O pequeno urso sem futuro

Gelo do Ártico atinge sua segunda menor extensão histórica e coloca em risco a sobrevivência dos ursos polares.

No inicio de setembro, uma equipe de cientistas do Greenpeace, em expedição pelo oceano Ártico, recebeu uma visita inusitada. Um pequeno urso polar e sua mãe interromperam o trabalho de pesquisa do grupo que, por segurança, teve que se refugiar no navio. As fotos divulgadas nesta quinta-feira mostram o pequeno animal brincando com uma bola fincada no gelo, usada para estudos dos pesquisadores.

De inusitada, na verdade, esta visita não deveria ter nada. Afinal, o Ártico é o habitat natural dos ursos polares. Mas, embora os cientistas que trabalham no pólo norte devem sempre estar atentos a aparições deste animal, é possível que este encontro se torne cada vez mais raro.

Dados do NSDIC (Centro de Dados de Gelo e Neve dos EUA) revelaram que a extensão mínima do gelo ártico atingiu neste ano seu segundo menor nível histórico.

O mais preocupante, segundo os cientistas, é que em 2011 as condições climáticas foram bastante mais amenas se comparadas com as de 2007, quando uma conjunção de fatores anormais, como altas temperaturas, ventos e correntes marinhas ajudaram a acelerar o derretimento do gelo a seu menor nível histórico.

Para os especialistas, os resultados indicam que a massa de gelo está fraca, fina e em contínuo declínio. Com isso, os ursos polares correm o risco de desaparecer.

“Este é um claro sinal de como a mudança climática está causando o rápido derretimento do gelo ártico. Isso não apenas tem graves implicações para os ursos polares e outras espécies que dependem do gelo, mas para o planeta como um todo, já que a redução do gelo do Ártico pode desestabilizar os padrões de temperatura global”, disse Frida Bengtsson, líder da expedição do Greenpeace no Ártico.

A bordo do navio quebra-gelo Artic Sunrise, a equipe do Greenpeace segue atualmente no Oceano Ártico junto com cientistas da Universidade de Cambridge. O objetivo da expedição é pesquisar a grossura e o volume do gelo polar. Este estudo é importante porque expõe o impacto da mudança climática sobre o gelo polar.

Anúncios

Mulher dá à luz bebê em caminhão em meio à enchente de Ilhota

Uma mulher deu à luz dentro de um caminhão do Exército no meio de uma estrada alagada a caminho de um hospital de Itajaí, em Santa Catarina, na madrugada deste sábado (10). O nascimento aconteceu às 0h20. De acordo com nota divulgada pela Defesa Civil de Itajaí, o auxílio foi feito pelos bombeiros comunitários de Ilhota, que não conseguiram ultrapassar a Rodovia Jorge Lacerda devido ao nível de água na pista. O parto foi feito por seis militares e um voluntário.

Enfrentamos de 0,8 a 1,5 metros de altura de água na pista. Mesmo em um caminhão, só enfrentamos a correnteza porque o socorro era a uma gestante, pois o risco era muito grande”, revelou o sargento Teixeira, na nota.

Segundo a nota, o bebê nasceu logo depois que foi feita a transferência da gestante da viatura dos bombeiros voluntários para o caminhão do exército.
Os militares fizeram a transferência de mãe e filho para uma ambulância do Samu, que os encaminhou para o Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí. “Nossa esperança agora é que fique tudo bem com eles”, finalizou o sargento, na nota.

Defesa Civil pede doações

Na tarde desta sexta-feira (08), a Defesa Civil do estado doou a defesa civil municipal 150 cestas básicas, 120 kits de higiene pessoal e 80 kits de limpeza. A distribuição dos donativos será coordenada pela Secretaria de Assistência Social. “Com certeza, veio em boa hora. Estamos com quatro abrigosa ativados”, contou a secretária da pasta, Rosi Voltolini. No entanto, o município precisa de outros tipos de doações ainda. Os pedidos mais urgentes são para 200 colchões, toalhas de banho, cobertores, travesseiros e fronhas. Quem quiser ajudar, deve ir até a prefeitura ou se dirigir a um dos abrigos da Pedra de Amolar.

Ao todo, 8307 pessoas foram atingidas pelas chuvas. Segundo o coordenador da Defesa Civil, Paulo Drun, 164 residências foram atingidas por alagamentos. “Agora temos mais de 300 desalojados, 200 desabrigados e 703 deslocados. Os nossos acessos ainda estão bloqueados. Por isto decretamos situação de emergência”, explica.

As áreas mis afetadas na margem direita são: Loteamento Ilha Bela, Vila Nova, Ilhotinha, Boa Vista, Minas I e II, Missões e Centro. Já na Margem Esquerda, os bairros que mais registraram ocorrências são: Baú Baixo, Baú Central, Braço do Baú, Alto Braço do Baú, Alto Baú, Pedra de Amolar, Barranco Alto e Pocinho.

A balsa continua não funcionando. Em caso de emergência, a população pode entrar em contato com a Defesa Civil pelos telefones 9228-7597 e 3343-8827.