Kleber participa de jantar em homenagem a desembargador

Na última quarta-feira (24) foi um dia importante na história do judiciário de Santa Catarina. Na oportunidade, ocorreu um jantar comemorativo em homenagem ao desembargador Mauco Aurélio Gastaldi Buzzi. O desembargador assumirá, em breve, uma cadeira no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O vereador gasparense, Kleber Wan-Dall (PMDB), participou das festividades, de iniciativa do ex-deputado Alvaro Corrêa, presidente da Comissão Pró-Fórum Gaspar.

A homenagem feita ao futuro ministro foi acompanhada por várias autoridades, como prefeitos, deputados, juízes, vereadores e lideranças empresariais. “A região do Vale do Itajaí é privilegiada já que Mauco é natural de Timbó, município bem próximo. Seus primeiros passos foram trilhados por aqui e para nós é motivo de orgulho ver um conterrâneo ocupar tão alta função dentro do poder judiciário”, destacou o parlamentar Kleber.

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Arquimedes é morto na captura de Siracusa pelos romanos

Arquimedes em pintura de Domenico Fetti (1620)

Durante o cerco a Siracusa, em 212 a. C., soldados foram pilhar a cidade. Arquimedes estava sozinho em sua casa e refletia sobre uma figura de geometria, absorto. Subitamente, apareceu um soldado, que lhe ordenou que o seguisse. Ele não quis sair sem resolver o seu problema. O soldado, irritado, o matou com uma espada. O cientista tinha então 75 anos. O assassinato de Arquimedes era um horrível crime contra a Humanidade e contra a inteligência. Foi um dos maiores gênios da Antiguidade.

Nascido em Siracusa em 287 a. C., Arquimedes foi para Alexandria travando amizade com muitos sábios da ‘Biblioteca’. Volta a Siracusa e continua a se corresponder com os amigos alexandrinos. As cartas constituem o registro de uma imensidão de memórias, extremamente originais e profundas. Dotado de uma inteligência prodigiosa, Arquimedes assimilou todos os conhecimentos adquiridos pela Humanidade e, mediante uma admirável série de descobertas, ampliou-os grandemente.

O primeiro tratado de Estática, disciplina que se ocupa do equilíbrio dos corpos, foi escrito por Arquimedes. Nele se encontram os princípios fundamentais relativos ao centro de gravidade e à alavanca.  Ao contemplar esse trabalho de Arquimedes, Hierão, maravilhado, afirmou: “Acharei de hoje em diante possível tudo quanto me disser, Arquimedes!”, ao que Arquimedes respondeu: “Dêem-me um ponto de apoio e, com a minha alavanca, erguerei o mundo”.

Conta a lenda que em seguida à fraude que envolveu a coroa do rei Hierão, Arquimedes se interessou pela hidrostática, disciplina que se ocupa do equilíbrio dos líquidos. Seu objetivo era confirmar ou não se a coroa do rei tinha sido inteiramente feita em ouro ou se o joalheiro teria falsificado a obra. Este problema preocupou o sábio a tal ponto que, quando no meio de um banho, descobrindo o princípio da hidrostática, correu para anunciar a sua descoberta: Eureka!

Inspirado na espiral, Arquimedes inventou o parafuso sem-fim e o parafuso de Arquimedes. O parafuso sem-fim, aplicado desde a antiguidade, ainda hoje tem variadas aplicações. O parafuso de Arquimedes era utilizado na extração da água das minas e dos poços.

Baseando-se nas propriedades das cônicas, inventou um sistema de espelhos: os chamados ‘specchi ustori’. Estes espelhos concentravam os raios do Sol nas naves romanas e as incendiavam.

Matemática

Em Geometria, teve o mérito de conceber métodos gerais para calcular as áreas de figuras planas curvilíneas e os volumes de sólidos delimitados por superfícies curvas. Aplicou tais sistemas a vários casos particulares: à esfera, ao círculo, ao segmento de parábola, à área compreendida entre dois raios, aos segmentos esféricos, às superfícies geradas pelas revoluções em torno dos eixos principais dos cilindros e outros. Arquimedes tinha, portanto, um sistema de cálculo integral 2 mil anos antes de Newton e Leibniz.

Pode ser também  considerado como  precursor do cálculo diferencial. Uma das suas mais importantes descobertas matemáticas é a construção da espiral de Arquimedes. Sem ter qualquer conhecimento da expressão da função que descreve essa curva, Arquimedes conseguiu  resolver o problema do traçado da tangente num ponto dessa espiral. Note-se que só muito mais tarde surgiu a noção de derivada. Mesmo assim, Arquimedes resolveu  problema da tangente e ao fazê-lo, aproximou-se bastante da noção de derivada.

Mais de Arquimedes

Idealizou um novo sistema de numeração que permitia escrever números tão grandes quanto se quisesse.  Esse sistema consistia em escrever os números em óctuplos ou potências de 8 na base 10, que constituem uma das leis de operação com logaritmos. Desta forma Arquimedes superou os obstáculos inerentes ao modo como os gregos representavam os números, pelas letras do alfabeto. Contribuiu assim para a evolução do cálculo infinitesimal, surpreendendo todos os seus contemporâneos com a ideia de infinito.

