Conselho de Segurança da ONU inicia debate sobre reconhecimento de Estado palestino

Nesta segunda-feira (26/09) o Conselho de Segurança das Nações Unidas deve realizar sua primeira sessão de consultas sobre o pedido de adesão dos palestinos à ONU, segundo anunciado na última sexta-feira pelo embaixador do Líbano, Nawaf Salam, que preside o Conselho em setembro. Os Estados Unidos, porém, deverão vetar o pedido dos palestinos.

O presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmud Abbas, apresentou a demanda na sexta-feira e justificou o pedido num discurso na Assembleia Geral. “Submeti ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, o pedido de admissão da Palestina com base nas fronteiras de 4 de junho de 1967, tendo Jerusalém como capital, e gozando do status de membro pleno das Nações Unidas”, disse Abbas durante seu discurso.

Para ser aprovada, a adesão da Palestina à ONU precisa receber nove votos favoráveis. A possibilidade de que um dos cinco membros permanentes da casa (EUA, Rússia, França, Reino Unido e China) use seu direito a veto contra a medida é dada como certa. Mesmo assim, os demais países presentes na Assembleia Geral das Nações Unidas ainda podem elevar o status da Palestina de “entidade observadora sem direito a voto” para “estado observador permanente”.

Na sexta-feira, Mustafa Barghouti, porta-voz da candidatura palestina à ONU, ressaltou a importância da apresentação do pedido diretamente ao Conselho de Segurança, em vez da Assembleia Geral, para “deixar exposto aos EUA” e mostrar ao mundo sua “verdadeira face”.

Prazo

Normalmente, o conselho não levaria mais do que 35 dias para analisar e avaliar um pedido de adesão. Em julho, a aplicação do Sudão do Sul, o país mais recente a aderir ao organismo, foi aprovado em questão de dias e entregue à Assembleia Geral, que confirmou a solicitação.

Diplomatas dizem, porém, que este não será o caso da aplicação palestino já que o limite de 35 dias pode ser facilmente dispensado. Retardar o processo, dizem eles, seria útil para que os EUA, a União Europeia, Rússia e Nações Unidas – conhecido como o “Quarteto” – coloquem pressão em ambos os lados para voltar à mesa de negociações.

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Mulheres sauditas vão poder votar e concorrer em eleições

 

Mulheres na Arábia Saudita devem poder concorrer e votar em eleições municipais, anunciou o rei Abdullah neste domingo.

Ele disse ainda que elas vão poder ser nomeadas para o Conselho Shura, órgão consultado em temas importantes no país. As medidas são reivindicação antiga de ativistas que lutam por maiores direitos para as mulheres na conservadora Arábia Saudita. Abdullah disse que os novos direitos devem passar a valer a partir do ano que vem.

Porque nos recusamos a marginalizar as mulheres em todas os aspectos que estão de acordo com a sharia (leis religiosas), decidimos, após consulta com nossos clérigos mais altos e outros envolver as mulheres no Conselho Shura como membros, a começar da próxima temporada,disse ele, na abertura da edição deste ano do órgão. ”As mulheres vão poder se candidatar nas eleições municipais e vão poder até votar”, completou.

Avanço

A analista da BBC  Emily Buchanan afirma que a medida e de importância extraordinária para as mulheres sauditas, que não tem permissão para dirigir ou sair do país desacompanhadas.

As eleições municipais são os únicos pleitos públicos na Arábia Saudita. Mais de 5 mil homens vão competir nas eleições municipais da próxima quinta-feira, a segunda já realizada no país, para eleger assentos nos conselhos locais. A outra metade dos assentos é nomeada pelo governo.

As próximas eleições municipais devem acontecer dentro de quatro anos.


Primeira edição do Prefeitura nos Bairros reuniu 500 pessoas

Primeira edição do Prefeitura nos Bairros reuniu 500 pessoas

Cerca de 500 pessoas compareceram a primeira edição do “Prefeitura nos Bairros”, em Ilhota. O evento aconteceu neste sábado (24) e reuniu cerca de 500 moradores do bairro Minas. O projeto, que aconteceu na Escola José Elias de Oliveira, levou serviços de graça à populaçãona área da saúde, profissional, educação, cultural, esporte e assistência social.

