Designer cria monociclo elétrico para usuários fugirem do trânsito

Ryno - Veículo pode alcançar até 25 km por hora e percorrer 30 milhas sem parar

Veículo pode alcançar até 25 km por hora e percorrer 30 milhas sem parar.

O designer Chris Hoffman desenvolveu um novo conceito de transporte individual. Chamado “Ryno”, trata-se de um monociclo elétrico que oferece mobilidade em grandes cidades, para fugir de congestionamentos e transtornos no trânsito.

Reprodução

Com um design moderno, a moto de uma roda tem lanternas dianteiras e um guidão para o usuário se apoiar. O veículo pode alcançar até 25 km por hora e percorrer 30 milhas sem parar.

O condutor opera o veículo sentado em um banco que fica acima do pneu com cerca de 63 centímetros espessura. Dessa forma, o motorista pode viajar de maneira rápida, como se estivesse numa motocicleta convencional, e ao mesmo tempo se sentir confortável enquanto conduz o veículo.

Reprodução

Hoffman afirma que o produto já está em fase de pré-produção, e vai custar US$ 25 mil dólares (cerca de R$ 42 mil reais). Os primeiros modelos chegarão ao continente Asiático no começo de 2012, e Europa e Estados Unidos podem esperar o equipamento até o final do mesmo ano.

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Novo vídeo da NASA mostra imagens impressionantes do planeta

Em 5 minutos, espectador faz uma viagem ao redor do mundo a bordo da Estação Espacial Internacional

Em 5 minutos, espectador faz uma viagem ao redor do mundo a bordo da Estação Espacial Internacional.

Mais uma vez, a NASA disponibiliza um vídeo com imagens impressionantes da Terra. O material foi postado no Vimeo no último domingo, 13/12, por seu editor, Michael Koenig.

Gravado com uma câmera especial capaz de registrar vídeos na qualidade 4K (ou seja, com uma definição 16 vezes maior que o HD),  o filme mostra, na verdade, uma sequência de fotos tiradas entre agosto e outubro deste ano pelos astronautas que estavam em missão na Estação Espacial Internacional. Colocadas em sequência, as fotos dão a impressão de movimento, como se fosse um vídeo. Essa técnica é chamada de “time lapse”.

“Eu tentei deixar as imagens bem próximas do original e procurei não corrigir cores ou sombras. Acredito que o vídeo original, por si só, já é uma experiência estética surreal”, escreveu Koenig na descrição do filme. Clique no vídeo abaixo e, nos próximos 5 minutos, viaje mundo afora. Você não vai se arrepender!

Tibet: O apelo por ajuda

Tibet. O apelo por ajuda

Há alguns dias, Palden Choetso saiu do convento, despejou gasolina sobre seu corpo e ateou fogo em si mesma enquanto pedia por um “Tibet livre”. Ela morreu alguns minutos depois. Desde o mês passado, nove monges e freiras se auto-imolaram como protesto contra uma crescente repressão chinesa sobre o pacífico povo tibetano.

Estes atos trágicos são um apelo desesperado por ajuda. Com metralhadoras em punho, as forças de segurança chinesa estão espancando e sequestrando monges, cercando os monastérios, e até mesmo assassinando idosos que defendem os monges — tudo isso em uma tentativa de suprimir os direitos tibetanos. A China restringe severamente o acesso à região. Mas se conseguirmos persuadir alguns governos a enviarem diplomatas e expor essa crescente brutalidade, poderemos salvar vidas.

Temos de agir rapidamente — essa situação horrível está saindo do controle por trás de uma cortina de censura. Cada vez mais temos visto que quando os próprios diplomatas são testemunhas das atrocidades, eles são motivados a agir, e aumentam a pressão política. Vamos responder ao apelo trágico de Palden e criar uma petição massiva para que seis líderes mundiais, que têm maior influência sobre Pequim, enviem uma missão ao Tibet e se posicionem contra a repressão. Assine a petição urgentehttps://secure.avaaz.org/po/save_tibetan_lives/?vl.

Os tibetanos estão sufocando com o estrangulamento feito pela China. Eles são impossibilitados de praticar sua religião livremente — fazer o download de uma foto do Dalai Lama na Internet pode levar um tibetano à prisão. E a situação fica cada vez pior na medida em que as tropas chinesas estão bloqueando os maiores monastérios, sequestrando monges e levando-os para programas de “re-educação patriótica”. Essa situação horrorosa está saindo do controle.

Desde o começo do ano, 11 monges e freiras atearam fogo em si mesmos e a cada protesto a China aumenta o controle. Para os tibetanos, as auto-imolações são um sacrifício bastante sério que revelam o seu nível de desespero. Eles acreditam que o suicídio têm um impacto devastador no ciclo das reencarnações e pode levar uma pessoa a regredir 500 vidas. Mas a situação do Tibet é tão horrível que os monges e freiras estão perdendo sua posição nesse ciclo em troca de esperança pela atenção internacional e liberdade para seus irmãos e irmãs.

O governo chinês não permitirá que jornalistas e ativistas de direitos humanos entrem na região — há algunas dias, jornalistas da Sky news e AFP foram expulsos da área. No entanto, diplomatas podem requisitar acesso. E, como vimos recentemente na Síria, são eles a melhor forma de conseguirmos relatos em primeira mão, de mostrar a China que o mundo está observando e de começar conversas políticas de alto-nível sobre os direitos humanos dos tibetanos.