Descobriu um método para calcular o Pi grego, o número que estabelece a relação entre a circunferência e o seu diâmetro, fixando o seu valor entre três e dez septuagésimos mais um septuagésimo (=3,1408) e três e um sétimo (=3,1428), próximo do número hoje representado pela letra Pi=3,14159. Para a obtenção dos valores utilizou o método de polígonos regulares inscritos e circunscritos à circunferência.

Ao analisar a  vasta obra de Arquimedes é de espantar sua surpreendente atualidade. Se imaginássemos um encontro de Arquimedes com Newton, Poincaré ou Einstein, constataríamos que eles se entenderiam perfeitamente. Como afirma Sérgio Macias Marques, em Galeria de Matemáticos “se os cientistas da Grécia antiga tivessem seguido Arquimedes de preferência a Euclides, Platão e Aristóteles, teriam certamente antecipado de 2 mil anos a era da matemática moderna, que começou com Descartes e da física moderna, iniciada por Galileu”.

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Fora Teixeira une todas as torcidas. “Mr. Teixeira, did you…?”

Só assim Grêmio e Inter teriam uma só torcida

Nos estádios, torcidas pedem saída de Ricardo Teixeira

Movimento contra presidente da CBF toma conta da rodada do Brasileiro.

As torcidas prometeram e cumpriram. Neste domingo (28), houve protesto nos estádios do Brasil contra o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Os torcedores dos principais times do Campeonato Brasileiro distribuíram panfletos e levaram faixas e cartazes pedindo a saída do cartola do comando da entidade máxima do futebol nacional.

Todos os clássicos realizados às 16h contaram com manifestações pacíficas contra o dirigente. As torcidas abusara da criatividade. No Gre-Nal, os colorados levaram letras que formaram o pedido de saída de Ricardo Teixeira.

No Engenhão, no duelo entre Flamengo e Vasco, muitos cartazes dos dois lados das arquibancadas apareceram, enquanto em Presidente Prudente, no confronto entre Palmeiras e Corinthians, a torcida alviverde fez lindo mosaico pedindo para que Ricardo Teixeira deixe a presidência da CBF.

“Não há como interditar reconhecimento do estado palestino”

Embaixador de Israel na ONU: não há como interditar reconhecimento do estado palestinoNa avaliação do embaixador Ron Prosor, Israel não tem chance de reunir um número substancial de estados para se opor à resolução na Assembleia Geral da ONU que reconhecerá o estado palestino, em setembro. Fontes no Ministério das Relações Exteriores israelense estimam que entre 130 e 140 países votarão a favor dos palestinos. Permanece em aberto qual a posição dos 27 membros da União Europeia.

O embaixador de Israel nas Nações Unidas, Ron Prosor, enviou uma mensagem confidencial em vídeo para o Ministro do Exterior na semana passada, dizendo que Israel não tem chance de reunir um número substancial de estados para se opor à resolução na Assembleia Geral da ONU que reconhecerá o estado palestino, em setembro.

Enquanto isso, fontes no gabinete do primeiro ministro Benjamin Netanyahu dizem que ele está considerando não participar da Assembleia Geral, neste ano. Provavelmente Shimon Peres o representaria.

Sob a título “Informe da linha de frente na ONU”, Prosor – considerado um dos mais experientes e antigos diplomatas israelenses – apresentou uma avaliação muito pessimista quanto à capacidade de Israel de afetar significativamente os resultados da votação. Embora não o tenha dito explicitamente, Prosor sugere que Israel enfrentará uma derrota diplomática.

“O máximo que podemos esperar obter [no voto na ONU] é um grupo de estados que vão se abster ou estar ausentes durante a votação”, escreveu Prosor, acrescentando que seus comentários estavam baseados em mais de 60 encontros que teve nas últimas semanas com seus pares na ONU. “Só alguns poucos países votarão contra a iniciativa palestina”, escreveu.

Espera-se que o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas contate o secretário geral da ONU em 20 de setembro e peça o reconhecimento da Palestina como membro pleno das Nações Unidas. No Ministério de Relações Exteriores a avaliação é que, para evitar o veto dos EUA, os palestinos buscarão o voto na Assembleia Geral e não no Conselho de Segurança, mesmo que aquela seja menos vinculante. O voto na assembleia geral provavelmente ocorrerá em outubro.

Fontes no Ministério das Relações Exteriores estimam que entre 130 e 140 países votarão a favor dos palestinos. Permanece em aberto qual a posição dos 27 membros da União Europeia.

A alta comissária para assuntos de política externa da União Europeia, Catherine Ashton, vai se encontrar com Benjamin Netanyahu e com o ministro de Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, em Jerusalém hoje (28/08), tendo em vista o encontro de ministros do exterior em 3 de setembro.

Uma fonte sênior no Ministério de Relações Exteriores, que está trabalhando para frustrar os movimentos palestinos na ONU, disse que até agora só cinco países do ocidente tinham prometido a Israel que votariam contra o reconhecimento do estado palestino – os EUA, a Alemanha, a Itália, a Holanda e a República Tcheca.

“A maioria dos países ocidentais não quer estar na sala e votar contra o estado palestino”, disse a fonte sênior do ministério de relações exteriores.

No entanto, a posição de quatro países europeus pode mudar, de acordo com os termos da resolução que os palestinos proporão. Se o texto for moderado e incluir a possibilidade de retorno à mesa de negociações imediatamente depois da votação na ONU, esses quatro estados podem alterar sua posição e se abster.

No ministério de Relações Exteriores eles acreditam que os 27 membros da União Europeia vão se dividir entre um grande grupo que apoiará os palestinos e dois pequenos grupos que vão se abster e se opor à resolução.

O ministro de Relações Exteriores palestino Riyad al-Maliki disse neste fim de semana que a Autoridade Palestina está perto de obter o apoio de 130 estados que reconhecerão o estado palestino. Isso inclui o recente reconhecimento do estado palestino por Honduras e El Salvador. A China também anunciou que apoiará a resolução palestina na ONU.

Os palestinos avaliam que a Guatemala e vários países caribenhos também anunciarão seu reconhecimento do estado palestino nas próximas semanas. Israel continua a sua campanha internacional para evitar o apoio da resolução e uma série de ministros estão sendo enviados para a África e a Ásia.

Contudo, parece que Benjamin Netanyahu desistiu desse esforço, com sua decisão de não ir à Assembleia Geral no mês que vem. “A estas alturas, o primeiro ministro não acredita que sua ida a ONU contribuirá para uma mudança na votação da resolução pelo reconhecimento do estado palestino”, disse um dos assessores de Netanyahu.

O presidente Peres provavelmente irá substituir Netanyahu. Lieberman, que também viajará para a ONU, recomendou ao primeiro ministro que Peres se dirigisse à Assembleia Geral, de modo que a posição israelense ouvida na ONU fosse a mais conciliatória e moderada possível.

A maioria dos oficiais experientes de Israel acredita que o país deve tratar o voto na ONU como o fez com o Informe Goldstone – como algo inevitável que deve ser condenado. Um grupo menor de oficiais, que incluir membros do gabinete do ministro de relações exteriores, da Shin Bet [a política federal israelense] e ligados ao gabinete de planejamento das Forças de Defesa de Israel acredita que Israel deve tentar influenciar a linguagem da resolução, visando à retomada das negociações depois do voto.

Escrito por Barak Ravid – Haaretz do Correio do Brasil. Tradução: Katarina Peixoto

Marco Civil da Internet: provedores terão de armazenar dados por 1 ano

Documento já foi apresentado ao Congresso Nacional. Um dos temas polêmicos é a responsabilidade por conteúdos postados por terceiros.

O Marco Civil da Internet – projeto de lei que vai definir os direitos e deveres dos usuários de internet no Brasil – foi apresentado, na última quarta-feira (24/8), pela presidente da República, Dilma Rousseff, ao Congresso Nacional. Entre os pontos previstos na proposta está a exigência de que os provedores de acesso guardem os registros de conexão dos internautas, por um ano. E essas informações só poderão ser fornecidas mediante uma ordem judicial.

Na terça-feira (23/8), o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, tinha anunciado que a expectativa era de que o projeto seguisse para análise do Congresso Nacional na próxima semana.

O Ministério da Justiça defende que o objetivo das regras para armazenamento e registro de conexão – que não existiam, até então, no Brasil – é contribuir com investigações da justiça, mas sem estabelecer requisitos exagerados para o funcionamento de blogs e pequenos sites.

Ao todo, o texto prevê dez diretrizes para a governança e uso da internet no Brasil: liberdade de expressão; pluralidade; diversidade; abertura; colaboração; exercício da cidadania; proteção à privacidade e dados pessoais; livre iniciativa; concorrência; e defesa do consumidor.

Um dos pontos polêmicos do Marco Civil é a responsabilidade de sites, blogs ou portais quanto a conteúdos divulgados por terceiros. O documento prevê que o intermediário que viabilizou a postagem do material não seja responsabilizado, exceto no caso em que ele descumpra decisão judicial que determine a remoção do conteúdo.

O projeto para criar o Marco Civil da Internet começou a ser debatido em 2009. A proposta foi elaborada pelo Ministério da Justiça, com o apoio da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas. Os responsáveis pelo documento destacam que o objetivo não é tratar diretamente de temas como crimes na internet, comércio eletrônico, direito autoral, expansão da banda larga e regulamentação do setor de Telecom.

No caso específico do cibercrime, atualmente, existe um projeto de lei na Câmara dos Deputados, que pretende tipificar e punir esse tipo de atividade no Brasil. O documento tem levantado uma série de polêmicas, já que muitos acreditam que pode afetar a liberdade dos internautas.