Mercado de música digital no Brasil irá dobrar em 2013

Mercado de música digital no Brasil irá dobrar em 2013

A chegada de novos players internacionais como Amazon MP3, Deezer, Google Music e Spotify fará o mercado brasileiro crescer exponencialmente.

Desde a entrada da iTunes Store no Brasil em dezembro de 2011, seguida da chegada do serviço de streaming Rdio e XBox Music, o mercado de música digital no Brasil passou por uma evolução rápida. Só pra você ter uma ideia, as vendas do catálogo da ONErpm dobraram com a chegada da iTunes Store.

No resto do mundo, como no Reino Unido e Estados Unidos, as vendas de música digital já representam mais de 50% de todas as vendas de música. No Brasil, a música digital ainda está em sua infância representando 16% do mercado de acordo com dados referentes a 2011.

Essa porcentagem de participação das vendas digitais significa que há um grande potencial a ser explorado. Como prova disso, está a previsão de que em 2013 cheguem novos players internacionais como Amazon MP3, Deezer, Google Music, Spotify e que empresas brasileiras como, por exemplo, a Rádio UOL, amadureçam seus serviços. Eventualmente, o iTunes também passará a aceitar pagamentos em reais, com cartões de crédito nacionais.

Tudo isso significa que a diversificação da oferta – e a consequente concorrência entre lojas e serviços – em um mercado em expansão trará muitos benefícios para você, artista e selo, pois o público passará a ter mais opções de escolha, diferentes níveis de preços e funcionalidades. É por esta razão, e com base em nossa experiência, que prevemos que o mercado de música digital tenha pelo menos o dobro de seu tamanho no final de 2013.

a grande surpresa nesse processo pode ser o YouTube que, segundo o The Guardian e outros profissionais da música, deve se tornar uma das mais importantes fontes de receita de música digital para artistas e selos. Como isso funciona? Através de nossa integração direta com a plataforma, enviamos suas músicas para o YouTube que então realiza uma busca para encontrar todos os vídeos que estão utilizando seus fonogramas. A ONErpm então “reivindica” os vídeos para que as receitas de publicidade geradas por cada visualização sejam pagas a nós que então repassamos pra você. Dada a ubiquidade do YouTube, as projeções para o crescimento são realmente significativas.

Por conta disso, a ONErpm renunciou a quaisquer taxas iniciais para que você participe dessa parceria com o YouTube. Você esta preparado pra essa nova realidade? Digitalize-se! Crie sua conta gratuita na ONErpm hoje e comece a ser remunerado por suas músicas no YouTube, Rdio e Grooveshark, sem custo de cadastro. Faça parte dessa revolução.

Abraços e Feliz 2013! Emmanuel Zunz, CEO | ONErpm

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Um dos maiores exemplos de perseverança, garra e espírito olímpico

Gabrielle Andersen-Schiess foi uma corredora de maratona, nascida na Suíça. Nos Jogos Olímpicos de Verão de 1984

Gabrielle Andersen, quase desmaiando, mas fazendo questão de terminar a maratona, no estádio olímpico de Los Angeles, em 1984.

Gabrielle Andersen-Schiess foi uma corredora de maratona, nascida na Suíça. Nos Jogos Olímpicos de Verão de 1984, durante a maratona feminina, Gabrielle, completamente desidratada e desorientada pelo esforço no calor, além de estar com uma forte cãibra na perna esquerda, cambaleou nos últimos 200 metros da maratona levando 10 minutos para completá-los, até cair desacordada nos braços dos médicos na linha de chegada. Recusou assistência médica, resistiu aos apelos para desistir e arrastou os pés até à linha de chegada, depois de uma volta inteira no estádio olímpico, enquanto era aplaudida de pé.

Após a prova, ela disse aos jornalistas que queria terminar o percurso pois aquela talvez fosse sua última oportunidade olímpica, devido estar com trinta e nove anos. Ela chegou apenas na 37º colocação entre 44 corredoras, mas foi mais aplaudida que a medalhista de ouro Joan Benoit.

O fato é considerado, até hoje, um dos maiores exemplos de perseverança, garra e espírito olímpico.

O esforço olímpico de Gabrielle não ficou marcado apenas como uma das memórias da história dos Jogos Olímpicos. Serviu, também, para mudar as regras. Daí em diante passou a ser possível um atleta da maratona receber assistência médica sem ser desclassificado, desde que não seja transportado ou ajudado a deslocar-se.

Por que o governo deve apoiar a mídia alternativa

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Em audiência pública na Comissão de Ciência & Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, realizada em 12 de dezembro último, o presidente da Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom), Renato Rovai, defendeu que 30% das verbas publicitárias do governo federal sejam destinadas às pequenas empresas de mídia.

Dirigentes da Altercom também estiveram em audiência com a ministra da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR), Helena Chagas, para tratar da questão da publicidade governamental.

Eles argumentam que o investimento publicitário em veículos de pequenas empresas aquece toda a cadeia produtiva do setor. Quem contrata a pequena empresa de assessoria de imprensa, a pequena agência publicitária, a pequena produtora de vídeo, são os veículos que não estão vinculados aos oligopólios de mídia.

Além disso, ao reivindicar que 30% das verbas publicitárias sejam dirigidas às pequenas empresas de mídia, a Altercom lembra que o tratamento diferenciado já existe para outras atividades, inclusive está previsto na própria lei de licitações (Lei nº 8.666/1993).