Cabe a nós ativar o alarme global sobre a questão. Se conseguirmos que os EUA, Reino Unido, Austrália, Índia, França e a União Europeia envie uma delegação agora, eles podem pressionar a China por ação. Não temos tempo a perder — assine a petição urgentehttps://secure.avaaz.org/po/save_tibetan_lives/?vl.

Os membros da Avaaz apoiaram projetos que estão trazendo luz ao apagão de informações e defendendo a cultura tibetana e sua práticas religiosas. Mas a repressão impiedosa da China está aumentando. É hora de toda nossa comunidade se juntar para apoiar esse povo pacífico que está sacrificando suas próprias vidas em busca de direitos básicos. Vamos mostrá-los que o mundo não esqueceu os tibetanos.

Com esperança e determinação, Emma, Iain, Dalia, Ricken, Diego, Shibayan, Giulia, e toda a equipe da Avaaz.

Mais informações

Menino de oito anos fica milionário com loja virtual de bolinhas de gude

Garoto londrino pediu permissão para iniciar seu próprio negócio e, agora, tem clientes no mundo todo

Garoto londrino pediu permissão para iniciar seu próprio negócio e, agora, tem clientes no mundo todo.

Um menino de oito anos se tornou milionário ao abrir seu próprio negócio na internet, segundo informações do site Mail Online. Harli Jordean, morador de Londres, criou um site de vendas de bolinhas de gude que tem dado a ele e sua família milhares de libras por ano.

O garoto prodígio decidiu começar o negócio quando algumas crianças mais velhas roubaram sua coleção de bolinhas de gude. Ele pediu para sua mãe lhe comprar mais bolinhas na internet, porém, os dois perceberam que não existiam muitos sites com este tipo de produto à venda. O garoto, então, pediu permissão para iniciar seu próprio negócio. Poucos meses depois, Harli já tinha um grande volume de pedidos e estava cuidando de tudo sozinho.

Jordean aprendeu a lidar com fornecedores, pedidos e entregas logo cedo, pois o site começou a receber pedidos de diversos lugares do mundo. O pequeno empresário obteve tanto sucesso que precisou empregar sua mãe e os dois irmãos para conseguir atender a demanda de vendas do site. “Eu gosto de ser o chefe, mas gosto quando outras pessoas se envolvem no trabalho. Assim, se algo der errado não será tudo minha culpa”, conta.

Segundo Tina, a mãe do menino, Harli agora quer produzir suas próprias bolinhas de gude na China para vender para lojas do mundo todo. “Ele é muito ambicioso e determinado. Algumas vezes suas ideias são tão grandiosas que nós temos que intervir. O sonho dele é ter a maior loja de bolinhas de gude do mundo”,  completou.

Para conhecer a loja virtual de bolinha de gude de Jordean, clique aqui.

Brasil avança no desenvolvimento humano e sobe uma posição no ranking do IDH 2011

IDH Brasil 2011

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil avançou de 0,715 em 2010 para 0,718 em 2011, e fez o país subir uma posição no ranking global do Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) deste ano. Com isso, o Brasil saiu da 85ª para a 84ª posição, permanecendo no grupo dos países de alto desenvolvimento humano. O documento foi lançado esta quarta-feira (02/10) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em Copenhague, na Dinamarca.

O Relatório de Desenvolvimento Humano 2011 apresenta valores e classificações do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para um número recorde de 187 países e territórios reconhecidos pela ONU. Um aumento significativo em relação aos 169 países incluídos no Índice de 2010, quando os indicadores-chave de muitos dos novos países analisados este ano ainda estavam indisponíveis.

No ranking global do IDH 2010, o Brasil obteve a classificação 73, entre os 169 países. No entanto, é enganoso comparar valores e classificações do RDH 2011 com os de relatórios publicados anteriormente. Isto porque, além da inclusão de 18 novos países e territórios (veja a lista ao final), os dados e métodos sofreram ajustes e algumas mudanças.

Intitulado “Sustentabilidade e equidade: Um futuro melhor para todos”, o Relatório de Desenvolvimento Humano 2011 mostra que o Brasil faz parte do seleto grupo de apenas 36 dos 187 países que subiram no ranking entre 2010 e 2011, seguindo os dados recalculados para a nova base deste ano. Os outros 151 permanceram na mesma posição ou caíram. No caso brasileiro, esta evolução do IDH do ano passado para este ano contou com um impulso maior da dimensão saúde – medida pela expectativa de vida –, responsável por 40% da alta. As outras duas dimensões que compõem o IDH, educação e renda, responderam, cada uma, por cerca de 30% desta evolução.

Evolução do Brasil nas séries históricas

A série histórica do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para o Brasil revela uma retrospectiva positiva também a médio e a longo prazos. Entre 1980 e 2011, o valor do IDH subiu 31%, saltando de 0,549 para 0,718. Este desempenho foi puxado pelo aumento na expectativa de vida no país (11 anos no período), pela melhora na média de anos de escolaridade (4,6 anos a mais) e pelo crescimento também da renda nacional bruta (RNB) per capita (quase 40% entre 1980 e 2011).

