Grécia é a ponta do iceberg da crise europeia

Os recentes acontecimentos ocorridos na Grécia mostram o que pode ocorrer em toda a União Européia (UE), como consequência da crise econômica internacional. Inicialmente, o epicentro da crise esteve localizado nos Estados Unidos, mas a UE foi o pólo imperialista mais afetado, e expôs todas suas contradições.

A União Europeia nasceu através de diferentes tratados internacionais na década de 1990. Atualmente é formada por 27 países, como continuação e da Comunidade Econômica Europeia (CEE), fundada em 1957. Em seu seio criou-se, em 2000, a chamada “zona do euro”: 17 países que adotaram o euro como moeda comum controlada pelo Banco Central Europeu (BCE).

Longe de ser uma “união igualitária de países”, que permitiria “o progresso e o bem-estar de seus povos”, a UE nasceu com dois objetivos muito claros. O primeiro era defender um “espaço imperialista próprio”, para fazer frente aos EUA. O segundo era somar as forças destas burguesias imperialistas para atacar e começar a liquidar as conquistas sociais do chamado “Estado do bem-estar social”, conseguidas pelos trabalhadores europeus, depois da II Guerra Mundial. Naquela ocasião, os capitalistas viram-se forçados a fazer grandes concessões diante o risco do avanço da revolução socialista.

Uma união de desiguais

Na UE e na zona do euro juntaram-se países de muito desigual desenvolvimento econômico e produtivo (por exemplo, a Alemanha e Grécia). Seus grandes beneficiários foram as principais potências (Alemanha e França), especialmente suas grandes empresas e bancos que puderam expandir sem grandes limitações seus negócios e investimentos.

Os países mais débeis, como Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha, sofreram um forte processo de desindustrialização (com o desaparecimento ou com a redução extrema a setores como a siderurgia ou a naval); redução dos setores agrícolas “não competitivos” (que agora deviam competir com os agricultores da Alemanha e França que recebem enormes subsídios dos seus governos), além da penetração e domínio crescente de seus mercados bancários e financeiros.

Durante o último período de auge da economia mundial (2002-2007), este desenvolvimento foi dissimulado pelos rendimentos que os países mais débeis recebiam através do turismo, comércio e o transporte, e com o desenvolvimento da construção. O circuito econômico acumulava contradições, mas ainda “fechava”. A economia da espanhola, ajudada pelo rendimento de seus investimentos na América Latina, viveu um período de auge. Mas a crise cortou esse circuito, em grande parte fictício, e as contradições explodiram.

Esta relação de domínio dos países imperialistas mais fortes sobre os mais débeis não é algo novo na história. Em seu conhecido livro sobre o imperialismo, Lênin já assinalava, por exemplo, que Portugal era ao mesmo tempo uma potência colonial e um país totalmente dependente da Inglaterra. A criação da UE e da zona do euro aprofundaram este tipo de relações e, com a crise, estão levando a novos limites.

A crise das dívidas públicas

A crise econômica internacional afetou a economia europeia de conjunto e diminuiu os rendimentos de euros dos países mais débeis. Os estados começaram a se endividar por meio dos recursos dos bancos e para enfrentar o pagamento das dívidas públicas que aumentavam aceleradamente em cada refinanciamento. O custo deste refinanciamento era cada vez mais alto, pois a qualificação as dívidas piorava dia a dia. Mas o endividamento perdeu o controle quando os governos despejaram bilhões para salvar os bancos a beira da falência.

Chegou-se assim às situações de “default”: isto é, de impossibilidade dos Estados nacionais enfrentarem suas dívidas. Com isso, surgiram os chamados “pacotes de ajuda” por parte da UE e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para cobrir o “saldo negativo” e impedir a quebra.

A “ajuda”, porém, é acompanhada de duríssimas exigências e planos de ajuste que reduzem salários e as pensões das aposentadorias, aumento dos impostos à população, ataque a saúde e a educação pública, privatizações etc. Em resposta começa uma luta dos povos contra essas medidas, aumentando ainda mais a “instabilidade” para a burguesia.

A segunda crise do euro

A crise grega e sua evolução não é um processo que afete apenas esse país. Nem sequer é uma crise que se limite ao que pejorativamente a mídia inglesa chama de PIGS*. A revista britânica “The Economist”, analisando a crise grega define uma “segunda onda de crise do euro”, desde 2008, porque este país é a parte mais visível de uma crise continental. Ou seja, na Grécia, está se decidindo a sorte do sistema euro que levou mais de 50 anos para ser construído pela burguesia imperialista europeia.

