20 anos da World Wide Web: como a rede evoluiu

wwwHá 2 décadas, Tim Berners-Lee colocou a primeira página da internet no ar. Veja o que aconteceu desde então.

No último sábado (6/8) a World Wide Web completou 20 anos de existência. Para quem não sabe, o dia 6 de agosto de 1991 foi a data em que Tim Berners-Lee colocou a primeira página no ar, que ainda pode ser vista neste link.

Foi nos primórdios da Internet, chamada de ARPANET que, em 1989, Berners-Lee, cientista do Conselho Europeu de Pesquisas Nucleares, criou uma nova forma de se acessar aquela rede. Em 13 de março de 1991, o cientista entregou a seu supervisor um documento que traria a proposta do inicio da rede mundial que liga todos os computadores. O supervisor de Tim descreveu o texto como “vago, mas empolgante” e deu autorização para que ele seguisse em frente com o projeto. Então, cerca de dois anos depois, Tim já havia publicado seu primeiro site.

Confira abaixo uma linha do tempo resumida com os principais acontecimentos desde o nascimento da World Wide Web.

1992

  • Áudio e vídeo são transmitidos na rede.

1993

  • Surge o primeiro navegador, chamado de NCSA Mosaic.

1994

  • Tim Berners-Lee fundou o World Wide Web Consortium (W3C), no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, com suporte do CERN, DARPA (como foi renomeada a ARPA) e da Comissão Europeia.
  • Primeira Conferência Internacional da WWW foi organizada por Robert Cailiau na CERN.
  • Pizza Hut investe em comércio online.

1995

  • O Netscape Navigator, popular browser da época, é criado.
  • Microsoft lança o Windows 95, que já vinha com o Internet Explorer 5. Começa a chamada “guerra dos navegadores”.
  • Criada a linguagem Java pela Sun Microsystems.

1996

  • A internet fica mais rápida com ADSL e modems de 56 kbps.
  • Empresas de internet entram no mercado de ações.
  • Foi lançado o primeiro comunicador instantâneo, o ICQ, pela empresa israelense Mirabilis.
  • Hackers invadem site do governo americano.
  • Ataque virtual à USERNET.
  • Macromedia desenvolve o Flash plugin.
  • Lançamento do Opera.

1998

  • Surgem os portais.
  • 151 milhões de usuários no planeta estavam ligados à Internet.
  • Larry Page e Sergey Brin, dois estudantes Ph.D. de Stanford, criam o Google.
  • Domínio de número 2 milhões é registrado nos Estados Unidos.

1999

  • IE desbanca Netscape.
  • Preocupações com o Bug do Milênio.

2000

  • Microsoft lançou o Internet Explorer 5 para Macintosh.
  • O vírus “I Love You” atinge 50 milhões de computadores.
  • 2001
  • Jimmy Wales e Larry Sanger criam a Wikipedia.

2002

  • O pioneiro das redes sociais, Friendster, é lançado.
  • Início do Wi-Fi.
  • Surgem os blogs.

2003

  • LinkedIn, a rede social corporativa, é criada.
  • Skype é lançado. Começa a popularização das ligações VoIP.

2004

  • Gmail é lançado.
  • Nasce o Orkut e o Facebook.
  • Mozilla lança o Firefox e em 99 dias de vida ele teve 25 milhões de downloads.
  • O WHATWG iniciou o trabalho do novo padrão HTML.

2005

  • Surge o YouTube.
  • Criação do GTalk.
  • Cresce a internet no Brasil.
  • Um bilhão de pessoas no mundo têm acesso à internet.

2006

  • O Twitter é lançado

2007

  • Apple lança versão do Safari para Windows e atinge 1 milhão de downloads em dois dias.
  • Surge o Second Life.

2008

  • Nasce o Chrome, navegador do Google.
  • YouTube realizou sua primeira transmissão ao vivo.

2009

  • Microsoft lança Bing, concorrente do Google.
  • Google anuncia o Chrome OS.
  • O Google lança a nova versão do Orkut.
  • O site The Pirate Bay volta ao ar.

2010

  • O HTML 5 se popularizou depois que Steve Jobs declarou publicamente que o Adobe Flash não seria mais necessário com a chegada do novo padrão.
  • A internet no celular se popularizou com a chegada de novos smartphones e planos 3G.
  • Sites de compras coletivas viram febre.

2011

  • O que está por vir? Você se arrisca a dizer nos comentários?
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Anatel estabelece novas regras para garantir qualidade de internet fixa

Internet

Agência aprovou medidas que devem ser regulamentadas em outubro. Operadores deverão garantir, em média, 60% da velocidade contratada.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou ontem (4/8) regras para garantir mais qualidade nos serviços de internet fixa oferecidos pelas operadoras de telecom. As propostas serão colocadas em consulta pública por 30 dias antes de serem regulamentadas no final de outubro.