O público surpreendeu os organizadores. Para o assessor da juventude, Dialison Cleber Vitti, foi maior do que o esperado. “Considerando a quantidade de moradores da localidade, com certeza o número de participantes surpreendeu”. Dialison era o responsável pelo workshop de xadrez, por onde passaram dezenas de pessoas.

Karina Nuss Zucki, de 22 anos, trouxe a filha de dois, Ana Beatriz de Oliveira, para brincar na cama elástica e piscina de bolinhas. Na oportunidade, aproveitou para realizar alguns exames de saúde e se orientar sobre como proceder para fazer a carteira de identidade. “Esta iniciativa é muito importante. Espero que a prefeitura trabalhe mais vezes desta forma, bem próximos de nós”.

A mesma opinião foi compartilhada pela dona Sônia Regina Ferretti Lacerda, de 39 anos. Ela veio com dois filhos ao evento. Enquanto eles brincavam, aproveitou para fazer as unhas, de graça. “Quando tiver de novo, virei mais uma vez. Vale muito a pena. A gente resolve vários problemas em um só dia”, ressaltou. A manicure Muriel Caroline Pereira, de 14 anos, é uma das alunas de um programa de inclusão social promovido pela secretaria de assistência social.

A equipe de servidores da prefeitura também aterraram o terreno onde será construído a Unidade de Saúde das Minas. O posto terá um investimento de R$300 mil. Ao final do evento, moradores da comunidade e funcionários da prefeitura realizaram um jogo inaugural da quadra de esportes, que passou por uma reforma recentemente.

Primeira edição do Prefeitura nos Bairros reuniu 500 pessoas

Uma reunião, nesta terça-feira (28), entre todos os secretários, fará uma avaliação do projeto. O local da próxima edição ainda não foi definido. Na ocasião também serão apresentados o número de atendimentos em cada serviço.

Morre a primeira mulher africana a receber o Nobel da Paz

A ativista queniana Wangari Maathai, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz 2004, morreu no último domingo (25/09) por consequência de um câncer. A informação foi dada nesta segunda-feira (26) pelo Cinto Verde, movimento que ela fundou. Aos 71 anos, Maathai morreu no hospital de Nairóbi após uma valente e prolongada luta contra o câncer, acompanhada de parentes, informou o organismo em seu site.

“A morte de Maathai é uma grande perda para todos os que a conheciam e para quem admirava sua determinação para fazer um mundo mais pacífico, mais saudável e um lugar melhor”, acrescentou.

Maathai, que tinha três filhos e uma neta, foi uma das primeiras mulheres de África Ocidental com uma cátedra universitária, com um doutorado em Biologia. Em 1977 fundou o Movimento Cinto Verde, um dos programas de maior sucesso na proteção do meio ambiente, graças ao qual se plantaram no Quênia 20 milhões de árvores, sobretudo por mulheres.

Em 2004, ao anunciar o prêmio a Maathai, o Comitê Nobel de Oslo destacou sua posição “à frente da luta para promover um desenvolvimento ecológico, que seja viável socialmente, economicamente e culturalmente, no Quênia e na África”. O organismo ressaltou que Maathai teve uma aproximação global ao desenvolvimento sustentável que “abraça a democracia, os direitos humanos e em particular os direitos da mulher”.

Fundação Cultura convida!

A Fundação Municipal de Cultura de Ilhota promove evento beneficente em prol das vítimas da enchente de setembro/2011.

Mais uma vez a cidade de Ilhota sofreu com a cheia do rio Itajaí-Açu. No início de setembro, uma enchente atingiu o município, deixando alguns bairros completamente debaixo d´água. Muitas pessoas perderam a compra do mês e todos os móveis da sua residência. Sensibilizados com a situação, a Fundação Cultural de Ilhota, juntamente com o Grupo de Dança Adriana Alcântara, promoverão no dia 29 de setembro uma “Noite da Dança Solidária”. O evento acontecerá a partir das 20h, no Teatro Municipal de Itajaí.

