Não suporto ver mais outra criança assassinada na Síria

Não suporto ver mais outra criança assassinada na Síria

As imagens de Al Houla, na Síria, feitas na sexta-feira são brutais demais para se olhar. Eu tenho uma filha de 5 anos e sei que somente a sorte de ter nascido em outro lugar a separa deste horror. Mas o meu choque me levou a escrever isso, pois eu acredito que todos nós podemos fazer algo juntos para acabar com essas atrocidades.

Dezenas de crianças jazem cobertas de sangue, seus rostos mostram o medo que elas tiveram antes de morrer, e seus corpos inocentes sem vida revelam um massacre indescritível. Essas crianças foram abatidas por homens que estavam sob ordens estritas de espalhar o terror. E, mesmo assim, tudo o que os diplomatas conseguiram fazer até agora foi enviar alguns monitores da ONU para ‘observar’ a violência. Agora, os governos em todo o mundo estão expulsando os embaixadores sírios, mas a menos que demandemos uma forte ação no local, eles irão se satisfazer com essas medidas diplomáticas ineficientes.

A ONU está discutindo o que fazer nesse exato momento. Se houvesse uma ampla presença internacional em toda a Síria, com um mandado para proteger os civis, poderíamos prevenir os piores massacres ao mesmo tempo em que os nossos líderes se engajariam em esforços políticos para resolver o conflito. Não suporto ver mais imagens como aquela sem ter vontade de gritar para toda a cidade ouvir. Mas para impedir a violência, vai ser preciso que todos nós, em uma única voz, exijamos proteção para essas crianças e suas famílias. Clique para exigir a ação imediata da ONU e envie essa mensagem para todoshttp://www.avaaz.org/po/syria_will_the_world_look_away_c/?vl.

A morte de uma criança é trágica em qualquer circunstância. A ONU diz que 108 pessoas foram mortas neste ataque violento, 49 eram crianças com menos de 10 anos de idade, e a mais jovem era uma garota de 2 anos. 90% da população de Al Houla fugiu de suas casas. Enquanto eu colocava minha filha para dormir ontem à noite, eu tentei imaginar o que as mães, os pais, e os avós dessas crianças sentiram. A simples dor e desespero são inimagináveis, mas também há uma profunda ira e aversão a aqueles que fizeram isso. Até que todos nós ajudemos a parar esses ataques sendo feitos ao povo da Síria, o ciclo de violência não acabará.

Não vamos esquecer — esse banho de sangue começou há mais de 1 ano com milhares de pessoas protestando pacificamente nas ruas — pedindo, como seus irmãos e irmãs em toda a região, por liberdade e democracia. Mas o regime ditatorial respondeu com brutalidade e violência — assassinato, tortura, sequestros e cercos à cidades inteiras. A comunidade internacional não interveio, deixando suas preocupações geopolíticas obstruírem nossa responsabilidade de proteger. Então, sob desespero para proteger suas famílias e contra-atacar a repressão, alguns empunharam armas. Agora isso tudo se tornou um conflito armado — e se o mundo continuar a não fazer nada, o caso sírio vai virar uma guerra aberta sectária que pode durar gerações e gerar o tipo de ataques terroristas que ainda temos que imaginar em nossos piores pesadelos.

Quando dezenas de crianças são assassinadas a sangue frio pelo exército e suas milícias, é chegada a hora para uma ação séria.Assad, seus capangas e seu exército assassino devem ser responsabilizados e o povo da Síria protegido. Nada que a comunidade internacional fez até agora conseguiu remover Assad do controle sobre o poder. Os poucos monitores da ONU que foram ao local não tinham poder para impedir as mortes de Al Houla — eles somente serviram para contar os pequenos corpos. Mas se enviarmos centenas de monitores para cada uma das 14 regiões da Síria, os assassinos de Assad vão pensar duas vezes.

O mundo virou as costas para Srebrenica e Ruanda. Se todos nós respondermos a isso hoje, podemos garantir que a morte trágica dessas crianças seja o limite para que todos nós digamos “BASTA!”. Mas se virarmos nossas costas, o mesmo farão nossos líderes. Vamos juntar vozes de todos os cantos do planeta e fazer com que seja impossível que nossos líderes ignorem nosso pedido. Em respeito a essas queridas crianças e suas famílias, clique para se juntar ao chamado global para exigir uma presença maciça da ONU na Síria agora! http://www.avaaz.org/po/syria_will_the_world_look_away_c/?vl.

A comunidade da Avaaz já apoia o povo sírio há 15 meses, denunciando o regime ditatorial sírio, pedindo sanções, apoiando comunidades espalhadas pelo país com ajuda humanitária, e dando equipamentos para jornalistas cidadãos poderem trazer para o restante do mundo informações sobre a violência. Hoje, vamos fazer do massacre de Al Houla o momento para mudança e insistir que nossos governos parem de concordar balançando suas cabeças e virando suas costas.

Com grande tristeza e determinação, Alice e toda a equipe da Avaaz.

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Analistas preveem que Facebook comprará Nokia para lançar smartphone próprio

Especialistas acreditam que, para fazer sucesso com celular, rede social precisa fazer parcerias com empresas que entendam de tecnologia

Especialistas acreditam que, para fazer sucesso com celular, rede social precisa fazer parcerias com empresas que entendam de tecnologia.

No início da semana, você deve ter acompanhado os rumores de que o Facebook tem planos de lançar seu próprio smartphone já no ano que vem. E parece que a rede social está dando o primeiro passo nesse sentido, já que a companhia estaria em negociações com engenheiros da Apple para ajudar no desenvolvimento do dispositivo.

Agora, alguns analistas começam a fazer previsões sobre qual o melhor caminho para que Mark Zuckerberg coloque o projeto em prática. Para alguns especialistas, o fundador do Facebook poderia gastar mais alguns milhões de dólares e adquirir uma das empresas de maior renome no mercado: a finlandesa Nokia.

“O Facebook vai lançar o ‘FacePhone’. Se vai ser azul e com um grande F, eu não sei – e nem mesmo o Facebook sabe. Mas sei que eles precisam de uma relação com alguém que entenda de rede, tecnologia, relacionamento com operadoras e logística. Eles poderiam comprar a Nokia ou a RIM, e não gastar nem muito dinheiro com isso”, disse Paul Amsellem, diretor do Mobile Network Group.

O executivo acredita que a negociação seria boa para todos os envolvidos. Isso porque tanto a Nokia quanto a RIM enfrentam momentos financeiros cruciais no mercado de telefonia móvel. Além disso, o celular do Facebookpoderia ser uma boa concorrência contra o Android e o iOS.

Por outro lado, há quem acredite que a rede social não siga esse caminho. “OFacebook parece estar tentando imitar o Google, assim como o Google tentou fazer com a Apple. Uma cópia de uma cópia não parece boa ideia, ainda mais pelo fato de o iOS e o Android já serem bem poderosos”, declarou Rod Enderle, analista do Enderle Group, em entrevista para a ComputerWorld.