PP e PSDB de Cocal do Sul têm contas de 2010 desaprovadas

A juíza da 34ª Zona Eleitoral (Urussanga), Tatiana Cunha Espezim, desaprovou as contas de 2010 de dois diretórios de Cocal do Sul, o Partido Progressista (PP) e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), e determinou a suspensão do repasse de novas cotas do Fundo Partidário pelo período de seis meses, a partir da data de publicação das decisões.

De acordo com a análise técnica do cartório da 34ª ZE, ambos os partidos não mantiveram conta bancária aberta para movimentar seus recursos financeiros e as doações dos valores referentes às despesas não obedeceram o disposto nosartigos 4 e 10 da Resolução TSE nº 21.841/2004.

As sentenças foram publicadas no Diário da Justiça Eleitoral de Santa Catarina desta quinta-feira (1º), nas páginas 14 e 15, e os diretórios entrar com recurso no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina.

Escrito por Bárbara Puel Broering, Assessoria de Imprensa do TRE/SC.

490 a.C – Atenienses vencem a batalha de Maratona

Mapa da Grécia durante as guerras médicas (500–479 a.C.)

Em 2 de setembro de 490 a.C. é encerrada a Batalha de Maratona, quando os atenienses derrotaram os persas, que tentavam apoderar-se e escravizar esta cidade distante 42 quilômetros de Atenas. Uma vitória do poderoso Império Persa poderia fazer ruir a independência das cidades-estados da Grécia e pôr fim à civilização e cultura grega.

Enquanto um numeroso exército persa desembarcava, os atenienses enviaram o mensageiro Filípides – seu nome foi alterado em textos posteriores para Feidípides – à Esparta para solicitar ajuda dos espartanos na batalha que seria travada. O mensageiro cobriu a distância de 250 quilômetros em menos de três dias, uma notável façanha sob todos os aspectos.

De volta a Maratona, porém, tomou conhecimento que os comandantes decidiram não esperar pela ajuda dos espartanos. Após cerca de três horas de batalha, 10 mil atenienses armados com longas lanças e grandes escudos de bronze derrotaram de 20 mil a 30 mil invasores do até então imbatível império persa.

O centro do império era a Pérsia e se estendia a oeste até o Egito e a leste até o Paquistão. Quando os persas conquistaram a Ásia Menor, o passo seguinte foi invadir a Europa para tomar a Grécia. A maioria das cidades-Estado do norte da península grega se submeteu sem resistência. Atenas, bem no centro da península, decidiu resistir. Daí o envio de uma força anfíbia pelos persas, que desembarcou em Maratona.

Finda a batalha, o comandante Miltíades enviou Filípides a Atenas para anunciar a vitória. Chegando a Acrópole, só teve fôlego para dizer “Regozijem-se, vencemos!”, e caiu morto de exaustão. Em suas Histórias, Heródoto (c. 484 a.C.-c. 425 a.C.) conta que 6.400 persas e 192 atenienses morreram. Os gregos foram enterrados num túmulo coletivo que existe até hoje.

Nos séculos que se seguiram, a história de Filípides e a história de um corredor que morreu após levar notícia da vitória ateniense fundiram-se. No século XIX, o historiador britânico Robert Browning descreveu em seu Dramatic Idylls of Pheidippides‘ Dash to Athens (O Dramático Idílio da Corrida de Feidípedes para Atenas), o anúncio da vitória e sua morte. Embora certamente não tenha sido o mesmo Filípides (ou Feidípedes) a correr os 250 quilômetros em menos de três dias e os 42 quilômetros para anunciar a vitória e seja inverossímil que um corredor-correio profissional possa ter morrido após tal corrida, a história ganhou robustez e se tornou o símbolo da maratona,  uma das mais difíceis e emocionantes provas do atletismo olímpico. Ela é disputada na exata distância de 42.195 metros pelas ruas da cidade-sede.

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AMFRI e CGU realizam reunião preparatória para a 1ª Conferência Regional Sobre Transparência e Controle Social

AMFRI e CGU realizam reunião preparatória para a 1ª Conferência Regional Sobre Transparência e Controle Social

A Controladoria Geral da União – CGU, em parceria com a Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí – AMFRI realizou na manhã da última quinta-feira (01), a reunião preparatória para a 1ª Conferência Regional Sobre Transparência e Controle Social – CONSOCIAL, que será realizada no dia 25 de outubro, em Itajaí, e contará com a participação dos onze municípios que integram a região. Durante o encontro foram formadas as comissões responsáveis pela organização do evento, cuja coordenação está sob responsabilidade da AMFRI.