Uma crise européia

Trata-se de uma “crise européia” por três razões. A primeira é a rigidez do sistema monetário conjunto. A existência de uma moeda e uma autoridade internacional comum faz que os países membros da zona do euro não possam ter uma política monetária capitalista própria (como uma forte desvalorização de sua moeda nacional, por exemplo) sem romper com o euro. Ao mesmo tempo, todas as medidas “anticrise” da autoridade monetária europeia representam na prática uma “intervenção” e uma imposição sobre os países afetados.

A crise dos países membros, ainda que afete os mais débeis, transforma-se em uma crise do euro em seu conjunto. O sistema financeiro grego é hoje controlado por capitais estrangeiros, principalmente alemães, franceses e norte-americanos. Em outras palavras, uma quebra do Estado e do sistema financeiro grego (ao estilo da Argentina em 2001) teria gravíssimas consequências no sistema financeiro europeu e mundial.

A corrente imperialista ameaça arrebentar em seu elo mais frágil. Mas a crise fiscal e econômica avança em países maiores como Espanha e Itália, que acaba de sofrer um ataque especulativo respondido pelo governo Berlusconi por meio de plano duríssimo de ataque, votado em unidade total com a oposição no parlamento. Inclusive potências bem mais fortes, como a Grã-Bretanha e França, se vêem obrigadas a aplicar planos de “austeridade”. Se o “elo mais frágil” rompe na Grécia, seu “efeito se expandiu para os demais elos da União Europeia. Segundo palavras de um ex-prêmio Nobel de Economia, o norte-americano Paul Krugman, a queda do euro seria “uma catástrofe” para a economia e para as finanças mundiais.

O Pacto do euro

Mas as burguesias europeias, especialmente as da Alemanha e França, estão dispostas a defender até o final o euro e seu espaço imperialista. No dia 27 de junho foi ratificado em Bruxelas, sede da EU, o chamado “Pacto do Euro”, um texto assinado pelos 17 chefes de governo da zona do euro para “responder à crise e aumentar a competitividade da Europa”.

Mas para fazê-lo serão obrigados a avançar com tudo seus ataques. Terão que sujeitar os países mais débeis impondo-lhes, junto com a “ajuda financeira”, medidas e condições de controle similares às impostas na América Latina nas décadas de 1980 e 1990. Por exemplo, o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, tem dito explicitamente que Grécia terá sua soberania “enormemente limitada” com o plano de ajuste que aprovou para desbloquear as ajudas da UE e do FMI.

Em segundo lugar, deverão atacar cada vez mais as conquistas, as condições de vida e os direitos dos trabalhadores. Neste aspecto, a Grécia é a ponta de lança dos planos de ajuste que se aplicam em todo o continente. Hoje o sistema capitalista imperialista já não pode garantir a manutenção de nenhuma destas conquistas (convênios salariais, condições trabalhistas, aposentadorias dignas, saúde e educação públicas de qualidade) e precisa destruí-las para defender seus lucros e jogar o custo da crise nas costas dos trabalhadores e do povo.

As contradições interimperialistas

Os bancos, duplamente responsáveis pela atual situação, são os que mais exigem sacrifícios dos países débeis e dos povos europeus. Mas isto começa a provocar divisões nas burguesias imperialistas europeias.

Enquanto a cúpula da UE e do Banco Central Europeu (BCE) defendem a postura dos bancos, a premier alemã Ángela Merkel apresentou a posição de que os bancos se responsabilizem por uma parte do custo dos “pacotes de ajuda” -destinados em última instância a “os salvar”. Assim atenuar um pouco seu impacto popular. Merkel expressa seguramente a dupla pressão da burguesia industrial alemã, que quer evitar uma nova recessão e dar saída a suas exportações. Além disso, serve com satisfação ao eleitorado alemão que se opõe que Estado contribua para estes pacotes de ajuda. Ao mesmo tempo, teme também as reações populares que estes pacotes podem provocar. Os governos da França e Espanha aliaram-se com as posições mais duras do BCE e possivelmente reflitam o compromisso estreito de seus principais bancos com as dívidas dos PIGS. Em qualquer caso, estas divisões agregam mais instabilidade a uma situação já de por si explosiva.