Por causa dos ajustes de dados, das adaptações metodológicas e da inclusão de 18 países no ranking deste ano, as medias anuais de crescimento do IDH só podem ser calculadas com os dados que estão disponíveis na Tabela 2 “Tendências do Desenvolvimento Humano” do Relatório, que traz as séries históricas recalculadas para todos os 187 países. Ela tem como base indicadores, metodologia e dados em séries temporais consistentes e, por isso, mostra as alterações reais dos valores e classificações no decorrer do tempo, refletindo o progresso verdadeiro feito pelos países.

Em uma análise de médio prazo, considerando a evolução de posições do ranking de 2006 a 2011, o Brasil está entre os 24 países com melhor desempenho, ou seja, aqueles que subiram 3 ou mais posições.

Taxa média de crescimento do IDH brasileiro

Com base nos dados da Tabela 2 “Tendências do Desenvolvimento Humano”, verifica-se que a taxa média de crescimento do IDH do Brasil foi de 0,87%, entre 1980 a 2011. Um desempenho superior ao da América Latina (0,73%) e ao dos países de alto desenvolvimento (0,61%), quartil do qual o Brasil faz parte no ranking do IDH 2011.

Avanço semelhante pode ser visto para o Brasil entre 1990 e 2011, quando a taxa de média de crescimento do IDH foi de 0,86%, enquanto a da América Latina foi de 0,76% e a dos países de alto desenvolvimento, de 0,64%.

Num período mais curto de 2000 a 2011, o desempenho foi o seguinte: Brasil avançou 0,69%, América Latina, 0,66%, e os países de alto desenvolvimento, 0,70%.

É importante notar que a taxa de crescimento para países de desenvolvimento humano muito elevado de 2000 a 2011 foi de 0,33%, ou seja, quanto mais desenvolvido o país se torna, menor é sua taxa de crescimento do IDH. Este fenômeno é também conhecido como concavidade de taxas de crescimento.

O IDH é uma medida resumida para avaliar o progresso a longo prazo em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: uma vida longa e saudável, acesso ao conhecimento e um padrão decente de vida. Como no Relatório de Desenvolvimento Humano de 2010, uma vida longa e saudável é medida pela expectativa de vida; o acesso ao conhecimento é medido por: i) média de anos de educação de adultos, que é o número médio de anos de educação recebidos durante a vida por pessoas a partir de 25 anos; e ii) a expectativa de anos de escolaridade para crianças na idade de iniciar a vida escolar, que é o número total de anos de escolaridade que uma criança na idade de iniciar a vida escolar pode esperar receber se os padrões prevalecentes de taxas de matrículas específicas por idade permanecerem os mesmos durante a vida da criança; e o padrão de vida é medido pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita expressa em PPP$ 2005 constante.

A fim de garantir o máximo possível de comparabilidade entre países, o IDH se baseia principalmente em dados internacionais da Divisão de População da ONU, do Instituto de Estatística da UNESCO e do Banco Mundial. Como afirma a introdução, os valores e classificações do IDH no relatório deste ano não são comparáveis aos dos relatórios passados (inclusive ao IDH 2010) por causa de diversas revisões feitas nos indicadores componentes pelas agências encarregadas. Para permitir a avaliação do progresso nos IDHs, o relatório de 2011 inclui IDHs recalculados de 1980 a 2011.

Indicadores complementares de desenvolvimento humano

Além do IDH calculado para 187 países, o Relatório 2011 traz também três outros indicadores complementares introduzidos em 2010. São eles o IDH Ajustado à Desigualdade (IDHAD) para 134 países, o Índice de Desigualdade de Gênero (IDG) para 146 países e o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) para 109 países.

Índice de Desenvolvimento Humano Ajustado à Desigualdade (IDHAD)

O IDH é uma medida média das conquistas de desenvolvimento humano básico em um país. Como todas as médias, o IDH mascara a desigualdade na distribuição do desenvolvimento humano entre a população no nível de país. O IDH 2010 introduziu o IDH Ajustado à Desigualdade (IDHAD), que leva em consideração a desigualdade em todas as três dimensões do IDH “descontando” o valor médio de cada dimensão de acordo com seu nível de desigualdade.

Com a introdução do IDHAD, o IDH tradicional pode ser visto como um índice de desenvolvimento humano “potencial” e o IDHAD como um índice do desenvolvimento humano “real”. A “perda” no desenvolvimento humano potencial devido à desigualdade é dada pela diferença entre o IDH e o IDHAD e pode ser expressa por um percentual.

O IDH do Brasil para 2011 é 0,718. No entanto, quando é descontada a desigualdade do valor, o IDH cai para 0,519, uma perda de 27,7% devido à desigualdade na distribuição dos índices de dimensão. O IDHAD, que vem complementar a leitura feita pelo IDH, mostra que o cidadão brasileiro médio teria quase 30% de risco de não conseguir alcançar o desenvolvimento humano potencial que o país tem para lhe oferecer em função dos obstáculos que as desigualdades podem lhe impor.

Nesta área, o Brasil se insere em um contexto semelhante ao da América Latina, onde a desigualdade – em especial de renda – faz parte de um passivo histórico que ainda representa um grande obstáculo para o desenvolvimento humano. Mas o relatório elogia os esforços e avanços da região na tentativa de reduzir estes números, e faz menção às conquistas de Argentina, Brasil, Honduras, México e Peru. O Relatório atribui os avanços, em parte, à melhor cobertura na educação básica e aos programas de transferência de renda.

