Vazamento de petróleo no Brasil

Vazamento de petróleo no Brasil

Desde 9 de novembro, um poço no Campo do Frade, na Bacia de Campos (RJ), operado pela empresa americana Chevron, derrama petróleo na costa fluminense. O vazamento traz a marca registrada da indústria petrolífera e da agência reguladora do setor: falta de transparência.

O governo e a Petrobras, sócia da Chevron no poço, dizem que os americanos é que são responsáveis pela solução do problema. A Chevron só se comunica através de notas à imprensa, por sinal muito pouco esclarecedoras da real gravidade da situação. Pouco se sabe também sobre os planos da empresa para conter o vazamento. O que se sabe é que a Polícia Federal, que sobrevoou o local, não viu todos os navios que a Chevron diz ter reunido para controlar o problema.

Use as redes sociais para dizer à Chevron que ela precisa ser mais transparente e divulgar seus planos de segurança. @Chevron Sua sujeira, nosso problema / Your mess, our loss. #vazachevronTweetTweet

mancha de óleo provocada pelo vazamento é grande o suficiente para ser captada pelos satélites da Nasa. As imagens mostram que a quantidade de petróleo derramado tem tudo para ser maior do que Chevron e ANP (Agência Nacional de Petróleo) divulgaram. Corre o risco de ser equivalente a 3.738 barris por dia, bem mais do que os 300, 400 barris diários que a empresa diz estarem sendo despejados em alto-mar.

Exploração de petróleo no mar é uma atividade de altíssimo risco. Acidentes como o que ocorreu no campo do Frade reforçam a necessidade urgente de uma moratória da exploração de petróleo na região de maior biodiversidade do Atlântico Sul, o Parque Nacional Marinho de Abrolhos, na costa baiana. Um acidente semelhante lá pode ter consequências devastadoras para a pesca e o turismo no litoral do Nordeste. Por isso mesmo, é melhor prevenir do que depois ficar chorando sobre o óleo derramado. Assine a petição.

Anúncios

Universidade alemã mostra interesse em receber alunos do Médio Vale

Universidade alemã mostra interesse em receber alunos do Médio Vale

A Universidade de Greifswald, no nordeste da Alemanha, mostrou ontem, 17 de novembro, o interesse em firmar parceria com a Universidade Regional de Blumenau (Furb) para a aceitação de alunos da região do Médio Vale do Itajaí.  Na ocasião, o reitor do decano da faculdade de Medicina, professor doutor Stefan Seiberling, apresentou um estudo à delegação da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (AMMVI), no qual explica a viabilização de cooperação em determinadas áreas do conhecimento.

Conforme o estudo, as áreas que pode haver maior cooperação são Medicina, Ciências Naturais e Ciências Sociais, porém o interesse da universidade está essencialmente voltado em pesquisas nas áreas de ecologia e natureza.  “Embora tenhamos algumas áreas de interesse, estamos abertos a novas sugestões e metodologias de pesquisa”, explica o professor Stefan.

O professor salientou ainda que a universidade já está realizando um estudo no Vietnã sobre medicina infecciosa, e esta pesquisa também poderá ser aplicada no Brasil.

O reitor da Furb, João Natel, disse estar otimista com a proposta e vislumbra futuras parcerias. Segundo ele, uma alternativa para a viabilização deste projeto é através do programa brasileiro Ciências Sem Fronteiras, do governo federal, o qual busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio de alunos da graduação e da pós-graduação.

“A Furb está aberta a qualquer tipo de cooperação, mas para tanto também devemos trabalhar na divulgação das alternativas de acesso ao programa, como também melhorar a barreira do idioma”, salienta.

Acordo em medicina comunitária

Durante a reunião, professores pesquisadores da universidade apresentaram à comitiva a intenção de realizar, por meio de acordo bilateral, estudo sobre a influência de fatores de risco que causam doenças na população. Como a pesquisa já vem sendo aplicada na região da Pomerania desde 1997, o objetivo é realizá-la também na região do Médio Vale, que possui muitos imigrantes pomeranos, a fim de comparar as informações de pessoas com a mesma identidade genética e analisar se fatores como clima, alimentação e qualidade de vida interferem nos fatores de risco.

O diferencial do SHIP – nome do estudo que significa em português “Estudo da Saúde na Pomerania” – é que ele é mais completo, capaz de fornecer uma visão geral e não somente está focado em uma área específica. Segundo o professor Stefen o objetivo geral é avaliar a quantidade e influência dos fatores de riscos na população como causadores de doenças. “Este é o único no mundo que faz o estudo do corpo todo e por isso está conseguindo importantes publicações” explica.

Além disso, o professor destaca a credibilidade da pesquisa deve-se também à fidelidade do método de aplicação e protocolo, que garante o controle e generalidade. Stefen destaca ainda que a universidade já foi chamada pelo governo da Alemanha para realizar o estudo com toda a população do país na tentativa de prolongar a expectativa de vida dos cidadãos.

O reitor da Furb, João Natel, declara que a universidade está na expectativa pelas tratativas que viabilizem a parceria na região entre as duas universidades, de modo que tal estudo possa ser reproduzido no Médio Vale e que também possa contribuir para o esclarecimento de outras questões pertinentes à região.

Sobre a universidade

Fundada em 1456, a Universidade de Greifswald é a terceira mais antiga da Europa e a segunda na Alemanha. Nela estudaram personagens célebres que contribuíram para o desenvolvimento de Blumenau, como o naturalista Fritz Müller e o engenheiro-geodésico e cartógrafo Emil Odebrecht.

Atualmente, a universidade possui 12 mil estudantes – destes 558 são estrangeiros – e cerca de 5 mil funcionários.