A CONSOCIAL é uma das ações desenvolvidas pela CGU, com foco no combate à corrupção, e tem por objetivo principal promover a transparência pública e estimular a participação da sociedade no acompanhamento e controle da gestão pública, contribuindo para um controle mais efetivo e democrático que garanta o uso correto e eficiente do dinheiro público.

A participação da sociedade civil organizada será priorizada no evento, que também receberá representantes do poder público e dos conselhos de políticas públicas. Quatro eixos centrais serão trabalhados, abordando os temas: Promoção da transparência pública e acesso à informação e dados públicos, Mecanismos de controle social, engajamento e capacitação da sociedade para o controle da gestão, Atuação dos conselhos de políticas públicas como instâncias de controle, e Diretrizes para a prevenção e combate à corrupção.

A partir das discussões das temáticas de cada eixo, serão elaboradas propostas, que deverão ser levadas pelos delegados da Conferência Regional para a Conferência Estadual. Ao final dessas duas etapas será elaborado um Caderno de Propostas, encaminhado para a etapa nacional da CONSOCIAL.

Escrito por Camila Raymundi, assessora de comunicação social da AMFRI.

Inscrição no Enem cresce mais no Norte

A Região Norte do País foi a que registrou o maior crescimento no número de inscrições para a edição deste ano do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O aumento foi de 33,44% se comparado ao total de 2010. Já a Região Sudeste, que concentra o maior número de inscritos, apresentou o menor crescimento: 9,62%. Os dados também mostram que o número de inscritos com menos de 16 anos aumentou em 80%.

O Estado que registrou a maior elevação porcentual foi o Acre, com um aumento de 147,32%, o que totaliza 38.221 inscritos. Já o Amazonas, com 131.426 candidatos, foi a unidade da federação com o menor crescimento (5,31%). O Estado de São Paulo, que tem o maior número absoluto de candidatos de todo o País – 901.354 estudantes – teve um aumento de 8,88%.

Apenas dois Estados registraram queda nas inscrições: Santa Catarina (1,53%) e Bahia (0,95%). Neste ano, o Enem teve um número recorde de inscrições: 5.366.780 de candidatos devem fazer a prova, que acontece nos dias 22 e 23 de outubro.

Em relação à idade dos estudantes, a maior concentração de inscritos está na faixa etária que vai de 21 e 30 anos – 1,7 milhão de pessoas. Os menores de 16 totalizam 127.565 alunos.

Consolidação

Para os especialistas em vestibular, o fato de a Região Sudeste apresentar o menor aumento no número de inscritos tem relação com a maior popularidade dos vestibulares tradicionais na região. É o caso da Fuvest, que seleciona para a Universidade de São Paulo (USP) e não utiliza o Enem para compor a nota, e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que normalmente usam o desempenho na avaliação nacional do Ministério da Educação (MEC) para aumentar a nota dos candidatos.

“O fato de a USP não entrar no Enem tem muito peso no interesse dos alunos daqui”, disse o diretor presidente do Colégio Bandeirantes, Mauro de Aguiar.

O maior aumento porcentual no número de inscritos das outras regiões do País – como na Centro-Oeste, com 22,63% de crescimento, e na Nordeste, com 21,15% – indica, segundo os coordenadores dos cursinhos, que o Enem está sendo valorizado onde tem maior adesão das universidades federais.

“O exame está ganhando maior projeção nesses Estados, especialmente no interior do País, porque é nessas regiões que a maior parte das universidades federais que substituíram seus vestibulares pelo Enem estão”, explica Edmilson Motta, coordenador do Etapa.

Já o maior interesse dos candidatos com menos de 16 anos pela prova, segundo os especialistas, sugere que o Enem está sendo visto como um modelo consolidado de vestibular, atraindo a atenção dos treineiros – alunos do 1.º e do 2.º ano do ensino médio que prestam o exame para “treinar” e conhecer a prova, já que não podem ser aprovados.

“Além da questão dos treineiros, vale lembrar que muitos colégios, por conta do ranking do Enem, já incentivam a participação de seus alunos desde cedo, para chegarem ao 3º ano conhecendo bem a prova”, diz Alessandra Venturi, coordenadora do Cursinho da Poli.

