“Nacionalização na Bolívia nos dignifica”, afirma Evo

Bolivian President Evo Morales.

Image via Wikipedia

O presidente de Bolívia, Evo Morales, destacou nesta quarta que a nacionalização dos recursos naturais, desde 2006, permitiu dignificar a nação sul-americana.Em um ato no município de Mocomoco (altiplano de La Paz), onde inaugurou o sistema de eletrificação, Morales assinalou que, desde o início de sua gestão, o Estado recuperou milionários rendimentos pela exploração de petróleo, gás natural e minerais, entre outras matérias primas.

Durante a atividade, na qual entregou recursos a produtores agropecuários, o dignitário disse que se antes 82% dos ganhos oriundos da energia iam às transnacionais e às potências estrangeiras, desde maio de 2006 se consegue reverter essa situação e os rendimentos pertencem a setores historicamente marginalizados.

Morales assinalou que entre esses benefícios estão as ajudas econômicas que são distribuídas entre grávidas, estudantes e idosos, algo inédito na história nacional.

Recordou ainda que a Bolívia tem atualmente maior quantidade de reservas internacionais e seus governantes, graças à estabilidade e crescimento da economia, não têm que ir aos Estados Unidos ou à Europa para pedir dinheiro para pagar salários, como ocorria nos governos neoliberais.

O estadista anunciou novidades, como a implementação em vários municípios do programa Minha Água, com ênfase nas zonas rurais, para sistema de irrigação e acesso à água potável , o que permitirá segurança alimentar com soberania.

Na celebração de Mocomoco, o governador de La Paz, César Cocarico, ressaltou que a eletrificação chega agora a cerca de 20 comunidades dessa localidade da província Camacho, sobretudo as do altiplano e com maiores índices de pobreza.

Desde 2007, o governo de Evo Morales impulsiona um programa nacional de eletrificação denominado Eletricidade para Viver com Dignidade, com o qual se espera atingir a cobertura total em várias etapas.

Anúncios

TIM usará rede móvel para plano de banda larga do governo

A TIM Participações utilizará sua rede móvel para participar do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), em seu mais recente movimento visando abranger o mercado residencial.

A comercialização de Internet pela TIM através do PNBL deve começar até setembro deste ano, e envolve inicialmente quatro cidades em Goiás –Samambaia, Recanto das Emas, Águas Lindas de Goiás e Santo Antônio do Descoberto–, informou a companhia em comunicado nesta quarta-feira.

banda larga

Às 12h14, as ações ordinárias da TIM eram negociadas com alta de 0,79%, a R$7,66. No mesmo horário, o Ibovespa ganhava 1,63% .

Na terça-feira, a TIM havia anunciado que assinaria contrato com a Telebrás para participar do PNBL, um programa coodernado pelo Ministério das Comunicações que pretende popularizar o acesso rápido à Internet e abranger todo o país até 2014. Pelo PNBL o fornecimento de banda larga a 1 megabit por segundo deve custarR$35,00 por mês.

– A iniciativa utilizará a rede móvel da operadora, que possui abrangência nacional, para promover o acesso à banda larga móvel em desktops enotebooks via modem – afirma a companhia no comunicado.

Na última sexta-feira, a TIM anunciou a aquisição da empresa de telecomunicações da AES Brasil, Atimus, por 1,6 bilhão de reais, com o intuito de reforçar sua rede de fibra ótica e conquistar mais mercado residencial.

Os grupos Oi, Telefônica, CTBC e Sercomtel acertaram, em 30 de junho, contratos com o governo para fornecer Internet pelo PNBL.

Será o fim de Rupert Murdoch?

Grampo ilegal de telefones de crianças vítimas de homicídio, suborno de policiais, destruição de provas de crimes, ameaças a políticos… As lideranças do Reino Unido dizem que o império de Rupert Murdoch “ingressou no submundo do crime”. Durante décadas, Murdoch tem tido um reinado impune, criando e destruindo governos através de seu vasto patrimônio midiático e forçando seus adversários ao silêncio, mas nós estamos fazendo frente a isso tudo e ganhando!

Através de quase 1 milhão de ações, 7 campanhas, 30.000 ligações telefônicas, investigações e inúmeras manobras e táticas jurídicas, tivemos um papel de destaque e conseguimos impedir que Murdoch comprasse mais de 50% da mídia comercial britânica! Agora estamos transformando nossa acalorada campanha britânica em uma campanha global, para reverter a ameaça de Murdoch em todos os demais países.