Dois exemplos:

  1. Na compra de alimentos para a merenda escolar, desde a Lei nº 11.947/2009, no mínimo 30% do valor destinado por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar, do Fundo de Desenvolvimento da Educação, do Ministério da Educação, gestor dessa política, deve ser utilizado na aquisição “de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou de suas organizações, priorizando-se os assentamentos da reforma agrária, as comunidades tradicionais indígenas e comunidades quilombolas”.
  2. No Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), destinado ao desenvolvimento da atividade audiovisual, criado pela Lei nº 11.437/2006 e regulamentado pelo Decreto nº 6.299/2007, a distribuição de recursos prevê cota de participação para as regiões onde o setor é mais frágil. Do total de recursos do FSA, 30% precisam ser destinados ao Norte, Nordeste e Centro Oeste. Vale dizer, não se podem destinar todos os recursos apenas aos estados que já estão mais bem estruturados (ver aqui, acesso em 11/1/2013).

A regionalização das verbas oficiais

A reivindicação da Altercom é consequência da aparente alteração do comportamento da Secom-PR em relação à chamada mídia alternativa.

A regionalização constitui diretriz de comunicação da Secom-PR, instituída pelo Decreto n° 4.799/2003 e reiterada pelo Decreto n° 6.555/ 2008, conforme seu art. 2°, X:

“Art. 2º – No desenvolvimento e na execução das ações de comunicação previstas neste Decreto, serão observadas as seguintes diretrizes, de acordo com as características da ação:
“X – Valorização de estratégias de comunicação regionalizada.”
Dentre outros, a regionalização tem como objetivos “diversificar e desconcentrar os investimentos em mídia”.
De fato, seguindo essa orientação a Secom-PR tem ampliado continuamente o número de veículos e de municípios aptos a serem incluídos nos seus planos de mídia. Os quadros abaixo mostram essa evolução.

Fonte: Núcleo de Mídia da Secom, acesso em 11/1/2013

Trata-se certamente de uma importante reorientação histórica na alocação dos recursos publicitários oficiais, de vez que o número de municípios potencialmente cobertos pulou de 182, em 2003, para 3.450, em 2011, e o número de veículos de comunicação que podem ser programados subiu de 499 para 8.519, no mesmo período.

Duas observações, todavia, precisam ser feitas.

Primeiro, há de se lembrar que “estar cadastrado” não é a mesma coisa que “ser programado”. Em apresentação que fez na Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), São Paulo, em 16 de julho de 2009, o ex-secretário executivo da Secom-PR Ottoni Fernandes Júnior, recentemente falecido, citou como exemplo de regionalização campanha publicitária em que chegaram a ser programados 1.220 jornais e 2.593 emissoras de rádio – 64% e 92%, respectivamente, dos veículos cadastrados.

Segundo e, mais importante, levantamento realizado pelo jornal Folha de S. Paulo, a partir de dados da própria Secom-PR, publicado em setembro de 2012, revela que nos primeiros 18 meses de governo Dilma Rousseff (entre janeiro de 2011 e julho de 2012), apesar da distribuição dos investimentos de mídia ter sido feita para mais de 3.000 veículos, 70% do total dos recursos foram destinados a apenas dez grupos empresariais (ver “Globo concentra verba publicitária federal”, CartaCapital, 13/9/2012, acesso em 12/1/2013).

Vale dizer, o aumento no número de veículos programados não corresponde, pelo menos neste período, a uma real descentralização dos recursos. Ao contrário, os investimentos oficiais fortalecem e consolidam os oligopólios do setor em afronta direta ao parágrafo 5º do artigo 220 da Constituição Federal de 1988, que reza:

Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de oligopólio ou monopólio.

Democracia em jogo

A mídia alternativa, por óbvio, não tem condições de competir com a grande mídia se aplicados apenas os chamados “critérios técnicos” de audiência e CPM (custo por mil). A prevalecerem esses critérios, ela estará sufocada financeiramente, no curto prazo.

Trata-se, na verdade, da observância (ou não) dos princípios liberais da pluralidade da diversidade implícitos na Constituição por intermédio do direito universal à liberdade de expressão, condição para a existência de uma opinião pública republicana e democrática.

Se cumpridos esses princípios (muitos ainda não regulamentados), o critério de investimentos publicitários por parte da Secom-PR deve ser “a máxima dispersão da propriedade” (Edwin Baker), isto é, a garantia de que mais vozes sejam ouvidas e participem ativamente do espaço público.

Como diz a Altercom, há justiça em tratar os desiguais de forma desigual e há de se aplicar, nas comunicações, práticas que já vêm sendo adotadas com sucesso em outros setores. Considerada a centralidade social e política da mídia, todavia, o que está em jogo é a própria democracia na qual vivemos.

Não seria essa uma razão suficiente para o governo federal apoiar a mídia alternativa?

*Venício A. de Lima é jornalista e sociólogo, pesquisador visitante no Departamento de Ciência Política da UFMG (2012-2013), professor de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor de Política de Comunicações: um Balanço dos Governos Lula (2003-2010), Editora Publisher Brasil, 2012, entre outros livros]

(*) Artigo publicado originalmente pelo Observatório da Imprensa.

Vídeo de apresentação do projeto Litoral Sustentável

Quais são os desafios enfrentados pelo acelerado processo de desenvolvimento que está ocorrendo no Litoral Paulista? Entrevistas com moradores e trabalhadores da região, comunidades tradicionais (indígenas, caiçaras e quilombolas), contam sobre os impactos além das soluções propostas para garantir os direitos humanos básicos e o desenvolvimento sustentável e inclusivo. Confira as etapas do diagnóstico urbano socioambiental participativo desenvolvido pelo Instituto Pólis, além de informações sobre o programa de desenvolvimento regional sustentável que está sendo elaborado para a região.