Válvula Rock apresenta shows, workshops, exposição e documentários neste sábado

Balneário Camboriú terá uma programação cultural extensa neste sábado, a partir das 14 horas. O site Válvula Rock (www.valvularock.com.br) organizou uma série de atividades durante o dia, que culminam no show das bandas Macaco Bong (MT), Cassim & Barbária (SC) e Lenzi Brothers (SC), a partir das 23 horas, no Santa República Pub (Avenida Brasil, 10).

Durante à tarde a programação acontece na Fundação Cultural de Balneário Camboriú (Rua 2.412, n 111, acesso pela rua 2.450), uma das parceiras do evento, com entrada gratuita. A partir das 14 horas começam os workshops envolvendo a produção independente voltada à música.

A primeira mesa de discussões terá a participação do Coletivo Fora do Eixo, explanando sobre a produção em circuito nacional e sobre os coletivos formados. Em seguida é a vez dos artistas catarinenses darem a sua contribuição, na mesa que discutirá a circulação independente em Santa Catarina e a cadeia produtiva da música no Estado. Participarão da mesa a banda Cassim & Barbária e o produtor cultural Marcinho, da Célula Cultural e Clube da Luta, de Florianópolis, além dos integrantes do site Válvula Rock.

Documentários envolvendo a produção musical em Santa Catarina terão espaço a partir das 16h30. Em sua primeira exibição na cidade, o documentário Balneário Camboriú e a Década dos Festivais”, do jornalista Felipe Conrad, retrata a cena de punk rock/hardcore existente na cidade nos anos 2000.

Outro documentário a ser exibido é o “Escute!”, de Rodrigo Amboni, que mostra com detalhes o cenário causado em Florianópolis pelo coletivo de bandas Clube da Luta, e sua organização independente.

Durante a tarde também estarão em exposição quadros do artista gráfico Diego Lara. Aliando desenhos manuais e intervenções de cores e texturas de forma digital,Diego empresta seu trabalho a artistas do rock estadual, bem como expõe de forma virtual seus trabalhos. Trata-se da primeira exposição física do artista.

Noite de shows

À noite é a vez do rock invadir o Santa República Pub, com três bandas que se destacam no cenário alternativo independente nacional. Macaco Bong (MT), Cassim & Barbária (SC) e Lenzi Brothers (SC) colocam o público para ferver a partir das 23 horas. Os ingressos custam R$ 15,00 antecipados e estão à venda na loja Three Cool Cats (Av. Brasil, 820), em Balneário Camboriú. Na hora os ingressos custam R$ 20,00.

A banda Macaco Bong é destaque no cenário nacional pelo seu rock instrumental, aliado à linguagem das harmonias da música brasileira com jazz/fusion/pop. Já circulou entre os principais festivais de música do Brasil (além de Argentina e Canadá), e teve seu cd “Artista Igual Pedreiro” eleito o melhor de 2008 pela revista Rolling Stone Brasil. Em 2010 realizou um show em conjunto com Gilberto Gil, como banda de apoio de músico baiano, dando uma nova roupagem às músicas do ex-ministro da Cultura.

Lançando seu novo disco, a banda florianopolitano Cassim&Barbária já alcançou feitos inéditos para a música catarinense, como uma tour por Canadá e Estados Unidos, que foi registrada no DVD ‘Na Estrada, No Estúdio’, e a participação nos principais festivais alternativos brasileiros. Este será o primeiro show de lançamento do disco, pelo conceituado selo goiano Monstro Discos.

Em seguida a banda já prepara sua primeira tour pela América do Sul, começando pela Argentina. Os locais Lenzi Brothers se destacam pelo rock vigoroso do power trio que nasceu em Lages, mas se instalou em Balneário Camboriú e daqui conquistou o Brasil. Seus clipes aparecerem constantemente na MTV Brasil, emissora em que a banda foi vencedora de um concurso nacional como melhor banda.

Em 2011 venceram o prêmio Válvula Rock de melhor videoclipe catarinense, com a música Quero Me Perder Por aí.

Mais informações Flavio Roberto de Oliveira – editor do site Válvula Rock – (47) 9958 2038.

Fonte: Prefeitura de Balneário Camboriú

Anúncios

Deputado Jean Wyllys solta o verbo ao prefeito Gilberto Kassab

Apesar de fazer parte de circunscrição eleitoral do Deputado Federal Jean Wyllys do PSOL e o único culto e sobrevivente do BBBesterol, publicou essa carta que chegou até minha pessoal por email, pois, tenho o dever de saber o que se passa no mundo da política. Por isso e mais, compartilho com todos o conteúdo da carta dirigida ao prefeito de São Paulo. Leia!

Jean Wyllys, como cidadão brasileiro homossexual e deputado federal que defende a causa de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros (LGBT), entre outras venho por meio desta dizer que me sinto afrontado com o projeto de lei 294/2005, do vereador Carlos Apolinário (DEM), que institui o Dia do Orgulho e, nessa condição de parlamentar que tem como função representar os interesses da comunidade LGBT argumentar em favor do veto dessa Lei, que deturpa, e, por que não, viola o princípio constitucional da igualdade.

