O Brasil está com Chávez

Movimentos sociais, partidos políticos e entidades brasileiras demonstraram o apoio e a solidariedade a Hugo Chávez. Em Venezuela foi a vitória do povo. Viva Chávez!

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Tributação, burocracia e competitividade

Senador Casildo Malaner

Os vícios e as distorções do atual sistema tributário o transformaram em um dos mais custosos, arbitrários e ineficientes do planeta. A tributação incidente sobre os lucros das empresas é desmesurada, enquanto o Imposto de Renda, embora não seja alto comparativamente ao de outras nações, revela-se exorbitante relativamente aos padrões de renda dos brasileiros. Dadas essas peculiaridades, a evasão fiscal cresceu de maneira preocupante e a economia informal se desenvolveu enormemente, corroendo a amplitude da base tributária.

Em meio a este cenário, é justo que se comemore, no campo da desoneração tributária, o pacote fiscal anunciado pelo governo federal para reduzir impostos sobre a energia elétrica e a folha de pagamento de alguns setores. A meta é diminuir custos das empresas para combater o desaquecimento da economia e manter o nível de emprego. Mas é preciso mais para o país retomar o crescimento econômico com competitividade: a desburocratização do Estado.O excesso de burocracia prejudica a competitividade de 92% das indústrias brasileiras, eleva os custos, desvia recursos das atividades produtivas e atrapalha os investimentos, conforme informações da Sondagem Especial Burocracia, produzida pela Confederação Nacional da Indústria.

O levantamento aponta que 58% dos empresários citaram a elevação dos custos de gerenciamento dos trabalhadores, o aumento do uso de recursos em atividades não ligadas diretamente à produção e o atraso na realização de investimentos como principais impactos da burocracia no setor produtivo.O governo vem adotando ações que indicam mudança de paradigma na pauta de investimentos, apostando na infraestrutura para garantir condições de crescimento sólido de longo prazo. É hora de acelerar o passo nessa direção.