que adquiriu o site em setembro de 2008 por US$ 121 milhões. “Quando Sean e Fanning lançaram o serviço eles acertaram em cheio em relação à experiência do usuário, mas erraram em relação aos direitos autorais. Doze anos depois, nós ainda estamos lutando para nos recuperarmos dos problemas pelos quais a empresa passou”, conta Alejandro Borgia, Vice-presidente de marketing de produto do novo Napster. “A equipe de liderança do Napster original não pensou em como proteger os direitos dos artistas, só agora conseguimos isso”, completou.

Segundo o executivo, a Best Buy teve imensos desafios para retomar a audiência, respeitando os direitos autorais. Foram necessários dez anos para que os usuários pudessem comprar legalmente um MP3 e consumi-lo em qualquer lugar, sem restrições. “Agora é possível para o Napster e outros concorrentes comprarem MP3 e transmitirem de qualquer dispositivo conectado”, conta Alejandro. “Acreditamos que o Best Buy seria o parceiro ideal para o Napster”, concluiu.

Atualmente, para usar o Napster, é preciso desembolsar 5 Euros por mês para ter acesso ilimitado a um catálogo de 12 milhões de músicas, que podem ser ouvidas quantas vezes quiser, na ordem que quiser e, por mais 5 Euros no mês, os usuários podem ouvir suas músicas no iPhone, iPad, iPod, Android e BlackBerry.

Na verdade, agora, o serviço se tornou mais um entre as dezenas que fornecem streaming de música. Como o própria executivo comenta, o software e a companhia estão completamente diferentes do original, especialmente em quantidade de usuários. Alejandro disse que a empresa não compartilha mais números, apenas os valores de sua assinatura, que ainda é um preço acessível se comparado com outros sites.

Apesar do Napster não ter mais a mesma relevância que teve no passado, um fato é inegável: foi ele o responsável por uma revolução na indústria fonográfica e por incentivar a criação de outros serviços P2P como Kazaa, Morpheus e Audiogalaxy e, porque não, o Pirate Bay, um dos protagonistas de uma nova polêmica na história do mundo digital.

Para quem quer fazer parte de nova comunidade do Napster, clique aqui.

Escrito por Stephanie Kohn.