MEC solicita dilatação de prazo para resposta de RI sobre a suspensão de distribuição do kit anti-homofobia

kit anti-homofobia

Um ofício expedido pelo gabinete do Ministro de Estado da Educação, Aloizio Mercadante, solicitando a dilatação de prazo para resposta de Requerimento de Informação (RI) sobre a suspensão de distribuição do kit anti-homofobia, foi enviado ao deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) na manhã desta terça-feira, 07. O pedido foi deferido pelo deputado, prorrogando assim  por trinta dias o prazo para resposta do MEC.

Expedido pelo deputado Wyllys no dia 25 de junho após notícia publicada no portal Terra na qual o deputado João Campos (PSDB-GO) divulgou que a Frente Parlamentar Evangélica na Câmara dos Deputados foi responsável pela articulação de reunião com a equipe da presidente Dilma Rousseff que culminou com o cancelamento da distribuição do Projeto Escola Sem Homofobia nas escolas públicas há cerca de um ano, o RI levanta questões referentes aos aspectos de custos e estudo prévio que devem preceder qualquer gasto público, responsabilidades e punições adotadas, entre outras indagações. Segundo as declarações de Campos, a bancada utilizou as suspeitas de corrupção envolvendo o então ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, como “moeda de troca”.

Veja aqui o ofício expedido pelo MEC, bem como o RI enviado pelo gabinete do deputado Jean Wyllys.

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We are all connected – Vídeo incrível da WWF coloca nós humanos e a natureza lado a lado

We are all connected – Vídeo incrível da WWF coloca nós humanos e a natureza lado a lado

A WWF lançou esta semana mais uma campanha de conscientização, um vídeo intitulado “We are all connected”, que traduzido para o português significa “Estamos todos conectados”. O vídeo é incrível e faz um comparativo simples entre nós humanos e os animais/natureza. É impressionante como alguns gestos e comportamentos deles são tão similares aos nossos, o mais curioso é que sempre estiveram ali mas muitos de nós não notamos. O vídeo passa a mensagem que nós não somos diferentes deles, fazemos parte de um todo. Assista a seguir!

Wikileaks sofre ataques há cinco dias e está fora do ar

Wikileaks

O site de vazamento de documentos governamentais Wikileaks está fora do ar, vítima de ataques de negação de serviço (DDoS) que tiram servidores do ar solicitando mais acessos do que eles podem suportar.

De acordo com informações postadas por voluntários do projeto em perfis no Twitter e no Facebook, o site vem sofrendo com a suspensão do seu serviço desde o último dia 3 de agosto. Por enquanto, ainda não se sabe que organização estaria fazendo os ataques DDoS, celebrizados como método preferido de protesto do grupo-irmão do Wikileaks, o Anonymous.

O Wikileaks acredita que as invasões podem ser uma tentativa do governo sírio de evitar novos vazamentos de informações internas do regime de Bashar al Assad ou uma represália patrocinada pela empresa de segurança global Stratfor, que teve sua estratégia mundial revelada em uma série de documentos divulgados no começo do ano.  Por enquanto, o Wikileaks está usando endereços alternativos para permitir o acesso ao seu acervo. A página principal – Wikileaks.org – continua offline.

Contexto

Tendo como uma proposta a cobrança de uma transparência radical por parte de governos e instituições privadas de interesse público, o Wikileaks ganhou notoridade com o vazamento de mais de 250 mil documentos secretos dos Estados Unidos, em novembro de 2011. O caso gerou uma crise internacional de grandes proporções, com o soldado colaborador da instituição – Bradley Manning – tendo sido enviado para a prisão de segurança máxima da Baía de Guantánamo, em Cuba, acusado de crime contra a segurança nacional.

A repercussão negativa da divulgação dos cabos diplomáticos também prejudicou muito o criador do projeto, Julian Assange, que sofre um suspeito processo de estupro – ou melhor, sexo sem camisinha – na Suécia. No futuro, Assange pode ser extraditado para os Estados Unidos, onde poderia receber até a pena de morte.

O ativista perdeu todos os recursos possíveis e foi obrigado pela justiça britânica a se apresentar para julgamento na Suécia, mas considerou-se abandonando pelo seu país natal – Austrália – e decidiu buscar refúgio na embaixada do Equador.

Um dos poucos governantes favoráveis ao Wikileaks, o esquerdista Rafael Correa ainda avalia se aceitará abrigar Assange, considerando-o um perseguido político. A decisão deve ser anunciada depois do final da Olimpíada de Londres.

