Radar filma pessoas através das paredes

”]Este é o protótipo da antena do radar, que os cientistas planejam reduzir para colocar em um automóvel. [Imagem: MIT Lincoln Laboratory]

Pesquisadores do MIT, nos Estados Unidos, desenvolveram um novo sistema de radar que consegue enxergar através das paredes.

O equipamento opera com aquisição de dados e processamento de imagens em tempo real, o que significa que ele gera um filme das pessoas se movendo por detrás de um muro de concreto.

Radar pessoal

O sistema demonstrou a capacidade de capturar imagens de boa qualidade com uma velocidade de 10 quadros por segundo, através de blocos de 10 centímetros e de 20 centímetros de espessura, bem como de concreto, com o equipamento localizado a cerca de seis metros de distância da parede.

“Nós estimamos o alcance máximo em aproximadamente 20 metros quando se olha através de uma parede de concreto de 20 centímetros,” disse o Dr. Gregory Charvat, um dos desenvolvedores do radar.

O sistema diminui o tempo de coleta de dados através de uma parede de 1,9 segundo obtido anteriormente para menos de 100 milissegundos.

O sistema explora um fenômeno bem conhecido: embora não seja possível ver através das paredes usando a luz visível, é possível disparar comprimentos de onda maiores sobre uma uma parede e coletar um fraco sinal de dispersão que é representativo do que está por trás da parede.

Filme por trás das paredes

A qualidade da imagem é suficientemente alta para definir vários seres humanos por trás de uma parede.

As pessoas foram visualizadas através dos três tipos de parede testadas estando em movimento ou paradas – o mais totalmente paradas que conseguiram, o que incluiu segurar a respiração.

Como os seres humanos de fato não conseguem ficar absolutamente imóveis, movendo-se ligeiramente por mais que tentem ficar parados, o sistema de radar detecta os pequenos movimentos usando técnicas chamadas de processamento coerente de radar.

Agora os pesquisadores estão trabalhando para melhorar o processamento de imagens de modo que a tela do radar mostre imagens mais facilmente interpretáveis do que as “bolhas” que são vistas neste primeiro protótipo.

Charvat diz que o projeto para o futuro inclui planos para montar o sistema em um veículo e testá-lo em uma grande variedade de paredes e nas estruturas urbanas mais comuns.

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Oito anos de Ilhota Rock

Logo de aniversário do Ilhota Rock Festival

Hoje é um dia muito especial pra todos nós!

Hoje comemoramos 8 anos de história e muito rock na cena catarinense da música independente. O Ilhota Rock Festival faz seu aniversário… Não é fácil promover um evento desse porte, mas com o reconhecimento e a credibilidade de todos, estamos alcançando nossos objetivos.

Ajudamos a promover e estamos reescrevendo o espírito da cena rock and roll de nosso estado. Em 8 anos de Ilhota Rock, foram 7 maravilhosas edições e 55 bandas se revisaram em nossos palcos e 5 mil pessoas já testemunharam o festival.

As bandas que participaram da 1ª edição do Ilhota Rock Festival em 2003 podem falar um pouco desse acontecimento marcante de nossa cidade. Foram sete bandas, Os Ambervisions e The Dolls de Florianópolis, Stuart, Hey Miss e Cuba Drinker and the Hi Fi’s de Blumenau e as ilhotense e já extintas Os Intocáveis e Antes do Acaso. Foi uma noite muito fria, fria mesmo, vésperas do Dia Mundial do Rock e da Festa da Cachaça e marcante pra todos nós! Como esquecer aquela noite regada a muita música e conhaque? Não há como esquecer! Essa noite, do dia 12 de julho foi à primeira noite que o Salão Paroquial conheceu o rock de verdade. Obrigado padre Otávio!

Foi e será, sem dúvida, o maior e mais completo sonho que torna realidade!

Não vamos aqui citar o agradecimento pessoalmente dos que contribuíram e colaboraram com o festival para não cometermos injustiças no esquecimento de alguns, mas certamente, ele não poderemos deixar de ser lembrado, Altair Hoppe, o pai do Ilhota Rock!

Valeu pessoal, vamos ajudar a escrever mais um capítulo em nossa breve história. O que visemos, certamente, jamais será esquecido!

Muito rock a todos e vida longa ao rock and roll.

Francisco Beltrão, o celeiro da agricultura familiar

O casal Nelson e Seli Parizotto mostra a produção de leite em Francisco Beltrão (PR). Foto: Rafael Alencar/PR

Em cada município brasileiro há, em média, duas mil pequenas propriedades de agricultura familiar. Em Francisco Beltrão, situado no Sudoeste do Paraná, esse número chega a 19.588 chácaras ou sítios. São famílias que herdaram dos primeiros colonos da década de 1960 o gosto pelo trabalho na terra. Nelson Parizotto, 50 anos, é um dos muitos exemplos. Tinha cinco anos quando aportou nesta região, deixando a gaúcha Carazinho.

“O Rio Grande do Sul tinha terra fraca e o Paraná era mato. As estradas eram abertas no braço quando viemos”, lembra.

A fixação dos colonos no Sudoeste do Paraná e no Oeste de Santa Catarina abriu caminho para a agricultura familiar no Brasil. Uma experiência que deu origem à expressão e serviu de modelo para a atividade no país. Em Francisco Beltrão, 88% das propriedades são voltadas para a agropecuária e se enquadram no perfil dos agricultores familiares. Juntas, ocupam uma área de 277.868 hectares. De lá, os pequenos trabalhadores rurais conseguem o sustento com o comércio do leite, frango, suínos, trigo, soja, feijão, frutas e hortaliças, entre outros.

Dono de um sítio de nove hectares, onde são criadas 16 vacas, Nelson Parizotto e a mulher Seli retiram 300 litros de leite de dois em dois dias. Cada litro é comercializado por R$ 0,65. Com a ajuda dos recursos do Pronaf, o casal adquiriu um equipamento de resfriamento do leite e duas ordenhadeiras. Uma realidade bem diferente de quando começaram a trabalhar na terra, há mais de 20 anos. Tinham de ordenhar as vacas à mão e plantar sementes esperando que tudo desse certo.

“Antes, a gente pegava a semente e plantava ao Deus dará. Eu tinha de ir trabalhar por dia para sobreviver”, revela ele. “Por isso que eu digo que um homem dura muito e que o trabalho não mata ninguém”, completa.

A produção leiteira é o forte da região, assim como a organização em cooperativas, outra referência de Francisco Beltrão. Para se ter ideia, 200 agricultores integram a Cooperativa de Leite da Agricultura Familiar. Juntas, as ordenhadeiras retiram de 150 mil a 200 mil litros de leite por mês, que são vendidos in natura para a indústria que, por sua vez, produz queijo e iogurte ou comercializa com a rede de ensino para uso na merenda escolar. Nesta região paranaense, 27 cooperativas de leite estão organizadas em 27 cidades. Todo mês, essa união resulta em seis milhões de litros de leite.

Jovens no campo

O casal Parizotto é organizado e econômico. Todos os recursos que buscam junto ao Pronaf têm como destino a compra de sementes e a preparação da terra para o plantio. Nelson e Seli investem na lavoura de milho e outros grãos que seguem para a ração dos animais. A cada ano, destinam R$ 2,5 mil. “Hoje é muito fácil. Pego o dinheiro no banco e pago no ano seguinte. Três dias depois de pagar, já tenho o dinheiro de novo na conta”, detalha.

No passado, disse, era tanta burocracia para ter acesso à linha de financiamento, que até desanimava. O agricultor só lamenta que o apego que ele e a mulher têm pela terra não é o mesmo que o dos dois filhos. Diz que os jovens não querem seguir o caminho. “Quem vai plantar depois de nós?”, indaga.

Manter os filhos dos herdeiros dos colonos no campo é a missão da agricultora familiar Daniela Celuppi, 28 anos. Formada em Pedagogia, ela trocou de profissão. Mora com os pais numa propriedade que produz frutas e sete mil litros de leite por mês. Quer ensinar os filhos a amar a terra. “Hoje a situação das famílias é boa, os juros do Pronaf são baixos, não há burocracia”, diz ela.

Antes do Pronaf, a família tinha de usar os ganhos da propriedade e qualquer mudança climática acabava com a produção. “Com o Pronaf, tem até dinheiro para o seguro. Tua safra fica assegurada”, comemora. Daniela revela que aguarda com ansiedade a visita da presidenta Dilma à cidade. É a primeira vez que um presidente vem a Francisco Beltrão. “É uma honra grande. Tenho a esperança de chegar um pouquinho perto dela”, contou.

ProUni: Matrícula deve ser feita até o dia 19

No dia 25 será divulgada a terceira e última chamada do ProUni

Foi liberado para consulta, pela internet, nesta terça-feira, o resultado da segunda chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) referente a este segundo semestre. O prazo para apresentação dos documentos e matrícula nas instituições de ensino superior participantes do programa vai até o dia 19 próximo.

No dia 25 será divulgada a terceira e última chamada. Os candidatos selecionados terão até o dia 29 para apresentar os documentos e fazer a matrícula.

Ao fim das três chamadas, os candidatos excluídos da pré-seleção ou pré-selecionados em cursos sem formação de turma podem manifestar interesse em entrar na lista de espera. O prazo para manifestação de interesse vai de 6 a 8 de agosto. A lista será usada pelas instituições de ensino participantes do programa para a oferta das bolsas ainda existentes.

Criado em 2004, o ProUni oferece a estudantes de baixa renda bolsas de estudos em instituições de educação superior particulares em cursos de graduação e sequenciais de formação específica.

Na edição deste segundo semestre, o ProUni registrou a inscrição de 460.745 candidatos a 92.107 bolsas de estudos. O número de inscritos superou a marca anterior, do processo do segundo semestre de 2009, de 380.935 candidatos. Os candidatos podem conferir o resultado e o cronograma do ProUni na página do programa.

