Morre Lenin, o líder da Revolução Russa

Lenin, o líder da Revolução Russa

Em 21 de janeiro de 1924, morre aos 53 anos o líder da revolução bolchevique, Vladímir Ílitch Ulianov – Lenin. O revolucionário já estava semi-paralisado devido a sucessivos acidentes vasculares e aos poucos foi obrigado a renunciar ao exercício do poder. Mas teve tempo de instalar a ditadura do proletariado após o triunfo da Revolução de Outubro. Sua morte, devido a uma hemorragia generalizada, provocou intensa comoção popular. O funeral de Lenin foi assistido por quase 1 milhão de pessoas sob o rigoroso inverno russo.

Teórico político e homem de ação, Lenin foi o primeiro dos herdeiros de Marx a conduzir uma revolução até a vitória, lançando as bases do sistema soviético. Combinando uma reflexão teórica original e uma visão de organização centralizada e disciplinada, foi considerado por seus contemporâneos como o verdadeiro pai da revolução bolchevique. Os opositores consideram-no também como a origem do sistema de repressão e supressão das liberdades individuais.

Influenciado desde muito cedo pela leitura da obra seminal de Karl Marx, O Capital, Lenin radicalizou sua posição com a execução de seu irmão mais velho, Aleksandr, por conspirar contra o czar Alexandre III em 1887. Profundo e ardoroso intelectual, Lenin associa os princípios do marxismo diretamente à sua própria teoria de organização política e a análise da realidade russa, imaginando um grupo de elite de revolucionários profissionais – ou “vanguarda do proletariado” -, que inicialmente conduziriam as massas russas à vitória sobre o regime czarista para finalmente provocar uma revolução mundial. Expôs essa teoria em sua famosa obra O que fazer? em 1902. A insistência de Lenin na necessidade desta vanguarda acabou por dividir o Partido Social-Democrata russo em dois. Uma ligeira maioria passou a ser conhecida como bolchevique que pregava a revolução e seus oponentes, como mencheviques, que defendiam as reformas graduais.

Após a eclosão da Primeira Guerra Mundial em 1914, Lenin, que então vivia na Suíça, instou seus partidários na Rússia de reverter o  conflito interimperialista numa guerra civil que livraria as classes trabalhadoras do jugo da burguesia e da monarquia. Com o sucesso da Revolução de Fevereiro de 1917 com a abdicação do czar Nicolau II, Lenin retorna clandestinamente à Rússia e trata de organizar a tomada do poder pelos bolcheviques, o que ocorreria em outubro do mesmo ano.

Ao chegar ao poder, Lenin busca um armistício imediato com as Potências Centrais (Alemanha, Áustria e Turquia) e age rapidamente para consolidar o poder do novo Estado soviético, sob o controle do que passou a ser Partido Comunista bolchevique. Para tanto, os “vermelhos” (revolucionários) tiveram de derrotar os “brancos” (reacionários) em feroz luta e repelir a invasão de 13 potências estrangeiras.

Em seus 6 anos de poder, Lenin enfrentou extremas dificuldades para implementar sua visão de Estado dentro das fronteiras, assim como materializar a revolução internacional. Lenin e o Politburo, que incluia Trotsky, seu fiel seguidor durante a guerra civil, e Josef Stalin, o secretário-geral do Partido Comunista, cuidaram de esmagar toda a oposição às políticas proclamadas na constituição da nova União Soviética.

Lenin sofreu um primeiro derrame em maio de 1922. O segundo, mais violento, ocorreu em maio do ano seguinte, deixando-o quase sem fala e praticamente encerrando sua carreira política.

Quando Lenin morre, em janeiro de 1924, em sua casa de campo em Gorki, o Politburo, em meio à comoção geral, prepara exéquias excepcionais. Stalin envia um telegrama a Trotsky, que estava ausente de Moscou, comunicando a morte de Lenin, mas o velho camarada não vai ao funeral. Havia três versões para a ausência de Trotsky: estaria em descanso no sul da Rússia; em tratamento de saúde; a serviço, a bordo de um trem militar. Trotsky telefona para Stalin e pergunta quando seriam os funerais. Stalin responde “No sábado. Você não conseguirá chegar a tempo, e de qualquer modo nós o aconselhamos a seguir aí com o seu tratamento de saúde”. As cerimônias ocorreram no domingo. Stalin foi o único orador ao lado do caixão mortuário. O povo e os camaradas do partido interpretaram a cena: Stalin transformara-se no herdeiro de Lenin.

