Câmara aprova uso de áreas públicas por Escoteiros e Bandeirantes

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou no dia 02 de agosto, o Projeto de Lei 1050/2007, de autoria do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), que destina áreas do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, unidades militares e prédios públicos – particularmente os destinados às unidades educacionais – às atividades desenvolvidas por grupos oficiais de escoteiros e bandeirantes.

De acordo com a matéria, que agora segue ao Senado, escoteiros e bandeirantes deverão requerer o espaço a ser utilizado diretamente aos titulares do órgão/unidade no qual pretendam implantar suas atividades, detalhando horários e programas de trabalho.

Ainda segundo a proposta, não haverá vínculo dos alunos que se matricularem nas unidades educacionais e a adesão a determinado grupo de Bandeirantes ou Escoteiros.

Otavio Leite destaca a importância desses movimentos na formação dos jovens, “tanto no cuidado com a natureza como na participação ativa na vida comunitária através de trabalhos voluntários, sempre com o objetivo de ensinar a pescar, sem se limitar à doação do peixe”.

“Normalmente, as reuniões bandeirantes e escoteiras são nos finais de semana, quando as escolas estão fechadas e não são utilizadas para atividades curriculares ou extra-curriculares, possibilitando, assim, um aproveitamento adicional dos espaços públicos e uma motivação a mais para que as crianças e jovens busquem um lazer educativo e sadio, em movimentos de educação e formação”, justifica o parlamentar fluminense.

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Em 1900, morre o filósofo alemão Friedrich Nietzsche

Nietzsche fotografado por Hans Olde no verão de 1899

Friedrich Nietzsche, filósofo, poeta e filólogo alemão, cujo pensamento é considerado como um dos mais radicais, ricos e sugestivos do século XX, morreu em Weimar, em 25 de agosto de 1900. Sua delicada saúde — marcada pela pouca visão e constantes enxaquecas –, o obrigou a se aposentar em 1889. Nietzsche sofreu uma crise nervosa da qual jamais se recuperou.

O alemão fundamentou sua ética no que acreditava ser o instinto humano mais essencial: a vontade de poder. Nietzsche criticou o cristianismo e os sistemas morais de outros filósofos como “morais escravas”, porque prendiam todos os membros da sociedade com normas universais de ética. Ele propôs uma “moral mestra”, que apreciava a influência criativa de indivíduos poderosos que transcendem as normas comuns. A do super-homem é uma das ideias da filosofia de Nietzsche que mais interpretações vem sofrendo ao longo dos tempos.

Nietzsche nasceu em 15 de outubro de 1844 em Röcken, Prússia. Seu pai, ministro luterano, morreu quando tinha cinco anos, sendo educado pela mãe. Ele estudou filologia clássica nas Universidades de Bonn e Leipzig e foi nomeado professor de filología grega na Universidade de Basileia aos 24 anos. Além da influência da cultura helênica, Nietzsche foi influenciado pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer, pela teoria da evolução e por sua amizade com o compositor Richard Wagner.

Escritor prolífico, escreveu obras importantes: A Origem da Tragédia (1872); Assim Falou Zaratustra(1883-1885); Além do Bem e do Mal (1886); A Genealogia da Moral (1887); O Crepúsculo dos Deuses(1888); O Anticristo (1888); Ecce Homo (1889); A Vontade de Poder (1901).

Um dos argumentos fundamentais de Nietzsche era que os valores tradicionais, representados em essência pelo cristianismo, tinham perdido seu poder na vida das pessoas, o que chamava de ‘nihilismo passivo’, expresso em sua cortante proclamação “Deus morreu”. Estava convencido que os valores tradicionais representavam uma “moralidade escrava”, criada por pessoas débeis e ressentidas que fomentavam comportamentos como a submissão e o conformismo uma vez que os valores implícitos em tais condutas serviam a seus interesses. Afirmou o imperativo ético de criar valores novos que deveriam substituir os tradicionais. A discussão sobre esta possibilidade evoluiu até configurar seu retrato do homem por vir, o `super-homem’ (übermensch).

As massas, a quem chamava de ‘rebanho’, ‘manada’ ou ‘multidão’, se adaptam à tradição, enquanto seu super-homem utópico é seguro, independente, individualista. O super-homem sente com intensidade, porém suas paixões estão contidas e reprimidas pela razão. Centrando-se no mundo real, mais que nas recompensas do mundo futuro prometidas pelas religiões, o super-homem afirma a vida, inclusive o sofrimento e a dor que a existência humana carrega. Seu super-homem é um criador de valores, um exemplo de “eticidade mestra” que reflete a força e independência de alguém que está livre das amarras do humano “envilecido” pela docilidade cristã, salvo aquelas que julga vitais.