Cinquenta anos depois, Vietnã e EUA iniciam limpeza conjunta do “agente laranja”

A arma química afetou pelo menos 3 milhões de vietnamitas e continua a provocar doenças no país.  Cinquenta anos depois de seus aviões militares jogarem 80 milhões de litros do agente laranja nas áreas rurais do Vietnã, os Estados Unidos iniciaram um projeto de limpeza nesta quinta-feira (09/08) em conjunto com o governo do país

A arma química afetou pelo menos 3 milhões de vietnamitas e continua a provocar doenças no país.

Cinquenta anos depois de seus aviões militares jogarem 80 milhões de litros do agente laranja nas áreas rurais do Vietnã, os Estados Unidos iniciaram um projeto de limpeza nesta quinta-feira (09/08) em conjunto com o governo do país.

O herbicida tóxico será removido de uma antiga base militar norte-americana na cidade de Damang. Pelo menos 73 mil metros cúbicos de solo serão escavados e colocados em tanques de alta temperatura para remover a dioxina, substância tóxica insolúvel em água e de longa decomposição. Por isso, autoridades norte-americanas e vietnamitas estimam que o projeto levará quatro anos para remover o agente laranja da área.

O esforço é visto como um passo para remover tensões diplomáticas entre os países num momento em que o governo norte-americano disputa o poder de influência com a China no Sudeste Asiático. “Nós estamos movendo a terra para enterrar nossos legados do passado”, disse David Shear, embaixador dos EUA em uma cerimônia perto da antiga base militar, citado pelo jornal The Guardian.p

Apesar do investimento de 49 milhões de dólares, muito mais será necessário para acabar com as marcas que o agente laranja deixou na sociedade vietnamita. Por conta da alta concentração de dioxina, este herbicida pode causar doenças como câncer, deficiências genéticas e outros problemas. Segundo estimativas da Cruz Vermelha, a saúde de pelo menos três milhões de vietnamitas já foi afetada em decorrência da exposição à substância, que continua a prejudicar a sociedade local.

O composto entrou na cadeia alimentar humana do país por ter infectado plantações e animais e ainda continua presente em diversas áreas rurais do país. Uma família de vietnamitas que mora perto da antiga base militar descobriu nesta semana que todos os seus membros possuem alto nível de dioxina em seu sangue, informou o jornal Huffington Post.

O arame farpado e o grande muro de concreto que cercam a antiga base em Danang não impedem que o cheiro da substância química se espalhe pelos arredores e ao que tudo indica, também não foram suficientes para impedir a contaminação de outras plantações, animais e pessoas. Em 2016, a região pode estar à salva, mas muitas outras bases utilizadas pelos EUA durante a guerra e áreas bombardeadas durante a guerra, ainda não.

Operação de guerra

No período de 1961 a 1971, tropas norte-americanas espalharam cerca de 80 milhões de litros de agente laranja sobre o território vietnamita por meio de aviões e caças. A operação, conhecida como Ranch Hand, tinha como objetivo matar as plantas nas florestas, de modo que os vietcongues não pudessem mais se esconder nas áreas rurais e encontrassem dificuldade para se alimentar.

Fabricadas pelas multinacionais Monsanto e Dow Chemical, que ainda permanecem ativas no mercado, a substância é uma mistura de dois herbicidas que apresentam elevados teores da dioxina tetraclorodibenzodioxina, extremamente tóxica à saúde humana.

Prefeitura confecciona 95 documentos em julho

Carteira de identidade

Banner da Prefeitura de Ilhota - Assessoria de ImprensaA prefeitura de Ilhota confeccionou em julho 38 carteiras de trabalho e 57 identidades. O serviço é disponibilizado no primeiro andar do paço municipal. O setor atende a população de segunda a sexta-feira, exceto nas quartas, das 8h às 12h e das 14h às 17h.

Para fazer a carteira de identidade, tanto a primeira quanto a segunda via, o cidadão precisa apresentar os seguintes documentos: certidão de nascimento e de casamento (originais e cópias); duas fotos iguais 3×4; comprovante de residência; e CPF. “Na foto, as pessoas não podem estar sorrindo e nem estar de óculos”, informou a responsável pelo departamento, Maria Francisca Brokveld Nunes.

