No dia 5 de agosto de 1962, Marylin Monroe é encontrada morta em seu quarto

Atriz Marilyn Monroe foi vítima de uma overdose de sedativos e anti-depressivos

Atriz Marilyn Monroe foi vítima de uma overdose de sedativos e anti-depressivos.

No dia 5 de agosto de 1962, a atriz cinematográfica Marilyn Monroe é encontrada morta em sua casa de Los Angeles, deitada nua em sua cama, com o rosto para baixo e o telefone em mãos. Caixas de pílulas vazias, prescritas para tratar de depressão, estavam espalhadas por todo o quarto. Após uma breve investigação, a polícia de Los Angeles concluiu que o óbito ocorreu “por uma overdose de sedativos”. O motivo foi “provavelmente suicídio”. No dia 8 de agosto, o corpo de Marilyn é velado no Corridor of Memories, nº 24, no Westwood Memorial Park em Los Angeles, onde está enterrada.

Marilyn Monroe nasceu Norma Jean Mortenson em Los Angeles em 1º de junho de 1926. Sua mãe, emocionalmente instável, era internada com frequência em um asilo. Foi, assim, criada por uma sucessão de pais adotivos e em orfanatos. Aos 16 anos, casou-se com um operário de uma fábrica de aviões, mas se divorciou poucos anos depois. Passou a ser modelo em 1944 e em 1946 assinou contrato de curto prazo com a 20th Century Fox. Foi aí que adotou o nome artístico de Marilyn Monroe. Teve participações muito pequenas em filmes e logo retornou à profissão de modelo, quando pousou nua para um calendário em 1949.

Começou a atrair atenções como atriz apenas em 1950, após figurar em papeis menores nos filmes O Segredo das Joias e A Malvada. Embora tenha interpretado personagens menos importantes como amante em ambos os longas, as plateias passaram a aplaudir a loira estonteante e ela ganhou um novo contrato da Fox. Sua carreira de atriz alçou vôo com atuações em O Segredo das Viúvas (1951), O Inventor da Mocidade (1952) e Torrente de Paixão (1953).

Celebrada por sua voluptuosidade e charme contagiante, conquistou fama internacional por seus papeis como símbolo sexual em Os Homens Preferem as Loiras (1953), Como agarrar um Milionário (1953) e  O Mundo da Fantasia (1954). Em O Pecado Mora ao Lado (1955), quando demonstrou também seus inegáveis talentos para a comédia, roda a clássica cena em que aparece sobre o exaustor do metrô e o vento dos trens levanta seu vestido branco. Em 1954, casa-se com o astro do beisebol Joe DiMaggio, atraindo mais publicidade ainda. Se divorciam, contudo, apenas oito meses depois.

Em 1955, estudou sob orientação de Lee Strasberg no Actors Studio em Nova York e, em seguida, fez uma expressiva performance como uma desafortunada artista em Nunca fui Santa (1956). Em 1956, casa-se com o renomado dramaturgo Arthur Miller. Estrela em 1957, ao lado de Laurence Olivier, O Príncipe Encantado – um fracasso crítico e comercial. No entanto, em 1959, foi aclamada na consagrada comédia Quanto Mais Quente Melhor. Em seu último papel, em Os Desajustados, foi dirigida por John Huston num roteiro escrito por Miller, de quem se divorciou uma semana após a estreia do filme.

Em 1961, Marilyn, afetada por depressão, estava sob constantes cuidados psiquiátricos. Crescentemente errática nos últimos meses de vida, vivia reclusa em sua casa de Brentwood. Passada a meia-noite de 5 de agosto de 1962, sua empregada, Eunice Murray, notou que as luzes do dormitório ainda estavam acesas. Ao notar a porta trancada e ver que Marilyn não respondia aos seus chamados, Murray chamou o psiquiatra Ralph Greenson, que conseguiu acesso ao quarto quebrando a janela. Encontrou-a já morta. A polícia foi chamada pouco depois. A autópsia localizou uma quantidade fatal de sedativos em seu sistema sanguíneo e a ‘causa mortis’ foi dada como provável suicídio.

Em décadas recentes, houve um número de teorias conspiratórias acerca de seu falecimento, a maioria alegando que teria sido morta por John ou Robert Kennedy, com quem ela mantinha casos amorosos. Essas teorias afirmavam que os irmãos Kennedy a teriam matado porque temiam que tornasse público seu relacionamento e outros segredos governamentais que pudessem ter reunido. Em 4 de agosto, Robert Kennedy, então procurador-geral no governo de seu irmão, estava de fato em Los Angeles. Duas décadas após o fato, a governanta de Monroe, sra. Murray, anunciou pela primeira vez que Robert havia visitado Marilyn na noite de sua morte e brigado com ela. No entanto, a confiabilidade dessa e de outras declarações feitas por Murray foram questionadas.

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