Presos estão trabalhando em Itajaí

reunião da Comissão Intermunicipal de Segurança Pública (CISP), que aconteceu na manhã desta quarta-feira (06) na Câmara de Vereadores de Ilhota.

O destino do prédio que era ocupado pelo presídio de Balneário Camboriú e o trabalho realizado com os detentos no Complexo Penitenciário do Vale do Itajaí foram os temas centrais da reunião da Comissão Intermunicipal de Segurança Pública (CISP), que aconteceu na manhã desta quarta-feira (06) na Câmara de Vereadores de Ilhota.

O grupo pretende solicitar ao Estado a doação do terreno localizado na Rua Inglaterra para o município de Balneário Camboriú, onde poderá ser construída uma central de segurança pública. “Temos que cobrar do Governador a construção do novo presídio, que foi prometido”, disse o juiz Dr. Pedro Walicoski Carvalho.

Hoje 26 detentas estão trabalhando na confecção equipada dentro do Presídio Regional de Itajaí com 13 máquinas de costura. Já no Complexo Penitenciário, 90 apenados estão recebendo curso técnico de solda e outros estão desenvolvendo atividades no projeto de reciclagem. “Estamos em contato com outras empresas e logo novos projetos estarão em prática no complexo”, falou Dr. Pedro.

A Presidente Susi Bellini, também informou aos membros da CISP sobre o encaminhamento dado ao Fórum de Itajaí, solicitando ao Juiz da Vara da Infância e Juventude o pedido de interdição do Centro de Atendimento Sócio Educativo Provisório de Itajaí (CASEP) e ao Ministério Público que realize a fiscalização e vistoria do local.

Segundo Susi a fiscalização deve ser acompanhada pelo Conselho Municipal da Criança e Adolescente (COMDICA) e pelo Conselho Tutelar. “Hoje a unidade possui 10 adolescentes, sendo que 18 fugas foram registradas somente este ano, definitivamente não há condições de ressocialização naquele prédio”.

Durante a reunião, também foi debatido a possibilidade da Comissão realizar um Seminário Regional de Segurança no Trânsito, que deve acontecer com a parceria de escolas, autoescolas, setor de trânsito das secretarias municipais, Policia Militar, Corpo de Bombeiros e Parlaamfri.

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Jornalismo local: luz no fim do túnel

Carlos Castilho

Pelo quarto ano consecutivo o informe State of the News Media 2012  dedica um espaço especial ao jornalismo local, apontado como uma das grandes tendências no desenvolvimento da imprensa nos Estados Unidos e no mundo. Ao longo destas quatro edições, o enfoque dos autores dos informes vem se tornando cada vez mais otimista, embora reconhecendo que este nicho do jornalismo ainda enfrenta inúmeros dilemas.

A preocupação dos norte-americanos em explorar as potencialidades do jornalismo praticado em escala local e hiperlocal (ruas, bairros ou pequenas cidades)  contrasta com a nossa despreocupação com um tema, que pode não interessar às empresas jornalísticas, mas tem implicações diretas e palpáveis na forma como os brasileiros têm acesso à informações que afetam diretamente o seu dia a dia em casa, no transporte, no trabalho e na diversão.

Desde o State of the News Media 2010, os autores do informe defendem a tese de que a cobertura local é uma opção que não pode ser descartada no momento em que a imprensa está sendo obrigada a rever seu modelo de negócios.  Esta alternativa tornou-se viável com o surgimento das novas tecnologias de informação e comunicação que facilitaram enormemente a produção autônoma tanto por profissionais independentes como por amadores.

Na edição deste ano, o informe já não se limita a falar apenas das potencialidades do jornalismo local, mas enumera algumas receitas com base na análise das experiências de projetos fracassados e exitosos. Trata-se de experiências que deveriam ser adaptadas ao contexto brasileiro porque a demanda por informação comunitária sempre existiu, o problema é que as empresas não tinham e não têm condições financeiras para arcar com os custos da cobertura local, que exige muita gente para cobrir, por exemplo, os 154 bairros de uma cidade como São Paulo.

