Geólogos avaliam morros em Ilhota

Dois geólogos do Ceped/UFSC viajaram a Ilhota, no Vale do Itajaí, no começo da manhã deste domingo (11) para avaliarem o risco de deslizamento nos morros do Baú, do Braço do Baú e do Fischer. Os profissionais devem ficar na área até às 11h e depois vão realizar a avaliação em Rio do Sul.

O trabalho de avaliação do solo se deve a rachadura nos morros. “Caso seja concluído que há o perigo de deslizamento, as casas serão interditadas imediatamente”, afirma o diretor de prevenção da Defesa Civil Estadual, major Emerson Emerim. As pessoas já foram retiradas do local e estão em abrigos na cidade ou em casas de parentes.

Informações adicionais: Fabiane Pickusch Costa, Secretaria de Estado da Defesa Civil. E-mail: comunicacao@sdc.sc.gov.br. Telefone: (48) 8843-3695

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Posto de saúde encerra plantão

 

Com a liberação da rodovia entre Ilhota/Gaspar e o acesso entre Ilhota à Itajaí via interior, sentido Boa Vista/São Roque, Posto de Saúde Central encerra plantão ao meio dia deste domingo.

Serviço ficou de prontidão desde quinta-feira e equipe revezavam nos atendimentos dia e noite totalizando 78 horas. Dr. Lucas Gonçalves, clinico geral, permaneceu de serviço durante todo plantão.

Serviço de emergência voltará a ser prestado pelos Bombeiros Voluntário. Em caso de atendimento, ligue, somente, em caso real de emergência, ao 199 ou

Obama: EUA estão mais fortes dez anos após 11 de setembro

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado que o país está mais forte 10 anos após os ataques de 11 de setembro de 2001, e que os norte-americanos vão seguir adiante apesar das contínuas ameaças contra a segurança da nação.

Marcando no domingo o 10o aniversário dos ataques em Nova York, Washington e Pensilvânia, Obamaobservou que a força da Al Qaeda foi solapada pelos incansáveis esforços dos EUA desde a tragédia, que matou quase 3 mil pessoas.

Graças aos esforços incansáveis da nossa equipe militar e da nossa inteligência, ao cumprimento da lei e aos profissionais de segurança interna, não pode haver dúvida: hoje, a América está mais forte e a Al Qaeda está no caminho da derrota – declarou Obama em comentários semanais no rádio e na internet.

A polícia de Nova York organizou uma demonstração de força na sexta-feira, com postos de controle que enlouqueceram o trânsito da cidade, em resposta à possível ameaça de um carro ou um caminhão-bomba ligados à data.

Obama viajará no domingo para todos os três locais onde sequestradores transformaram aviões em mísseis

Obama disse que os grupos extremistas continuarão a visar os EUA.

Sim, nós enfrentamos um inimigo determinado, e não se engane: eles continuarão tentando nos atingir novamente. Mas, como estamos mostrando de novo neste fim de semana, nós continuamos vigilantes – afirmou.

Nós estamos fazendo tudo em nosso poder para proteger nosso povo e não importa o que vier no nosso caminho, como uma nação resistente, nós seguiremos em frente”.

Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York à época dos ataques, disse que o país ainda tem trabalho a fazer para ficar mais preparado contra ameaças futuras.

As pessoas costumam me perguntar: a América é mais segura agora do que era antes do 11 de setembro? A resposta é: sim, mas não tão segura quanto deveria ser – disse ele.

Nós fizemos melhoras significativas de inteligência e na segurança de aeroportos. Mas ainda há muito trabalho – advertiu Giuliani, observando que é preciso melhorar a segurança dos portos e os níveis de preparação dos governos estaduais e municipais.

Obama viajará no domingo para todos os três locais onde sequestradores transformaram aviões em mísseis, derrubando as Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova York, atingindo o Pentágono em Virgínia e caindo em campos da Pensilvânia.

Palestina: a hora é agora

apelo de reconhecimento da Palestina está para ser decidido — e se nós juntarmos nossas forças nas próximas 72 horas poderemos conseguir que as lideranças cruciais europeias impulsionem a proposta.

