FBI pode bloquear conexão de vários internautas

FBI quer combater trojan a qualquer custo

Usuários que não se livrarem do trojan “DNSChanger” podem ficar sem internet.

É cada vez mais frequente a presença do FBI no ambiente online. Depois de ter fechado o Megaupload e de afirmar que prevê a criação de ferramentas de investigação específicas para as redes sociais, as autoridades norte-americanas pretendem bloquear a conexão de milhões de internautas no próximo mês.

De acordo com os responsáveis pelo departamento de investigações, a ação (que deve ocorrer até o dia 08 de março) visa eliminar um trojan – programa malicioso que se disfarça de um software legítimo – que anda circulando pelo mundo e infectando um número exorbitante de PCs.

Chamada “DNSChanger”, a ameaça partiu da Estônia. Só nos Estados Unidos, ela já está presente em pelo menos 500 mil computadores. Quando o usuário tem sua máquina atingida, passa a ficar extremamente vulnerável e mais aberto a ter problemas em seu sistema.

Os suspeitos de terem disseminado a praga foram presos. Porém, segundo o FBI, será preciso desligar a internet de todos aqueles que forem identificados como portadores do “DNSChanger”. O Departamento Federal de Investigação conta com uma ordem judicial que prevê a instalação de servidores temporários para a operação.

Seu PC está infectado?

Não é difícil saber se a sua máquina foi atingida. Basta clicar no menu “Iniciar” e acessar a opção “Executar”. Ao abrir a caixa de diálogo, digite “cmd” para que a caixa do DOS seja aberta. Feito isso, digite “ipconfig /all” e clique no “Enter”. Em seguida, o comando dará todas as informações de rede do computador. Procure pela linha “DND Settings”. Lá, devem aparecer os endereços de IP utilizados (servidores DSN usados por seu PC). Posteriormente, é possível checar se seu IP está na lista dos infectados diretamente pelo site do FBI.

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Prefeitos questionam secretário Althoff por mais apoio

Prefeitos questionam secretário Althoff por mais apoio

A assembleia geral ordinária da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (AMMVI) teve a presença do secretário de Estado da Defesa Civil Geraldo Althoff, nesta segunda-feira (13), para falar sobre os avanços na prevenção de novas catástrofes climáticas. Os prefeitos dos municípios foram bastante incisivos nos seus questionamentos e reivindicaram maior rapidez nas ações da pasta.

A vinda do secretário a Blumenau foi muito aguardada pelos prefeitos, que sentiam a necessidade de contato direto para explicar a situação da região. Em suas primeiras palavras, Althoff disse que em um ano as coordenarias de Defesa Civil estarão consolidadas e que elas foram criadas para apoiar as defesas municipais. O secretário afirmou que “o primeiro passo (para a prevenção de catástrofes) vai ser dado nos dias 23 e 24 com a assinatura dos editais de licitação dos projetos”. O prefeito de Brusque, Paulo Eccel, questionou e chamou a atenção para o fato de que os editais são dos projetos, não para a execução – levando mais tempo para se concretizarem.

De acordo com Althoff, a prioridade para o governo estadual é sempre a retenção, em segundo o escoamento e, paralelamente, o monitoramento. Na visita do governador nos próximos dias será assinado o edital para um novo sistema de monitoramento e alerta do nível dos rios da região do Médio Vale. “São ações realmente importantes que vão beneficiar todos os municípios do Vale do Itajaí”, disse o secretário.

Enchentes

Outro ponto abordado foi a definição dos papéis de cada entidade na prevenção de enchentes. O reitor da Universidade Regional de Blumenau (Furb), João Natel, pediu ao secretário um posicionamento do Estado sobre quem vai comandar essa situação para evitar desencontros de informações. “Receio que uma estrutura sem papéis definidos não dará resultados”, desabafou Natel.

O prefeito de Pomerode, Paulo Pizzolatti, pediu que seja valorizada a estrutura da Furb, que já presta serviços há anos através do Centro de Operação do Sistema de Alerta (Ceops). “O governo será pró-ativo e deverá buscar através da Epagri o encaminhamento desse tema”, respondeu Althoff.

A barragem de Botuverá, reivindicada há anos, também foi falada por Althoff, que garantiu que já há planos de execução. O prefeito de Botuverá, Zenor Francisco Sgrott, ficou feliz com a notícia, mas ponderou dizendo que a obra já foi prometida muitas vezes e nunca aconteceu. Zenor aproveitou o ensejo e sugeriu o desassoreamento do rio Itajaí-Mirim para a diminuição do risco de enchente. “Essas medidas anunciadas tem que ser tomadas. Não só conversa, tem que ter ações”, cobrou.

Conforme o secretário de estado, o desaçoreamento não é visto como prioridade porque é um processo natural do rio, “o que a água coloca, ela tira”. Esse é o entendimento dos técnicos do estado, garante.

O prefeito Paulo Pizzolatti usou o seu tempo com a palavra para lembrar que as cidades que não são atravessadas pelo rio Itajaí-Açu também sofrem com escorregamentos de terra.

Recursos

O prefeito de Indaial, Sérgio Almir dos Santos, tocou na melhor aplicação dos recursos. Segundo ele, os municípios fazem um projeto, orçam e o governo do estado executa outra obra que não era prioridade. “Os recursos não estão sendo bem respeitados. O município quer aproveitar ao máximo a verba”, exemplificou Sérgio.

Jamir Marcelo Schmidt, prefeito de Apiúna, foi na mesma direção. Para ele, quando os recursos são anunciados pelo estado, eles devem chegar, senão a população começa a cobrar. Os prefeitos foram bastante firmes ao cobrar maior respeito na execução de obras. O secretário disse que cabe ao município saber o que deve ser feito e repassar ao estado.

A prevenção de catástrofes está sendo tratada pela AMMVI mais de perto desde a criação do colegiado de Defesa Civil.