Secretaria da Agricultura comemora 20 anos da Epagri

Epagri

Nesta terça-feira (22), a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca estará presente na sessão especial em homenagem aos 20 anos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), às 19h no Plenário Deputado Osni Régis da Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina.

O secretário adjunto de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, que é funcionário da Epagri, estará representando o Governador Raimundo Colombo no ato. “A solenidade representa uma homenagem justa a uma das mais qualificadas instituições de pesquisa e extensão rural do Brasil. A Epagri vem se destacando pela excelência de seus trabalhos executados pelos seus 2,3 mil dedicados servidores em prol da agropecuária e do desenvolvimento de toda a sociedade catarinense”, destaca Spies.

Na oportunidade, o presidente da Epagri, Luiz Ademir Hessmann, irá apresentar o Balanço Social da Empresa. No documento consta que, em 2010, as tecnologias e ações da Epagri  geraram para a sociedade catarinense R$ 635 milhões. A cada real investido na Epagri, em 2010, o retorno social que os catarinenses obtiveram foi de R$ 2,83. Naquele ano, 112.110 famílias e 2.110 entidades foram atendidas pelo trabalho da Empresa.

“Onde quer que as famílias rurais catarinenses estejam, a Epagri também está presente, gerando e levando conhecimentos e tecnologias, resultado do trabalho da pesquisa agropecuária e dos serviços de extensão e de assistência técnica. Com uma estrutura estrategicamente distribuída por todos os municípios do Estado, a Epagri participa do dia a dia das famílias e, junto delas, trabalha pelo desenvolvimento sólido e sustentável da agropecuária catarinense”, explica o presidente Hessmann.

Nos últimos três anos a Epagri implantou um novo modelo de gestão que tem dado resultados surpreendentes como, por exemplo, o retorno de mais que o dobro para a sociedade catarinense de cada real investido na Empresa. “Somos a única organização estadual de pesquisa agropecuária que conseguiu a liberação do da 3ª. parcela do PAC/Embrapa”, informa Luiz Hessmann, revelando que os recursos foram utilizados para melhoria da infra-estrutura dos laboratórios, reforma das unidades de pesquisa e renovação da frota.

O Secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues confirma que, ao comemorar 20 anos da Epagri, a comemoração fica por conta do bom momento vivido pela Empresa. “A Epagri é a principal executora do Programa SC Rural cuja palavra de ordem é a competitividade e que tem como uma de suas metas a criação de mais de 500 empreendimentos estruturantes”, afirma Rodrigues que considera ações fundamentais do projeto ao longo dos próximos 6 anos, a abertura de novos mercados para a agricultura familiar, o fortalecimento de parcerias e o envolvimento dos jovens rurais e dos povos indígenas nas atividades produtivas, que vão promover uma verdadeira transformação no campo.

Anúncios

Chevron: sua sujeira, nosso problema

Chevron
Ativistas do Greenpeace derramam óleo na porta da Chevron no Rio de Janeiro para lembrar que o acidente no seu poço de petróleo continua muito mal explicado.

Transparência e providência. Esses são os dois principais pedidos endereçados à petroleira Chevron sobre o vazamento de óleo que, há mais de uma semana, atinge a Bacia de Campos, no norte do Estado do Rio de Janeiro.

Com banners que diziam “Chevron: sua sujeira, nosso problema”, os ativistas do Greenpeace realizaram, na manhã desta sexta-feira, um protesto diante do prédio onde ficam os escritórios da petroleira, no centro do Rio. Eles despejaram barris de “petróleo” – na verdade uma substância produzida com tinta atóxica – para lembrar que as causas do vazamento e os planos da empresa para contê-lo e reduzir seu impacto na biodiversidade da costa fluminense continuam muito mal explicados.

Veja o vídeo da ação

“O Greenpeace quer transparência da Chevron e dos órgãos do governo a respeito do acidente. As informações que se tem até agora são contraditórias. A empresa minimiza o problema. Mas a mancha de óleo pode ultrapassar 160 quilômetros quadrados de extensão”, afirma Leandra Gonçalves, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace.

“Surpreende que a empresa não tenha se prontificado a levar a imprensa e organizações da sociedade civil até o local do acidente e até agora tenha se limitado a soltar comunicados vagos sobre o que está acontecendo na costa do Estado do Rio”, diz ela. “Tanto segredo é um sinal de que a Chevron não tem um plano de segurança adequado. O Brasil não pode virar o Golfo do México”.

Dona da marca Texaco no Brasil, a norte-americana Chevron detém uma concessão para explorar três poços de petróleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, localizado a 370 km da costa do Rio. O vazamento foi detectado no dia 8 de novembro e desde então, nem a Chevron, nem a Agência Nacional do Petróleo (ANP) souberam indicar suas causas reais.

O tamanho inicial do vazamento foi estimado pela ANP em 330 barris por dia, ou 50 mil litros de óleo. Mas imagens de satélite obtidos pela Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) indicam um vazamento dez vezes maior. A extensão da mancha vista do espaço levam a um cálculo de 3,7 mil barris de óleo por dia – quantidade próxima a identificada no início do vazamento do Golfo do México.

O triste episódio da exploração de petróleo em alto-mar que pôs a Chevron no radar dos brasileiros, espalhou óleo por uma área que serve de rota migratória para uma longa lista de espécies de baleias – bryce, piloto, minke-anil, cachalote, francas e jubartes. E é um duro alerta para a necessidade do país de proteger suas jóias de biodiversidade marinha como os Abrolhos, na costa da Bahia.

Maior recife de corais do Hemisfério Sul, Abrolhos é tão importante como recurso natural que foi transformado em Parque Nacional em 1983. É ele que garante a riqueza da pesca e os benefícios do turismo para grande parte do litoral nordestino. E a exploração de petróleo está chegando lá. “O acidente o poço da Chevron é um recado eloquente em favor de uma moratória na exploração petrolífera nos Abrolhos”, diz Leandra.

Assine e divulgue a petição: Petróleo em Abrolhos, não.