Cresce a taxa de rotatividade de mão de obra no Brasil

Carteira de trabalho

Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que índice passou de 45%, em 2001, para 53,8%, em 2010. Só no passado, soma de desligamentos atingiu 22,8 milhões.

Não foram apenas os almejados empregos formais que aumentaram no Brasil nos últimos anos. A taxa de rotatividade de mão de obra também cresceu substantivamente ao longo da década que se passou, conforme estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em convênio com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A partir dos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), a entidade relacionou o valor mínimo entre admitidos e desligados com o estoque médio de cada exercício. De um patamar de 45%, em 2001, a taxa de rotatividade saltou para 52,5%, em 2008 (ano da crise), e depois recuou para 49,4%, em 2009. No ano passado, o índice subiu novamente para 53,8%.

Foi calculada também uma “taxa de rotatividade descontada”, que não levou em conta as demissões realizadas a pedido dos trabalhadores, os casos de morte, de aposentadorias e de transferências (mudança contratual). Sem esses desligamentos, a taxa “descontada” – que em 2001 era de 34,5%, e chegou a cair em alguns períodos (32,9% em 2004) – alcançou expressivos 37,3% em 2010 (pouco abaixo do pico de 37,5% de 2008, ano da crise).

“As altas taxas de rotatividade, mesmo após os descontos destes motivos de desligamentos, são indicativas da liberdade de demitir no país, dado que a `institucionalidade` deste mercado não prevê mecanismos que inibam as demissões imotivadas”, destaca o estudo.

Segundo os autores, as demissões imotivadas são “facilitadas pela flexibilidade contratual que impera e caracteriza o funcionamento do mercado de trabalho no Brasil”. Segundo o Dieese, a adoção da Convenção 158, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), não tem como objetivo vedar as demissões – como costumam enfatizar representantes  do setor patronal – mas estabelecer critérios a serem observados para que elas se realizem.

Entre 2003 e 2009, o total de vínculos empregatícios no ano cresceu 49,5% (de 41,9 milhões para 61,1 milhões). Tomando como referência as datas de 31 de dezembro de 2002 e 31 de dezembro de 2009, os vínculos ativos revelam que houve geração de 12,5 milhões de empregos durante o período. O número de desligados, contudo, também aumentou durante esses seis anos, passando de 12,2 milhões em 2003 para 19,9 milhões em 2009.

Também foi demonstrado que a rotatividade é um fenômeno concentrado. Em 2010, 126 mil estabelecimentos (3,5% do total dos que prestaram informações à Rais) foram responsáveis por 14,4 milhões (63%) dos 22,7 milhões de desligamentos registrados no ano. Construção civil e agricultura, que seguem determinadas sazonalidades, despontam como os setores com maior rotatividade. Na categoria dos subsetores, destacam-se aqueles em que as taxas de rotatividade de 2009 superaram a média dos setores aos quais pertencem, como o comércio varejista (59% e taxa descontada de 42%), dentro do comércio, em geral; a administração de imóveis e valores mobiliários (79%, taxa descontada de 59%), no setor mais amplo de serviços; e alimentos e bebidas (63%, taxa descontada de 44%), bem como calçados (59%, taxa descontada de 46%), no setor da indústria da transformação.

O tempo médio de emprego também encurtou, demonstra a pesquisa. Em 2000, os empregados ficaram cerca de 4,4 anos em cada emprego. Em 2009, essa média chegou a 3,9 anos. Na comparação com outros 25 países, o Brasil só não apresentou tempo médio mais baixo que os Estados Unidos, país em que a média é sete meses inferior. A Dinamarca, que apareceu logo depois do Brasil na comparação, tem média de 7,6 anos; Itália, França e Bélgica foram as “campeãs”, com 11,7, 11,6 e 11,6, respectivamente.