Nietzsche sustentava que todo ato ou projeto humano está motivado pela “vontade de poder”, que não é tão só o poder sobre outros, e sim o poder sobre si mesmo, algo necessário para a criatividade. Tal capacidade se manifesta na autonomía do super-homem. Se bem que tenha negado em muitas oportunidades que nenhum super-homem havia ainda surgido, citou algunas figuras que poderiam servir de modelo: Sócrates, Jesus Cristo, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Shakespeare, Goethe, Júlio César e Napoleão. O conceito do super-homem foi insistentemente criticado por ser fruto de um intelectual que se desenvolve numa sociedade de amos e escravos e foi identificado com as filosofías autoritárias.

Aclamado poeta, Nietzsche exerceu influência sobre a literatura alemã, assim como sobre a literatura europeia e a teología. Seus conceitos foram discutidos e ampliados por personalidades como os filósofos Karl Jaspers e Martin Heidegger, o filósofo judeu-alemão Martin Buber, o teólogo Paul Tillich e os escritores Albert Camus e Jean-Paul Sartre.

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OAB apresenta PEC e Anteprojeto do Estatuto da Diversidade Sexual e PEC e que contempla o casamento civil entre homoafetivos

O deputado Jean Wyllys, ao lado das deputadas Manoela D’Avila, Fátima Bezerra e Erika Kokay, da desembargadora Maria Berenice Dias, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFAM), do presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, e de representantes de comissões de vários estados da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), participou, na tarde desta terça-feira, 23, de audiência com os presidentes da Câmara e do Senado para a entrega do Anteprojeto do Estatuto da Diversidade Sexual e um Projeto de Emenda Constitucional (PEC).

Elaborado pela Comissão Especial da Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB, com a colaboração de 50 Comissões da Diversidade Sexual das Seccionais e Subseções da OAB em todo o País e dos movimentos sociais, o projeto compila a maioria dos dispositivos legislativos existentes em diferentes pontos de tramitação no Congresso Nacional e considera outros dispositivos que ainda não foram propostos na casa, como a licença-natalidade de 180 dias a qualquer dos pais.

Dentre os projetos que já estavam no início de tramitação e foram contemplados no Anteprojeto, está a PEC do Casamento Civil, de autoria do deputado Jean Wyllys e que altera o artigo 226 no sentido de garantir o casamento civil aos homossexuais. “Com o aprovação da PEC do Casamento Civil, os casais homoafetivos passam a constituir uma familiar reconhecida e protegida pelo Estado, e isso se desdobra numa série de direitos”, diz o deputado.

“A Maria Berenice Dias ressaltou que contemplou o casamento civil no Anteprojeto em minha homenagem, levando em consideração a minha PEC do Casamento Civil que se encontra em fase de recolhimento de assinaturas”, explica Wyllys. “A diferença é que minha PEC não se estendia até os direitos. Esperava que a legislação infraconstitucional mudasse com o tempo. O Estatuto já trás quais são as leis infraconstitucional que devem ser alteradas a partir da PEC”.

Com 109 artigos, o Anteprojeto propõe a alteração de 132 dispositivos legais que concedem direitos, criminalizam a homofobia e prevêem políticas públicas, o Anteprojeto será votado pelo pleno do Conselho Federal da OAB no dia 19 de setembro antes de ser levado ao Congresso, onde será apresentado pela Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, coordenada pelo deputado Jean Wyllys na Câmara dos Deputados.

Informações: (61) 7819-0428

I Encontro Catarinense de Alimentação Escolar

Com o objetivo de realizar discussões qualificadas com trocas de experiências e conhecimentos técnico-científicos que contribuam para a melhoria da gestão do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) em Santa Catarina, o Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição do Escolar de Santa Catarina organiza o I Encontro Catarinense de Alimentação Escolar.

Será nos 12 e 13 de setembro no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em Florianópolis/SC. As inscrições do evento são gratuitas e que serão de responsabilidade do município as despesas com transporte, alimentação e hospedagem de seus representantes.

Maiores informações sobre o evento estarão disponíveis em nosso site www.cecanesc.ufsc.br ou pelo telefone (48) 3226-5119.

Baixe aqui a programação neste link Programação preliminar do I Encontro Catarinense de Alimentacao Escolar

Bate papo sobre Abrolhos

A campanha contra a exploração de petróleo na região de Abrolhos segue em pauta nesta semana. Mais de 10 mil ciberativistas já assinaram a petição, que será entregue às empresas e ao governo. Se você ainda não participou, demonstre hoje mesmo seu apoio a esta causa e não deixe as petrolíferas atrapalharem o namoro das baleias.

E para aqueles que quiserem saber as novidades da campanha, eu estarei amanhã, 25/08, às 17h, em chat ao vivo com os internautas. Prepare suas perguntas e participe de nosso bate-papo.

Você também poderá enviar perguntas pelo Twitter, basta acrescentar a hashtag #PapoGreenpeace.

Assine a petição, divulgue para seus amigos e ajude a salvar Abrolhos. A baleia jubarte, o Coral Cérebro e mais de 1300 espécies agradecem. Obrigada, Leandra Gonçalves.

Movimentos populares se organizam em Gaspar

Li recente um matéria interessante no tablóide bissemanal da região, o Cruzeiro do Vale, na edição digital 1321, o interesse de alguns iluminados em criar, na cidade de Gaspar, uma “federalização”. Massa a visão deles e lendo a matéria, resolvi comentar e aqui ampliar a discussão.