Índice de Desigualdade de Gênero (IDG)

O Índice de Desigualdade de Gênero (IDG) reflete desigualdades com base no gênero em três dimensões – saúde reprodutiva, autonomia e atividade econômica. A saúde reprodutiva é medida pelas taxas de mortalidade materna e de fertilidade entre as adolescentes; a autonomia é medida pela proporção de assentos parlamentares ocupados por cada gênero e a obtenção de educação secundária ou superior por cada gênero; e a atividade econômica é medida pela taxa de participação no mercado de trabalho para cada gênero.

O IDG substitui os anteriores Índice de Desenvolvimento relacionado ao Gênero e Índice de Autonomia de Gênero. Ele mostra a perda no desenvolvimento humano devido à desigualdade entre as conquistas femininas e masculinas nas três dimensões do IDG.

O Brasil tem um valor de IDG de 0,449, que o coloca na posição 80 dentre 146 países no índice de 2011. No Brasil, 9,6% dos assentos parlamentares são ocupados por mulheres e 48,8% das mulheres adultas têm alcançado um nível de educação secundário ou superior, em comparação com 46,3% de suas contrapartes masculinas. Para cada 100.000 nascidos vivos, 58 mulheres morrem de causas relacionadas à gravidez; e a taxa de fertilidade entre as adolescentes é de 75,6 nascimentos por 1000 nascidos vivos. A participação feminina no mercado de trabalho é de 60,1%, em comparação com 81,9% para os homens.

Índice de Pobreza Multidimensional (IPM)

O IDH 2010 introduziu o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM), que identifica privações múltiplas em educação, saúde e padrão de vida nos mesmos domicílios. As dimensões de educação e saúde se baseiam em dois indicadores cada, enquanto a dimensão do padrão de vida se baseia em seis indicadores. Todos os indicadores necessários para elaborar o IPM para um domicílio são obtidos pela mesma pesquisa domiciliar.

Os indicadores são ponderados e os níveis de privação são computados para cada domicílio na pesquisa. Um corte de 33,3%, que equivale a um terço dos indicadores ponderados, é usado para distinguir entre os pobres e os não pobres. Se o nível de privação domiciliar for 33,3% ou maior, esse domicílio (e todos nele) é multidimensionalmente pobre. Os domicílios com um nível de privação maior que ou igual a 20%, mas menor que 33,3%, são vulneráveis ou estão em risco de se tornarem multidimensionalmente pobres.

Os dados da pesquisa para a estimativa do IPM do Brasil se referem a 2006. No Brasil, 2,7% da população sofrem de múltiplas privações, enquanto outros 7,0% estão vulneráveis a múltiplas privações. A amplitude da privação (intensidade) no Brasil, que é o percentual médio de privação vivenciado pelas pessoas na pobreza multidimensional, é de 39,3%. O IPM, que á a parcela da população multidimensionalmente pobre, ajustado pela intensidade das privações, é de 0,011.

O IPM é um indicador complementar de acompanhamento do desenvolvimento humano e tem como objetivo acompanhar a pobreza que vai além da pobreza de renda, medida pelo percentual da população que vive abaixo de PPP US$1,25 por dia. Ela mostra que a pobreza de renda relata apenas uma parte da história. No caso do Brasil, a contagem de pobreza multidimensional é 1,1 ponto percentual menor que a pobreza de renda. Isso implica que indivíduos que vivem abaixo da linha da pobreza de renda talvez tenham acesso a recursos de não renda.

Entenda o IDH

O IDH varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano) e mede as realizações em três dimensões básicas do desenvolvimento humano – uma vida longa e saudável, o conhecimento e um padrão de vida digno. As três variáveis analisadas, dessa forma, são relacionadas à saúde, educação e renda.

Desde o ano passado o Relatório de Desenvolvimento Humano deixou de classificar o nível de desenvolvimento de acordo com valores fixos e passou a utilizar uma classificação relativa. A lista de países é dividida em quatro partes semelhantes. Os 25% com maior IDH são os de desenvolvimento humano muito alto, o quartil seguinte representa os de alto desenvolvimento (do qual o Brasil faz parte), o terceiro grupo é o de médio e os 25% piores, os de baixo desenvolvimento humano.

18 países incluídos este ano

Palau, Cuba, Seychelles, Antígua e Barbuda, Granada, Líbano, São Cristóvão e Névis, Dominica, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Omã, Samoa, Territórios Palestinos Ocupados, Kiribati, Vanuatu, Iraque, Butão, Eritreia.

Desenvolvimento Humano nos BRICS

Veja comparações do desenvolvimento humano do Brasil com o dos outros países do grupo chamado BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), economias em desenvolvimento que se destacam pelas semelhanças no ritmo de crescimento e pela influência geopolítica que exercem atualmente na arena internacional.

Clique aqui para ver as tabelas.

quando se é de família de trabalhadores, todos cuidam de todos

Quando se é trabalhador, de família de trabalhadores, todos cuidam de todos, e quando um se dá bem, ou outros vibram de orgulho – não só pelo que conseguiu ter sucesso, mas porque, de algum modo, um de nós venceu, derrotou o sistema brutal contra todos, que comanda um jogo cujas regras são distorcidas contra nós. Nós conhecíamos as regras, e as regras diziam que nós, ratos das fábricas da cidade, nunca conseguíamos fazer cinema, ou aparecer em entrevistas na televisão ou conseguíamos fazer-nos ouvir em palanque nacional. O artigo é de Michael Moore.