Até agora três países-chave — França, Grã-Bretanha e Alemanha — ainda estão hesitantes e sob pressão de pessimistas que estão tentando acabar com essa oportunidade de liberdade. Para sacudí-los nós estamos planejando uma entrega espetacular da nossa poderosa petição de 900,000 com uma bandeira gigantesca de 300 m2 da Palestinaque será colocada do lado de fora do encontro do Conselho da União Europeia. Nós também temos a urgência de fazer 3 pesquisas de opinião pública que mostrem a esses líderes que as pessoas apoiam o reconhecimento da Palestina, além deencher a mídia com anúncios de páginas inteiras.

Nós podemos chamar a atenção desses líderes, mostrando um mandato público massivo para que eles ajam e enfatizem a mensagem de esperança ao povo palestino. Talvez não tenhamos essa chance novamente — se 10,000 de nós fizermos uma pequena doação agora, nós poderemos colocar fundos em poderosas ações públicas que são necessárias nesse momento crítico: https://secure.avaaz.org/po/time_for_palestine/?vl.

O reconhecimento da Palestina poderia abrir uma nova via para paz na região e dar o apoio necessário ao povo palestino para sua proteção sob leis internacionais. E esse apoio não poderia vir mais cedo: um governo de direita em Israel está expandindo a construção de abrigos na Cisjordânia, e obstruindo as possibilidades de uma solução viável de dois estados — uma solução apoiada pela maioria dos cidadãos de Israel e da Palestina.

Mais de cento e vinte países já se comprometeram a apoiar o estado independente da Palestina, mas o apoio de países-chave da Europa é crucial nesse momento para dar à proposta o suporte e legitimidade global que necessita. A pressão pública fez a Espanha se comprometer com o reconhecimento do estado independente da Palestina. Pesquisas de opinião pública mostram que a maioria dos cidadãos querem que seus líderes apoiem a proposta e uma esplêndida atenção da mídia no momento de decisão poderia mudar a opinião dos três países decisivos: Grã-Bretanha, Alemanha e França.

Estamos em contagem-regressiva. Nossas ações nos próximos dias podem sacudir os líderes e fazer com que eles mudem de uma rota de colisão para uma decisão que inauguraria uma era de liberdade e resgataria o caminho para uma decisão negociada. Apenas uma pequena doação hoje pode fazer a diferença — clique abaixo para contribuir: https://secure.avaaz.org/po/time_for_palestine/?vl.

Mais de 900,00 de nós já emprestaram suas vozes para esse esperançoso chamado de auto-determinação e paz. Enfatizar esse chamado aos líderes-chave na Europa, na mídia e no próprio encontro das Nações Unidas é o passo seguinte vital a ser tomado. Juntos, nós podemos abafar o medo e a intolerância com um chamado global de não-violência, diplomacia e reconhecimento para a Palestina.

Com esperança, Emma, Alice, Antonia, Ricken, Benjamin, Pascal, Diego e todo o time da Avaaz.

Mais informações:

Heróis Anônimos do 11 de Setembro – Documentário da BBC

O ataque terrorista contra os Estados Unidos em 11 de setembro de 2001 ainda é pauta para reportagens em todo o mundo. O ato contra os americanos, em forma de protesto, levou à morte muitos inocentes naquele ano. Na época, o presidente George W. Bush afirmou que os EUA não teriam piedade e enfrentariam essa guerra contra o terror, a fim de se sentirem novamente seguros.

Já se passaram 10 anos desde o dia que o terror assolou os norte-americanos e histórias de pessoas anônimas vêm à tona, lembrando detalhes vividos por personagens comuns em meio a um ataque que levaria alguns à morte.

O ato de coragem de pessoas comuns chama a atenção pelo heroísmo e rapidez com que agiram naquele momento tenso e isso rendeu um documentário feito pela BBC “11 de setembro, Estado de Emergência”, contando narrativas até então não noticiadas. O cenário presidencial ou decisões do governo já são conhecidos, mas o que falar dos cidadãos comuns que precisaram ter um ato de coragem para sobreviver ou ajudar outras pessoas?

Veiculado no Brasil pelo Fantástico, o documentário mostrou uma face da história onde a ação de heróis anônimos foi revelada, inclusive com gravações reais, como o caso da aeromoçaque ao perceber que o avião em que estava havia sido sequestrado, acionou os controladores de voo, sendo a primeira pessoa a alertar a respeito de um ataque terrorista – ainda desconhecido naquele momento. O avião em que a aeromoça estava foi o primeiro a se chocar com uma das torres gêmeas, mas a informação de alguém que estava dentro do avião foi fundamental para posteriormente sabermos que não se tratou de um erro do piloto e sim de um atentado.