De acordo com a Agência Brasil, o Regulamento da Gestão da Qualidade do Serviço de Comunicação Multimídia determina que empresas com mais de 50 mil assinantes deverão entregar pelo menos 60% da velocidade contratada aos consumidores em uma média mensal. A velocidade instantânea medida não pode ser menor do que 20% do contratado em 95% das medições. Esses números vão aumentando gradualmente até chegar a uma média mensal de 80% da velocidade contratada.

A avaliação da qualidade percebida pelos assinantes deverá ser feita por empresas contratadas pelas telecom. A Anatel também fará medições paralelas para verificar se os índices estão sendo atendidos.

Outra regulamentação estabelece que o número de reclamações mensais recebidas pelas operadoras não pode superar 2% do total de acessos ao serviço. As solicitações de instalação devem ser atendidas em até três dias úteis, e as de reparos em até 24 horas.

Já o Regulamento do Serviço de Comunicação Multimídia recebeu uma atualização. Ela determina que provedores não podem fazer bloqueio ou tratamento discriminatório do tráfego de dados, apenas em casos de segurança e estabilidade da rede.

Fotógrafo do Paparazzo no Nu Photo Conference

Marcos Serra Lima

Marcos Serra Lima é uma fera quando o assunto é fotografia sensual na internet. E com certeza, você já deve ter visto um de seus ensaios, afinal ele é um dos fotógrafos responsáveis pelos ensaios do site Paparazzo, da Globo.com, desde 2008. Formado em jornalismo, foi assistente do fotógrafo Ernani d’Almeida e trabalhou para as revistas Quem e Época. Como ele mesmo se define: Minhas fotos dizem mais sobre mim do que qualquer outra forma de expressão.

Informações no site www.marcosserralima.com.

Mais sobre o Nu Photo Conference

O nu é uma das áreas mais inquietantes e instigantes da fotografia. O nu e o sensual alimentam sonhos, fetiches e, literalmente, faz o ser humano despir-se de qualquer tipo de proteção para revelar de forma pura a sua essência. É a criação divina exposta de maneira inocente e bela.

Por muitas vezes, o nu e o sensual foram confundidos com a vulgaridade. Mas a história tratou de colocar o nu como essência da arte. O objetivo do Nu Photo Conference é reunir em São Paulo, fotógrafos e profissionais de imagem de todo o Brasil para um congresso único, para potencializar a criatividade e as técnicas para a produção, captação e direção de ensaios de nu e sensual. No ról de palestrantes, os maiores especialistas do país, tanto do mercado editorial, como artístico. O Nu Photo Conference será realizado nos dias 19, 20 e 21 de setembro, no Teatro das Artes, Shopping Eldorado, em São Paulo/SP.

Informações e inscrições www.nuphotoconference.com.br.

Hoje é o Dia do Chefe Escoteiro

Nesta data em que se comemora o dia do Escotista (Chefe Escoteiro) e a Direção Regional cumprimenta todos os Escotistas de Santa Catarina e do Brasil e publica o texto abaixo escrito a muitos anos pela catarinense Marlene Carvalho e que traduz muito bem o sentimento de ser Escotista.

Ser escotista!

Ser Escotista é ser artista, malabarista, passista, equilibrista,
pintor, escultor, doutor, é ser professor…
É ser mãe, pai, irmão, irmã, avô, avó…
Só?

É ser palhaço, estilhaço, espantalho, bagaço…

Psicólogo, musicólogo…
É ser ciências, é ser ação…
Para uns é Cristo, para outros demônio, para este malquisto, para
aquele, um sonho…

É ser bússola, é ser farol, é ser luz, é ser sol.
Impele para o bem, impele para o mal…
Incompreendido? …  É muito.
Definido??  … Nunca.
Seu filho acertou?? … Claro, é um gênio.

Seu filho errou?? … O chefe não ensinou.
Pra que serve o escotista? É vício ou vocação ?
É uma coisa e outra.
É ter nas mãos o mundo de amanhã.
É ter nas mãos o mundo e não ter nada.
Amanhã os meninos saem do Grupo ou trocam de ramo…
E ele, o chefe, de mãos vazias, tendo partido o coração, olhos
voltados para a sua estrela guia, esperando novas pestinhas…
Para  transformá-los  em  homens,  homens  que  cumprirão com seus
deveres, deveres para com Deus, com sua Pátria, seu próximo e consigo mesmo!
De repente surgem novos olhinhos ávidos de conhecimento…
E ele, o chefe, o líder vai desejando com ternura, o saber,
orientação, nas cabecinhas novas, que luzirão no firmamento da Pátria.
Fica a saudade… A amizade…
E a satisfação de um pedaço da missão cumprida!
O pagamento real?  Só na eternidade;

Que o espírito de Baden Powell acompanhe a todos nós para que possamos

realizar grandes atividades, até que todos nos encontremos no éter
no acampamento.
Que o dia do Chefe Escoteiro, seja comemorado em todos os dias do
ano por  você e sua seção.
Que tenhamos força e persistência para desenvolver junto aos jovens
uma grande obra…
E quem sabe assim, quando partirmos para o “grande acampamento”,
teremos a certeza de ter contribuído para

“deixar este mundo um pouco melhor do que o encontramos…”

(Marlene Carvalho)

Educação, dez por cento do PIB

No final da década de 1990, um grande conjunto de entidades comprometidas com o desenvolvimento da educação construiu uma proposta de Plano Nacional de Educação, conhecido como PNE da Sociedade Brasileira (PNE-SB). Esse Plano foi apresentado ao Congresso Nacional na forma de um projeto de lei assinado por mais de 70 parlamentares e encabeçado pelo deputado federal Ivan Valente, então no PT-SP.