Hoje já não há  mais dúvidas de que a cobertura jornalística local e hiperlocal só é possível com a participação do público na produção de notícias. Mas  a experiência também mostrou que não adianta centenas de pessoas começarem a mandar fotos ou notícias para um jornal porque ele não terá condições para processar todo esse material. A alternativa óbvia são sites de noticias produzidos por jornalistas independentes, que funcionam como intermediários entre o cidadão e a imprensa. Acontece que essa modalidade de jornalismo enfrenta o dilema da sobrevivência financeira; até agora, o índice de mortalidade das iniciativas era desencorajador.

Segundo o informe 2012, já é possível ver luz no fim do túnel.  A principal constatação é a de que são viáveis parcerias entre os independentes e as empresas, mediante a troca de conteúdo por audiência, no caso de microempreendedores, ou por experiência, no caso de sites noticiosos locais patrocinados por escolas de jornalismo para formar profissionais.  É um acordo bom para os dois lados e que garantiu a sobrevivência de projetos como o Grand Avenue, um site de notícias hiperlocais sobre o bairro de Coconut Grove,  em Miami,  produzido por estudantes da Universidade da Flórida em parceria com o jornal Miami Herald.

No caso dos jornalistas independentes, eles fornecem conteúdos para empresas jornalísticas em troca de visibilidade e acesso ao grande público. Esta parceria é cada vez mais comum em jornais regionais norte-americanos, uma vez superados os problemas de desconfiança mútua. O problema é que os independentes não tinham os conhecimentos necessários em empreendedorismo para tornar sustentável a sua atividade.

Hoje nos Estados Unidos já existem grandes consórcios de jornalistas, como o Authentically Local  formada por 60 sites locais, e a rede Patch, criada pela America Online (Aol) e presente em 23 estados norte-americanos. O amadurecimento das experiências de cobertura local e hiperlocal provocou o surgimento de cursos de empreendedorismo informativo em cerca de 20 universidades, também nos EUA.

Para os novos empreendedores jornalísticos a grande dica é a diversificação das fontes de renda, variando desde a inserção de banners publicitários até a produção de reportagens patrocinadas, como  no caso do site Spot Us.  Tratam-se de reportagens  investigativas, de serviços ou coberturas de eventos pagas  por cidadãos interessados em obter informações sobre fatos e processos de interesse público.

Outra alternativa para assegurar a sustentabilidade de sites noticiosos locais é o da diversificação de fontes de renda. Para que esse tipo de projeto dê certo é essencial a prática de um jornalismo de imersão na comunidade, a exemplo do  que fazem alguns sites como o das cidades Tarrytown e Sleepy Hollow, em Nova York. Nessa estratégia é indispensável  uma interação ampla e constante entre os jornalistas e a comunidade para  que as duas partes identifiquem oportunidades de colaboração mutuamente interessantes.

As novas possibilidades de autofinanciamento de projetos jornalísticos locais não garantem sucesso automático porque cada situação é diferente. Segundo os especialistas consultados pelo State of the News Media 2012 , a taxa de mortalidade empresarial no setor ainda é muito alta, mas pelo menos surgiram mais iniciativas novas  em 2011 do que as que naufragaram no mesmo ano.

Sobre jornalismo hiperlocal

Livro aberto

A partir do estudo State of the News Media 2012, o jornalista Carlos Castilho voltou a destacar em seu blog, o Código Aberto, o jornalismo hiperlocal como uma das grandes tendências do jornalismo na atualidade. No post Jornalismo hiperlocal: luz no fim do túnel, Castilho escreve que “a preocupação dos norte-americanos em explorar as potencialidades do jornalismo praticado em escala local e hiperlocal (ruas, bairros ou pequenas cidades) contrasta com a nossa despreocupação com um tema, que pode não interessar às empresas jornalísticas, mas tem implicações diretas e palpáveis na forma como os brasileiros têm acesso à informações que afetam diretamente o seu dia a dia em casa, no transporte, no trabalho e na diversão”.

“Hoje já não há mais dúvidas de que a cobertura jornalística local e hiperlocal só é possível com a participação do público na produção de notícias. Mas a experiência também mostrou que não adianta centenas de pessoas começarem a mandar fotos ou notícias para um jornal porque ele não terá condições para processar todo esse material”, escreve o jornalista. “A alternativa óbvia são sites de noticias produzidos por jornalistas independentes, que funcionam como intermediários entre o cidadão e a imprensa. Acontece que essa modalidade de jornalismo enfrenta o dilema da sobrevivência financeira; até agora, o índice de mortalidade das iniciativas era desencorajador”.