Viver entre os 1%

Amigos,

Há 22 anos, que se completam nesta terça-feira, estava com um grupo de operários, estudantes e desempregados no centro da cidade onde nasci, Flint, Michigan, para anunciar que o estúdio Warner Bros, de Hollywood, comprara os direitos de distribuição do meu primeiro filme, “Roger & Me”. Um jornalista perguntou: “Por quanto vendeu?”

“Três milhões de dólares” – respondi com orgulho. Houve um grito de admiração, do pessoal dos sindicatos que me cercava. Nunca acontecera, nunca, que alguém da classe trabalhadora de Flint (ou de lugar algum) tivesse recebido tanto dinheiro, a menos que um dos nossos roubasse um banco ou, por sorte, ganhasse o grande prêmio da loteria de Michigan.

Naquele dia ensolarado de novembro de 1989, foi como se eu tivesse ganho o grande prêmio da loteria – e o pessoal com quem eu vivia e lutava em Michigan ficou eufórico com o meu sucesso. Foi como se um de nós, finalmente, tivesse conseguido, tivesse chegado lá, como se a sorte finalmente nos tivesse sorrido. O dia acabou em festa. Quando se é trabalhador, de família de trabalhadores, todos cuidam de todos, e quando um se dá bem, ou outros vibram de orgulho – não só pelo que conseguiu ter sucesso, mas porque, de algum modo, um de nós venceu, derrotou o sistema brutal contra todos, sem mercê, que comanda um jogo cujas regras são distorcidas contra nós.

Nós conhecíamos as regras, e as regras diziam que nós, ratos das fábricas da cidade, nunca conseguíamos fazer cinema, ou aparecer em entrevistas na televisão ou conseguíamos fazer-nos ouvir em palanque nacional. A nossa parte deveria ser ficar de bico calado, cabeça baixa, e voltar ao trabalho. E, como que por milagre, um de nós escapara dali, estava a ser ouvido e visto por milhões de pessoas e estava ‘cheio de massa’ – santa mãe de deus, preparem-se! Um palanque e muito dinheiro… agora, sim, é que os de cima vão ver!

Naquele momento, eu sobrevivia com o subsídio de desemprego, 98 dólares por semana. Saúde pública. O meu carro morrera em abril: sete meses sem carro. Os amigos convidavam-me para jantar e sempre pagavam a conta antes que chegasse à mesa, para me poupar ao vexame de não poder dividi-la.

E então, de repente, lá estava eu montado em três milhões de dólares. O que eu faria do dinheiro? Muitos rapazes de terno e gravata apareceram com montes de sugestões, e logo vi que, quem não tivesse forte sentido de responsabilidade social, seria facilmente arrastado pela via do “eu-eu” e muito rapidamente esqueceria a via do “nós-nós”.

Michael Moore

Em 1989, então, tomei decisões fáceis:

  1. Primeiro de tudo, pagar todos os meus impostos. Disse ao sujeito que fez a declaração de rendimentos, que não declarasse nenhuma dedução além da hipoteca; e que pagasse todos os impostos federais, estaduais e municipais. Com muita honra, paguei quase um milhão de dólares pelo privilégio de ser norte-americano, cidadão deste grande país.
  2. Os 2 milhões que sobraram, decidi dividir pelo padrão que, uma vez, o cantor e activista Harry Chapin me ensinou, sobre como ele próprio vivia: “Um para mim, um para o companheiro”. Então, peguei metade do dinheiro – e criei uma fundação para distribuir o dinheiro.
  3. O milhão que sobrou, foi usado assim: paguei todas as minhas dívidas, algumas que eu devia aos meus melhores amigos e vários parentes; comprei um frigorífico para os meus pais; criei fundos para pagar a universidade das sobrinhas e sobrinhos; ajudei a reconstruir uma igreja de negros destruída num incêndio, lá em Flint; distribuí mil perus no Dia de Ação de Graças; comprei equipamento de filmagem e mandei para o Vietnã (a minha ação pessoal, para reparar parte do mal que fizemos àquele país, que nós destruímos); compro, todos os anos, 10 mil brinquedos, que dou a Toys for Tots no Natal; e comprei para mim uma moto Honda, fabricada nos EUA, e um apartamento hipotecado, em Nova York.
  4. O que sobrou, depositei numa conta de poupança simples, que paga juros baixos. Tomei a decisão de jamais comprar ações. Nunca entendi o cassino chamado Bolsa de Valores de Nova York, nem acredito em investir num sistema com o qual não concordo.
  5. Sempre entendi que o conceito do dinheiro que gera dinheiro criara uma classe de gente gananciosa, preguiçosa, que nada produz além de miséria e medo para os pobres. Eles inventaram meios de comprar empresas menores, para imediatamente as fechar. Inventaram esquemas para jogar com as poupanças e reformas dos pobres, como se o dinheiro dos outros fosse dinheiro deles. Exigiram que as empresas sempre registassem lucros (o que as empresas só conseguiram porque despediram milhares de trabalhadores e acabaram com os serviços de saúde pública para os que ainda tinham empregos). Decidi que, se ia afinal ‘ganhar a vida’, teria de ganhá-la com o meu trabalho, o meu suor, as minhas ideias, a minha criatividade. Eu produziria produtos tangíveis, algo que pudesse ser partilhado com todos ou de que todos gostassem, como entretenimento, ou do qual pudessem aprender alguma coisa. O meu trabalho, sim, criaria empregos, bons empregos, com salários decentes e todos os benefícios de assistência médica.