A crise se acelera

 

A burguesia dos países mais débeis, como a grega, está disposta a aceitar essas condições humilhantes para defender os lucros que recebem da exploração dos trabalhadores, ainda que isso represente um claro retrocesso de seus países e a obrigação atacar os direitos dos trabalhadores.

Nenhum país europeu está em boa posição para “socorrer” outro. Depois da Grécia esperam em fila Portugal, Irlanda, Espanha, Itália, Inglaterra… Já foi gasto quase toda a munição de apoio estatal em 2008-2009. O próprio EUA sofre sua própria crise econômica e política, e seu risco de default. Algo imaginável no passado.

Mas se as burguesias aceitam a se sujeitar, os trabalhadores e o povo não parecem dispostos fazê-lo. No caso grego, a resistência faz mais de dois anos e toma um caráter heróico: mais de uma dúzia de greves gerais às quais se somam também a ocupação de praças, ao estilo egípcio ou espanhol.

Mas se os trabalhadores e o povo grego estão na vanguarda, fica claro que a resistência começa a se estender por todo o continente. Ali está a luta dos trabalhadores e da juventude da França contra Sarkozy, em 2010; as mobilizações da “geração à rasca”, em Portugal; os indignados espanhóis; a poderosa greve geral de funcionários públicos e docentes na Inglaterra. Essa luta produz desgaste e crise nos governos que aplicam os planos, sejam de direita ou de “esquerda”. Na medida em que a luta se mantém, são os próprios regimes os que começam a entrar em crises, ao se esgotarem as mediações políticas que tratam da desviar e frear as lutas. Na Grécia, se desgasta aceleradamente o governo do social-democrata PASOK (Partido Socialista), sem que a direita (Nova Democracia) se recupere de sua derrota eleitoral de 2009. E os deputados de ambos partidos tiveram que ser protegidos por vários cordões policiais quando votaram o último pacote. Um desgaste dos regimes que também começa a se expressar quando os jovens de Portugal e da Espanha reivindicam “democracia real” e denunciam a profunda ligação desses regimes políticos e seus partidos com a burguesia imperialistas.

Há desigualdades. A situação não é a mesma entre Grécia e Alemanha, onde o proletariado mais poderoso da Europa ainda não entrou em cena, pese que tem tido grandes mobilizações contra as usinas nucleares, e o governo de Merkel também sofre as consequências da crise europeia com a queda de seu prestígio político.

Em outras palavras, as burguesias europeias devem aplicar os piores planos de ajuste e realizar os mais duros ataques em décadas, mas não em um cenário de tranquilidade, mas enfrentando forte resistência e crescentes crises políticas.

Qual é a saída?

Apesar de uma resistência cada vez mais forte contra os planos de ajuste, especialmente na Grécia, os trabalhadores e os jovens europeus não vislumbram uma saída para a crise. Isto é assim porque as direções sindicais burocráticas e políticas dos trabalhadores, inclusive quando se veem obrigadas a chamar a greves gerais e mobilizações, impedem a realização de verdadeiros planos de luta que enfrentem os planos de ajuste e derrote os governos que os aplicam. Uma luta que deve ter como perspectiva a criação de governos operários e populares que apliquem programas ao serviço dos trabalhadores e do povo, e não dos banqueiros. Além disso, essas direções dividem a luta país por país e assim a debilitam.

Essa política das direções majoritárias dos trabalhadores acabam por defender a UE e da zona do euro. Uma posição que é compartilhada por outras correntes localizadas mais à esquerda, como o Bloco de Esquerda (BE) de Portugal, para quem se trata de criar, dentro da UE, “alternativas para políticas de criação de emprego e de decisão democrática contra a especulação financeira” e elaborar um “programa viável de luta” por uma “nova arquitetura da UE”. Em outras palavras, trata-se de “reformar” à UE para torná-la mais “humana”.

Todas essas correntes fazem coro com a burguesia imperialista. Dizem aos trabalhadores, aberta ou implicitamente, que se os planos de ajuste e suas consequências são uma “medicina amarga”, mas muito pior seria sair da UE ou do euro.