Já para a carteira de trabalho, deve-se trazer carteira de identidade e CPF, uma foto 3X4 e comprovante de residência. No caso de segunda via, apresente a data de emissão e o número do PIS da primeira e o boletim de ocorrência (BO), no caso de perda. Os documentos levam de 20 a 25 dias para ficarem prontos. Mais informações através do telefone 3343-8800.

Mais uma chance pelo Desmatamento Zero

Mais uma chance pelo Desmatamento Zero

Com mais de 435 mil assinaturas, o apoio à campanha do Desmatamento Zero não para de crescer. Ainda temos um longo caminho até atingir os 1,4 milhão de assinaturas necessárias para levar ao Congresso Nacional um projeto de lei para proteger as florestas.

Queremos desde já agradecer o apoio de pessoas como você, que espalhou esta ideia, mas não podemos esmorecer. A campanha continua e contamos com sua ajuda para seguir conosco até a vitória.

A competição Liga das Florestas entra agora em uma nova fase. Os primeiros cinquenta jogadores do ranking foram premiados com recompensas do Greenpeace e tiveram seus pontos zerados. Enquanto isso, você permanece com sua pontuação. Agora é o momento ideal para você começar a divulgar a petição e convidar seus amigos e familiares a assinarem também.

Se você quiser ajudar ainda mais as campanhas de proteção à natureza, junte-se a nós e torne-se um colaborador do Greenpeace. Com isso podemos manter nossa independência para confrontar alvos, expor crimes ambientais e propor soluções para um futuro mais verde.

Orelhões brasileiros terão internet, GPS e lista telefônica

orelhão

Esquema deverá funcionar em 900 mil pontos telefônicos do Brasil.

Em meio à crise com as operadoras, a Anatel aparece com um projeto paralelo que, pelo menos no papel, é uma boa notícia. A agência apresentou, nesta quarta-feira (08/08), em audiência em Brasília, planos de revitalização dos orelhões brasileiros, incluindo o acréscimo de novos recursos, como internet.

A ideia é disponibilizar Wifi nos telefones públicos, que podem ser utilizados por smartphones, tablets ou qualquer aparelho que funcione com internet sem cabo. Além disso os orelhões também deverão ter GPS e listas telefônicas. Em entrevista à Veja, a conselheira da Anatel Emília Maria Silva Ribeiro Curi revela que o objetivo é ter mais de 900 mil pontos com acesso à internet no país.

Outro passo deverá ser a revitalização dos orelhões, constantes vítimas de vandalismo e falta de manutenção. Segundo Emília, o movimento deverá acontecer por meio de obras de arte ou ainda abrindo espaço para publicidade. “Hoje em dia, usa-se menos os telefones públicos, mas ainda se usa. Não podemos esquecer que essa é a forma de comunicação mais barata que existe. Mas claro que, com a popularização do celular, deixou de ser prático usar um orelhão, principalmente pela falta de manutenção e pelo vandalismo constante”, diz a conselheira à revista.

No Rio de Janeiro a experiência já começou. A Oi, dona de aproximadamente 75% dos orelhões do país, tem sido a responsável pela implantação da tecnologia na capital carioca. A cobrança do sistema poderá ser feita por meio de senha e paga por cartões de crédito ou até mesmo moedas comuns. Esse modelo ainda está em estudo sob consulta pública.

Em Nova York é gratuito

Paralelamente à notícia da Anatel, na última semana as cabines telefônicas de Nova York passaram a oferecer Wifi gratuitamente. O projeto já está funcionando em 13 orelhões, mas, daqui a dois anos, quando as companhias tiverem que renovar suas licitações pelos telefones públicos, o número deve aumentar.

No Brasil, quando começar a funcionar plenamente, o sistema só dará internet paga.

“O abuso israelense contra as crianças palestinas é inaceitável”

crianças palestinas

Representante da ONU critica em especial as forças armadas por seu tratamento inflexível com as crianças, na maioria dos casos acusadas de jogar pedras contra os militares.

Uma missão de investigação da Organização das Nações Unidas (ONU) no território palestino de Gaza concluiu que as crianças desse povo suportam abusos inaceitáveis das forças de ocupação israelenses.

O presidente do Comitê Especial para Investigar as Práticas Israelenses que Afetam os Direitos Humanos do Povo Palestino, o embaixador Palitha Kohona, representante permanente do Sri Lanka na ONU, criticou em especial as forças israelenses por seu tratamento inflexível com as crianças, na maioria dos casos acusadas de jogar pedras contra os militares armados.

