Defesa Civil de Ilhota recebe doação de 2 mil litros de água

A Defesa Civil de Ilhota acusa o recebimento de 2 mil litros de água da Secretaria de Estado de Defesa Civil. O envio a chegada das mercadorias ocorreu nesta madruga por volta de 1h15 deste domingo.

A logística do transporte foi realizada pela Polícia Civil que chegou até a divisa entre Ilhota e Gaspar. Com o alagamento do Km 15 da rodovia SC-470 Jorge Lacerda, foi acionado os Bombeiros Voluntários que deslocou o caminhão para fazer o transporte até a Prefeitura de Ilhota.

A coordenadoria fará nesta manhã, o procedimento de entrega desta mercadoria.

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Trauma de 2008 deixou moradores mais atentos

Por conta do histórico de tragédias climáticas no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, muitas pessoas se anteciparam às enchentes e evitaram as águas que deixaram mais de 150.000 pessoas desabrigadas no estado nos últimos dias. A experiência própria, mais do que o auxílio da defesa Civil, foi um fator determinante para que os moradores da área ficassem mais atentos, ao contrário do ocorrido na última grande enchente que assolou a região, em novembro de 2008.

Quem mora em área de risco, como eu, fica preocupado. Como choveu muito forte nos últimos dias, eu e minha família estávamos em alerta. Acompanhamos também pela televisão para ver a situação. Os repórteres falavam que a enchente aconteceria no mesmo lugar de 2008”, conta a aposentada Maria Zenir Cordeiro Couto, 68 anos, moradora da localidade rural de Pedra de Amolar, no município de Ilhota.

Diante das informações dos meios de comunicação, ela e a família levantaram os móveis e deixaram a residência antes de a água chegar – o local ficou inundado há três anos e também nas históricas enchentes de 1983 e 1984. Junto com o marido, a filha, o genro e três netos, Maria Zenir abrigou-se na casa de um irmão na vizinha cidade de Navegantes, para onde também foi nas cheias anteriores.

Para a aposentada, a pior das enchentes que vivenciou foi a de 1983. “Naquela ocasião, fiquei 15 dias aqui na casa do meu irmão e em 1984 fiquei 11 dias. Na última enchente, em 2008, depois de quatro dias já pude retornar para a minha casa”, compara, lembrando que já estava há dois dias fora de casa quando atendeu a reportagem de VEJA, na manhã deste sábado.

Outro morador das áreas afetadas que deixou sua casa foi Sabino de Oliveira, 46 anos, que é deficiente físico e mora sozinho no bairro Porto das Balsas, uma das localidades mais atingidas na cidade de Navegantes. Ele foi retirado de casa e levado ao abrigo em uma escola municipal por funcionários da prefeitura, na noite de quinta-feira, antes de sua casa ser inundada.

Minha sorte é que o rapaz disse que era para sair de lá e eu vim. Me trouxeram de carro para cá”, disse Oliveira no abrigo instalado no CAIC de Navegantes. “Sou de Alagoas e faz um ano que cheguei aqui, em Santa Catarina. É a primeira vez que passo por uma situação como essa”.

Nem todos, porém, seguiram a orientação da Defesa Civil e saíram de casa antes da inundação. Há relatos de pessoas que se recusaram a abandonar suas residências mesmo sabendo que seriam atingidas pelas águas. O motivo principal é o medo de deixar a casa desguarnecida e à mercê da ação de saqueadores e ladrões, como se viu na enchente de três anos atrás.

 O caso do policial militar Diego Nogueira, 42 anos. Morador da comunidade conhecida como Vila da Miséria, no bairro Cordeiros, periferia de Itajaí, Nogueira preferiu ficar vigiando sua residência para evitar invasões e furtos, mesmo com a casa alagada. Em Itajaí, que está com 50% de sua área urbana submersa, a Defesa Civil começou a alertar a população a deixar as regiões afetadas ainda na manhã de quinta-feira.

Fonte: Fernando Alécio, da Revista Veja.

Bombeiros Voluntários encerram atividades na margem esquerda

A missão no Complexo do Baú e Pedra de Amolar completou de 48hs e comando suspendeu os serviços dos voluntários na região. A guarnição estavam divididos em três equipes, sendo uma em Pedra de Amolar com dois voluntários e outros no Baú Central e Braço do Baú com três efetivos cada.

Não houve registro de ocorrências graves apenas uma ocorrência isolada na localidade do Alto Braço do Baú, próximo a capela da Madre Paulina e orientação a população que residem em áreas de risco.

Os Bombeiros Voluntários estão de prontidão do comando geral e poderão voltar atuar opôs segundas ordem ou por orientações da Coordenadoria de Defesa Civil. Emergências poderão ser acionadas o 199 ou pelo 3343-1515.

Vazamento pode atingir Abrolhos

Hoje colocamos no ar um mapa interativo de Abrolhos, mostrando a região que o Greenpeace pede que seja declarada livre da exploração de petróleo. Levando em consideração as correntes marítimas, a ciência mostra que um vazamento dentro desta área pode atingir longas distâncias, afetando a maior biodiversidade do Atlântico Sul. Confira o mapa e entenda melhor nossa proposta.

Até o momento, nenhuma empresa deu sinais de que pretende abandonar suas operações em Abrolhos, apesar dos recentes protestos do Greenpeace.
Desde julho, tentamos um diálogo com as dez petroleiras com blocos na região. Enviamos cartas a todas elas explicando a necessidade de ampliar a proteção de Abrolhos. Só recebemos respostas de três delas: Shell, Sonangol e Petrobras.

Outras duas empresas só responderam de improviso e sob pressão. A carta da Repsol Sinopec, coincidentemente, chegou no mesmo dia que o Greenpeace fez uma  manifestação nos escritórios da Perenco, no Rio de Janeiro. Já a OGX só se moveu depois que as baleias ativistas se acorrentaram na entrada da empresa, exigindo sua adesão à moratória. A carta da OGX era vaga. Por isso, os manifestantes resistiram por nove horas no local, até serem retirados à força pela Tropa de Choque da Polícia Militar.

Todas as empresas alegam que operam dentro da lei e possuem licença ambiental. Parece que elas têm memória curta, porque nada disso foi suficiente para evitar a catástrofe no Golfo do México em 2010. Lá, o óleo atingiu uma área três vezes maior que a pedida pelo Greenpeace para proteger Abrolhos.
Outras cinco empresas ainda não se manifestaram sobre as cartas do Greenpeace: Vale, Perenco, Vipetro, Cowan e HRT. Como explicar tanta omissão?
É por isso que precisamos de sua ajuda. Assinedivulgue nossa petição eTweet. Com ela, você estará pressionando as empresas a responder nosso pedido e a apoiar a moratória do petróleo em Abrolhos.