Viva Zumbi dos Palmares!

Dia da Consciência Negra

Um mundo sem desigualdades é possível! Acredite nisso e teremos um mundo melhor pra se viver, não só com as diferenças étnicas e raciais, mas sim de concepção religiosa, orientação sexual e ideológicas. O bom seria se vivêssemos em comunidade, mas isso tudo o que eu disse é utópico. Por isso sou a favor de cotas e um defensor do movimento negro e hoje é comemorado o Dia da Consciência Negra no Brasil.

Ela marca não apenas a morte do grande líder Zumbi dos Palmares, mas também a necessidade de continuar avançando a cada dia na inclusão e valorização dos negros em nossa sociedade. As cotas nas universidades, em conjunto com outros programas de democratização do acesso ao ensino superior, como o Fies e o Prouni, foram uma grande conquista.

Zumbi

Zumbi líder do quilombo dos PalmaresZumbi foi o grande líder do quilombo dos Palmares, respeitado herói da resistência antiescravagista. Pesquisas e estudos indicam que nasceu em 1655, sendo descendente de guerreiros angolanos. Em um dos povoados do quilombo, foi capturado quando garoto por soldados e entregue ao padre Antonio Melo, de Porto Calvo. Criado e educado por este padre, o futuro líder do Quilombo dos Palmares já tinha apreciável noção de Português e Latim aos 12 anos de idade, sendo batizado com o nome de Francisco. Padre Antônio Melo escreveu várias cartas a um amigo, exaltando a inteligência de Zumbi (Francisco). Em 1670, com quinze anos, Zumbi fugiu e voltou para o Quilombo. Tornou-se um dos líderes mais famosos de Palmares. “Zumbi” significa: a força do espírito presente. Baluarte da luta negra contra a escravidão, Zumbi foi o último chefe do Quilombo dos Palmares.

O nome Palmares foi dado pelos portugueses, em razão do grande número de palmeiras encontradas na região da Serra da Barriga, ao sul da capitania de Pernambuco, hoje, estado de Alagoas. Os que lá viviam chamavam o quilombo de Angola Janga (Angola Pequena). Palmares constituiu-se como abrigo não só de negros, mas também de brancos pobres, índios e mestiços extorquidos pelo colonizador. Os quilombos, que na língua banto significam “povoação”, funcionavam como núcleos habitacionais e comerciais, além de local de resistência à escravidão, já que abrigavam escravos fugidos de fazendas. No Brasil, o mais famoso deles foi Palmares.

O Quilombo dos Palmares existiu por um período de quase cem anos, entre 1600 e 1695. No Quilombo de Palmares (o maior em extensão), viviam cerca de vinte mil habitantes. Nos engenhos e senzalas, Palmares era parecido com a Terra Prometida, e Zumbi, era tido como eterno e imortal, e era reconhecido como um protetor leal e corajoso. Zumbi era um extraordinário e talentoso dirigente militar. Explorava com inteligência as peculiaridades da região. No Quilombo de Palmares plantavam-se frutas, milho, mandioca, feijão, cana, legumes, batatas. Em meados do século XVII, calculavam-se cerca de onze povoados. A capital era Macaco, na Serra da Barriga.

A Domingos Jorge Velho, um bandeirante paulista, vulto de triste lembrança da história do Brasil, foi atribuído a tarefa de destruir Palmares. Para o domínio colonial, aniquilar Palmares era mais que um imperativo atribuído, era uma questão de honra. Em 1694, com uma legião de 9.000 homens, armados com canhões, Domingos Jorge Velho começou a empreitada que levaria à derrota de Macaco, principal povoado de Palmares. Segundo Paiva de Oliveira, Zumbi foi localizado no dia 20 de novembro de 1695, vítima da traição de Antônio Soares. “O corpo perfurado por balas e punhaladas foi levado a Porto Calvo. A sua cabeça foi decepada e remetida para Recife onde, foi coberta por sal fino e espetada em um poste até ser consumida pelo tempo”.

O Quilombo dos Palmares foi defendido no século XVII durante anos por Zumbi contra as expedições militares que pretendiam trazer os negros fugidos novamente para a escravidão. O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695.

A lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Nas escolas as aulas sobre os temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, propiciarão o resgate das contribuições dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país.

Wikipédia

Dia Nacional da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A semana dentro da qual está esse dia recebe o nome de Semana da Consciência Negra.

A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. O Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte de africanos para o solo brasileiro (1594).

Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.

Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.

O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos.

Parabéns a todos pelo Dia da Consciência Negra!

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Arteterapia como processo terapêutico aos pais de crianças com Autismo

Arteterapia como processo terapêutico

O Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Deputado José Nei Alberton Ascari,  atendendo ao pedido do Sr. Gilberto Sebrão Junior e Sra. Alessandra Gutierrez, responsáveis pelo Gaias – Grupo de Apoio a Inclusão dos Autistas, convida à todos para participar da Palestra “A Arteterapia como processo terapêutico aos pais de crianças com Autismo”, a ser realizada dia 22 de novembro de 2012, às 19h no Sesc da Prainha em Florianópolis/SC. A entrada é franca.

Em se tratando de Autismo, os pais geralmente possuem um constante excesso de preocupações que causam o abandono de projetos e o isolamento das famílias. As responsabilidades do dia-dia para com os entes autistas provocam tensões muito desgastantes, estresse, estafa, e muitas vezes até estados depressivos.  Os responsáveis tendem a esquecer de que sua saúde e bem estar precisam estar preservados, sem o que, não conseguirão estar a disposição para cuidar dos filhos e seguir em frente.

Os pais geralmente não são assistidos. Quando a notícia da deficiência é dada, a criança é encaminhada para os serviços médicos de genética ou de estimulação precoce. Contudo, não é comum que recebam o tão necessário atendimento de “apoio psicológico” e que participem de atividades que propiciem forças para lidar com as tarefas cotidianas.

Assim, o GAIAS percebendo a necessidade da sociedade com relação a estes problemas, promove palestra esclarecedora e enriquecedora sobre a Arteterapia, uma ferramenta que propicia momentos terapêuticos para bem estar dessas e de outras pessoas que desejem levar uma vida mais “saudável”. A Arterapia como um processo terapêutico para suas vidas.

É uma satisfação para o GAIAS fazer uma parceria com uma entidade que tem um respaldo tão positivo e que sempre promoveu atividades ligadas à saúde da sociedade.