A crise capitalista tem obrigado à UE a mostrar sua verdadeira face: uma construção ao serviço do imperialismo alemão (e de seu lado, o francês), em benefício de seus bancos e das multinacionais, submetendo ferreamente países como Grécia, Portugal, Irlanda ou Espanha, e atacando duramente todos os trabalhadores do continente. Já não há margens para o discurso demagógico do “modelo social europeu”, nem para “jogos democráticos” sobre quem e onde se decidem os planos de ajuste. Não existe nenhuma possibilidade de “reformar” a UE para torná-la “mais humana” como não há modo de fazer com o capitalismo imperialista de conjunto.

Por isso, Grécia, Portugal e Irlanda só poderão salvar da catástrofe se declarem o não reconhecimento de sua dívida pública, romperem com a UE e adotarem medidas drásticas como a expropriação dos bancos, a nacionalização das empresas estratégicas sob o controle dos trabalhadores, escala móvel de horas para que trabalhem todos e o estabelecimento do monopólio do comércio exterior. Um programa que, em um futuro a cada vez mais próximo, também estará proposto para outros países, como Espanha e Itália.

A LIT-QI é plenamente consciente de que os problemas da Grécia, Portugal e Irlanda não terão solução de modo isolado. Por isso, nossa proposta não significa a volta do velho isolamento “nacional” capitalista, nem de suas moedas, como propõem diversas correntes de direita no continente.

À Europa do capital, representada pela UE e pela zona do euro, nossa proposta é a luta do conjunto dos trabalhadores do continente para conseguir sua própria unidade e uma saída operária e popular, na perspectiva da construção dos Estados Unidos Socialistas da Europa.

Esta é uma tarefa imensa, mas imprescindível que deve ser acompanhada com urgência, no processo vivo das lutas, no surgimento e na construção de novas direções sindicais e políticas, baseadas na independência de classe do movimento operário de todas as variantes da burguesia e de seus governos.

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Apple está a um passo de tornar-se a empresa mais valiosa do mundo


Apple

As ações da companhia devem ter uma das melhores performances do ano e, por conta disso, ela pode ultrapassar a Exxon Mobil

Apesar de as bolsas de valores de todo mundo terem sido afetadas negativamente por conta da crise econômica deflagrada nos Estados Unidos e em países Europeus, a Apple se mantém como uma das empresas com a melhor performance em termos de valorização de suas ações e está próxima de tornar-se a companhia mais valiosa do mundo.


No fechamento da bolsa de valores da última quinta-feira (5/8), a Apple valia US$ 350 bilhões (ou US$ 15,20 por ação), só atrás da primeira colocada no ranking mundial, a Exxon Mobil, com US$ 366 bilhões.

A diferença entre o valor entre as duas companhias, no entanto, tem caído em velocidade bastante acelerada. Há cerca de duas semanas, essa distância – que agora é de US$ 16 bilhões – era de US$ 50 bilhões, de acordo com informações divulgadas pelo New York Times.

Leia também: Apple tem mais dinheiro em caixa do que o Governo dos EUA.

Em maio deste ano, um estudo divulgado pela agência Millward Brown apontou que a marca Apple já é a mais valiosa do planeta.

Células-tronco e células do câncer têm a mesma origem

Oncogenes

Até agora, os cientistas acreditavam que os chamados oncogenes seriam genes que, quando sofrem alguma mutação, alteram as células saudáveis em células tumorais cancerosas.

Mas cientistas da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, acabam de demonstrar que esses “oncogenes” também podem alterar as células normais de uma forma totalmente inusitada: transformando-as em células-tronco.

“A realidade parece ser bem mais complicada do que as pessoas pensam,” disse Jiang Zhong, coordenador da pesquisa. “O que é um gene de célula-tronco? O que é um gene de câncer? Eles podem ser a mesma coisa”.

A descoberta, além de dar um novo rumo às pesquisas genéticas voltadas para o câncer, abre caminho para uma abordagem mais segura e mais prática para o tratamento de doenças como a esclerose múltipla e do próprio câncer, usando terapias de células-tronco.

Células da pele viram células do cérebro

Zhong e seus colegas conseguiram transformar células da pele humana em células do cérebro, suprimindo a expressão da p53, uma proteína codificada por um oncogene amplamente estudado.

Isto sugere que o que a mutação da p53 faz é ajudar a determinar o destino final das células – bom ou ruim – e não apenas determinar o câncer como resultado final.

“Quando você desativa a p53, as pessoas pensam que a célula torna-se cancerosa, porque nós tendemos a nos concentrar no lado ruim das coisas,” disse Zhong, referindo-se aos outros grupos de cientistas que chegaram à conclusão de que a proteína gera células de câncer.