Em tempos de twitter, vale a pena mencionar algumas das citações curtas de Lenin:

Enquanto o Estado existir não haverá liberdade; quando reinar a liberdade não haverá mais Estado

Os fatos são terrivelmente teimosos

A mania de citação é a nossa maior inimiga

A confiança não exclui o controle

Lá onde houver uma vontade, haverá um caminho

É mais agradável e mais útil fazer a experiência de uma revolução do que escrever sobre ela

O tempo não espera

O Estado somos nós

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Em 1793, o ex-rei da França Louis Capet é guilhotinado

ex-rei da França Louis Capet

Às 10h20, de 21 de janeiro de 1793, na Praça da Revolução (atual Place de La Concorde), Louis Capet, 39 anos, ex-rei da França, é guilhotinado um dia após ser condenado por conspiração com potências estrangeiras e sentenciado à morte pela Convenção Nacional Francesa.

Preso nas Tuileries com sua família desde o mês de agosto de 1792, a Convenção o acusa de ser um traidor da Nação. Suas derradeiras palavras: “Franceses, eu morro inocente; perdôo meus inimigos; desejo que minha morte seja…” No entanto, o final de suas palavras seria coberto pelo rufar do tambor anunciando sua execução. Em 16 de outubro do mesmo ano seria vez de sua mulher Maria Antonieta ser executada na guilhotina em praça pública.

Luis XVI havia assumido o trono francês em 1774 e desde o começo mostrou-se incapaz de tratar dos graves problemas financeiros que herdara de seu avô, o rei Luis XV. Em 1789, numa desesperada tentativa de resolver a aguda crise por que passava o país, Luís XVI convoca os Estados-Gerais, uma assembleia nacional que representava os três “Estados” do povo francês – a nobreza, o clero e a população comum e que não se haviam reunido desde o longínquo ano de 1614.

Ao longo da década de 1780, vários ministros tentaram ampliar a cobrança de impostos para assim reverter o quadro critico do país. No entanto, o conservadorismo das autoridades reais e a conivência de grande parte da nobreza e do clero impediam a realização dessas mudanças.

O primeiro estado, o clero, contava com cerca de 120 mil religiosos divididos em alto clero (bispos e abades, muitos deles proprietários de terras) e o baixo clero (padres, monges e abades de pouca condição). O segundo estado, a nobreza, dividia-se entre a nobreza provincial (proprietária de terras) e a nobreza de toga (burgueses que compravam títulos de nobreza da Coroa). O terceiro estado era composto pela esmagadora maioria da população. No topo, a burguesia que se dividia em três categorias: a alta burguesia (banqueiros, agiotas e grandes empresários). Em seguida, vinha a média burguesia (empresários, professores, profissionais liberais e advogados). Por fim, a pequena burguesia (artesãos, pequenos comerciantes, artistas). Na base do terceiro estado encontrava-se toda a classe trabalhadora francesa, proletários, aprendizes, pequenos artesãos, e os camponeses livres e semi-livres.

À parte de formar um estado misto com agudos conflitos de classe, somente os integrantes do terceiro estado arcavam com as taxas e impostos que sustentavam a monarquia francesa.

No hemiciclo da Assembléia Geral, o primeiro estado, sentado à direita, contava com 291 cadeiras; o segundo, no centro, com 270; o terceiro, posicionado à esquerda, contava com 578 cadeiras. Como o voto era dado por Estado, a coalizão entre nobreza e clero barrava a aprovação de leis mais avançadas.

Contando com o apoio de integrantes dos demais estados, o Terceiro Estado forçou a adoção de voto por cabeça o que garantiu um amplo leque de reformas. Acuado o rei ameaçou dissolver os Estados gerais. Rebelados, os membros do Terceiro Estado reuniram-se nos espaços do Jogo da Péla, de onde exigiram a convocação de uma Assembléia Nacional. Sem saída, o monarca decidiu acatar o estabelecimento de uma Assembléia Nacional que aprovaria uma nova Constituição.

Diante da insuportável situação econômica vivida, a população começa a se mobilizar. No dia 14 de julho de 1789, uma grande multidão invadiu a Bastilha e libertaram todos aqueles que eram considerados inimigos da realeza. Era o começo da Revolução Francesa.

Em outubro de 1789, a multidão marchou sobre Versalhes obrigando o casal real a se mudar para as Tuileries. Em junho de 1791, forçaram os reis a fugir para a Áustria. Durante a viagem, Luis e Maria foram detidos em Varennes e reconduzidos a Paris. Ali, Luis XVI teve de aceitar a Constituição de 1791, que o reduziu a mera figura decorativa.

Em agosto de 1792, os reis foram presos pelos ‘sans-cullottes’ e levados à Conciergerie. Em setembro, a monarquia é abolida pela Convenção, que substituíra a Assembleia Nacional. Em novembro, ficaram provadas as maquinações contra-revolucionárias com a Áustria e outras nações estrangeiras, o que levou o rei a ser julgado por traição pela Convenção.

Em janeiro seguinte, Luis foi considerado culpado e condenado à morte por estreita maioria. