Numa rua deserta


Numa rua deserta

Uma noite, numa rua deserta…

Encontrei um poeta tristonho a recitar!

Seus versos tristes lembrando saudade…

De alguém que o deixou, e que jamais voltara…

 

 

O jovem chorava com dor comovente

Seu peito ardente de dor o consumia!

Com tanta tristeza o pobre coitado,

Estava morrendo da dor que sentia.

 

Aproximei-me dele com muito respeito…

Falei-lhe também o que me ocorria!

Dizendo que as mágoas que tinha no peito…

Eram as mesmas que ele sentia!

 

Falei da lembrança da jovem donzela…

Que um dia por ela perdi a razão,

Cansado e doente num quarto trancado…

Implorei seu amor!

Ela disse-me não!

 

Tentei suicídio, fiquei quase louco!

Perdi o conforto e a saúde também…

Assim como tu…

Oh pobre poeta!

Eu vivo na rua sendo um João Ninguém!

Escrito por Vivaldo Terres

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