Protesto em defesa de Abrolhos

Protesto realizado em Rio de Janeiro, dia 30 de agosto, tudo em defesa de Abrolhos no prédio da empresa Perenco, uma das companias que estão prospectando petróleo no santuário das baleias Jubarte.

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Chuvas em Ilhota registram diversos pontos de alagamentos

Rua alagadas em Ilhota na região da Margem Direita do municípioA via de ligação entre o Baú Central e o Braço do Baú está alagada. A notícia foi dada agora à noite pelo diretor da defesa civil de Ilhota, Paulo Drun, que ficou durante todo o dia na região, onde não há sinal de telefonia celular. Segundo o coordenador, há diversos pontos de alagamentos no município, o que impede a trafegabilidade em algumas estradas. O acesso também está difícil entre o Baú Central e o Alto Baú.

Paulo afirma que há alagamentos também na margem direita da cidade, nas localidades de Ilhotinha e São João. “No bairro Pocinho, nós vamos realizar uma nova avaliação, sendo que está quase certo a interdição de duas residências que se encontram na margem do ribeirão. Na Rodovia Jorge Lacerda, nas proximidades da empresa Supergasbras, a água chegou na pista e  deve invadir a mesma nas próximas horas, caso o rio continue subindo”.

Rua alagadas em Ilhota na região da Margem Direita do municípioA balsa não está funcionando desde às 14h e não há previsão de retorno nesta quarta-feira (31). A previsão do tempo para este dia 31 indica condições de chuva isoladas no início da madrugada. Haverá também presença de sol, devido a um sistema de alta pressão (massa de ar seco e frio).

A Defesa Civil de Ilhota está de plantão através do telefone 9983-6110 ou 3343-8827. Se ambos estiverem ocupados, a população também pode recorrer ao Corpo de Bombeiros através do telefone 199.

A rainha do Egito Cleópatra tira a própria vida

Cleópatra, rainha do Egito e amante de Júlio César e Marco Antônio, tirou sua vida em 30 de agosto de 30 a.C. em seguida à derrota de suas forças diante de Otaviano, futuro primeiro imperador de Roma.

Cleópatra, nascida em 69 a.C., foi coroada Cleópatra VII após a morte do pai Ptolomeu XII, em 51 a.C. Seu irmão também foi feito rei, Ptolomeu XIII, e os irmãos governaram o país formalmente como marido e mulher. Cleópatra e Ptolomeu eram membros da dinastia macedônia, que governou o Egito desde a morte de Alexandre o Grande em 323 a. C. Embora não tivesse sangue egípcio, aprendeu sozinha o idioma local. Para aumentar sua influência sobre o povo egípcio, foi proclamada filha de Re, o deus do Sol. Pouco demorou para que os irmãos entrassem em disputa e a guerra civil eclodiu em 48 a.C.

Roma também estava envolta em guerra civil. Quando Cleópatra preparava com um grande exército árabe, o ataque ao irmão, a guerra civil romana estendeu-se para o Egito. Pompeu o Grande, derrotado por Júlio César na Grécia, fugiu para o Egito em busca de consolo, mas foi assassinado pelos agentes de Ptolomeu XIII. César chegou a Alexandria logo depois e, ao encontrar seu inimigo morto, decidiu restaurar a ordem no Egito.

Durante o século precedente, Roma havia exercido crescente controle sobre o rico reino egípcio. Cleópatra buscou então ganhar o favor de César. Viajou para Alexandria indo ao seu encontro enrolada numa preciosa manta que lhe ofereceu de presente. Cleópatra, bonita e sedutora, envolveu o poderoso líder romano, que acabou concordando em interceder a favor dela na guerra civil egípcia.

Em 47 a.C., Ptolomeu XIII foi morto após derrota ante César, Cleópatra assume o poder dual com outro irmão, Ptolomeu XIV. Ela e Júlio passam semanas juntos. César parte para a Ásia Menor onde proclamou a famosa expressão “Veni, vidi, vici” (Vim, vi, venci) depois de sufocar uma rebelião. Em junho de 47, Cleópatra traz à luz um filho a quem dá o nome de Caesarion, ‘pequeno César’.