Segundo o estudo, a rotatividade é uma característica marcante do mercado de trabalho formal brasileiro. O estoque de empregados contratados no país tem aumentado. A Rais vem atingindo resultados positivos em série desde 2003, mesmo nos anos em que a economia pouco cresceu. “Entretanto, é elevada a taxa de rotatividade anual, fruto dos `ajustes da mão de obra” praticados pelas empresas, por meio de milhões de desligamentos, seguidos de admissões no decorrer do exercício (…)`”, completam os autores.

Confira a íntegra do livro Rotatividade e Flexibilidade no Mercado de Trabalhohttp://www.dieese.org.br/livroRotatividade11.pdf.

Por Repórter Brasil

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99%, somos nós!

Os 99% somos nós!

O movimento “ocupa” está pegando fogo em todo o mundo e alcançou uma mudança radical na maneira como pensamos nossa política. Nesse momento o mundo se pergunta: como o movimento pode conseguir uma vitória?

De Nova York à Londres, políticos e polícia foram comprados para proteger os interesses corporativos. Eles estão forçando a expulsão dos manifestantes pacíficos de espaços públicos e desacreditando o movimento na mídia dizendo que são “hippies sujos” e “criminosos violentos” sem uma agenda clara. Não é difícil ver por que eles estão nervosos: os ocupantes provocaram uma batalha vital de ideias, e os corruptos, 1% da elite, estão a perder tudo.

Agora é tudo ou nada! Vamos ajudar o movimento a alcançar uma vitória financiando uma pesquisa de opinião global em dezenas de países que mostra claramente que este não é um movimento marginal que pode ser esmagado, mas um projeto político com um apoio maciço.

A pesquisa irá turbinar o movimento e oferecer tanto uma visão de união quanto a de massiva legitimidade necessárias para assumir e derrubar o sistema que alimenta os 1%. A necessidade é urgente – se 10.000 de nós doarmos uma pequena quantidade agora, teremos o suficiente para executar esta pesquisa na próxima semana e levar esta batalha para o próximo nível: https://secure.avaaz.org/po/fund_the_99_poll/?vl.

Já se passaram três anos desde que a crise financeira expôs a ganância e a irresponsabilidade que impulsionaram o nosso sistema financeiro e destrõem as nossas economias. Estamos perdendo empregos, casas e benefícios, mas os políticos continuam a fornecer dinheiro público para segurar a estabilidade dos grandes bancos que especulam com o dinheiro e distribuem gratificações. Os 1% fazem o mesmo caminho todos os dias, gastando enormes quantias com lobistas, circulando por entre grupos onde estão os políticos atuais e antigos e usando a mídia para espalhar ameaças e medo.

Basta! Sabemos que se pessoas comuns trabalharem juntas, elas podem abalar ainda mais os poderes dominantes – já vimos isso acontecer mais de uma vez este ano. Nos últimos dois meses a mensagem dos ocupantes tem ressoado em residências, bares e ambientes de trabalho em toda parte – as pessoas estão começando a se manifestar contra o podre sistema financeiro e político que destrõem nossas democracias. Além disso, forçada a cobrir os protestos em tempo real, a nossa mídia não pode deixar de examinar os abusos de poder que muitos pensavam que iria permanecer invisível e inabalável.

A mudança está no ar. É 1968 mais uma vez. De Madri, ao Rio, à Nova York, membros da Avaaz aderiram ao movimento, assinaram um compromisso com 750.000 assinaturas de solidariedade, pediram aos políticos para impedirem as remoções, e doaram equipamentos e suprimentos. Mas para vencer temos de mostrar que esse movimento é verdadeiramente global e representa milhões de pessoas que falam com uma voz clara e poderosa. Se apenas 10 mil de nós fizerem uma doação hoje, podemos lançar esta pesquisa de opinião rápida e passar para a mídia a nossa mensagem unida pela mudança. Clique aqui para contribuir para a pesquisa de opinião: https://secure.avaaz.org/po/fund_the_99_poll/?vl.