O espetáculo será dividido em duas partes. Na primeira haverá atrações do Núcleo Experimental de Dança Contemporânea do bailarino e coreógrafo Fernanado Alcântara Dalla Nora. Já na segunda, o Grupo de Dança Adriana Alcântara apresentará coreografias de diversos gêneros: jazz, dança de salão, do ventre e ballet clássico. “Os bailarinos são todos voluntários que se uniram para esta ação beneficente”, explica o superintendente Rui Max.

A entrada será dois quilos de alimento ou um galão de água de cinco litros. O que for arrecadado será distribuído aos que foram atingidos pela tragédia no bairro Pedra de Amolar.

Compareça!

No Laos, bombas da guerra do Vietnã ainda matam camponeses

A laosiana Liangkham Laphommavong tem um dos empregos mais perigosos do mundo. Até o seu filho de 9 anos sabe disso, e protestou quando, no início de mais uma jornada, ele saiu para juntar-se ao grupo de 17 mulheres que rotineiramente colocam suas vidas em risco.

Em todo Laos, país que fica ao oeste do Vietnã, elas caminham por bucólicas plantações de arroz, florestas e montanhas – uma paisagem que esconde o perigo do seu trabalho. Laphommavong é uma caça-bombas, perscrutando terrenos rurais, centímetro por centímetro, em busca de bombas não explodidas. Há cerca de 80 milhões de bombas que não explodiram aindaem todo Laos—são os resquícios letais de uma guerra secreta contra os comunistas levada a cabo pelos Estados Unidos há quatro décadas.

Pesquisando um campo suspeito, Laphommavong estava armada apenas de sua coragem e um detector de bombas portátil. O seu rosto estava tenso enquanto ela olhada fixamente para o chão.  Com botas negras, caminhava deliberadamente em um campo de arroz não-cultivado; o detector soava repetidamente ao ser aproximado de pedaços de terra estéril e tufos de mato.

Ao longo de um ano em que ela trabalha como caça-bombas, o seu detector encontrou diversos objetos suspeitos. Quando o alarme soa mais rapidamente, também o seu coração acelera, avisando que é hora de ajoelhar para, com uma pequena espátula, cavar cuidadosamente e averiguar o que está debaixo da terra.

“Eu tenho medo todo o tempo,” diz a mãe solteira de 32 anos. “Temos que tomar cuidado a cada passo que damos. Sempre temos em mente que pode haver uma bomba”.

O Laos é o país com mais bombas não-explodidas por habitante do mundo. Durante a guerra do Vietnã, os EUA atiraram 270 milhões de explosivos no Laos em mais de 500 mil ofensivas militares.

Oficiais americanos dizem que mais bombas foram atiradas no Laos do que no Japão e na Alemanha juntos durante a Segunda Guerra Mundial. Muitas dessas bombas eram “cluster”, arquitetadas para ampliar o estrago ao liberar outras pequenas bombas quando atingem o solo.

Cerca de um terço destas pequenas bombas ainda não explodiu

Na semana passada, delegados de dezenas de países se reuniram em Beirute, no Líbano, para pressionar outras nações, incluindo os Estados Unidos, a assinar um acordo internacional que visa banir o estoque mundial de bombas “cluster”.

Mais de 100 países já assinaram o acordo, firmado em 2008, mas alguns dos maiores produtores de tais armamentos — incluindo os EUA, a China e a Rússia – se negaram a assinar. N.T O Brasil também não assinou o acordo – há bombas cluster de fabricação brasileira enterradas em países como o Peru e a Colômbia.

300 atingidos por ano – metade dos mortos são crianças

 A cada ano, 300 laosianos morrem ou são feridos por causa das bombas americanas. Os explosivos continuam sendo uma ameaça a camponeses que se arriscam ao arar os campos. Oficiais do governo se referem às bombas não explodidas como UXOs. Mas por todo o país nos vilarejos e escolas, crianças a chamam simplesmente de “bombinhas”.

Bombas não explodidas aguardam sob folhas de árvores, pedras de rios, matos ou misturadas às pastagens. Estão espalhadas ao longo de estradas, em rios, próximas de escolas e dentro de vilarejos. Cerca de metade das mortes por UXOs são de crianças que confundem as carapaças escuras, do tamanho de uma bola de beisebol, com brinquedos. Em maio, três crianças entre 9 e 11 anos morreram ao encontrar uma bomba enquanto buscavam bambus na província de Savannakhet, uma área gravemente afetada durante a guerra pela sua proximidade com o Vietnã e a trilha Ho Chi Minh – que servia como canal logístico entre Laos, Camboja e Vietnã do Sul.

Sete anos atrás, em outra área severamente bombardeada, um UXO matou quatro crianças que estavam voltando da escola. Entre as vítimas estava o irmão de Pheng Souvanthone, então com 11 anos.

Hoje Souvanthone lidera o grupo de mulheres da ONG britânica MAG—Mines Advisory Group—uma de dezenas de organizações  estrangeiras que tentam ajudar o governo do Laos a se livrar dos UXOs. Durante uma pausa na operação no campo de arroz, Souvanthone falou sobre o acidente que matou o seu irmão. Foi há muito tempo, mas ela diz que ainda hoje, enquanto busca bombas, seu coração se enche de memórias do pequeno. Enquanto a equipe trabalhava, os camponeses seguiam com suas tarefas diárias. Uma mulher mal notou a presença dos caça-bombas, vestidos de verde e com seus chapéus largos. Um rapaz jovem entrou sem querer no campo de arroz e enquanto voltava da floresta onde foi buscar vegetais.

Bombinhas” explodem inesperadamente

As crianças aprendem sobre as “bombinhas” bem cedo, algumas delas através de tragédias que afetam colegas de classe. Nas escolas elas aprendem a reconhecer as bombas e ter cautela sobre onde pisam e onde brincam. Se  encontrarem uma “bombinha”, são advertidas a manter distância.

Em outro vilarejo, Ladoune relembra as suas experiências com UXOs. Ele sabia que havia muitas bombas perto da sua comunidade. E sorri ao lembrar de sua infância, explorando as florestas e campos próximos. Uma vez ele encontrou uma “bombinha” e se afastou, como havia aprendido na escola.

Mas a mesma lição não o protegeu quando já era adulto. No ano passado, uma bomba explodiu na sua cara enquanto ele fazia uma fogueira no seu quintal. Como poderia saber que uma UXO estava enterrada bem no quintal da sua casa?

Ele perdeu um olho e um dedo

Ladoune tem pouco mais vinte anos. Sua visão está quase totalmente prejudicada e seu futuro é incerto. Ele se pergunta como vai poder cuidar da sua esposa e dos dois filhos pequenos. Quando sofreu o acidente, o rapaz recebeu promessas de auxílio do governo e de organizações internacionais, mas nenhuma ajuda se materializou. Ele ainda espera um prometido olho de vidro.

“Em quem devo por a culpa? E para que?”, ele pergunta. Durante anos, autoridades americanas negaram que seus aviões tivessem cruzado o espaço aéreo do Laos durante a guerra do Vietnam. “Nunca houve uma declaração clara reconhecendo a guerra, imagine uma admissão sobre a extensão dos bombardeios”, comenta Channapha Khamvongsa, diretora da ONG Legacies of War, sediada em Washington. “E a extensão do bombardeio foi tão grande”, diz ela.

Hoje, no entanto, no Departamento de Estado tem outra posição oficial: “Por cerca de uma década, o Laos foi duramente bombardeado enquanto os EUA tentavam interditar a trilha Ho Chi Minh, que cruzava o leste do país. Bombas não explodidas, em especial do tipo ‘cluster’, continuam sendo um grande problema”, avisa, no seu site. Em 1996, a Força Aérea americana publicou documentos sobre os bombardeios contra o Laos entre 1964 e 1973, permitindo ao governo laosiano e a ONGs a refinar a busca por bombas não explodidas.