César retorna triunfante a Roma. Cleópatra e Caesarion vão ao seu encontro. César é assassinado em março de 44 – “tu quoque, Brute, filii mei!” (Tu também, Brutus, meu filho) – e ela volta ao Egito. Pouco depois morre Ptolomeu XIV, possivelmente envenenado por Cleópatra. Ela faz de seu filho co-rei sob o nome de Ptolomeu XV César.

Com o assassinato de Júlio César é formado em 43 a. C. um segundo triunvirato formado por Otaviano, sobrinho-neto de César; Marco Antônio, um influente general; e Lepidus, estadista romano. Marco Antônio assume a administração das províncias orientais do Império.

Cleópatra trata de seduzi-lo e em 41 chega a Tarso numa barcaça, vestida de Vênus, a deusa romana do amor. Bem-sucedida em seus esforços, Marco Antônio retorna com ela a Alexandria, onde passam o inverno em libertinagens. Em 40, Marco Antonio regressa a Roma e se casa com a irmã de Otaviano numa tentativa de dele se aproximar. Em 37, Antônio se separa de Otávia e vai se encontrar com Cleópatra na Síria. Ela havia dado à luz gêmeos, um filho e uma filha.

Para celebrar a vitória sobre a Armênia em 34 a. C., Marco Antônio montou uma triunfal procissão pelas ruas de Alexandria, ele e Cleópatra sentados em tronos dourados. Roma interpretou o espetáculo como sinal de que pretendia entregar o império a mãos estrangeiras.

Após anos de tensão, Otaviano declarou guerra a Marco Antônio e Cleópatra em 31. Em 2 de setembro de 31 a. C., a esquadra de Otaviano investe contra Actium na Grécia. Depois de pesada batalha,  as tropas de Cleópatra fogem e zarpam para o Egito com 60 de seus barcos. Marco Antônio atravessa então as linhas inimigas para ir ao encontro dela. No entanto, suas forças foram obrigadas a se render.

Embora tivessem sofrido uma decisiva derrota, um ano depois Otaviano invade Alexandria e impõe nova e dura derrota a Antônio. Cleópatra refugia-se no mausoleu que havia construído para si. Marco Antônio recebe notícia que ela tinha morrido e, desconsolado, apunhala-se com uma espada. Ferido, ouve de mensageiro que Cleópatra ainda vivia. Levado ao retiro dela, acaba morrendo não sem antes pedir-lhe que estabelecesse a paz com Otaviano. Quando o triunfante Otaviano chegou, ela tentou seduzi-lo mas ele resistiu ao charme.

Sem perspectivas, Cleópatra comete suicídio, trazendo para junto de si uma áspide, serpente venenosa e símbolo da realeza divina.

Hoje na história

Votação da audiência sobre censura da Folha será nesta quarta

Deputado Paulo Pimenta propôs audiência pública para debater caso de censura ao site de paródia fAlha de S. Paulo, processado pelo jornal.

Será amanhã (quarta-feira, 31/08) a votação que pode garantir a realização da audiência pública sobre a censura da Folha ao blog Falha de S.Paulo. Não será fácil a aprovação: a Falha apurou que o jornal faz lobby junto a parlamentares pela não-aprovação, e estará amanhã presente na votação (extra-oficialmente e sem se identificar). Então, toda ajuda é pouca! Por favor, ajude-nos a divulgar a votação de amanhã! Se você for de Brasília e tiver como, por gentileza compareça à votação. O gabinete do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que fez o requerimento, tem todas as informações e pode ajudar a todos os blogueiros e jornalistas interessados em acompanhar.

Entenda o caso

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) propôs na Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados (da qual faz parte) a realização de uma audiência pública para debater o que ele chamou de “silêncio da mídia no caso de censura imposta pelo Jornal Folha de São Paulo ao site Falha de S. Paulo”. Pimenta apresentou o requerimento aos demais deputados da comissão e aguarda agora sua avaliação para que, em caso de aprovação, se marque uma data e seja feito os convites para os debatedores. Do lado da Falha o deputado propõe convidar os dois irmãos criadores do site, Lino e Mario Ito Bocchini. Do lado da Folha, ele quer chamar para debater a censura em Brasília Otávio Frias Filho Otávio Frias Filho (dono da Folha ao lado de seu irmão Luís), Sérgio Dávila (diretor de redação do jornal), Taís Gasparian (advogada que criou e assina a peça de censura) e Vinicius Mota (Secretário de Redação da Folha. A íntegra do documento, no site do Congresso, pode ser conferida aqui (uma vez na página, clique em “inteiro teor”). Saiba mais.