A organização da sociedade, seja ela qual for a sua área de atuação, tem supra-relevância na vida política e comum das pessoas e do convívio mútuo de que nela vive. Tenho que considerar a importante iniciativa da consolidação das políticas comunitárias da cidade, pois quando o povo, ou, as pessoas se organizam em torno de uma temática, são rotuladas e pré-julgadas como tal, mas pela iniciativa dela, já válida! Nada se faz e quando as idéia vão ao papel, já são questionada, do porquê disso ou daquilo.

Eu reconheço e dou os méritos ao coletivo na constituição do movimento, porém, acho meio que impróprio o termo “federação”, e sugiro que os envolvidos seja nomeclaturado pro uma “central” o “união”. Melhor, ecoa com facilidade e tem maior representatividade. Federalização, como havia dito, envolve todo o estado e se não falhe meus conhecimentos, ela já existe.

Prontifico-me a colaborar com o coletivo gasparense e estou aberto à consulta. Mas vejo que a constituição jurídica de mais uma entidade, irá burocratizar o movimento e seus objetivos e despertar o interesse dos que não contribuem com o processo em destruir o organismo. Quando a sociedade está quieta, seguindo a risca da cartilha podre do que a classe dominante impõe ótima, pois é fácil de manipular, mas quando se organiza, ela cai de pau e tenta de todas as formas, neutralizar e aniquilar. Nossa hora é agora. Quando a gente se mobiliza, os de cima caem. E essa é a hora de organizar!

Sugiro ao coletivo que seria mais interessante em criar um movimento independente, aberto a todos, sem papelada e que envolvesse todas as entidades populares. Esse é o caminho!

Jovens da Grã-Bretanha não leem mais por causa das redes sociais

Estudo realizado no Reino Unido mostra que a frequência de leitura entre adolescentes de 8 a 17 anos diminuiu.

Um estudo feito pela National Literacy Trust, na Grã-Bretanha, descobriu que a tecnologia está substituindo a leitura dos jovens que têm entre 8 e 17 anos. Segundo o jornal britânico Telegraph, as mensagens de texto, seguidas de emails e redes sociais como Facebook e Twitter são mais populares entre as crianças do que a leitura.

A pesquisa, que entrevistou mais de 18 mil pessoas, também constatou que 13% dos jovens não leram um único livro no último mês e que a frequência de leitura tende a diminuir com a idade. Adolescentes de 14 a 16 anos evitam dez vezes mais os livros do que as crianças na educação primária. Com isso, o índice de leitura entre os jovens da Grã-Bretanha, em 2010, passou do 17° lugar no ranking mundial para o 25°.

Com os resultados do estudo, Michael Gove, secretário de Educação do Reino Unido, pediu para que todos os alunos lessem 50 livros por ano como parte de um esforço nacional para melhorar os níveis de alfabetização. Gove sugeriu que as crianças lessem um romance por semana.

Cadernos de pesquisa marxista do Direito

O primeiro número dos Cadernos de Pesquisa Marxista do Direito traz uma longa entrevista com o Prof. Alaôr Caffé Alves,refletindo sobre diversos temas de interesse para a crítica jurídica, no momento em que acaba de lançar um novo livro, “Dialética e Direito”, resenhado ao final da revista por Josué Mastrodi Neto. A revista conta, ainda, com colaborações dos professores Ricardo Antunes e Eduardo C. B. Bittar, no dossiê “Direito e Crise”, e artigos de jovens pesquisadores críticos do direito, como Giselle Sakamoto Souza Vianna, Éder Ferreira e Vitor Bartoletti Sartori. Na seção “Clássico”, apresenta um excerto dos “Grundrisse” em que Marx trata do Direito, em tradução de José Carlos Bruni. Fechando a edição, 8 tiras da série “Quadrinhos dos anos 10” de André Dahmer. Editores: Celso Naoto Kashiura Jr., Oswaldo Akamine Jr., Tarso de Melo e Vinícius Casalino.

  • Livro: Cadernos de pesquisa marxista do Direito
  • Autor: Celso N. Kashiura Jr., Oswaldo A. Jr., Tarso de Melo, Vinicius Casalino (editores)
  • Páginas: 224
  • Editora: Expressão Popular
  • Valor:  R$ 20,00
  • Para comprar, clique neste link.

Lançamento do DVD Ensaios de noivos

Adriano Gonçalves é um dos fotógrafos mais inovadores e criativos do Brasil. Usando como inspiração a fotografia de moda criou dentro da fotografia de casamentos um novo estilo de registrar ensaios de noivas. Através de uma luz dramática e precisa, sua fotografia é artística e única. Foi o primeiro fotógrafo de casamento a expor numa bienal de artes, em Brasília. Reconhecido no Brasil, sua arte atravessou o mundo e chegou ao Japão através de cursos, palestras e workshops. Aprenda neste DVD como captar ensaios de noivos em externa com toda a magia da luz.