No prédio do World Trade Center a confusão se alastrava após o primeiro avião colidir com a torre. Todos queriam sair, mas um contador resolve voltar para buscar papéis, ainda no elevador ele é surpreendido por um forte barulho, o que aconteceu na torre vizinha, agora havia acontecido no prédio em que ele estava. Milagrosamente ele conseguiu sair do elevador e tentando sair do prédio encontrou uma amiga muito ferida. Para aquela senhora, o seu herói anônimo foi o contador que a ajudou a descer muitos andares, enfrentando os destroços que se colocavam como obstáculos.

Naquela manhã em Nova Iorque ser bombeiro era uma profissão de vida e de morte, entrar no prédio em chamas e salvar vidas podia ser sinônimo de perder a sua própria, mas não foi o que aconteceu com o bombeiro que entrou corajosamente para vencer a morte naquele dia. Apesar de ter ficado soterrado nos primeiros andares do prédio, após sua queda, ele conseguiu ser encontrado e salvo.

Com o cenário aéreo repleto de aviões, o chefe do controle aéreo toma a decisão importantíssima de que todos interrompam seus voos, assim, quem não obedecer mostra sinais de que outros aviões podem estar sequestrados também. Dessa forma, a ordem de que quatro mil aviões estivessem no chão foi um passo para desvendar quantos outros ataques estavam previstos para aquela manhã.

Um avião não obedeceu as ordens e continuou fora de sua rota e no ar. O piloto de F-16 foi orientado a derrubar o avião que estava cheio de passageiros inocentes. Ele não teve tempo de colocar o plano em prática, dentro do avião os passageiros possivelmente se rebelaram e evitaram uma tragédia ainda maior. Dois dos passageiros falaram com familiares minutos antes de o avião cair e informaram que sabiam que algo errado estava acontecendo. Ao serem informados pelos familiares de que ataques terroristas estavam acontecendo no país, entenderam que aquela era uma missão suicida e resolveram agir, colocando no chão o voo United 93 e encerrando suas vidas em prol de várias outras.

Seus nomes não são famosos, eles não eram celebridades nem autoridades do governo, mas suas decisões tiveram impacto naquele dia de terror que assolou a pátria.

http://www.mundodastribos.com/herois-anonimos-do-11-de-setembro-documentario-da-bbc.html

A matemática macabra do 11 de setembro

O mundo se tornou um lugar mais seguro, dez anos depois dos atentados de 11 de setembro e da “guerra ao terror” promovida pelos Estados Unidos para se vingar do ataque? A resposta de Washington ao ataque contra o World Trade Center e o Pentágono engendrou duas novas guerras – no Iraque e no Afeganistão – e uma contabilidade macabra. Para vingar as mais de 2.900 vítimas do ataque, mais de 900 mil pessoas já teriam perdido suas vidas até hoje. Os números são do site Unknown News, que fornece uma estatística detalhada do número de mortos nas guerras nos dois países, distinguindo vítimas civis de militares. A organização Iraq Body Count, que usa uma metodologia diferente, tem uma estatística mais conservadora em relação ao Iraque: 111.937 civis mortos somente no Iraque.

Seja como for, a matemática da vingança é assustadora: para cada vítima do 11 de setembro, algumas dezenas (na estatística mais conservadora) ou centenas de pessoas perderam suas vidas. Em qualquer um dos casos, a reação aos atentados supera de longe a prática adotada pelo exército nazista nos territórios ocupados durante a Segunda Guerra Mundial: executar dez civis para cada soldado alemão morto. Na madrugada do dia 2 de maio, quando anunciou oficialmente que Osama Bin Laden tinha sido morto, no Paquistão, por um comando especial dos Estados Unidos, o presidente Barack Obama afirmou que a justiça tinha sido feita. O conceito de justiça aplicado aqui torna a Lei do Talião um instrumento conservadora. As palavras do presidente Obama foram as seguintes:

“Foi feita justiça. Nesta noite, tenho condições de dizer aos americanos e ao mundo que os Estados Unidos conduziram uma operação que matou Osama Bin Laden, o líder da Al Qaeda e terrorista responsável pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças”.

O conceito de justiça usado por Obama autoriza, portanto, a que iraquianos e afegãos lancem ataques contra os responsáveis pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças. E provoquem outras milhares de mortes. E assim por diante até que não haja mais ninguém para ser morto. A superação da Lei do Talião, cabe lembrar, foi considerada um avanço civilizatório justamente por colocar um fim neste ciclo perpétuo de morte e vingança. A ideia é que a justiça tem que ser um pouco mais do que isso.