Corrupção: endemia política

A política brasileira sempre se alimentou do dinheiro da corrupção. Não todos os políticos. Muitos são íntegros, têm vergonha na cara e lisura no bolso. Porém, as campanhas são caras, o candidato não dispõe de recursos ou evita reduzir sua poupança, e os interesses privados no investimento público são vorazes.

Arma-se, assim, a maracutaia. O candidato promete, por baixo dos panos, facilitar negócios privados junto à administração pública. Como por encanto, aparecem os recursos de campanha.

Eleito, aprova concorrências sem licitações, nomeia indicados pelo lobbyda iniciativa privada, dá sinal verde a projetos superfaturados e embolsa o seu quinhão, ou melhor, o milhão.

Para uma empresa que se propõe a fazer uma obra no valor de R$ 30 milhões – e na qual, de fato, não gastará mais de 20, sobretudo em tempos de terceirização – é excelente negócio embolsar 10 e ainda repassar 3 ou 4 ao político que facilitou a negociata.

Conhecemos todos a qualidade dos serviços públicos. Basta recorrer ao SUS ou confiar os filhos à escola pública. (Todo político deveria ser obrigado, por lei, a tratar-se pelo SUS e matricular, como propõe o senador Cristovam Buarque, os filhos em escolas públicas). Vejam ruas e estradas: o asfalto cede com chuva um pouco mais intensa, os buracos exibem enormes bocas, os reparos são frequentes. Obras intermináveis…

Isso me lembra o conselho de um preso comum, durante o regime militar, a meu confrade Fernando de Brito, preso político: “Padre, ao sair da cadeia trate de ficar rico. Comece a construir uma igreja. Promova quermesses, bingos, sorteios. Arrecade muito dinheiro dos fiéis. Mas não seja bobo de terminar a obra. Não termine nunca. Assim o senhor poderá comprar fazendas e viver numa boa”.

Com o perdão da rima, a ideia que se tem é que o dinheiro público não é de ninguém. É de quem meter a mão primeiro. E como são raros os governantes que, como a presidente Dilma, vão atrás dos ladrões, a turma do Ali Babá se farta.

Corrupção

Meu pai contava a história de um político mineiro que enriqueceu à base de propinas. Como tinha apenas dois filhos, confiou boa parcela de seus recursos (ou melhor, nossos) à conta de um genro, meio pobretão. Um dia, o beneficiário decidiu se separar da mulher. O ex-sogro foi atrás: “Cadê meu dinheiro?” O ex-genro fez aquela cara de indignado: “Que dinheiro? Prova que há dinheiro seu comigo.” Ladrão que rouba ladrão… Hoje, o ex-genro mora com a nova mulher num condomínio de alto luxo.

Sou cético quanto à ética dos políticos ou de qualquer outro grupo social, incluídos frades e padres. Acredito, sim, na ética da política, e não na política. Ou seja, criar instituições e mecanismos que coíbam quem se sente tentado a corromper ou ser corrompido; ‘A carne é fraca’, diz o Evangelho. Mas as instituições devem ser suficientemente fortes, as investigações rigorosas e as punições severas. A impunidade faz o bandido. E, no caso de políticos, ela se soma à imunidade. Haja ladroeira!

Daí a urgência da reforma política – tema que anda esquecido – e de profunda reforma do nosso sistema judiciário. Adianta a Polícia Federal prender, se, no dia seguinte, todos voltam à rua ansiosos por destruir provas? E ainda se gasta saliva quanto ao uso de algemas, olvidando os milhões surrupiados… e jamais devolvidos aos cofres públicos.

Ainda que o suspeito fique em liberdade, por que a Justiça não lhe congela os bens e o impede de movimentar contas bancárias? A parte mais sensível do corpo humano é o bolso. Os corruptos sabem muito bem o quanto ele pode ser agraciado ou prejudicado.