Murdoch é o jornalismo em degradação. Que aqui prospera

Vladimir Safatle, na pág. 2 da Folha (*) é um oásis no PiG (**).

Para aquele mesmo espaço, anuncia a Folha (*) o retorno triunfal da Bláblárina, que, com certeza, demonstrará espírito público e probidade ao descrever tudo o que a faz sair do PV.

Enquanto não se concretiza esse ato de histórica bravura, convém ler o que Safatle diz de Rupert Murdoch, sob o título “Poder em pane”.

Murdoch representa o jornalismo “em seu processo de degradação”, diz ele.

Murdoch aproveitou para fechar o seu tablóide dominical  “News of the World”, porque, apesar da tiragem – e talvez por causa dela,  2,6 milhões de exemplares – , ele se aproximava de uma crise terminal.

É um fenômeno que, breve, atingirá a Veja no peito, esse detrito de maré baixa.

Vai morrer pelo volume de assinaturas subsidiadas que vendeu – e tanta credibilidade quanto o “News” do Murdoch.

Murdoch usava detetives particulares e grampos ilegais que dar furos e destruir reputações.

(Nada que a Operação Chacal já não tivesse atribuído a Daniel Dantas, especialista nessas técnicas, segundo a Polícia Federal).

Como diz Safatle, “Murdoch tornou a produção de notícias setor de uma luta política onde reina a seletividade do escândalo”.

É como fazem colonistas (***) da própria Folha: selecionam a área de escândalo e invasão de privacidade.

Têm um radar míope.

Murdoch é uma prova de que as ditas democracias ocidentais aprenderam a conviver com a persistência do nazismo.

Murdoch é um manipulador de concessões públicas, como o da rede de televisão Fox, nos Estados Unidos.

Quando o presidente Obama entrou na Casa Branca e parecia ser o que nunca foi, ele disse que não dava mais entrevista à Fox, porque aquilo não é uma rede de televisão, mas uma extensão do Partido (ultra reacionário) Republicano.

(Nada que surpreenda os brasileiros. A Globo do Ali Kamel e seus colonistas é um braço armado do pensamento conservador e, sobretudo, golpista da elite brasileira. Ou o amigo navegante não se lembra de como o Casal 45 tratou Cerra e Dilma nas entrevistas da eleição? Ela não se esquece).

Safatle mostra que essa política de “dois pesos e duas medidas” da Fox (e da Globo e da Folha – PHA) transformou-se numa regra.

Cabe a Murdoch “decidir quem vai ser exposto e quem será conservado, quem vai para a primeira página (o FHC – PHA) e quem vai para a nota do canto (o Itamar, vivo – PHA).

“Pode-se dizer que quem empenha a sua credibilidade a serviço da luta política acaba por pagar um preço alto … Mas, quanto tempo é necessário esperar para que a conta seja paga ?”, pergunta-se Safatle.

Murdoch é australiano, inglês e americano.

( Brizola perguntava quantos passaportes tem o Sr Civita ?)

Na Inglaterra ele fez e desfez.

A mulher de Tony Blair contou ao Guardian que foi por pouco que o marido decidiu invadir o Iraque no papel de poodle do Bush.

Tony se decidiu na última hora.

E pouco ates de ligar para Bush, passou horas no telefone com Murdoch, que o convenceu a invadir o Iraque para extrair uns “aditivos” na legislação de comunicações nos Estados Unidos.

Agora, Murdoch quer comprar uma espécie de CNN européia, a Sky, de que ele já é acionista.

O órgão de regulação inglês correspondente à FCC americana (aqui, a Globo não deixa montar um similar; prefere tratar direto com o Ministro das Comunicações) a FCC inglesa mandou reavaliar o pleito de Murdoch, depois dos escândalos dos grampos do “News of the “World”.

Até um primeiro ministro foi grampeado – Gordon Brown.

(Aqui, o passador de bola apanhado no ato de passar bola, o Dantas, grampeou um ministro – Gushiken – , segundo a Chacal).

O poder de Murdoch pode estar em pane, como sugere Safatle.

Aqui,  ainda não entrou, sequer, na zona de turbulência.

E vai demorar.

Primeiro, porque o Plano Nacional de Banda Larga provocou boas risadas nas teles – e na Globo.

Se era a banda larga que ia desmontar o predomínio do PiG (**), bem, deixa isso pra lá , amigo navegante.

Segundo, porque a Ley dos Medios dorme o sono profundo das quatro Leys de Medios que o Sergio Motta escreveu e o FHC jamais tirou da gaveta.

Foi onde Bernardo depositou a do Franklin Martins.

Qualquer dia desses, por iniciativa do Padim Pade Cerra, se construirá na Avenida Nove de Julho de 1932, em São Paulo, o Mausoléu da Ley de Medios.

A Globo o construirá com recursos da Lei Rouanet.

Viva o Brasil, professor Safatle!

Paulo Henrique Amorim

Rupert e Robert(o) Civita: quantos passaportes eles tem?

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(***) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.