Quando a polícia chegou os ocupantes entoaram – “Você não pode expulsar uma idéia cujo tempo chegou”. E não se pode silenciar os bilhares de nós em todo o mundo que compõem os 99%. Vamos fazer o que nós podemos agora – contribuir para empoderar o movimento, encorajar e intensificar sua força para alcançar a vitória.

Com esperança e determinação, Alex, Maria Paz, Emma, ​​Ricken, Alice, Carol, Pascal e toda a equipe da Avaaz.

Mais informações

Amy Goodman: Occupy Wall Street e o novo mundo (Correio do Brasil): http://correiodobrasil.com.br/amy-goodman-occupy-wall-street-e-o-novo-mundo/330426/.

Movimento Ocupe toma Nova York para celebrar dois meses de protestos (Revista Exame): http://exame.abril.com.br/economia/mundo/noticias/movimento-ocupe-toma-nova-york-para-celebrar-dois-meses-de-protestos?page=1&slug_name=movimento-ocupe-toma-nova-york-para-celebrar-dois-meses-de-protestos.

“Ocupa Wall Street” assinala dois meses nas principais cidades dos EUA (Euronews): http://pt.euronews.net/2011/11/18/ocupa-wall-street-assinala-dois-meses-nas-principais-cidades-dos-eua/.

Ocupa Sampa completa um mês no centro de São Paulo (Rede Brasil Atual): http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2011/11/ocupa-sampa-completa-um-mes-de-ocupacao-no-centro-de-sao-paulo/.

Grande parte dos meios de comunicação pertence ao 1% que o movimento Ocupe Wall Street é contra (RT) (em inglês): http://rt.com/news/occupy-protests-mainstream-media-719/.

Ocupam movimento agora um fenômeno global (SGV Tribune) (em inglês): http://www.sgvtribune.com/news/ci_19372828.

Assessor da juventude é eleito delegado da etapa nacional de conferência

Assessor da juventude é eleito delegado da etapa nacional de conferência

No último final de semana, o assessor da juventude, Dialison Cleber Vitti, participou da etapa estadual da II Conferência Nacional da Juventude, realizada na cidade de Florianópolis. O encontro reuniu mais de 350 representantes de diversos municípios de Santa Catarina. Na oportunidade discutiu-se o texto base para elaboração do Plano Nacional da Juventude, políticas públicas voltadas a este segmento e também eleitos os 40 delegados da fase nacional.

A delegação de Ilhota era composta de cinco delegados, sendo quatro da sociedade civil e um do governo. “Fiquei muito grato por ser um dos quatro representantes da região em Brasília”, disse Dialison. O encontro acontecerá de 09 a 12 de dezembro.

Prefeitura compra (mais uma) retroescavadeira

Prefeitura compra retroescavadeira

Um convênio com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento permitiu que a prefeitura de Ilhota adquirisse mais uma retroescavadeira. O investimento foi de R$235 mil, sendo que a contrapartida foi de R$20.500,00. O recurso veio através de uma emenda parlamentar do deputado federal, João Alberto Pizzolatti, em 2010. Até então, a prefeitura possuía três retroescadeiras, uma escavadeira hidráulica, uma pá carregadeira e duas patrolas. “Agora teremos mais um equipamento para atender os bairros da nossa cidade”, comemorou o prefeito Ademar Felisky.

Genoma Colorado participa de campeonato no oeste catarinense

Projeto Genoma Colorado de Ilhota

Nesta quinta-feira (24), a categoria juvenil (sub 16) do Genoma Colorado de Ilhota estará viajando para a cidade de São Carlos, no oeste catarinense, para a disputa de mais um torneio. Trata-se da V Taça Brasil de Genomas Colorado, que se realizará nos dias 25, 26 e 27 deste mês. Na disputa estarão times de cinco estados, sendo eles: Ceará, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Ao todo, 15 equipes estão na disputa.