Uma das propostas contidas no PNE-SB dizia respeito à necessidade de financiamento, estimada, então, em 10% do PIB. Neste momento em que a defesa dos 10% do PIB para a educação é adotada por inúmeras entidades comprometidas com a educação nacional, vale a pena examinar alguns aspectos referentes à origem daquele valor e as possibilidades reais do país arcar com isso.

Os 10% do PIB não foram tirados da cartola! Durante a elaboração do PNE-SB, avaliou-se em que situação nossa educação se encontrava, definiram-se as metas a serem atingidas e os prazos para isso. Usando alguns parâmetros bem definidos (por exemplo, os investimentos necessários por estudante ano e o número de crianças, jovens e adultos a serem atendidos), estimou se o volume de recursos necessário. (Detalhes dos cálculos aparecem na referência citada.) Daí surgiram os 10% do PIB. Não por coincidência, os países que acumulavam atrasos educacionais como os nossos e os superaram aplicaram cerca de 10%, ou mais, de seus PIBs na educação pública.

O PNE atualmente proposto pelo executivo federal prevê investimentos que, na melhor das hipóteses, chegariam aos 7% do PIB e propõe metas incompatíveis com esse valor, como a universalização da educação dos 4 aos 17 anos, a conclusão do ensino fundamental para todos, o atendimento de 50% das crianças de até 3 anos de idade e o oferecimento de educação em tempo integral para boa parte dos estudantes das escolas públicas. Além disso, é necessário melhorar a infraestrutura das escolas, aumentar os salários dos trabalhadores na educação, ampliar os programas de gratuidade ativa etc. Mesmo os 10% do PIB seriam insuficientes para cumprir as metas do PNE proposto.

É importante observar que investir 10% em educação é perfeitamente viável do ponto de vista econômico e não fruto do delírio de esquerdistas radicais ou educadores sonhadores. Vejamos. De 2003 a 2010, o PIB brasileiro cresceu cerca de 37% em termos reais. Se o equivalente ao crescimento médio de um único ano tivesse sido concentrado no setor educacional, já teríamos atingido as condições necessárias de financiamento para superar nossos atrasos.

Devemos lembrar que quando se reivindica uma maior participação da educação no PIB, não se está a subtrair alguma coisa dele. Dito de forma mais explícita: a construção civil teria sido aquecida, mas com um maior volume destinado às instalações escolares; a renda média da população também teria crescido, mas com uma maior concentração na forma de aumento salarial dos trabalhadores em educação; o emprego formal também teria aumentado, por contratação de mais professores e educadores; o consumo de papel e material impresso, de energia elétrica, de veículos, de vestimentas, de equipamentos eletrônicos de todos os tipos e de tudo o mais que é produzido no país também teriam crescido, mas mais concentradamente no setor educacional. Portanto, aumentar os investimentos em educação não disputa espaço com o crescimento econômico, ao contrário, incrementa- o e o redireciona para uma área de maior relevância social e econômica.

Um dos graves problemas do Brasil hoje é a sustentação do crescimento da economia, e um dos entraves é o baixo nível de formação da nossa força de trabalho. Como os investimentos em educação têm taxas de retorno (aumento do PIB em relação aos investimentos feitos) muito altas, levam vantagem quando comparados com investimentos em outros setores da economia e se pagariam em poucos anos. Além disso, mais e melhor educação traz ganhos sociais e culturais que poderiam contribuir para superar uma das maiores vergonhas nacionais: a concentração de renda. Mas elevar os investimentos públicos a 10% do PIB choca-se com os interesses capitalistas mais mesquinhos e imediatistas, pois implica em retirar de seu controle uma parte dos recursos, ainda que muito pequena. Esses recursos seriam administrados pelo setor público e, característica típica do setor educacional, com uma margem de democracia e participação, embora ainda insuficientes, muito maiores do que aquela existente na administração empresarial privada. Aí está a fonte das dificuldades que enfrentamos. Portanto, vamos intensificar a luta pelos 10% do PIB para a educação pública, já!

Escrito por Otaviano Helene, professor do Instituto de Física da USP, ex-presidente da Associação de Docentes da USP e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. Mantém o blog http: blogolitica.blogspot.com/. Originalmente publicado na edição impressa 443 do Brasil de Fato.