Nem tudo é dor e sofrimento

Mas a história dos dez anos do 11 de setembro não se resume a mortes, dores e sofrimentos. Há a história dos lucros também. Gordos lucros. Uma ótima crônica dessa história é o documentário “Iraque à venda. Os lucros da guerra”, de Robert Greenwald (2006), que mostra como a invasão do Iraque deu lugar à guerra mais privatizada da história: serviços de alimentação, escritório, lavanderia, transporte, segurança privada, engenharia, construção, logística, treinamento policial, vigilância aérea…a lista é longa. O segundo maior contingente de soldados, após as tropas do exército dos EUA, foi formado por 20 mil militares privados. Greenwald baseia-se nas investigações realizadas pelo deputado Henry Waxman que dirigiu uma Comissão de Investigação sobre o gasto público no Iraque.

Parte dessa história é bem conhecida. A Halliburton, ligada ao então vice-presidente Dick Cheney, recebeu cerca de US$ 13,6 bilhões para “trabalhos de reconstrução e apoio às tropas. A Parsons ganhou US$ 5,3 bilhões em sérvios de engenharia e construção. A Dyn Corp. faturou US$ 1,9 bilhões com o treinamento de policias. A Blackwater abocanhou US$ 21 milhões, somente com o serviço de segurança privada do então “pró-Cônsul” dos EUA no Iraque, Paul Bremer. Essa lista também é extensa e os números reais envolvidos nestes negócios até hoje não são bem conhecidos. A indústria da “reconstrução” do Iraque foi alimentada com muito sangue, de várias nacionalidades. Os soldados norte-americanos entraram com sua quota. Até 1° de setembro deste ano, o número de vítimas fatais entre os militares dos EUA é quase o dobro do de vítimas do 11 de setembro: 4.474. Somando os soldados mortos no Afeganistão, esse número chega a 6.200.

A matemática macabra envolvendo o 11 de setembro e os Estados Unidos manifesta-se mais uma vez quando voltamos a 1973, quando Washington apoiou ativamente o golpe militar que derrubou e assassinou o presidente do Chile, Salvador Allende. Em agosto deste ano, o governo chileno anunciou uma nova estatística de vítimas da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990): entre vítimas de tortura, desaparecidos e mortos, 40 mil pessoas, 14 vezes mais do que o número de vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001. Relembrando as palavras do presidente Obama e seu peculiar conceito de justiça, os chilenos estariam autorizados a caçar e matar os responsáveis pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças.

Assim como no Iraque, nem tudo foi morte, dor e sofrimento na ditadura chilena. Com a chancela da Casa Branca e a inspiração do economista Milton Friedman e seus Chicago Boy’s, Pinochet garantiu gordos lucros para seus aliados e para si mesmo também. Investigadores internacionais revelaram, em 2004, que Pinochet movimentava, desde 1994, contas secretas em bancos do exterior no valor de até US$ 27 milhões. Segundo um relatório de uma comissão do Senado dos EUA, divulgado em 2005, Pinochet manteve elos profundos com organismos financeiros norte-americanos, como o Riggs Bank, uma instituição de Washington, além de outras oito que operavam nos EUA e em outros países. Segundo o mesmo relatório, o Riggs Bank e o Citigroup mantiveram laços com o ditador chileno durante duas décadas pelo menos. Pinochet, amigos e familiares mantiveram pelo menos US$ 9 milhões em contas secretas nestes bancos.

Em 2006, o general Manuel Contreras, que chefiou a Dina, polícia secreta chilena, durante a ditadura, acusou Pinochet e o filho deste, Marco Antonio, de envolvimento na produção clandestina de armas químicas e biológicas e no tráfico de cocaína. Segundo Contreras, boa parte da fortuna de Pinochet veio daí.

Liberdade, Justiça, Segurança: essas foram algumas das principais palavras que justificaram essas políticas. O modelo imposto por Pinochet no Chile era apontado como modelo para a América Latina. Os Estados Unidos seguem se apresentando como guardiões da liberdade e da democracia. E pessoas seguem sendo mortas diariamente no Iraque e no Afeganistão para saciar uma sede que há muito tempo deixou de ser de vingança.

*Artigo originalmente publicado na Carta Maior.