“Na verdade, a célula torna-se mais plástica e pode fazer coisas boas também. Digamos que a célula seja como uma pessoa que perde o emprego (o ‘desligamento’ da p53). Ela pode se tornar um criminoso ou poderia encontrar outro emprego e ter um impacto positivo na sociedade. O que a empurra em uma direção ou outra nós não sabemos, porque o ambiente é muito complicado,” explica o pesquisador.

Endoderma, mesoderma e ectoderma

As células-tronco podem se dividir e se diferenciar em diferentes tipos de células no corpo.

Em humanos, as células-tronco embrionárias se diferenciam em três famílias, ou camadas germinativas, de células. As razões por que e como certas células-tronco se diferenciam em determinadas camadas em particular ainda não são claramente compreendidas.

No entanto, é a partir dessas camadas que os tecidos e órgãos se desenvolvem.

O endoderma, por exemplo, leva à formação do estômago, cólon e pulmão, enquanto o mesoderma forma os tecidos ósseos, o sangue e o coração.

Em seu estudo, a equipe de Zhong examinou as células da pele humana, que estão relacionadas ao cérebro e às células neurais do ectoderma.

Desligando o gene

Quando a p53 foi suprimida, as células da pele se desenvolveram em células que se parecem exatamente iguais às células-tronco embrionárias humanas.

Mas, ao contrário de outras células-tronco sintetizadas pelo homem, que são pluripotentes e podem se transformar em quaisquer outras células no corpo, essas células se diferenciaram apenas em células da sua própria camada germinativa, ou seja, do ectoderma.

“As IPSCs [células-tronco pluripotentes induzidas] podem se transformar em qualquer coisa, o que as torna difíceis de controlar,” disse Zhong. “Nossas células estão permanecendo dentro da linhagem do ectoderma”.

Ao contrário de uma limitação, isto é na verdade um fator positivo para o uso dessas células, uma vez que os cientistas sabem que ela seguirá um caminho mais restrito, com possibilidade de uma aplicação mais direcionada.

Presos poderão trabalhar no Complexo Penitenciário

Grupo discute a implantação de projeto que gera trabalho e estimula o estudo.

Um grupo esteve reunido durante esta semana em Itajaí para debater o sistema prisional do Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí. A idéia é trabalhar no projeto que institui trabalho para os apenados do presídio e do sistema semi-aberto.

O encontro reuniu a Presidente da Comissão Intermunicipal de Segurança Pública (CISP) Susi Bellini, as representantes do Instituto de Estudo e Pesquisa de Violência e Criminalidade (IEPES) Dra. Sônia Maria Martez e Dra. Cristina da Motta, o Administrador do Presídio Canhanduba José Milton Santana, o representante do Executivo Dr. Rogério Nassif Ribas e o empresário Jaci Pamplona.

A idéia é implantar o projeto Liberdade Sobre Rodas, que propõe a fabricação de cadeiras de rodas e macas, que serão doadas a entidades da região. Outras atividades profissionais também devem ser estabelecidas, garantindo a ocupação carcerária. “Também queremos estimular o preso a estudar”, disse Dra. Cristina.

“Acreditamos que a reintegração social além de reduzir a reincidência criminal garante recursos financeiros para o preso e seus familiares, aumentando a possibilidade de ser inserido no mercado de trabalho ao final da pena”, disse Susi Bellini.

A próxima reunião está marcada para o dia 10 de agosto, às 14h, no Gabinete da 1ª Promotoria de Justiça, no Fórum de Itajaí.

Estudo aponta que imagens em 3D ferem os olhos e o cérebro

Segundo a pesquisa, o desconforto, a fadiga e as dores de cabeça são causadas pelo ajuste constante que os olhos devem fazer para enxergar.

Uma equipe da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, examinou 24 adultos e concluiu que a visualização de conteúdo em uma tela 3D fere os olhos e o cérebro, segundo o site Tech Crunch. De acordo com o estudo, os olhos devem constantemente se ajustar à distância da tela e do conteúdo e isso pode causar desconforto, fadiga e dores de cabeça.