“Soldados israelenses cercam as casas das crianças em altas horas da noite, lhes jogam granadas e arrombam portas, também disparam projéteis letais e não apresentam nenhuma ordem judicial”, descreveu. Eles prendem os menores e vendam seus olhos, depois os levam em veículos militares, acrescentou.

Em entrevista à IPS, Kohona disse que a situação nos territórios ocupados não apresenta melhoras significativas desde as últimas três visitas à região. Segundo testemunhos, as crianças detidas são proibidas de receber visitas de seus familiares e de terem defesa legal, permanecem presas em celas com adultos, lhes é negado o direito à educação e, inclusive, com 12 anos de idade são julgadas em tribunais militares israelenses, contou Kohona.

O Comitê também recebeu denúncias que dão conta que 192 crianças e adolescentes detidos, dos quais 39 eram menores de 16 anos, disse Kohona. A prática israelense de demolir casas palestinas continua e também aumentou a violência dos colonos judeus, assinalou.

O Comitê Especial, criado pela Assembleia Geral em dezembro de 1968, é formado por mais outros dois diplomatas: Dato Hussein Haniff, da Malásia, e Fod Seck, do Senegal.

A seguir, confira o que mais o representante da ONU disse à IPS sobre a situação em Gaza:

Como descreveria o tratamento que as autoridades israelenses dão às crianças palestinas?

Palitha Kohona: O Comitê chegou à conclusão de que as autoridades ocupantes não estavam cumprindo com suas obrigações legais internacionais para com os habitantes dos territórios ocupados. Por exemplo, o principal resultado do bloqueio de Israel à Faixa de Gaza foi converter 80% dos palestinos dependentes da assistência humanitária internacional. É admirável a resiliência dos palestinos de Gaza, capazes de sobreviver com tão pouco, especialmente com a inadequada atenção à saúde, as severas limitações de suas atividades habituais, os frequentes cortes de eletricidade e os habituais incidentes de violência que marcam a vida cotidiana. O bloqueio de Israel a Gaza é ilegal. As necessidades de segurança de Israel, sem dúvida, podem satisfazer-se sem recorrer a algumas destas duras políticas. O bloqueio, segundo muitos, equivale a castigar coletivamente a 1,6 milhão de palestinos. E já teve um impacto devastador em suas vidas. Muitas testemunhas perguntaram se várias destas duras políticas eram realmente necessárias para manter a segurança ou se, na realidade, estavam destinadas a exacerbar o sentimento de desesperança.

Considerando que estas violações aos direitos humanos são cometidas em territórios ocupados, equivalem a violar as convenções de Genebra sobre o tratamento a prisioneiros em situações de conflito?

Palitha Kohona: Há importantes personalidades que pensam assim e o Comitê está de acordo com esta avaliação.

Israel permitiu alguma vez uma visita do Comitê Especial para registrar sua versão dos fatos? Em caso negativo, qual é a desculpa apresentada?

Ao Comitê Especial não permitiu visitar Israel nem os territórios ocupados da Cisjordânia e Jerusalém (ocidental) ou aos locais de Golán. Israel tem uma política de não cooperação com o Comitê.

Você visitou três vezes a região na qualidade de presidente do Comitê Especial. Qual é sua avaliação dos territórios ocupados?

A situação não tem melhorado de modo significativo. Em Gaza, as importações estão em menos de 50% dos volumes previstos pelo bloqueio. 85% das escolas de Gaza trabalham em turno duplo. E como Israel proíbe quase todas as exportações de Gaza, o crescimento econômico é sufocado e os empregos são escassos. Entre 30 e 40% da população economicamente ativa da Faixa de Gaza está desempregada. Em torno de 1,2 milhão de palestinos de Gaza receberam assistência alimentar da Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina no Oriente Médio (UNRWA). Além disso, 90% da água não é potável. Os negócios estão em ponto morto, sem possibilidade de importar novos equipamentos ou de exportar produtos. A pobreza afeta a 39% da população, segundo o escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

O que a ONU pode fazer para melhorar a situação dos palestinos nos territórios ocupados? Você acredita que é impotente ante a intransigência israelense?

As agências da ONU desempenham um papel importante para impedir que a situação humanitária se deteriore mais, mas também sofrem a pressão da escassez de fundos causada pela crise financeira mundial. Necessitam de mais financiamento por parte dos doadores.