Candidatos

  • 1.224.157 dos concluintes do ensino médio inscritos no Enem são oriundos de escolas públicas
  • 276.465 estão matriculados no último ano de instituições particulares

Fonte: Estadao.com.

Crianças pobres já têm maioridade penal

Na última semana, a rede Globo, em seus principais veículos de imprensa, fez sua parte no coro nacional de uma elite horrorizada com crianças e adolescentes pobres, em pequenos delitos na capital paulista. Uma equipe de tv colou em um grupo de crianças/meninas que agia na madrugada. Presas e jogadas de um canto para outro, elas reagiam, inclusive contra as gravações. O único objeto furtado de toda noite foi um celular de uma camareira de um hotel. Mas as cenas, repetidas várias e várias vezes em todos os telejornais nacionais, revelavam perigo, violência, horror e descontrole.

Era mais uma reportagem despretensiosa sobre a violência? Óbvio que não! No conteúdo da mensagem estava a defesa pura e cristalina da emissora, voz e porta-voz de uma classe dominante, da campanha pela redução da maioridade penal no país. Quanto mais se aprofundam os efeitos de um sistema capitalista devastador do homem e da natureza, mais avançam ideias e ações conservadoras na sociedade para proteger seu patrimônio contra as ameaças das classes perigosas. E aí vale tudo: prisão de flanelinhas, aplausos às execuções de suspeitos em troca de tiros com a polícia, castração química de suspeitos, criminalização dos trabalhadores que reclamam melhores condições de trabalho e salário, redução da maioridade penal, etc, etc.

No caso de crianças e adolescentes pobres, essa maioridade penal pretendida já existe na prática e faz tempo. Os que foram flagrados nas lentes da tv, geralmente são filhos de pais que estão ou já estiveram nas ruas. Aquelas crianças nasceram em condições desumanas, submetidas ao abandono e ao desprezo social. Nasceram e crescem em ambientes de ausência (família, escola, saúde, trabalho, habitação, lazer, etc), de violência, drogas e de sobrevivência selvagem. Crianças pobres e marginalizadas, condenadas a um ciclo embrutecido de vida. Condená-las ainda ao quê? Quais as penas ainda a serem impostas a elas? Encarcerá-las cada vez mais cedo é a solução? Claro que não!

Na outra ponta, a mesma sociedade hipócrita que cobra a redução da maioridade penal continua a produzir adolescentes ricos e perversos, que sem limites, não aceitam as diferenças e desenvolvem uma cultura de ódio de classe, de homofobia, de racismo. Queimam índios, matam mendigos, xingam negros, espancam quem os contrarie, usam seus possantes carros para as maiores barbaridades, tudo dentro da maior naturalidade. Abrigados por uma parentela influente nos poderes do Estado, gozam de impunidade e, para eles, a maioridade nunca os atingirá. Mais tarde, alguns chegaram a postos de comando na sociedade e devem continuar a produzir uma sociedade assim.

Voltando às vítimas da redução da maioridade, na semana passada, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos divulgou estudo da Unicef informando que as crianças e adolescentes eram responsáveis somente por 10% dos homicídios praticados, mas ao mesmo tempo elas são vítimas de mais de 40% dos casos de homicídio. Segundo a Unicef também divulgou, a redução da maioridade penal não resultou em diminuição da violência entre crianças e adolescentes em 54 países pesquisados no ano de 2007 que, a exemplo dos Estados Unidos, adotaram a medida. Crianças saem muito piores do que entraram no sistema prisional. Está provado por estatísticas, pelos fatos e pela história que a violência, inclusive a estatal, só produz mais violência.

Com a sociedade que se tem, não há necessidade de se encarcerar crianças e adolescentes pobres. Uma vida sem família, sem comida, sem casa, sem educação, sem saúde, sem lazer, sem perspectiva de dignidade vai produzir o quê? Como enfrentar essas ausências? Com prisões?

Escrito por Cristian Góes, jornalista em Aracaju/SE.

Rômulo e Remo fundam Roma, segundo a lenda

A lenda atribui a Rômulo, descendente dos reis da Alba, a fundação de Roma e de suas instituições. Esta história seria relatada pelo poeta latino Virgílio (70 a 19 a.C) em sua epopéia Eneida e pelo historiador latino Tito Lívio (64 a.C a 17 d. C). Rômulo viria a ser o protetor da cidade e, após sua morte, os romanos lhe consagrariam um culto sob o nome de Quirinus (do monte Quirinal, uma das sete colinas de Roma).