A pesquisa ainda descobriu que quando o conteúdo 3D é visto a curta distância, como em desktops ou smartphones, por exemplo, o desconforto é ainda maior do que quando as imagens são colocadas em uma tela. Em uma sala de cinema é o oposto: o conteúdo colocado atrás da tela causa mais desconforto do que os expostos na frente.

O site acredita que, com a explosão dos aparelhos compatíveis com conteúdos 3D, os fabricantes deverão criar equipamentos menos prejudiciais no futuro. Até lá, é preciso tomar cuidado e não se expor muito a conteúdos que exibam a novidade para não acabar com sérios problemas visuais.

Pólis sedia debate sobre Sistema Nacional de Juventude

A Comissão de Acompanhamento de Politicas e Programas (CAPP) do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE) realizou no dia 19 de Julho debate em torno dos direitos da juventude brasileira, no Instituto Pólis.

Os desafios na efetivação e garantia dos direitos da juventude foram o foco da discussão. Segundo o CONJUVE, “embora hajam avanços neste campo, observa-se a predominância de programas pontuais que, apesar da abrangência nacional, estão atrelados ao contexto das alianças políticas dos estados e municípios com o governo federal”.

Na reflexão sobre diferentes conceitos, modelos e acúmulos da discussão em torno do Sistema Nacional de Juventude, Regina Novaes, Pesquisadora da Uni-Rio, afirmou: “A juventude é uma construção social, não é uma essência, um contingente dado. Este ator politico constrói sua identidade de maneiras diferenciadas, não há problema em somar identidades e usar esta diversidade no espaço publico a favor da luta por uma sociedade mais justa”.

Ao falar sobre as marcas na implementação do programa ProJovem, Eliane Ribeiro, pesquisadora da Uni-Rio, destacou alguns dos principais desafios: “a dispersão de iniciativas, o modelo estanque e o pouco capital social sobre o tema”.

Gabriel Medina, presidente do CONJUVE, afirmou: “Temos um legado. Hoje o Conselho é reconhecido e respeitado dentro e fora do setor”.

O Conselho busca políticas mais universais para este segmento da população e a institucionalidade destas políticas, mas reconhece os avanços: segue em pauta no Congresso Nacional a aprovação do marco legal das políticas públicas de juventude. Segundo o CONJUVE, “isto pode contribuir para uma maior consolidação das práticas já em andamento em estados e municípios”.

A aprovação da PEC da Juventude em 2010 representou um avanço para o Conselho. Ainda aguardam votação os Projetos de Lei (PL) 4.529 – Estatuto da Juventude e 4.530 – Plano Nacional de Juventude, ambos de 2004, que trazem, em sua proposta, o anseio da implementação do que seria um Sistema Nacional de Políticas de Juventude.

A 2ª Conferência Nacional de Juventude será entre os dias 9 a 12 de dezembro deste ano, em Brasília.

Cidadão Boilesen

Um capítulo sempre subterrâneo dos anos de chumbo no Brasil, o financiamento da repressão violenta à luta armada, por grandes empresários, ganha, neste filme, contornos mais precisos neste perfil daquele que foi considerado o mais notório deles. As ligações de Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do grupo Ultra, com a ditadura militar, sua participação na criação da temível Oban – Operação Bandeirantes – e acusações de que assistiria voluntariamente a sessões de tortura emergem de diversos depoimentos de personagens daquela época.

Ferramentas gratuitas para monitoramento de redes sociais

Elas trazem gráficos, análises ou relatórios. São centenas de opções para quem procura saber a reputação de pessoas ou empresas na web.

A comunicação entre consumidor e marca mudou muito após o surgimento das redes sociais. Atualmente as empresas encaram as mídias sociais como ferramentas essenciais para alavancar os negócios. Por meio de sites como Twitter, por exemplo, as marcas desenvolvem estratégias de divulgação, descobrem as opiniões dos clientes e constroem um relacionamento mais próximo dos consumidores.

Diversas ferramentas de monitoramento das redes sociais surgiram ao passo que a comunicação entre estes dois mundos aumentava, assim como a quantidade de agências e empresas que dispõem de softwares e métodos, que possibilitam “mensurar” a reputação online das marcas. Segundo Alessandro Barbosa Lima, CEO da E.Life, hoje é possível comprar um software de monitoramento de redes sociais por cerca de US$ 600, porém, estes programas não trazem uma análise de dados coletados e, muito menos, desenvolvem estratégias de negócios baseadas nos resultados e objetivos das empresas. “É necessário haver um cruzamento de dados, além de métodos para criar um relatório relevante e, em cima dele, bolar uma estratégia focada em inteligência”, comenta.