Este é nosso plano: juntos, podemos:

  • contratar investigadores para expor as táticas corruptas de Murdoch também fora do Reino Unido;
  • organizar personalidades para romper o ciclo de medo e dar seu depoimento sobre essa questão; e
  • mobilizar pessoas em países de destaque em defesa de novas leis e medidas legais que bloqueiem as atividades de Murdoch e limpem a credibilidade dos meios de comunicação de uma vez por todas.

A Avaaz tem membros em todos os países em que Murdoch opera, e isso faz de nosso movimento o único capaz de promover e ganhar uma campanha de fato contra esse império global. A hora é esta! Se apenas 20.000 participantes da campanha doarem cada um uma pequena quantia, poderemos agarrar essa raríssima chance. Clique no link abaixo para dar sua colaboração: https://secure.avaaz.org/po/stop_rupert_murdoch_donate/?vl.

Durante semanas, revelações em ritmo quase diário têm desvendado a amplitude das atividades corruptas de Murdoch na mídia britânica. Os espiões do magnata grampearam ilegalmente os telefones de milhares de pessoas, inclusive de viúvas em luto e soldados que haviam morrido no Iraque, roubaram as informações bancárias de um primeiro-ministro, hostilizando-o durante 10 anos, e pagaram enormes quantias de dinheiro a policiais. O filho de Rupert, James Murdoch, autorizou em pessoa o pagamento de suborno para que as vítimas se calassem.

Mas essa é apenas a ponta do iceberg: Murdoch é um problema global. Ele é famoso por ditar posicionamentos editoriais em seus jornais. Ele corrompe e controla democracias, forçando políticos a apoiar as ideias extremistas que ele tem em matéria de guerra, tortura, negacionismo climático e diversos outros males planetários e destruindo as carreiras de políticos com campanhas de difamação a menos que suas ordens sejam seguidas. Nos Estados Unidos, ele ajudou a eleger George W. Bushmantém em sua folha de pagamentos a maioria dos presidenciáveis republicanos. A rede Fox News Network, que é parte do império de Murdoch, espalhou notícias para promover a guerra no Iraque, estimulou ressentimento contra muçulmanos e imigrantes e criou o movimento populista de direita. E o pior de tudo, talvez, é que ele ajudou a bloquear cruciais medidas globais contra as mudanças climáticas.

O reinado de medo de Murdoch está se desmoronando e muitas pessoas estão se animando a dar depoimentos contra as táticas do magnata. A represa está prestes a se romper nos EUA, Austrália e outros países, mas precisamos dar um empurrão urgente, investigando mais as atividades de Murdoch, organizando uma oposição de destaque e fazendo com que nossos políticos aprovem leis que limpem a credibilidade de nossos meios de comunicação de uma vez por todas. Vamos nos unir para que isso se torne realidade: https://secure.avaaz.org/po/stop_rupert_murdoch_donate/?vl.

Nossa comunidade continuou fazendo campanha contra Murdoch mesmo quando quase todos no Reino Unido já haviam abandonado a esperança. Por sermos um movimento popular, não temos o medo que quase todos têm de Murdoch. Isto porque a força popular traz consigo o potencial de transformação do mundo. Hoje, a esperança está brotando no Reino Unido. Vamos fazer com que isso aconteça em também em nível global.

Com determinação, Ricken, Emma, Maria Paz, Giulia, Luis, Alice, Brianna e o resto da equipe da Avaaz.

Fontes

Apoie a comunidade da Avaaz! Nós somos totalmente sustentados por doações de indivíduos, não aceitamos financiamento de governos ou empresas. Nossa equipe dedicada garante que até as menores doações sejam bem aproveitadas — clique para doar.

O Brasil pode, de fato, se transformar numa das maiores economias do século 21

Presidenta Dilma Roussefff discursa em cerimônia de posse da nova diretoria da Fiergs e da Ciergs, no Teatro Sesi, em Porto Alegre. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Roussef, durante discurso, nesta quinta-feira (14/7) à noite, por ocasião da posse da diretoria da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) e do Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (CIERGS) assegurou que “o Brasil pode, de fato, se transformar numa das maiores economias do século 21″. Para isso, o governo federal vai tornar disponível todos os mecanismos para que o setor produtivo se expanda.

“No comércio exterior”, disse a presidenta Dilma, “utilizaremos instrumentos ousados. Com clara ênfase nos produtos manufaturados. Continuaremos investindo.” Dilma Rousseff explicou também que é preciso atacar os problemas sociais e que uma das missões do seu governo é erradicar a miséria e que, por este motivo, lançou recentemente o plano Brasil sem miséria . A presidente assegurou também que para que o país alcance este patamar de crescimento “se for capaz de desenvolver sua indústria” e que ela possibilite gerar emprego da qualidade para milhões de brasileiros.