Continuei a fazer filmes, a produzir séries de televisão e a escrever livros. Nunca iniciei um projecto pensando “quanto dinheiro posso ganhar com isso?”. Nunca deixei que o dinheiro fosse a força que me fizesse fazer qualquer coisa. Fiz, simplesmente, exatamente o que queria fazer. Essa atitude ajuda a manter honesto o meu trabalho – e, acho, ao mesmo tempo, que resultou em milhões de pessoas que compram bilhetes para assistir aos meus filmes, assistem aos programas que produzo e compram os meus livros.

E isso, precisamente, enlouqueceu a direita. Como é possível que alguém da esquerda tenha tanta audiência no ‘grande público’?! Não pode ser! Não era para acontecer (Noam Chomsky, infelizmente, não vai aparecer no Today View de hoje; e Howard Zinn, espantosamente, só chegou à lista dos mais vendidos do New York Times depois de morto). Assim opera a máquina dos meios de comunicação. Está regulada para que ninguém jamais ouça falar dos que, se pudessem, mudariam todo o sistema, para coisa muito melhor. Só liberais sem personalidade, que vivem de exigir cautela e concessões e reformas lentas, aparecem com os nomes impressos nas páginas de editoriais dos jornais ou nos programas da televisão aos domingos.

Eu, de algum modo, encontrei uma brecha na muralha e meti-me por ali. Sinto-me abençoado, podendo viver como vivo – e não ajo como se tudo fosse garantido para sempre. Acredito nas lições que aprendi numa escola católica: que se tens sucesso, maior é a tua responsabilidade por quem não tenha a mesma sorte. “Os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos.” Meio comunista, eu sei, mas a ideia é que a família humana existe para partilhar com justiça as riquezas da terra, para que os filhos de Deus passem por esta vida com menos sofrimento.

Dei-me bem – para autor de documentários, dei-me super bem. Isso, também, faz enlouquecer os conservadores. “Você está rico por causa do capitalismo!” – gritam. Hummm… Não. Não assistiram às aulas de Economia I? O capitalismo é um sistema, um esquema ‘pirâmide’ que explora a vasta maioria, para que uns poucos, no topo, enriqueçam cada vez mais. Ganhei o meu dinheiro à moda antiga, honestamente, fabricando produtos, coisas. Nuns anos, ganho uma montanha de dinheiro, noutros anos, como o ano passado, não tenho trabalho (nada de filme, nada de livro); então, ganho muito menos. “Como é que você diz que defende os pobres, se você é rico, exatamente o contrário de ser pobre?!” É o mesmo argumento de quem diz que, “Você nunca fez sexo com outro homem! Como pode ser a favor do casamento entre dois homens?!”

Penso como pensava aquele Congresso só de homens que votou a favor do voto para as mulheres, ou como os muitos brancos que foram às ruas, marchar com Martin Luther Ling, Jr. (E lá vem a direita, aos gritos, ao longo da história: “Hei! Você não é negro! Você nem foi linchado! Por que está a favor dos negros?!”). Essa desconexão impede que os Republicanos entendam por que alguém dá o próprio tempo ou o próprio dinheiro para ajudar quem tenha menos sorte. É coisa que o cérebro da direita não consegue processar. “Kanye West ganha milhões! O que está a fazer lá, em Occupy Wall Street?!”. Exatamente – lá está, exigindo que aumentem os impostos a ele mesmo. Isso, para a direita, é definição de loucura. Todo o resto do mundo somos muito gratos que gente como ele se tenha levantado, ainda que – e sobretudo porque – é gente que se levantou contra os seus interesses pessoais financeiros. É precisamente a atitude que a Bíblia, que aqueles conservadores tanto exaltam por aí, exige de todos os ricos.

Naquele dia distante, em novembro de 1989, quando vendi o meu primeiro filme, um grande amigo meu disse o seguinte: “Eles cometeram um erro muito grave, ao entregar tanto dinheiro a um sujeito como tu. Essa massa fará de ti um homem perigosíssimo. É prova do acerto do velho dito popular: ‘Capitalista é o sujeito que te vende a corda para se enforcar a ele mesmo, se achar que, na venda, pode ganhar algum dinheiro”.

Atenciosamente, Michael Moore. mmflint@michaelmoore.com, 27/10/2011. Tradução do coletivo da Vila Vudu.

De Muamar Kadafi a Muamar Cadáver

Muamar Kadafi

Entre as grandes novidades na mudança de poder na Líbia, há duas especiais: a internet e o celular. Com um telefone celular, uma pessoa anônima filmou os últimos momentos de Muamar Kadafi antes de ser transformado em cadáver, minutos depois. E aquelas imagens ganharam o mundo pela internet.