O senhor sabe, prefeito, que é objetivo fundamental da República Federativa do Brasil reduzir as desigualdades sociais, conforme está expresso no inciso III do artigo 3º da Constituição Federal. Sabe também que, entre os brasileiros, é garantida a plena igualdade (artigo 5º, caput, da mesma Constituição).

Ocorre que a igualdade não é concebida apenas do ponto de vista formal, senão também do ponto de vista material. Já vem de Aristóteles a idéia de igualdade associada à de justiça. Por isso, ensina o constitucionalista José Afonso da Silva, a equidade só é concebida junto com a outra desigualdade que lhe é e que deve lhe ser complementar: aquela que só será “satisfeita se o legislador tratar de maneira igual os iguais e de maneira desigual os desiguais”. Por isso se diferencia a igualdade formal, segundo a qual os seres da mesma categoria devem ser tratados da mesma forma, da igualdade material, que significa que cada um deve ser tratado de acordo com suas necessidades, méritos e peculiaridades. Nesse sentido, estimado Kassab, o Supremo Tribunal Federal veda a discriminação baseada em critérios arbitrários, mas considera legítimo e necessário o tratamento desigual dos desiguais.

Ou seja, com a igualdade material se busca equalizar condições desiguais. Para tanto, além de superar as injustiças socioeconômicas entre as diferentes classes sociais, é necessário romper com estigmas que pesam contra determinados grupos culturais e de identidade que compõem a sociedade brasileira, que por vezes padecem de exclusão simbólica. Como tal desiderato demanda políticas públicas para sua efetivação, a proposição em comento não pode ser aceita.

O sistema global de proteção dos direitos humanos corrobora a necessidade de proteção específica a grupos peculiares.

A primeira fase do desenvolvimento desse sistema foi a da afirmação da igualdade entre todos os indivíduos. Foi marcada pela promulgação do que se chama de Carta Internacional de Direitos Humanos, composta pela Declaração Universal de 1948, pelo Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos e pelo Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, ambos de 1966. Pesava aqui o trauma da experiência de diferenciação do nazismo.

A segunda fase foi aquela da “multiplicação dos direitos”, na expressão do filósofo do Direito Norberto Bobbio.Trata-se de um processo em que a noção abstrata de indivíduo dá lugar aos indivíduos concretos, de carne e osso, com posições sociais, identidades e necessidades específicas. Por isso se construiu o sistema especial de proteção dos direitos humanos, que dá tutelas especiais aos diferentes grupos econômicos, sociais e identitários, que culminou nas convenções dos direitos das mulheres, das crianças, contra a discriminação racial, etc.

Assim, na expressão da jurista Flávia Piovesan, o reconhecimento e proteção do indivíduo social e historicamente situado faz com que, ao lado do direito à igualdade, nasça o direito à diferença: importa “assegurar igualdade com respeito à diversidade”.  A igualdade material, assim, passa pela busca de justiça social e distributiva, orientada por critérios socioeconômicos, e também pelo reconhecimento de identidades, tratando-se, nesse último caso, de igualdade orientada pelos critérios de gênero, orientação sexual, idade, raça, etnia, etc.

Não é por outro motivo que o Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou, em 15 de junho deste ano, Resolução sobre direitos humanos, orientação sexual e identidade de gênero. O Conselho, na Resolução, recorda que a Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que todos os seres humanos são iguais em dignidade e direitos, sem distinção de qualquer natureza, como raça, cor, sexo, língua, religião, política, nascimento ou outro status. A Resolução expressou, ainda, grave preocupação com atos de violência e discriminação contra indivíduos devido à sua orientação sexual e identidade de gênero.

Diante de tal conjuntura internacional, caro prefeito Gilberto Kassab, qual não seria o retrocesso brasileiro caso vossa excelência sancione a lei aprovada pela Câmara de São Paulo. O Dia do Orgulho LGBT (assim como o Dia da Consciência Negra ou o Dia da Mulher) correspondem a políticas públicas que visam construir a equidade por meio de um tratamento desigual para os desiguais e, ao mesmo tempo, contrapor os discursos que historicamente posicionam os homossexuais (assim como os negros ou as mulheres) como subalternos e descartáveis, destruindo sua autoestima. Sem mais, agradeço sua gentileza em receber esta minha carta já que uma conversa entre nós não foi possível por motivos de agenda.

Punições no Governo Federal

O governo federal expulsou, no último mês de julho, 98 servidores envolvidos em diversos tipos de irregularidades, principalmente vinculadas à corrupção. O número é recorde quando comparado com as expulsões ocorridas em qualquer outro mês, desde 2003. Outro recorde ocorreu no número de expulsões registradas no período de janeiro a julho (328), em comparação com o mesmo período de qualquer outro ano, a partir de 2003.

O combate à corrupção e à impunidade na administração pública já levou o governo federal a aplicar punições a 3.297 agentes públicos por envolvimento em práticas ilícitas, no período entre janeiro de 2003 e julho de 2011. Os dados constam do último levantamento realizado pela Controladoria-Geral da União (CGU). As demissões somaram exatos 2.812 casos; as destituições de cargos em comissão, 281; e as cassações de aposentadorias, 204.