No discurso, a presidenta contou que o país é parte do BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – pelo fato de ter dimensões continentais, fato comum aos demais integrantes do bloco econômico, como também de possui extensas reservas naturais. “Mas, as nossas similaridades acabam ai. O Brasil não abandonou a sua população nesses últimos dez anos”, contou para em seguida explicar que o governo vem transformando o perfil sócio-econômico do país ao longo desta última década.

Ouça aqui a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff.

A presidenta Dilma iniciou o discurso mostrando-se muito à vontade por estar naquela cerimônia e por seus laços com o Rio Grande do Sul, onde exerceu importantes cargos nos governos locais. Isso sem dúvida, conforme assinalou, mostra reconhecimento que tem para com a população e os dirigentes estaduais e empresariais. Ela teceu comentários sobre atuação do empresário Paulo Tigre, que nesta noite foi sucedido pelo empresário Heitor José Muller. Disse que quando recebeu o convite para a cerimônia de posse determinou que seus auxiliares marcasse o compromisso na agenda para que pudesse homenagear Paulo Tigre.

“Quando conheci o Paulo Tigre percebi que era um extraordinário dirigente. Capaz de estabelecer consenso. Diálogo firme com o governo federal. Suas propostas vão sempre no no cerne da questão. Daí porque quis vir aqui para homenageá-lo. Ele soube conciliar os interesses nacionais e regionais. Percebendo claramente que Rio Grande do Sul tinha uma imensa importância para o Brasil, assim como o Brasil tem para o Rio Grande do Sul. Ele Construiu pontes em prol do avanço… Estabeleceu diálogo”.

Agora, segundo a presidenta, a federação passa às mãos de Heitor Muller, e deste modo permanecerá na firmeza “de um empresário que vimos aqui visivelmente inovador, com propósitos claros e determinados”. Por tal motivo, como assinalou, deixava claro o compromisso dela para com o Rio Grande do Sul. Para isso, a presidenta Dilma propôs parceria com os empresários para que o estado possa seguir no rumo do progresso.

Em seguida, a presidenta teceu comentários sobre a situação econômica mundial, especialmente os Estados Unidos que deve apresentar crescimento abaixo das expectativas e a crise que se instala em países da Europa. “Esse é o momento de grande desequilíbrio na economia mundial. Desde o início do meu governo estamos, de forma firme e decidida, mantendo a inflação sob controle. Com uma política fiscal bastante austera”, afirmou.

Ela contou algumas medidas que estão sendo adotadas pelo governo, em especial, o compromisso de resgatar cerca de 16,2 milhões de brasileiros que vivem na extrema pobreza. Ela explicou que, por este motivo, lançou o Brasil sem Miséria. Em seguida, comemorou o fato de nos últimos anos, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), 39,5 milhões de pessoas ascenderem à classe média, o que significa incluir mais gente ao mercado consumidor.

A presidenta deixou também algumas diretrizes para o futuro. A primeira delas diz respeito às bolsas de estudos para estudantes de universidades no exterior. A meta do governo é formar 75 mil jovens com recursos públicos e pretende que a iniciativa privada patrocine outras 25 mil bolsas de estudo. Disse também do lançamento do Pronatec, que visa oferecer cursos profissionalizantes aos jovens para que estejam qualificados para o mercado de trabalho.

Ainda no discurso, a presidenta confirmou que apresentará no próximo mês o Programa de Desenvolvimento Produtivo (PDP) para que a indústria nacional possa fazer frente à concorrência internacional e que, em meio a disputa pelos mercados, possa inovar tecnologicamente. Segundo contou, o governo dará importância à produção de equipamentos com conteúdo nacional, terá linhas de crédito para fazer frente à demanda do mercado e que o governo vai intensificar a política de compra governamental.

Porém, conforme explicou no discurso, todos os avanços conseguidos pelo setor produtivo devem também mirar na população brasileira, ou seja, que possam apostar “naquilo que temos de mais forte que são os 190 milhões de cidadãos”. “Temos pela frente um caminho em que nós podemos trilhar sem sobressaltos. Mas, não significa que seja fácil. O Brasil provou, nos últimos anos, que é capaz de enfrentar estas turbulências e encontrar dentro de si a força para ir além”, disse a presidenta.