Líder do Hamas pede união palestina e diz que não reconhecerá ocupação israelense


Líder do Hamas durante o seu discurso deste sábado, em comemoração aos 25 anos do movimento islâmico

No discurso em comemoração aos 25 anos desse movimento islâmico, Khaled Meshal defendeu resistência armada.

O líder do Hamas, Khaled Meshal, defendeu neste sábado (08/12), no discurso em comemoração ao aniversário de 25 anos do movimento islâmico, a união das facções palestinas e garantiu que não reconhecerá a ocupação israelense como legítima.

A Palestina é nossa e não de outros. Por isso, nunca reconheceremos a legitimidade da ocupação de nossa terra e a presença ilegal desta ocupação na Palestina. Antes ou depois, a terra da Palestina será nossa e nunca dos sionistas, afirmou.

É hora de virar a página da divisão e abrir uma nova página de unidade palestina. O Hamas não tem interesse em seguir com a divisão interna, que consideramos um desastre. Nosso objetivo é a reconciliação. Convidamos Mahmoud Abbas e a Autoridade Nacional Palestina para acabar de verdade com essa divisão, declarou o líder.

Como mais uma evidência de sua intenção de unir os movimentos palestinos, Meshal exaltou a recente elevação do status da Palestina a Estado observador na ONU, avanço diplomático atribuído a Abbas, líder do Fatah, que governa Cisjordânia. “É um passo pequeno, mas muito importante, no caminho da defesa dos direitos do povo palestino”.

Ainda sobre a unidade palestina, o líder do Hamas afirmou que, nos próximos dias, o governo do Egito elaborará uma proposta para concretizar essa ideia. O islamita chegou ontem a Gaza em sua primeira viagem à faixa, viabilizada em meio a trégua alcançada com Israel após o último confronto bélico, em novembro. No início de seu discurso, Meshal afirmou que o Hamas conseguirá “libertar todos os palestinos” detidos nas prisões israelenses.

“A Palestina, do Rio Jordão até o Mediterrâneo e do norte ao sul, é nossa terra, nosso direito e nossa pátria, não faremos a concessão de um milímetro de terra”, declarou Meshal de um palanque montado na Praça Al Katiba, o qual era adornado com uma réplica gigante em papelão de um foguete M-75, o mesmo utilizado pelas milícias no último confronto armado com Israel, em novembro.

O líder do Hamas voltou a pedir a apoio à causa palestina e também reivindicou “a Jihad (guerra santa) e a resistência armada” como o único caminho para recuperar os direitos perdidos. “Se a comunidade internacional tem outra opção para libertar nossa terra, que diga. Eu digo ao mundo que tentamos durante 64 anos, e o mundo não fez nada pelos palestinos. É por isso que acho que o único recurso é a resistência armada”, declarou.

O direito de retorno dos refugiados “a Gaza, Cisjordânia e a todos os territórios ocupados em 1948” foi outra das questões abordadas por Meshal, que assegurou que sua visita a Gaza “é o princípio desse direito de retorno, um direito que é sagrado”.

Segundo o Hamas, 500 mil pessoas marcaram presença no evento festivo, sendo que mais de 2,5 mil representavam delegações procedentes de mais de mais de dez países islâmicos e árabes. A maioria erade Catar, Bahrein, Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Líbano, Marrocos, Argélia, Tunísia e Indonésia.

O Hamas completa um quarto de século no dia 14, mas decidiu comemorar o aniversário hoje por coincidir com o do início da Primeira Intifada.

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