Os 10 erros mais comuns na atuação das organizações sem fins lucrativos nas redes sociais


Escrito para a edição de junho de 2011 da revista Sucess Fundraising Magazine, coluna escrita trimestralmente. Texto traduzido para o português por nossos voluntários tradutores Ana Helena de Almeida, Eloisa Mota, Fabrício Tito Rosa e Milda Jodelis.

Nos últimos seis anos passei 50, 60 horas por semana utilizando o Twitter, Facebook, YouTube, Flickr, MySpace, LinkedIn e Foursquare para promover organizações sem fins lucrativos. Vi os primeiros adeptos do MySpace, em 2005, lançarem-se no centro das atenções nacionais e internacionais por meio das redes sociais e vi os retardatários que só começaram a brincar com o Facebook e o Twitter neste ano. A gama de organizações sem fins lucrativos que usam as redes sociais – e os subsequentes níveis de comprometimento – variam muito, assim como seus conhecimentos, realizações e, claro, o retorno sobre o investimento (ROI). Tenho literalmente “curtido”, “seguido” e “feito amizade com” mais de 100.000 entidades sem fins lucrativos. A verdade brutal, mas honesta – e espero que eu seja bem compreendido – é que a maioria das organizações sem fins lucrativos estão cometendo erros em sites de redes sociais que solapam diretamente seu ROI. É muito triste verificar que tantas organizações sem fins lucrativos estão utilizando os meios de comunicação social (com a melhor das intenções, é claro), mas não estão recebendo o treinamento de que precisam. Se sua organização está cometendo cinco ou mais dos 10 erros apontados a seguir provavelmente será necessário realizar um treinamento e um reexame de sua estratégia de participação nas redes sociais.

1. Usar um logotipo horizontal no avatar da organização

O avatar de uma organização sem fins lucrativos é sua identidade visual em sites de redes sociais e, com exceção dos grupos LinkedIn, todos os sites de redes sociais exigem um avatar quadrado. Infelizmente, muitas entidades sem fins lucrativos usam como avatar seus logos horizontais, resultando, obviamente, no corte das imagens. Será que alguma vez sua organização colocou em materiais impressos ou em seu site uma logo cortada, completamente destruída? Claro que não! No entanto, todos os dias, dezenas, senão centenas de milhares de organizações sem fins lucrativos, enviam mensagens para suas comunidades, em sites de redes sociais, com logos completamente destruídas. Loucura!

2. Postar mais de uma atualização diária no Facebook

Há muitas opiniões diferentes e apaixonadas sobre isso mas, na minha pesquisa e experiência, a postagem de mais uma atualização por dia, em média, no Facebook, tem um efeito negativo. As pessoas tanto começam a ignorar as atualizações – porque você está sempre em seus feeds de notícias – como a “esconder” você completamente. Acredito realmente que mais é menos no Facebook.

3. Não “seguir” em uma proporção de 1:1 no Twitter

Se o seu objetivo é ganhar muitos seguidores no Twitter, você deve “seguir” em uma proporção de 1:1. As pessoas estarão muito mais propensas a segui-lo se acreditarem que você vai segui-los em troca. E, quanto mais pessoas você segue, mais o avatar de sua organização fica espalhado por todo o Twitterverse. Além disso, as pessoas não podem mandar-lhe mensagens diretas no Twitter se você não as segue. Para muitos apoiadores e doadores que estão tentando dirigir-lhe uma mensagem é desagradável perceber que não podem fazer isso porque você não os segue.

Se você não quer “seguir” um monte de gente no Twitter por medo de que o volume de mensagens torne-se esmagador, você pode incluir aqueles que você quer ler regularmente nas listas do Twitter. Existem muitos benefícios em “seguir” em uma proporção de 1:1 e, infelizmente, menos de 1% das organizações sem fins lucrativos que estão no Twitter o fazem.

4. Não se inscrever no Programa Sem Fins Lucrativos do YouTube

(YouTube.com/entidades sem fins lucrativos ). A afirmação é auto-explicativa.

5. Não criar slideshows Flickr para contar a história de sua organização

Muitas vezes a história de sua organização sem fins lucrativos pode ser contada muito melhor através de imagens. Na Web, onde as pessoas são inundadas todos os dias por longos textos e mensagens, uma apresentação de slides visualmente atraente pode ser um alívio da sobrecarga de informações.

6. Não adicionar ícones das redes sociais em seu site

Hoje em dia os apoiadores e doadores esperam que sua organização esteja presente, no mínimo, no Facebook e no Twitter. Se eles visitam seu site e não encontram facilmente os links rápidos para suas comunidades de redes sociais, podem ficar frustrados e alguns podem até questionar sua credibilidade. Assim, coloque esses ícones em sua página inicial!

7. Ignorar páginas “Empresa” do LinkedIn

LinkedIn recentemente ultrapassou 100 milhões de usuários portanto é provável que sua organização já tenha uma página no LinkedIn Empresa. Encontre, reivindique, configure e promova essa página!

8. Não reivindicar suas páginas ‘Places’ no Facebook, Foursquare, Gowalla etc.

Se a localização é importante para sua organização – zoológicos, museus, postos de saúde, bancos de alimentos, por exemplo – e você ainda não reivindicou seu Facebook Page Places, Foursquare Venue Page e/ou Gowalla Spot Page, sua organização sem fins lucrativos está em situação precária e rapidamente vai ficar para trás. Sem dúvida!

9. Postar apenas o (chato) conteúdo de marketing

“Faça uma doação!” “Participe de nosso baile anual!” “Assine nossa petição online!” “Faça uma doação!” “Curta-nos Facebook!” “Siga-nos no Twitter!” “POR FAVOR faça uma doação!” Blá, blá, blá… desculpe, mas é a verdade. Se todas as ações de sua organização em sites de redes sociais são apenas ações de marketing, tenho certeza de que ninguém está prestando atenção e seu ROI está próximo de zero.

10. Não blogar

O blog é a cola que mantém a estratégia de mídia social estruturada e articulada. A Web Social é impulsionada por novos conteúdos e, se sua organização não publica regularmente novos conteúdos na Web, você vai ter dificuldade em conseguir ser “compartilhado” e retweeted. Organizações sem fins lucrativos que não são “compartilhadas” ou não são retweeted não estão se saindo bem na Web Social.

A publicação de artigos e notícias no site da organização não tem a mesma credibilidade ou efeito positivo dos blogs, porque os doadores e apoiadores em geral não podem comentar ou participar nessas notícias – o conteúdo é estático. Blogs foram a primeira mídia social, a original, e não utilizar blogs é um dos maiores erros que uma organização sem fins lucrativos pode fazer hoje na Web Social.

Finalmente, se for estrategicamente projetado, seu blog vai fazer crescer a lista de envio da e-newsletter e de comunidades em sites de redes sociais mais rapidamente do que qualquer outra ferramenta disponível hoje. De verdade. Bloging é a peça que falta na maioria das campanhas em medias sociais.

Fonte: Nonprofit

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2 respostas em “Os 10 erros mais comuns na atuação das organizações sem fins lucrativos nas redes sociais

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