De acordo com a tradição, em 21 de abril de 753 a. C., Rômulo e seu irmão gêmeo, Remo, fundam Roma no lugar onde foram amamentados por uma loba como crianças órfãs. Na verdade, o mito de Rômulo e Remo originou-se em algum momento do século IV a. C. e a data exata da fundação da cidade foi estabelecida pelo acadêmico romano Marcos Terêncio Varro no século I a. C..

Ainda segundo a lenda, Rômulo e Remo eram filhos de Réa Sílvia, filha do rei Numitor de Alba Longa. Alba Longa era uma cidade mítica localizada nas Colinas de Alba ao sudeste das quais seria fundada Roma. Antes do nascimento dos gêmeos, Numitor foi deposto pelo seu irmão mais novo, Amúlio, quem obrigou Réa a se tornar uma virgem vestal de modo a não dar herdeiros aos pretendentes rivais ao seu trono. Entretanto, Réa foi engravidada pelo deus da guerra, Marte, dando à luz Rômulo e Remo. Amúlio ordenou que os bebês fossem afogados no rio Tibre mas eles conseguiram sobreviver e levados pelo curso do rio para for a de suas margens ao pé da colina Palatino, onde foram amamentados por uma loba até serem encontrados pelo pastor de ovelhas Fáustolo.

Criados por Fáustulo e sua mulher, os gêmeos mais tarde tornaram-se líderes de jovens pastores guerreiros. Depois que tomaram conhecimento de sua verdadeira identidade, atacaram Alba Longa, mataram o mal-intencionado Amulius e repuseram seu avô no trono. Os gêmeos decidiram então fundar uma cidade no local onde haviam sido salvos. Os dois logo se envolveram numa disputa mesquinha e Remo foi assassinado pelo seu irmão. Rômulo se tornou o governante da localidade à qual deu o nome de Roma como homenagem fraterna.

A fim de povoá-la, Rômulo ofereceu asilo aos fugitivos e exilados. Roma tinha falta de mulheres, de modo que Rômulo convidou a vizinha Sabina para um festival acabando por raptar suas mulheres. Eclode uma guerra entre eles, porém as mulheres de Sabina intervieram para evitar que os homens de Sabina sitiem e tomem Roma. Um tratado de paz foi assinado e ambas as comunidades mesclaram-se sob o governo compartilhado de Rômulo e do rei sabino, Tito Tácio. A morte prematura de Tácio, talvez perpetrada por Rômulo, deixou-o novamente como o único soberano. Depois de um longo e bem-sucedido reinado, morre Rômulo envolto em obscuras circunstâncias. Muitos romanos acreditaram que ele havia sido convertido em deus, passando a idolatrá-lo como a divindade Quirino. Depois de Rômulo, seis outros reis ascenderam ao trono de Roma, os últimos três aparentemente etruscos. Por volta de 509 a. C., foi constituída a república de Roma.

Outra lenda acerca da fundação de Roma, que tem suas origens na Grécia Antiga, conta como o mítico troiano Eneas fundou Lavínia dando início a uma dinastia que levaria ao nascimento de Rômulo e Remo alguns séculos mais tarde. Na Ilíada, um poema épico grego escrito por Homero no século VIII a. C., Eneas era o único grande heroi troiano a sobreviver à destruição grega de Troia. Uma passagem descreve como ele e seus descendentes governariam os troianos, mas desde então não houve qualquer registro de tal dinastia em Troia.

No século V a. C., alguns historiadores gregos especularam que Enéas havia se instalado em Roma, que era então uma minúscula cidade-Estado. No século IV a.C. Roma começou a se expandir dentro da península itálica e os romanos, entrando em contacto com a cultura grega, abraçaram a tese de que Enéas desempenhou um papel na fundação de sua grande cidade. No século I a. C. o poeta romano Virgílio desenvolveu o mito de Eneas em seu poema épico Eneida que conta a passagem de Eneas em Roma. Augusto, o primeiro imperador romano, durante a época de Virgílio, e Júlio César, seu tio-avô e antecessor como reinante romano eram tidos como descendentes de Enéas.