O novo regime começa mal na Líbia. Começa executando um chefe de Estado que capturou vivo e que deveria ser levado a julgamento. Para quem proclama que luta por uma democracia, não assegurar a vida do seu principal prisioneiro é começar muito mal. Uma democracia se pauta por valores que a distinguem dos regimes autoritários que combate. Quem julga é o Judiciário, não as Forças Armadas, a mídia ou qualquer outro poder.

O conto Sorôco, sua mãe, sua filha, de João Guimarães Rosa, termina com o povo entoando junto com Sorôco a mesma cantiga que a mãe e a filha, loucas, cantam quando são embarcadas no trem que as levará ao hospício. Sorôco entregara-se àqueles cuidados até mais não poder e a comunidadezinha compreendia que ele já não tinha forças suficientes para prosseguir a vida daquele modo.

Sorôco é aliteração de um vento chamado Siroco, que sobra dos desertos da Líbia. Quem planta ventos, colhe tempestades. A Líbia que conhecemos teve dois governantes: o rei Idris I, de 1951 até 1969, e desde então Muamar Kadafi. Agora ele se tornou Muamar Cadáver. Este pode ser o último nome do ditador, executado por uma turba armada. No país que ele governava não existiam parlamentos, os ministros exerciam cargos vazios de poder, pois quem realmente mandava era um só, ele, Muamar Kadafi, cujo nome era escrito de diversas maneiras no Ocidente. Kadafi, Gadafi e Qadaffi eram os mais comuns. Apesar de nunca ter sido elevado a mais do que coronel na hierarquia militar, ele era o supremo comandante de tudo. A ele serve como uma luva o título que o romancista paraguaio Augusto Roa Bastos deu a seu esplêndido romance sobre o ditador Gaspar de FranciaEu, o Supremo!

Apreensão e esperança

O ditador escreveu um Livro Verde. Em três volumes, era distribuído gratuitamente nas escolas e sua leitura era obrigatória. Como Hugo Chávez, ele também mudou o nome da própria República, que passou a ser em árabe, o idioma oficial do país, mais ou menos o seguinte: Estado de Massas do Grande Povo Socialista da Líbia. E ele ensinava no Livro Verde: “Na era das massas, o poder está diretamente nas mãos do povo e os líderes desaparecem.” Foram palavras proféticas. Ele pode ter sido executado por um menor de dezoito anos que integrava a turba conhecida como “rebeldes” que o procurava por todos os cantos do país desde que o depôs do governo.

O tema da loucura rondava Kadafi sempre, desde o ousado golpe de 1969, que ele liderou quando tinha apenas 27 anos. Vários presidentes dos EUA tentaram derrubá-lo, entre os quais Ronald Reagan, que o chamava de cachorro louco.

O mundo acompanha apreensivo e esperançoso a primavera árabe, que já derrubou os ditadores do Egito, da Tunísia e da Líbia. Mas falta muito ainda! Tanto regimes a derrubar como regimes a construir!

Escrito por Deonísio da Silva, escritor, doutor em Letras pela Universidade de São Paulo, professor e um dos vice-reitores da Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro; autor de A Placenta e o CaixãoAvante, Soldados: Para Trás e Contos Reunidos (Editora LeYa)]

Olesc é peneira para formação de seleção catarinense

Olesc 2011

O voleibol feminino da 11ª edição da Olimpíada Estudantil Catarinense (Olesc) teve inicio nesta quarta-feira (26) em Chapecó, com oito jogos. Mais que a busca pelas vitórias, as 180 atletas das 16 equipes estão de olho não somente no título da competição, mas também em uma vaga na seleção catarinense infanto-juvenil.

Treinadora da equipe femina de Nova Trento, atual bicampeã da Olesc, Karina Souza,  é também técnica da seleção e aproveitará a Olesc para formar a seleção estadual que disputará o brasileiro de seleções infanto-juvenil, de 6 a 13 de novembro em Maceió.

Karina usará a Olesc para buscar jogadoras que atuem como centrais e levantadoras. “São nessas posições que estamos mais carentes, e a Olesc será importante para preenchemos essas posições”, disse a técnica, depois de comandar a vitória de Nova Trento por  3 a 0 sobre Xanxerê em três sets de 25 a 12.

Em outras posições, segundo a técnica, Santa Catarina está bem servida, e exemplificou as pontas Amabiler, de Nova Trento, e Mariana, de Blumenau, que já estão na seleção catarinense.

E ainda, na mesma posição, Karoline, de Nova Trento, que está em Saquarema com a Seleção Brasileira se preparando para o sul-americano a ser disputado de 22 a 26 de novembro no Uruguai. “Estamos tentando a liberação da Karoline para disputar a segunda fase da Olesc. Acredito que vamos conseguir”, disse Karina.

O pensamento positivo da treinadora também vale para para a possibilidade do título de seleções. “Santa Catarina tem todas as condições de vencer o brasileiro de seleções infanto-juvenil. Estamos na chave de Minas, Pernambuco e Goiás e vejo que temos uma boa equipe capaz de ser campeã”, comentou. A última conquista de Santa Catarina foi em 2009.

Para reconquistar este lugar de destaque, Karina vai ter que se desdobrar entre treinar Nova Trento, atual bicampeã da Olesc, e observar as atletas até o dia 31, quando encerra o vôlei feminino, outros jogos em Chapecó. “Quero assistir ao maior número de partidas possíveis para fazer uma boa peneira e servir a seleção catarinense com boas jogadoras”, observou Karina.