O problema é que este tipo de serviço, que oferece, além do software, uma análise interpretativa dos dados e um planejamento estratégico, acaba se focando em empresas de grande porte, que dispõem de dinheiro suficiente para a contratação de grupos especializados. Já pequenas empresas podem contar com serviços gratuitos de monitoramento do ambiente social. Com eles, é possível entender como é a percepção da sua marca diante do público, acompanhar seus concorrentes, conhecer melhor seus próprios clientes, além daqueles outros que podem vir a ser parceiros. A diferença é que haverá um trabalho maior para entender as métricas utilizadas por cada produto e como cruzar as informações para se obter um resultado relevante e esclarecedor.

Na própria E.Life, existem dois serviços gratuitos que funcionam como aplicativos dentro das redes sociais. O Tweet Opinião, por exemplo, cria enquetes para o Twitter, que podem ser respondidas através de múltiplas escolhas e podem ter data de expiração. O Tweeli funciona como um chat dentro do Twitter e pode ajudar as empresas a criar um relacionamento mais estreito com os consumidores. Já outros serviços como o Trendistics, busca pela palavra e cria um gráfico em tempo real, mostrando quantos tuítes mencionaram o termo nas últimas horas. E o Hashtags segue o mesmo esquema, porém o filtro se baseia apenas em hashtags.

Outros serviços gratuitos, o Tweet Beep e o Twilert, enviam emails de alerta cada vez que uma certa palavra ou termo, escolhido pelo usuário, é postado no microblog. Além desses, ainda tem o Twitrratr, que busca menções de um certo perfil e as classifica em menção positiva, neutra ou negativa, e o Tweet Stats, que também cria gráficos mediante as suas estatísticas de mensagens enviadas, recebidas, menções e retuítes. Para o Twitter ainda exite o Klout,Peer IndexTwitalyzerTwitaholicTweet Rank entre outros.

Também existem serviços gratuitos que analisam termos, palavras e menções em toda a internet, ou seja, podem ajudar a descobrir mais informações dentro do Facebook também, já que a rede social não conta com bons serviços gratuitos. São eles: TopsyGoogle TrendsCompete e Blog Pulse. Entre os serviços pagos e, o mais importante, brasileiros, que vão entregar relatórios em português, existem o Social Media MonitorPostXScupSharing for SocialLive BuzzSeeker e SismoWeb e E.life.

Agora não tem mais desculpas para não inserir a sua empresa no mundo das redes sociais. Acesse, experimente e decida qual serviço te entrega a melhor solução.

Se tiver mais sugestões, deixe nos comentários!

Stephanie Kohn

Brasil 1982. Vídeo dedicado a Telê Santana

Este vídeo é de arrepiar e não foi feito por brasileiros. Vejam e se emocionem com o vídeo. para muitos, a melhor seleção brasileira de todos os tempos, embora não tenha ganho a copa.

Saudades? Não sei! Mas isso sim é que era jogar por música!

Campanha de segurança pública traz vídeomonitoramento para Gaspar

A campanha “Todos pela segurança Gaspar”, idelizada pelo vereador Kleber Wan-Dall (PMDB), dava sinais de resultados quando os deputados Jean Kuhlmann e Ismael dos Santos (DEM) marcaram uma audiência com o secretário de segurança pública do estado, César Grubba. Na oportunidade, uma comitiva da cidade mostrou ao chefe estadual todos os materiais publicitários, bem como a necessidade de investimentos no município.

Duas semanas depois, o major Laerte Lauro Marques, técnico da Secretaria de Segurança Pública, e o Coronel Álvaro Luiz Alves, comandante da 7ª região militar, vieram a Gaspar para anunciar a implantação do videomonitoramento. O valor do investimento será de R$ 262.900,00, que será dividido entre o estado e a prefeitura. A reunião aconteceu na semana passada e contou com a presença do major Moacir Gomes Ribeiro, deputado Ismael dos Santos e integrantes da comissão.

Kleber ficou surpreso com um resultado tão rápido. “Desde que iniciamos a campanha, tínhamos como objetivo as câmeras, o efetivo policial e a delegacia. Um deles já foi alcançado em menos de dois meses. Estamos otimistas”. Ao todo serão dez câmeras.