Como alternativa, diz Castilho que a principal constatação a partir do que foi levantado pelo State of the News Media 2012 é a de que são viáveis parcerias entre os independentes e as empresas, mediante a troca de conteúdo por audiência, no caso de microempreendedores, ou por experiência, no caso de sites noticiosos locais patrocinados por escolas de jornalismo para formar profissionais. E que este seria um caminho viável também para os chamados microempreendedores que atuam ou desejam atuar no nicho do hiperlocal.

Leia o post completo no Código Aberto.

Discos completos para ouvir no sábado

Tocadiscos

É assim desde que o YouTube esticou a corda e acabou com o tempo limite de cada vídeo: dá para encontrar fácil até filmes inteiros num único link do site. Nos últimos dias tenho me aproveita dessa canja do YouTube para achar e compartilhar com meus amigos de Facebook discos completos de grandes nomes do rock. Estou trazendo a ideia da Coluna Extra e todo sábado vou publicar um dos discos completos que encontrar no YouTube.

Neste primeiro post da tag, vou embedar todos os que já compartilhei no Facebook e que ainda não foram “desentubados”, se é que vocês em entendem. Com uma boa internet e um cabo auxiliar para plugar o computador no 3 em 1, é diversão garantida – desde que você confie no meu gosto musical, claro.

The Last Waltz – The Band

Live at Wembley – Queen

The very best of The Jam – The Jam

Who’s next – The Who

Combat Rock – The Clash

The very best of Blondie – Blondie

The Traveling Wilburys Volume 1 – The Travelling Wilburys

Reggatta de Blanc – The Police

Harvest – Neil Young

The Jimi Hendrix Experience – Are You Experienced?

Born to run – Bruce Springsteen

Michael Jackson – Thriller

Rumuors – Fleetwood Mac

Pink Floyd – Dark Side Of The Moon

Led Zeppelin – Led Zeppelin III

The Beatles – The Beatles (White Album)

Convite da Avaaz

Movimento Avaaz

O Avaaz está lançando uma excelente nova ferramenta e estamos convidando um pequeno e seleto grupo de membros da Avaaz para se tornarem os primeiros a utilizar essa ferramenta.

Dia após dia nós vemos nossas campanhas vencendo e ajudando a construir o mundo que queremos. Agora, o site Petições da Comunidade oferecerá ferramentas para pessoasapaixonadas como você poderem iniciar, organizar e vencer suas próprias campanhas.

Seja impedir uma escola de ser fechada, salvar uma floresta do desmatamento, barrar uma empresa poluidora, ou até mesmo fazer um político cumprir suas promessas, esse kit de ferramentas tem tudo o que você precisa para ir atrás da sua causa. Leva apenas alguns minutos para começar e depois nós lhe ajudaremos durante o percurso. Clique no link e comece já! https://secure.avaaz.org/po/petition/start_a_petition/?po5.

Essa ferramenta é super nova e, neste exato momento, a Petições da Comunidade está sendo testada – você é um dos primeiros a testar nossas ferramentas. Suas reações, experiências e comentários são essenciais para que possamos aperfeiçoar o site para os 14 milhões de nós que poderão usá-lo. Portanto, experimente e nos conte o que você acha.

Qualquer um pode começar uma campanha, e apesar delas não serem automaticamente endossadas pela Avaaz, se sua petição for bem-sucedida, nós poderemos considerá-la uma campanha da Avaaz e enviá-la para nossos membros na sua região ou ao redor do mundo.

A Avaaz testou campanhas online por anos – e funcionou! Agora nós criamos uma ferramenta fácil de usar da Comunidade para que todos possam fazer o mesmo. Tudo que você precisa fazer é decidir o assunto que quer abordar e clicar para experimentar: https://secure.avaaz.org/po/petition/start_a_petition/?po5.

Obrigado por tudo que você tem feito, Alex, Richard, Caroline, Emily, Michelle, Christoph, Marie, Alice, Ricken e toda a equipe da Avaaz.