As escolas deveriam levar casos de corrupção às salas de aula. Incutir nos alunos a suprema vergonha de fazer uso privado dos bens coletivos. Já que o conceito de pecado deixou de pautar a moral social, urge cultivar a ética como normatizadora do comportamento. Desenvolver em crianças e jovens a autoestima de ser honesto e de preservar o patrimônio público.

Escrito por Frei Betto que é escritor, autor do romance “Minas do Ouro”, que a editora Rocco faz chegar às livrarias esta semana. http://www.freibetto.org – twitter:@freibetto. Copyright 2011 – FREI BETTO – Não é permitida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do autor. Assine todos os artigos do escritor e os receberá diretamente em seu e-mail. Contato – MHPAL – Agência Literária (mhpal@terra.com.br).

WWF-Brasil: 15 anos dedicados ao ser humano e à natureza

Em 30 de agosto de 1996, nascia o WWF-Brasil, com sede em Brasília, a primeira organização nacional da Rede WWF na América Latina.

Logo no primeiro ano de atuação independente no país, o WWF-Brasil desenvolveu o Projeto Veadeiros, com foco no ecoturismo, educação ambiental, criação e implementação de áreas protegidas na Chapada dos Veadeiros (GO).

De lá pra, cá os trabalhos não pararam. Ao longo destes 15 anos, o WWF-Brasil tem buscado de forma incansável cumprir sua missão de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações.

“Aos quinze anos, o WWF-Brasil já mostra claros sinais de maturidade, com uma excelente e respeitada inserção na rede WWF, seja pelo trabalho competente e efetivo que vem desenvolvendo, seja pela imensa responsabilidade de proteger a maior biodiversidade do planeta”, declarou Denise Hamú, secretária geral do WWF-Brasil, que, após oito anos de dedicação, deixa o WWF-Brasil para enfrentar novos desafios.

Maria Cecília Wey de Brito, que assume interinamente, nos próximos dias, a secretaria geral da casa, também concorda que o jovem WWF-Brasil amadureceu com bastante rapidez e competência.  “Os desafios do WWF-Brasil têm sido enormes diante da grandiosidade de sua tarefa, e temos respondido à altura de nossas responsabilidades”, avaliou Maria Cecília.

Atualmente, o WWF-Brasil atua na Amazônia, na Mata Atlântica, Cerrado e no Pantanal, além de desenvolver ações ligadas a diversos temas transversais como água doce, educação para sociedades sustentáveis, agricultura, energia e mudanças climáticas. Entre as principais atividades estão projetos de campo, apoio a iniciativas ambientais, disseminação de conhecimento técnico, políticas públicas e conscientização da população.

Hoje, o WWF-Brasil executa projetos em todo o país por meio de parcerias com empresas, organizações não-governamentais, órgãos dos governos federal, estaduais e municipais, desenvolvendo atividades de pesquisa e diagnóstico; proteção de espécies e de ecossistemas ameaçados; desenvolvendo modelos alternativos de conservação e uso dos recursos naturais; capacitação e desenvolvimento de entidades parceiras; disseminação de resultados por meio de educação ambiental, políticas ambientais e comunicação; e campanhas de mobilização social.

Além da sede em Brasília, o WWF-Brasil conta, ainda, com outros quatro escritórios: São Paulo (SP), Rio Branco (AC), Manaus (AM) e Campo Grande (MS).

40 anos de história no Brasil

A atuação da Rede WWF no Brasil é bem mais antiga. O primeiro projeto do WWF foi em 1971, há exatos 40 anos, quando a Rede iniciou o seu trabalho no país apoiando os primeiros estudos feitos sobre um desconhecido primata ameaçado de extinção no Rio de Janeiro. Era o projeto Conservação do Mico-Leão-Dourado, até hoje um dos mais bem-sucedidos do gênero no mundo.

Como organização nacional, independente e autônoma, são 15 anos de luta em defesa do meio ambiente. E por esses 15 anos, queremos agradecer aos nossos seguidores, afiliados e apoiadores por acreditarem em nosso trabalho e, juntos, ajudarmos o WWF-Brasil a continuar protegendo, conscientizando e conservando o meio ambiente para o bem dos nossos filhos e netos.