A Olesc é uma realização da Fesporte, com promoção do Governo do Estado e da Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte e apoio da prefeitura de Chapecó e das secretarias de Desenvolvimento Regional (SDR)

“O Pronatec é a maior ação no sentido de realização do sonho de muitos jovens”

Presidenta Dilma Rousseff participa da cerimônia de sanção da lei que cria do Pronatec ao lado do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, do vice-presidente Michel Temer e do presidente do Senado, José Sarney. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Presidenta Dilma Rousseff participa da cerimônia de sanção da lei que cria do Pronatec ao lado do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, do vice-presidente Michel Temer e do presidente do Senado, José Sarney.

Ao sancionar a lei que cria o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) no início da tarde de hoje (26) no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff disse que a formação profissional de jovens e adultos é um dos pilares para o desenvolvimento do país, acesso à renda e fortalecimento do mercado interno e da indústria nacional. O Programa vai oferecer 8 milhões de vagas até 2014 em cursos de formação técnica e profissional para estudantes do ensino médio das escolas públicas e trabalhadores. Para isso, serão investidos R$ 24 bilhões.

Dilma Rousseff destacou que o Pronatec faz parte do movimento iniciado no governo do ex-presidente Lula de, ao mesmo tempo em que universaliza o ensino, investe na qualidade, na expansão e na interiorização. É também – na visão da presidenta – a oportunidade para que muitos jovens e adultos obtenham o conhecimento e prática necessários para ingressarem no mercado de trabalho.

“Tudo isso combina com o decreto que assinei da e-Tec, a nossa escola aberta de tecnologia à distância, que será também uma grande contribuição para que esse ensino técnico profissionalizante se interiorize. Porque o que queremos é que na sua cidade ou o mais perto possível dela o nosso jovem, o nosso adulto ou o trabalhador tenha oportunidade de capacitação.”

Ela agradeceu o apoio do Congresso Nacional por aprovar o programa e mencionou a “grande contribuição” da iniciativa privada. Disse, ainda, que o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) passa a beneficiar também estudantes de curso de formação profissional e tecnológica. Outra novidade prevista no decreto é o Fies-Empresa, financiamento com o qual empresas podem custear formação de seus trabalhadores.

“O Brasil é do tamanho dos nossos sonhos; do sonho de cada um de nós. Mas, também, além de ser do tamanho dos sonhos, é do tamanho das oportunidades que nós damos para os brasileiros e as brasileiras realizarem seus sonhos. E eu tenho muito orgulho de dizer que o Pronatec é a maior marca, maior instrumento, a maior iniciativa, a maior ação no sentido de realização do sonho e do futuro de muitos jovens brasileiros e brasileiras.”

Terão prioridade no acesso ao Pronatec estudantes do ensino médio da rede pública, beneficiários do Bolsa Família, agricultores e descendentes indígenas. A legislação estimula, ainda, o aumento das vagas ofertadas às pessoas com deficiência e a reserva de 30% dos recursos do Pronatec para regiões do Norte e do Nordeste.

Do total de vagas, 5,6 milhões serão criadas nos cursos de curta duração para qualificação profissional de trabalhadores. Outras 2,4 milhões serão destinadas a cursos técnicos voltados para os estudantes do ensino médio, com duração de, pelo menos, um ano.

Pelo Pronatec, o governo também vai construir 208 novas unidades dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, sendo que 35 ficarão prontas ainda este ano. Além disso, serão investidos R$ 1,7 bilhão na construção de 176 escolas técnicas estaduais, e também na reforma, ampliação e compra de equipamentos de outras 543 unidades.

Grupo Gestor autoriza nomeação de 420 policiais civis

Polícia Civil de Santa Catarina

O Grupo Gestor do Governo do Estado autorizou, na manhã de hoje, (26) a nomeação de 420 policiais civis aprovados no concurso público de 2010. A medida atinge ainda  41 delegados de polícia remanescentes do concurso público de 2008. A  informação chegou ao gabinete do secretário, em exercício, Coronel PM Fernando Rodrigues de Menezes no final da manhã.

Dos 420 novos policiais 350 são agentes de polícia, 29 psicólogos e 41 delegados. O secretário César Grubba, que acompanha a missão governamental à Ásia, já foi informado da manifestação do Conselho Gestor. A  Secretaria da Segurança Pública (SSP)  irá definir um cronograma de nomeação que será amplamente divulgado em nossas redes sociais e na imprensa.

O concurso público realizado pela Polícia Civil, em 2010, teve como objetivo preencher vagas nas carreiras de Psicólogo Policial, Escrivão de Polícia e Agente de Polícia. Foram feitos dois editais distintos – uma para a carreira de Psicólogo Policial e outro para as carreiras de Escrivão de Polícia e Agente de Polícia.

A homologação do concurso para a carreira de Escrivão de Polícia  aguarda pronunciamento da Procuradoria Geral do Estado, PGE,  uma vez que a prova objetiva ainda é objeto de discussão no Poder Judiciário. O efetivo da Polícia Civil de Santa Catarina é de 3.288 policiais.

Informações adicionais: Jornalista João Carlos Mendonça Santos; fones 48.3251.1116/8843.7615 email: imprensa@ssp.sc.gov.br.