Pressões para que mais seja feito

Desde 1994, equipes de busca encontraram cerca de um milhão de bombas, depois de vasculharem menos de 90 milhas quadradas em um país do tamanho do estado de Minnesota. Cerca de três quartos do Laos ainda podem ter UXOs. O governo do Laos evita criticar os Estados Unidos publicamente, deixando à comunidade internacional pressionar Washington.

Em uma carta ao Departamento de Estado, seis ex-embaixadores e delegados americanos no Laos se uniram ao Legacies of War para pedir ao Congresso que envie US$100 milhões nos próximos 10 anos para o programa de erradicação de bombas. Eles tentaram sem sucesso fazer com que a secretária de Estado Hillary Clinton visitasse o Laos e tratasse do tema durante sua recente visita ao sul da Ásia.

Mas apesar de pressões internacionais, representantes do governo americano também não foram em novembro último à capital do Laos, Vientiane, onde delegados de dezenas de países assinaram o acordo contra bombas cluster. Pouco antes da reunião histórica em Vientiane, o governo dos EUA emitiu um comunicado dizendo que estava “comprometido a reduzir o impacto de resquícios explosivos da guerra sobre civis de todo o mundo”.

O governo dos EUA afirmou que desde 1993 gastou mais de US$51 milhões na remoção de UXOs e minas terrestres no Laos, sendo US$16 milhões nos últimos três anos. Também notou que o Departamento de Defesa treinou e equipou os caça-bombas. Os Estados Unidos contribuíram com metade da ajuda financeira internacional para a tarefa, mas estão sob pressão para gastar mais. Durante anos, o Laos insistiu que conseguiria lidar com UXOs sozinho, negando ajuda internacional. Mais recentemente, as autoridades admitiram que precisam sim de ajuda.

Pontinhos mortais em um mapa

No escritório de UXO do governo do Laos na província Xieng Khouang, um enorme mapa está tingido de vermelho, e cada pontinho significa um bombardeio aéreo sofrido. Em alguns lugares a tinta parece sangrar por causa da enorme concentração de pontinhos. Um desses locais é a província  Xieng Khouang, no nordeste do país. Ali está o sítio arqueológico “Planície de Jarros”, considerado Patrimônio Cultural da Humanidade, que ainda traz cicatrizes dos ataques aéreos americanos. Muitas das suas construções antigas de pedras foram gravemente atingidas.

As equipes de busca conseguiram limpar grande parte das bombas não explodidas, mas os turistas ainda são alertados a permanecer apenas nos locais designados como “livres de bombas”. Em Phonsavan, maior cidade da província, carcaças de bombas americanas são grandes atrações na avenida de maior movimento. Uma fileira de mísseis, alguns deles com mais de seis pés de altura, formam uma espécie de cerca em frente às casas.

Há na cidade um centro de informações sobre UXOs, onde turistas e veteranos militares americanos aprendem sobre a mortalidade causada pelos bombardeios. Mas Kinghpet Phimmavong, coordenador das operações caça-bombas do governo na provincial de Xieng Khouang, só conseguiu rir quando perguntado sobre quanto tempo levaria até que o país se livrasse de vez dessas bombas não explodidas.

“Depende de nós obtermos mais fundos para pagar mais pessoas para procurem as bombas” ele diz. “Assim tudo será mais rápido”.

Reportagem extraída da agência Pública

Em 1957, tropas escoltam alunos negros em Little Rock, nos EUA

Alunos da escola de Little Rock, no Arkansas, são escoltados por tropas norte-americanas

Contingente de paraquedistas é despachado pelo presidente Eisenhower em 26 de setembro de 1957, a fim de permitir que estudantes negros ingressem num colégio de Little Rock em Arkansas. O governador do estado, Orval Faubus, se opunha à aplicação da lei sobre a não discriminação racial que obrigava todas as escolas norte-americanas a receber as crianças negras.

O caso começou no dia 17 de setembro quando o governador mandou cercar o estabelecimento com guardas nacionais para impedir que os alunos negros entrassem. Sob pressão de Washington, terminou por ceder. Contudo, no dia 23, eram os alunos brancos que se negavam a entrar em sala de aula. Violentos confrontos entre estudantes negros e brancos eclodem. Diversos jovens afro-americanos são assassinados. O governador de Arkansas seria destituído de uma parte de seus poderes por Eisenhower.

Os Nove de Little Rock, como mais tarde vieram a ser conhecidos, eram os primeiros adolescentes negros a frequentar o Colégio Central destinado somente a alunos brancos, em Little Rock, Arkansas, em 1957. Esses notáveis jovens estudantes negros desafiaram a segregação espraiada pelo Sul Profundo nos Estados Unidos e ganharam.

Embora a legislação federal proibisse a segregação nas escolas, muitos sistemas escolares desafiavam a lei, intimidando e ameaçando estudantes negros. O Colégio Central de Little Rock era um exemplo notório. Contudo os Nove de Little Rock estavam determinados a frequentar a escola e receber a mesma educação oferecida aos estudantes brancos.

Os fatos enveredaram porém para um caminho inquietante e ameaçador. No primeiro dia de aula, o governador de Arkansas ordenou que a Guarda Nacional do estado bloqueassem a entrada dos estudantes negros. O tumulto se alastrou quando os estudantes ousaram enfrentar os soldados armados. O presidente Eisemhower, alarmado, foi forçado a enviar tropas federais para proteger os estudantes negros.

Porém este foi apenas o início de sua terrível experiência. Todas as manhãs, a caminho da escola, turbas enraivecidas de pessoas brancas provocavam, caçoavam e insultavam os Nove de Little Rock, sendo inclusive ameaçados de morte. Um dos estudantes, Elizabeth Eckford, de 15 anos, disse: “Tentei ver algum rosto amigável em meio àquela gente. Fixei o olhar numa velha senhora, desviei o olhar por um instante, mas quando olhei para ela novamente, ela cuspiu no meu rosto”.

Embora assustados, os estudantes não iriam ceder. Diversos deles se diplomaram no Colégio Central. Os nove adolescentes negros desafiaram o sistema racista e o derrotaram.

Outros fatos marcantes da data

Pelo menos 12 pessoas morrem nas estradas em Santa Catarina neste fim de semana

Uma das ultimas festa com Ciro Vitti (no círculo) todos os primos no casamento da prima Alecsandra

Essa triste notícia envolveu uma éssoa muito querida de meu circulo familiar e vitimou meu primo de sangue Ciro Vitti, de 29 anos, o primeiro da família que perde a vida em um triste acidente, provavelmente, causado por imprudência. Ele estava a caminho do trabalho! O jornal Diário Catarinense divulgou essa matéria na manha de segunda-feira (26) e resolvi postar em meu blog para que todos possam ter o conhecimento de não mais um dados estatístico, mais que eu perdi um primo de sangue no trânsito.

Entre a madrugada de sábado e a noite de domingo, foram registradas pelo menos 12 mortes em acidentes de trânsito em Santa Catarina. Sete vítimas eram motociclistas. Às 5h45min de sábado, o motociclista Cirio José Vitti, 29 anos, morreu no km 40 da BR-280, no limite de Guaramirim e Araquari, no Norte do Estado. Conforme informações dos Bombeiros, o veículo teria colidido na traseira da moto. O motorista do carro fugiu sem prestar socorro. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) ainda não encontrou o condutor.

Motociclista morre em acidente de trânsito na BR-280

Condutor do carro que bateu atrás da motocicleta fugiu do local. Um acidente registrado no começo da manhã de sábado, por volta de 5h45, entre uma motocicleta e um Honda Civic na BR-280, no limite das cidades de Guaramirim e Araquari, no Norte do estado, resultou na morte do motociclista Cirio José Vitti, 29 anos. Conforme informações dos Bombeiros que atenderam a ocorrência, o veículo teria colidido na traseira da moto, no Km 39 da rodovia. A vítima sofreu traumatismo craniano e morreu no local. Já o motorista do carro fugiu. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) ainda não encontrou o condutor.