Ilhota, 4 anos após o desastre de 2008

Tragédias de 2008 ainda estão presentes na vida de catarinenses. Assista ao vídeo da matéria que foi ao ar no domingo, dia 25 de novembro, no programa Estúdio Santa Catarina, abordando os quatros anos após do desastre ambiental do Complexo do Morro do Baú e cidades da região.

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A força da mulher na política

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Encerrada mais uma eleição, e a história se repete. A despeito do aumento significativo da participação da mulher na política brasileira, no último pleito municipal, mesmo assim, ela ainda é minoria neste segmento. A explicação para este fato, é, sem dúvida, de que as mulheres ainda sofrem preconceito. O aumento da participação das mulheres nas campanhas eleitorais ainda não se reflete nas urnas. As mulheres representam hoje cerca de 52% da população, mas nas candidaturas, entretanto, viram minoria. Na corrida presidencial, as mulheres Dilma e Marina Silva tiveram, juntas, quase da 75% da preferência do eleitorado brasileiro. Em contrapartida, foram eleitas apenas 44 deputadas federais e 12 senadoras – um total de 56 mulheres no Congresso Nacional.

Petista, a eleita Arlete Sampaio, de volta à Câmara Legislativa, sustenta que a candidatura da correligionária Dilma Rousseff à Presidência da República incentivará a participação da mulher na vida política. “O cenário está mudando. Durante a campanha, ouvi muita gente me dizer: ‘Desta vez, vou votar em mulher!'”, conta. A novata Liliane Roriz defende que quanto mais mulheres no parlamento, melhor. “Os homens não sabem jogar limpo, com amor, com o coração”, comenta ela, que rejeita qualquer título de musa: “Isso é uma grande tolice”.

Na verdade, o voto em mulheres quebra paradigmas, mas, por enquanto, não consegue conter a força da cultura patriarcal. Os cargos públicos deveriam refletir a sociedade. As mulheres são mais da metade da população e do eleitorado. Como temos porcentagens tão ínfimas? É claramente um deficit democrático.

O curioso é que os próprios grupos femininos que incentivam a mulher participar da política, dizem que a proporção de mulheres eleitas em 2010 está dentro do previsto. E há coerência nisso, pois a presença feminina na política não tem crescido. O aumento do número de candidatas pode até dar essa impressão, mas não é verdade. Ainda há muitas barreiras partidárias e financeiras.

Há uma luz no final do túnel, pois a arena política, tradicionalmente vista como local de debates arraigados de valores patriarcais tem sido aos poucos, conquistado pelas mulheres. De um modo geral, já se pode falar da visibilidade, ainda que diminuta, feminina nos processos eleitorais, atividades no Parlamento, no aparelho estatal; enfim, no campo político brasileiro.

Com a eleição de Dilma Rousseff à Presidência da República, a participação da mulher na política passou a ser indispensável. Na prática mostram que elas são mais sensíveis em relação às questões sociais e têm o poder de humanizar mais a gestão pública.

Mas, nessa guerra dos sexos, a verdade é que o homem tem um raciocínio mais exato e econômico, enquanto a sensibilidade feminina se volta mais para as questões sociais. Não podemos desprezar nenhum dos dois, mas precisamos chegar a um equilíbrio. Mesmo que inconsciente, o eleitorado ainda leva em conta o gênero do candidato na hora da escolha. Ainda existe uma cultura machista. E essa cultura, como qualquer outra, depende, geralmente, de um longo processo de maturação. Mas um dia se torna realidade. Quem sabe ocorra já nas eleições de 2014!

Dia Internacional de protesto contra a violência contra as mulheres

Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher

Em 25 de novembro de 1960, durante a ditadura de Rafael Leônidas Trujillo, na República Dominicana, de 3 (três) mulheres foram brutalmente assassinado, após uma série de perseguições contra o ativismo político das “irmãs Mirabal” neste país. É assim que eles eram conhecidos: Patria, Minerva e Maria Teresa Mirabal, que lutou contra a ditadura, em um país onde o papel da mulher era de submissão e exclusão. Este dia (Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher), reconhecida até mesmo pela Organização das Nações Unidas, todos os anos, relembra o brutal assassinato das irmãs Mirabal, mas acima de tudo, somos lembrados de que milhares de mulheres em todos os cantos do mundo viveu a mesmo destino que estes lutadores.

Hoje, as mulheres ainda estão lutando pela liberdade de seu país, para a liberdade de seus corpos, por suas idéias e por um mundo novo, as nossas lutas vão diretamente contra o sistema patriarcal e capitalista, que exclui e elimina as mulheres da sociedade e do as esferas de tomada de decisão, onde é feita. Violência contra as mulheres se expressa de várias formas, de exclusão social a violência física. Na República Dominicana, um 24,8% estimado de mulheres que vivem em áreas urbanas e 21,9% por cento das mulheres nas áreas rurais sofreram violência física em algum momento de sua vida. Violência em Porto Rico chegou a 60% das mulheres. O seu impacto é mais fortemente sentida entre aqueles entre 25 e 30 anos de idade. No Brasil, nas últimas três décadas, mais de 91.932 mulheres foram assassinadas. Na Guatemala, apenas 377 mulheres foram mortas no ano corrente (2012), 80% dos quais de feminicídio em resposta à violência doméstica. Em El Salvador, as mulheres 207 foram assassinados antes do mês de maio deste ano, 2012. Mundial crises econômicas e sociais afetam diretamente as mulheres. Na Europa, especialmente na Grécia, Portugal e Espanha, os Estados estão implementando medidas de ajuste severas que levam à redução dos serviços públicos e para a privatização dos recursos, com o declínio dos sistemas de saúde e educação, o mais tarde então descansando inteiramente sobre os ombros das mulheres . Na América do Norte e em muitas outras regiões do mundo, os baixos salários, a migração ea questão da propriedade da terra por mulheres são casos cotidianos que mantêm a piorar, e mostra-nos a necessidade urgente de continuar a lutar para a eliminação de todas as formas de violência contra as mulheres.

Dada esta situação histórica, que persiste em nosso presente tão fortemente, a Via Campesina lançou a Campanha Violência Contra a Mulher, a fim de lutar para eliminar toda a violência cometida contra as mulheres e, ao mesmo tempo, proporcionar um espaço de reflexão e debate sobre um tema que, infelizmente, é a realidade cotidiana de mulheres no mundo. Você pode baixar a publicação aqui.

Portanto, a Via Campesina, no dia de 25 de novembro de 2012, está convidando todas as organizações para se juntar ao Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher e, assim, trazer à tona as vozes de milhares de mulheres urbanas e rurais, vozes gritando para lutar, gritando para a liberdade e gritando para o respeito. Por este meio, nós convidamos todas as regiões da Via Campesina, todos os camaradas das organizações da Via Campesina, para que, com a mística muito e muita criatividade, podemos fazer nossa voz ser ouvida por meio de protestos, ações, atividades, etc Pedimos que enviar fotos, documentos e informações para o endereço lvcweb@viacampesina.org natalia.mujeres.via@gmail.commais do que tudo para mostrar o que você está fazendo em seus países e regiões para que possamos informar a todos os companheiros de nossas ações.

Comissão Internacional da Mulher (CBI) da Via Campesina.

Sem feminismos não há socialismo. Quando uma mulher avança, todas avançam. PARE DE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES!