Mantenha a calma e siga em frente

Keep calm and carry on

Muitos já devem ter visto esta imagem, que se tornou recentemente um viral na internet com inúmeras derivações, das mais inteligentes as mais engraçadas. No entanto, poucos conhecem a história por trás desta frase simples, porém, profunda “Keep calm and carry on” – em português, “mantenha a calma e siga em frente”.

Na primavera de 1939, quando a Inglaterra se juntou às tropas aliadas para combater a Alemanha na 2ª Guerra Mundial, o governo inglês resolveu publicar uma série de pôsteres para acalmar a população aflita com o combate que estava apenas em seus primeiros momentos. A ideia era imprimir três cartazes que seguissem o mesmo padrão de design – duas cores, uma frase impressa em fonte elegante e um desenho da coroa do Rei George VI – e serem coladas em espaços de grande circulação.

Três versões foram produzidas, a 1° em azul e branco dizia “your courage, your cheerfulness, your resolution will bring us victory” (sua coragem, sua alegria, sua resolução nos trará a vitória) e teve uma tiragem de 400 mil exemplares. O 2° em verde e branco vinha com a frase “Freedom is in peril, defend it with all your might” (a liberdade está em perigo, defenda-a com toda sua força) e teve sua tiragem dobrada para 800 mil exemplares. A última versão, e mais conhecida nos dias de hoje, nunca foi exposta para os ingleses naquele período, esta só seria publicada se realmente as coisas piorassem, caso de invasão, por ex., e foram impressos 5 milhões de copias.

Como isso não aconteceu, os pôsteres foram destruídos. Atualmente, restam apenas sete, seis foram encontrados em 2009 e foram para o Museu Britânico da Guerra e um foi encontrado em uma livraria no norte da Inglaterra pelo seu dono, Stuart Manley. Este mandou emoldurar e colar o cartaz em seu estabelecimento – foto do post. A frase passou a chamar a atenção de muitos clientes e Manley começou a reproduzir e vender as cópias, mais de 40 mil cartazes deste tipo já foram vendidos, e inspirou pessoas pelo mundo todo. Amigos do IH, problemas sempre existirão, momentos de crise e alegria fazem parte da vida, mas continuem firmes, mantenham a calma e sigam em frente que as coisas se resolverão.

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2012 teve maior número de jornalistas assassinados, diz UNESCO

2012 teve maior número de jornalistas assassinados, diz UNESCO

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCOafirmou que 2012 foi o ano com mais assassinatos de jornalistas, 119, desde que se inciaram os registros em 1997.

Nos dez primeiros meses do ano passado, a Diretora-Geral da UNESCO, Irina Bokova, condenou até 100 assassinatos de jornalistas e trabalhadores dos meios de comunicação. Relatório da agência mostra que jornalistas também são feridos, violados, sequestrados e detidos ilegalmente. A UNESCO observou que menos de 10% de todos esses casos têm a condenação dos responsáveis. Apesar do perigo da guerra, a maior parte dos jornalistas mortos não estavam cobrindo um conflito armado, mas sim histórias dos locais onde vivem e sobre temas relacionados com a corrupção e outras atividades ilegais como crime organizado e drogas. A investigação midiática sobre direitos humanos e meio ambiente também estão se tornando perigosas.

Para acabar com a violência contra estes profissionais, uma junta de chefes executivos da ONU aprovou o primeiro Plano de Ação da ONU Sobre a Segurança dos Jornalistas e a Questão da Impunidade, iniciativa liderada pela UNESCO. Com intuito de progredir com o plano e produzir estratégias concretas, ocorreu a segunda Reunião Interagências da ONU em Viena, nos dias 22 e 23 de novembro de 2012, organizada pela UNESCO, pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). Em 2011, foi estabelecido o dia 23 de novembro como Dia Internacional contra a Impunidade, pela organização Intercâmbio Internacional de Liberdade de Expressão (IFEX),em memória ao massacre de Ampatuan, Filipinas, em 2009, quando 32 jornalistas e profissionais da mídia foram assassinados.