Cientistas analisam 46 anos de violência nos filmes de James Bond

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Meu nome é violência

Cenas violentas na série James Bond são duas vezes mais comuns no filmeQuantum of Solace, do que no pioneiroDr No, lançado em 1962. Pesquisadores da Universidade de Otago (Nova Zelândia), analisaram 22 filmes da série, que já dura 46 anos. Eles queriam testar a hipótese de que os filmes mais populares estão se tornando mais violentos.

O último filme de James Bond, Skyfall, não foi incluído porque não havia sido lançado quando os pesquisadores começaram o estudo.

Há quase três vezes mais cenas de violência severa nos filmes mais recentes de James Bond do que no filme original da série, Dr. No, lançado em 1962.

Bob Hancox e seus colegas verificaram que, de fato, as cenas de violência aumentaram significativamente no período estudado. Além disso, houve um aumento ainda maior no que eles chamam de “violência severa”, atos que poderiam causar a morte ou ferimentos se ocorressem na vida real.

Enquanto o Dr. No continha 109 cenas de violência trivial ou severa, há 250 cenas violentas dos dois tipos emQuantum of Solace. Este último filme tem quase três vezes mais cenas de violência severa do que o original.

Os pesquisadores definiram atos violentos como tentativas de qualquer indivíduo para prejudicar o outro, e foram classificados como grave (como socos, pontapés, ou ataques com armas) ou violência trivial (como um empurrão ou um tapa de mão aberta). Segundo os pesquisadores, o estudo foi motivado pela ausência de limitação por idade para os filmes mais populares.

Há largas evidências de estudos sugerindo que jovens e adolescentes assistindo cenas de violência na mídia pode contribuir para a dessensibilização à violência e o comportamento agressivo, disse o professor Hancox.

O estudo foi publicado na revista Archives of Pediatric & Adolescent Medicine.

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Documentário sobre Kurt Cobain vai ser mistura de animação e imagens reais

Kurt Cobain

Brett Morgen explica que o projeto é “muito ambicioso” e que pretende explorar facetas desconhecidas do falecido líder dos Nirvana, incluindo a de artista visual.

Brett Morgen, o realizador responsável pelo documentário sobre Kurt Cobain, revelou que o filme será “uma mistura de animação e imagens reais”, explorando assim a faceta de artista visual do falecido líder dos Nirvana, que deixou “um tesouro de livros de banda-desenhada, pinturas e filmes em Super8”.

O cineasta explica ainda que o filme, no qual está a trabalhar há cinco anos e que ainda não tem título definido, poderá chegar ao grande ecrã em 2014 e que é um projeto “muito ambicioso”: “esperamos que o filme do Cobain seja o The Wall desta geração”.

“Se pensarmos bem no Kurt percebemos que ele é uma contradição”, disse Morgen numa entrvista ao NME, “podia ser sincero e sentimental e também irónico e sarcástico. Era doce e amargo. E também era incrivelmente divertido. O filme tem de refletir o espírito dele”.