Água para Todos, inclusão social e expansão das Unidades Básicas de Saúde

A coluna Conversa com a Presidenta desta semana – publicada nesta terça-feira (27/9) em 198 jornais e revistas no Brasil e no exterior – traz perguntas sobre a construção de Unidades Básicas de Saúde, a política de inclusão social para moradores de rua e a expansão do Programa Água para Todos. De Petrópolis (RJ), o pedreiro Roberto Francisco de Assis quis informações a respeito do plano de expansão das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Em resposta, a presidenta Dilma Rousseff informou que o governo federal está liberando recursos do PAC 2 para construir 2.122 novas UBS nas regiões prioritárias do Brasil Sem Miséria, que somam R$ 565 milhões.

Ela explicou que além de construir novas Unidades, o governo investirá R$ 1,13 bilhão, até 2014, para a reforma e ampliação de unidades em todos os estados e no Distrito Federal. Disse, ainda, que os municípios localizados em regiões de extrema pobreza, ou com baixo nível de renda por pessoa, terão prioridade.

“Isso porque uma das prioridades do meu governo é justamente ampliar e aprimorar a atenção básica, capaz de resolver 80% dos problemas de saúde, o que contribui para desafogar os hospitais. Atualmente, existem 38 mil UBS em funcionamento no país. Nelas, os usuários do SUS realizam consultas médicas, curativos, vacinas, exames laboratoriais, tratamento odontológico, são encaminhados para especialidades e recebem medicação básica (…). As prefeituras que pretendem reformar unidades devem acessar a página do Ministério da Saúde: http://www.dab.saude.gov.br.”

Mônica Batista Ferreira, pedagoga de São Paulo (SP), perguntou quais são os planos e projetos sociais para abrigar a população que mora nas ruas. A presidenta destacou que o Plano Brasil sem Miséria foi lançado exatamente para atender aos 16 milhões de brasileiros que ainda vivem hoje na extrema pobreza, o que inclui as pessoas que vivem nas ruas. Para chegar até elas – continuou a presidenta – o governo apostou na Busca Ativa, constituída por equipes de profissionais que vão localizar e incluir essas pessoas no Cadastro Único para serem apoiadas por meio do Bolsa Família, do Benefício de Prestação Continuada e inseridas no mercado de trabalho.

“Além disso, desde 2007, em parceria com os municípios, nós implantamos 73 centros de referência e outros 28 estão em fase de implantação. A meta é chegar a 250 centros. Esses espaços funcionam ligados aos serviços de acolhimento. Com isso, o caminho está traçado, para garantir a essas pessoas dignidade e cidadania.”

Leia a íntegra da Coluna Conversa com a Presidenta.

Gustavo Silveira Ferreira, professor em Barra (BA), declarou: “Presidenta, peço pelo amor de Deus que olhe por nós. Moramos nas margens do São Francisco e o povo da zona rural não tem água para beber.” A presidenta garantiu que reconhece a dramática situação das famílias que não contam com água potável, motivo que levou o governo a lançar, há dois meses, o programa Água para Todos. O objetivo é garantir que o direito ao acesso a água seja estendido às famílias que vivem no semiárido nordestino e que têm problemas crônicos de abastecimento.

“Em relação às comunidades ribeirinhas do São Francisco, planejamos atuar em 106 municípios e atender 500 mil pessoas do meio rural. No seu município, Barra, o programa prevê o atendimento de 40 comunidades. Só este ano vamos construir 367 mil cisternas voltadas para o consumo humano e, até 2014, serão 750 mil cisternas e 6 mil sistemas simplificados de abastecimento. Mas é preciso pensar também na água para a produção agrícola e pecuária – para isso, vamos implantar 3 mil barragens de água pluvial, 20 mil pequenos sistemas de irrigação e 150 mil cisternas de produção. Temos várias outras ações, como a Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional, também chamada de Transposição do São Francisco, a construção de açudes, adutoras, canais de irrigação e sistemas de abastecimento de água nas cidades. Com todas essas iniciativas vamos minorar os efeitos da seca, garantindo água para beber e todas as condições para o desenvolvimento da produção rural”, concluiu.

Anúncios

Fundação Cultura convida!

A Fundação Municipal de Cultura de Ilhota promove evento beneficente em prol das vítimas da enchente de setembro/2011.

Mais uma vez a cidade de Ilhota sofreu com a cheia do rio Itajaí-Açu. No início de setembro, uma enchente atingiu o município, deixando alguns bairros completamente debaixo d´água. Muitas pessoas perderam a compra do mês e todos os móveis da sua residência. Sensibilizados com a situação, a Fundação Cultural de Ilhota, juntamente com o Grupo de Dança Adriana Alcântara, promoverão no dia 29 de setembro uma “Noite da Dança Solidária”. O evento acontecerá a partir das 20h, no Teatro Municipal de Itajaí.

O espetáculo será dividido em duas partes. Na primeira haverá atrações do Núcleo Experimental de Dança Contemporânea do bailarino e coreógrafo Fernanado Alcântara Dalla Nora. Já na segunda, o Grupo de Dança Adriana Alcântara apresentará coreografias de diversos gêneros: jazz, dança de salão, do ventre e ballet clássico. “Os bailarinos são todos voluntários que se uniram para esta ação beneficente”, explica o superintendente Rui Max.

A entrada será dois quilos de alimento ou um galão de água de cinco litros. O que for arrecadado será distribuído aos que foram atingidos pela tragédia no bairro Pedra de Amolar.

Compareça!

Brizola na Globo

Cid Moreira era a voz do dono, a voz de Roberto Marinho. Leonel Brizola ganhou na Justiça direito de resposta no “JN” – para responder às perseguições da Globo. Cid leu o texto de Brizola. Momento histórico na TV brasileira.

Após a queda de Napoleão, as grandes potências europeias assinam o “Pacto da Santa Aliança”

Após a queda de Napoleão, as grandes potências européias se reuniram em Paris em 27 de setembro de 1815 a fim de assinar o “Pacto da Santa Aliança”. O tzar da Rússia, Alexandre I, o imperador da Áustria, Francisco I e o kaiser da Prússia Frederico-Guilherme I, se protegiam desse modo de toda nova ofensiva revolucionária ou liberal em nome “da Santíssima e Indivisível Trindade das três potências ortodoxa, católica e protestante”. O pacto viria a se tornar uma quádrupla aliança quando a Inglaterra a ela se juntou. Mais tarde a ela se juntou também a França em 1818. Graças a essa ‘entente’ conservadora, a Europa viveria um período de relativa paz de cerca de 50 anos.

Assim que o Império Napoleônico ruiu, as grandes potências se reuniram no Congresso de Viena para reorganizar o mapa político da Europa, surgiu a Santa Aliança organização que tinha por objetivo conter a difusão da revolução liberal-burguesa, semeada por Napoleão.

Antes mesmo da reunião, as potências aliadas vencedoras assinaram importantes tratados, como os dois tratados de Paris, impostos a Luís XVIII, e os tratados coloniais entre Inglaterra e Holanda. O Congresso de Viena se reuniu de setembro de 1814, depois da primeira abdicação de Napoleão, a junho de 1815. O ambiente era de satisfação pela vitória sobre as forças revolucionárias. As grandes potências (Rússia, Áustria, Inglaterra e Prússia) tomaram as decisões representadas por seus chefes ou por ministros plenipotenciários. A figura mais importante ali era Metternich, da Áustria.

As discórdias decorrentes dos interesses em jogo facilitaram o trabalho do ministro francês Talleyrand. Dentre os princípios gerais propostos, impôs-se o de legitimidade, sugerida por ele e defendida pelos ingleses e austríacos: cada país deveria voltar a ter os limites de antes de 1789. Essa busca do equilíbrio entre as principais potências orientou as decisões, o que favoreceu a França.

Os países fundadores do Pacto

O mapa da Europa e das colônias mudou bastante. A Inglaterra garantiu sua supremacia nos mares, graças à anexação de pontos estratégicos no Mediterrâneo, no caminho das Índias e nas Antilhas. A Bélgica, dominada pela França, foi ligada à Holanda para evitar uma ação francesa sobre o porto belga de Antuérpia. A Rússia recebeu parte da Polônia, a Finlândia e a Bessarábia. À Prússia coube grande parte da região do Reno, na Alemanha. A Áustria recebeu a Lombardia e Veneza, além da supremacia política sobre a Itália.

O Tratado de Paris impôs à França o pagamento de uma indenização de guerra e a ocupação de seu território por um exército de aliados pago por ela. Suas fronteiras permaneceram, de modo geral, as mesmas do Antigo Regime.

A proposta da Santa Aliança partiu do czar da Rússia, Alexandre I. Ele, o imperador da Áustria e o rei da Prússia assinaram esse tratado em 27 de setembro de 1815, “em nome da Santíssima Trindade”; e, “segundo as regras da caridade cristã”, prometeram ajuda mútua. A França aderiu. Mas foi o príncipe austríaco Metternich quem deu as diretrizes da Santa Aliança em última análise, um instrumento da reação européia para manter a França sob vigilância, reprimir movimentos revolucionário e liberal na Europa e abafar todo movimento separatista (de independência) ou nacional.

Em 1818, o primeiro Congresso da Santa Aliança decidiu retirar as tropas de ocupação da França. Não era sinal de afrouxamento. Pouco depois, quando uma associação de estudantes alemães provocou distúrbios durante as comemorações do terceiro centenário da Reforma, a re­pressão se abateu com violência. As universidades foram vigiadas, as sociedades nacionalistas combatidas e os jornais censurados.

Em 1820, posições liberais de militares contrários ao absolutismo na Espanha e no Reino das Duas Sicílias insuflaram uma revolta, que culminou com a imposição de uma Constituição aos dois reis. Fernando VII, da Espanha, e seu primo Fernando I, das Duas Sicílias, fingiram aceitar mas recorreram à Santa Aliança. Uma expedição militar, em 1823, pôs fim à revolta constitucionalista e restituiu Fernando VII como monarca absoluto.

Este foi o último êxito da Santa Aliança, pois por volta de 1820 seu poder já se esfumava. Não conseguiu abafar a rebelião dos gregos contra os turcos (1821-1827) nem a independência das colônias da América do Sul (1810-1824).

Secretaria de Assistência Social informa a antecipação do Bolsa Família

Em função das chuvas que atingiram o estado no início deste mês, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) decidiu flexibilizar o cronograma normal de pagamento do programa Bolsa Família.

Por este motivo, a secretaria de assistência social de Ilhota informa que os beneficiários podem sacar o benefício de setembro imediatamente e de outubro a partir do dia 18. O cronograma normal ocorre nos dez últimos dias úteis do mês. “É importante frisar que o MDS e a Caixa Econômica Federal também tomaram medidas para que o beneficiário que tenha perdido todos os documentos, inclusive o cartão do programa, tenha acesso aos recursos.

Quem estiver nessa situação deve procurar a prefeitura para obter uma declaração especial de pagamento e assim poder sacar o benefício”, ressalta a secretária Rosi Voltolini. O benefício varia de R$ 32 a R$ 306, de acordo com o perfil de renda e a quantidade de crianças e adolescentes de até 17 anos.

InCover Festival 2011

Joinville é hoje um dos maiores berçários de bandas da nossa região. Bandas que despontam dentro dos mais variados estilos para a cultura regional, contribuindo para o desenvolvimento da arte.

Seja em garagens ou nos palcos alternativos, estas bandas tem hoje um espaço muito limitado para mostrar seus trabalhos. Seguidos por um público enorme sedento por atrações do gênero, eles cultuam o espírito jovem. Assim como o rock que já é um coroa “cinquentão” e pai de boa parte dos ritmos que embalam a moçada. Pensando em valorizar tanto as bandas regionais como o grande público a Look Here apresenta In Cover Festival 2011.

Trata-se de um grande evento no Big Bowling em sua décima segunda edição em 16 de outubro de 2011, serão 06 bandas regionais pré-selecionadas, que terão a oportunidade de utilizar um palco especialmente montado para a apresentação cover de bandas famosas e músicas próprias.

Candidatos

Poderão se inscrever bandas formadas a mais de 3 meses, sem limite de idade dos músicos. Não poderão se inscrever os funcionários da Look Here, lojas Gang e Big Bowlling.

A Banda que desejar participar deverá escolher apenas uma banda/artista para a fazer a sua apresentação cover.

Inscrições

As inscrições deverão ser realizadas através do preenchimento de uma ficha, cujo modelo estará disponível no site da Look Here (www.lk4.com.br/incover/ficha.doc).

Cada banda efetivamente inscrita será divulgada no prazo máximo de 5 dias após a entrega do material na comunidade do ORKUT: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=18144595.

Juntamente com a ficha anexar uma apresentação (release) da banda e um Vídeo DEMO da banda tocando musicas da banda que deseja representar. Pode ser vídeo de câmera digital, porém quanto melhor a qualidade maior a chance de a banda ser selecionada.

O material completo deverá ser remetido ou entregue pessoalmente na sede da Look Here aos cuidados de Ari Vieira Junior ou enviadas por e-mail para ari@lk4.com.br.

NÃO SÃO ACEITAS LINKS DE POSTAGENS NA INTERNET. (YOUTUBE, MYSPACE, ETC)

Serão consideradas regularmente inscritas todas as bandas cujas fichas preenchidas corretamente e com o vídeo demo, forem recebidas até às 18h00 do dia 29/09/2011.

Seleção

Serão selecionadas apenas seis apresentações covers diferentes nesta etapa do festival a critério de uma comissão formada por profissionais da Look Here. As bandas pré-selecionadas deverão comparecer a reunião de produção do festival antes do evento com data à confirmar e deverão passar o mapa de palco até 3 dias antes do evento.

Evento

As apresentações acontecerão entre 15h00 e 21h00 em 16 de outubro de 2011 e a sequência das apresentações será definida pela produção e poderá sofrer alterações até o dia do evento.

Cada apresentação terá 45 minutos para se apresentar e intervalo de 10 minutos para o início da outra apresentação. As bandas poderão tocar até duas músicas próprias para encerrar a sua apresentação e mostrar o seu trabalho para o público presente.

Das disposições gerais

  1. Para divulgar esta promoção, a Look Here e o Big Bowlling poderão usar o nome e/ou imagem dos participantes sem nenhum ônus aos mesmos.
  2. Os participantes do Festival concordam antecipadamente e autorizam o uso do seu nome e imagem pelo prazo de cinco anos, a partir da data do Festival, abrindo mão de qualquer pagamento referente aos direitos de imagem ou de qualquer outro benefício que possa ser reivindicado.
  3. A participação no InCover Festival implica na concordância e aceitação irrestrita deste Regulamento.

Assistência aos participantes

Ari Vieira Junior

Rua Max Colin, 2.000

Tel. (47) 3422-2583 / 9984-2583

ari@lk4.com.br

Novo Decreto, que regula a relação do governo federal com OSCs, estabelece bases para avanços a serem ainda efetivados

Em 19 de setembro último foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto  7.568, que cria novas regras para a transferência de recursos da União para organizações da sociedade civil, e institui um Grupo de Trabalho com representantes do governo e de entidades com atuação nacional para avaliar e propor aperfeiçoamentos na legislação federal relativa às entidades  sem fins lucrativos.

A Abong – Organizações em defesa dos direitos e bens comuns – apoia o escopo do Decreto, uma vez que reforça duas bandeiras históricas da associação: o controle social sobre o emprego dos recursos públicos e a adoção de procedimentos transparentes e republicanos para acesso a esses recursos por parte de entidades da sociedade civil. Nessa linha, o Decreto estabelece que convênios, contratos de repasse ou termos de parceria do governo com entidades privadas sem fins lucrativos devem ser precedidos de chamamento público a ser realizado pelo órgão ou entidade concedente, que deverá também dar publicidade aos resultados da chamada. Além disso, explicita condições básicas para a garantia de que os repasses respondam a finalidades genuinamente públicas, com a exigência de que as entidades, para receber recursos federais, comprovem ter desenvolvido, durante os últimos três anos, atividades referentes à matéria objeto do convênio ou contrato; além de estar com a situação jurídica atualizada e não ter incorrido em má conduta em relações anteriores com a União.

Outro aspecto positivo das medidas que o Decreto estabelece é a obrigatoriedade de que convênios, contratos de repasse ou termos de parceria com entidades privadas sem fins lucrativos sejam assinados pelo Ministro de Estado ou pelo dirigente máximo da entidade federal concedente. Tal exigência evidencia, ao nosso ver, que o foco das preocupações presidenciais é também o controle interno do governo, que dessa forma assume maior grau de responsabilidade frente a eventuais desvios de conduta nas relações com as organizações da sociedade civil.

Finalmente, outro aspecto a destacar no conteúdo do Decreto é a criação do Grupo de Trabalho que deverá, no prazo de três meses, avaliar e propor aperfeiçoamentos na legislação que rege as organizações da sociedade civil e suas relações com o governo federal. Tal medida responde a compromisso firmado pela Presidenta Dilma Rousseff, quando ainda candidata ao cargo, diante da Plataforma por um Novo Marco Regulatório para as OSCs. Firmada por entidades e redes de sociedade civil de todo país, a Plataforma pleiteia uma política de estado de fomento à organização autônoma da sociedade, abarcando mecanismos de acesso a recursos públicos e ambiente tributário favorecido para organizações sem finalidade lucrativa, além de programas de incentivo à participação cidadã. Para empreender o desenho de tal política, assim como da legislação e normativas correspondentes, pleiteou-se a criação de um Grupo de Trabalho com a participação dos diversos setores governamentais envolvidos, sob liderança da Secretaria Geral da Presidência da República e da Casa Civil, assim como de entidades representativas das organizações da sociedade civil.

A necessidade de medidas como as contidas no Decreto comprovam o que a Abong vêm reiterando há duas décadas: a inexistência de parâmetros claros para o repasse de recursos públicos às OSCs , a necessidade de rever o marco legal que rege a existência dessas organizações e sua relação com os governos, com a superação dos  instrumentos atualmente disponíveis para regular essa relação, totalmente inadequados à natureza e ao papel das OSCs.

A Abong considera que o combate sistemático ao uso indevido de entidades sem fins lucrativos para transferir recursos públicos por meios e para finalidades ilegítimas assenta as bases para uma nova política pública de fomento à organização cidadã em nosso país. Esse é o avanço que está agora por ser realizado. Com o prazo de três meses que o Decreto prevê para o funcionamento do Grupo de Trabalho, espera-se que os diversos segmentos do governo federal e das OSCs se emprenhem intensivamente no planejamento das medidas necessárias para que as organizações da sociedade civil possam exercer seu legítimo e valioso papel no fortalecimento da democracia brasileira e na promoção de um desenvolvimento pautado pelos valores da justiça social e sustentabilidade ambiental.

Em Paris, morre o pintor impressionista Edgar Degas

Auto-retrato do pintor impressionista Edgar Degas

O pintor e escultor francês, Edgar Degas, considerado um dos maiores representantes do Impressionismo devido a sua composição inovadora e a análise perspectiva de movimento, morre em Paris em 27 de setembro de 1917.

Nasceu German Hilaire Edgar de Gas em Paris, em julho de 1834, numa família aristocrática de banqueiros, rica e refinada. Após cursar direito por breve período, estudou pintura na Escola de Belas Artes sob a orientação de Lamothe, um discípulo de Ingres, pintor a quem dedicaria grande admiração.

Em 1859, viajou para a Itália onde estudaria por três anos em Florença, Nápoles e Roma, pintando uma série de retratos. Pesquisou a fundo arte antiga enquanto planejava, já no começo de 1859, uma lista de objetos contemporâneos: músicos, dançarinos, cafés à noite, cenas de luto; temas que podem ser encontrados em sua obra.

Retrato da família Bellelli, 1860

Degas tinha muitos pontos em comum com Edouard Manet. Mais que Manet, era pintor de figuras humanas e nunca esteve interessado em paisagens. A Família Bellelli (1858-1860) é um de seus primeiros quadros realmente pessoal e pode ser visto como uma das primeiras obras-primas do Impressionismo. Representa o barão Bellelli, um revolucionário exilado em Nápoles em 1848, e sua mulher Laura, filha do banqueiro Napolitano De Gas e tio do pintor.

Degas escolhe uma nova composição e já aparece como mestre retratista cujo principal interesse é traduzir o estado emocional dos personagens. Como Manet com seu Olympia, Degas manteria até a morte esse estilo que trabalhou durante muito tempo.

A partir de 1861, abandonou seus temas habituais e se interessou por corridas de cavalo, hábito aristocrático, importado da Inglaterra, tratado antes dele por Géricault (1791-1824). No hipódromo de Longchamp, que acabara de ser inaugurado, estudou atentamente a animação do universo das corridas – jockeys, preparação de largada, etc.

Diferente de outros impressionistas, Degas preferia pintar sempre no seu ateliê ao invés de utilizar o ar livre ou a luz natural. Justo ao contrário, estudou os efeitos da luz artificial, lâmpadas a gás.

Sua memória visual permitiu-lhe reproduzir com precisão os assuntos que observava, recriando-os em composição pictórica desejada. Degas afirmava o direito do artista de interpretar o que via em oposição aos impressionistas que privilegiavam a espontaneidade.

À época, embora ainda trabalhando com retratos realistas como Mulher com Crisântemo – 1865, enviou ao Salão um quadro de corrida de cavalos, passando a prestar atenção a outro grande tema: teatro, dança e música.

Com A Orquestra no Opera de Paris – 1868-69, assina uma composição bastante inovadora, com planos superpostos vistos da primeira fileira, o fosso com os músicos, e o palco onde dançarinas decapitadas formam uma espiral de pernas e saiotes franzidos.

Passou a ver no balé, à parte o fascínio que exercia sobre ele, um objeto ideal de observação de movimentos rápidos assim como uma grande oportunidade para a composição espacial.

Logo, tomou consciência, valendo-se das observações de bastidores de artistas nos ensaios, do abismo entre o feérico dos espetáculos e figurinos e a miserável condição social dos bailarinos. Para Degas, teatro, música e dança, um microcosmo que atraia a atenção dos ricos que podiam pagar pelo luxo dos espetáculos, se tornariam um lugar privilegiado para observar as relações humanas e as relações contraditórias entre arte, trabalho e negócio.

A partir de 1870 foi afetado por doença nos olhos que piorava a despeito dos cuidados até chegar à cegueira total em 1911. De caráter difícil e vivendo numa certa misantropia, passou a trabalhar como escultor.  Ainda assim em 1879 realiza trabalhos como Mulher numa tábua de passar e demonstra quase que um exclusivo interesse em temas antigos como mulheres em seus banheiros.

Degas era uma personalidade assaz independente para ser enquadrado no movimento impressionista. Embora tenha sido uma de suas principais figuras, a mente rebelde e não-conformista liga-o à modernidade. Degas cessou qualquer atividade artística quando ficou completamente cego em 1911.

Outros fatos marcantes da data

Pixote, a Lei do Mais Fraco, conquista o Biarritz

Pixote, a lei do mais fraco revela a dura realidade da deliquência juvenil brasileira. Jornal do Brasil: Terça-feira, 29 de setembro de 1981

Já premiado na Suíça, foi a vez de Pixote, a Lei do Mais Fraco, de Hector Babenco vencer o Grande Prêmio do Festival de Cinema Ibérico e Latino-Americano de Biarritz, na França, além do Grande Prêmio do Público, laúrea instituída pela primeira vez naquele festival.

Premiado na Europa, Pixote foi recebido no circuito norte-americano como um nocaute, ao tratar de questões sociais sérias, do drama brasileiro de delinqüentes juvenis sobreviventes dos reformatórios ineficazes e das realidades brutais. E se beneficiou da continuidade dos lançamentos de filmes brasileiros de qualidade no mercado norte-americano. Depois de uma longa pausa após o cinema novo e os anos 60, o cinema contemporâneo brasileiro voltou a subir na cotação a partir de 1978, sem o vigor vanguardista anterior, mas com um acabamento formal que visava aos grandes mercados. Assim, seguiu os passos de Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Bruno BarretoBye, Bye, Brasil, de Cacá Diegues; e Gaijin, de Tizyka Yamazaki.

Pixote é um menor abandonado que mora nas ruas e faz roubos para sobreviver. Com passagens por reformatórios, aprende a se virar com o convívio com todos os tipos de criminosos e deliquentes. Traficante, cafetão e assassino, com apenas 11 anos de idade. Coube a Fernando Ramos da Silva e Marília Pera a interpretação dos principais papéis do filme.

Pixote suscitou muitas polêmicas, inclusive ideológicas. Alguns críticos disseram que Babenco explorou a situação da miséria no Brasil, até para fazer sensacionalismo com a sexualidade da marginalização. Houve também tentativas de censura às cenas tidas como mais fortes.

O filme de Babenco foi encurtado para exportação, passando a durar duas horas e apresentado uma narração inicial que lhe deu um tom quase didático. Babenco aparece em cima de uma favela. Apontando para baixo, lê algumas estatísticas do Brasil dos anos 80:

Mais de 50% da população do Brasil têm menos de 21 anos, e há 3 milhões de crianças sem lar… Não existem crechês ou serviços sociais para atendê-las e enquanto os pais ganham a vida, elas vagam pelas ruas, vítimas de crimonosos mais velhos que se aproveitam do fato de a lei não perseguir menores de 18 anos para tornar os menores cúmplices ou perpetradores de crimes.

Anos mais tarde a vida imitaria o cinema. Menino de rua, Fernando Ramos tornou-se ator ao ser escolhido para viver o personagem Pixote. Considerado uma revelação, colheu alguns louros daquela conquista. Mas, embora tenha tentado continuar na carreira, a falta de oportunidades o levou novamente às ruas e à criminalidade em Diadema, SP. Sob suspetia de cometer um assalto, aos 19 anos, sem camisa e desarmado, Fernando foi morto com 8 tiros por policiais.

Pacto Tripartite: Alemanha, Itália e Japão

Capa do Jornal do Brasil: Sábado, 28 de setembro de 1940

Pelo tratado firmado em Berlim, a Alemanha e a Itália reconhecem a supremacia do Império do Sol Nascente no Extremo Oriente enquanto esta nação aceita o domínio daquelas na Europa.

Jornal do Brasil: Sábado, 28 de setembro de 1940 - página 7

Uma ampla aliança foi assinada entre Japão, Alemanha e Itália com propósito de assegurar a essas potências o domínio do mundo e seus movimentos de expansão tendentes a estabelecer novas ordens na Europa e Ásia através da cooperação militar, política e econômica. Esse auxílio, contudo, visou não conflitar com nenhum acordo pré-existente entre qualquer uma das nações e a União Soviética.

O pacto foi uma resposta às maquinações dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha para manter a hegemonia mundial e ao acordo da União Soviética com a Inglaterra onde, em troca de 50 contra-torpedeiros cedidos aos ingleses, os soviéticos ganharam bases navais e aéreas no Ocidente.

A cerimônia da assinatura foi transmitida por todas as rádios do Reich e retransmitidas ao exterior, sobretudo para a Itália e o Japão. Assinaram o pacto: Von Ribbentrop, pela Alemanha; o embaixador Saburu Kurusu, pelo Japão; e o ministro Conde Ciano, pela Itália.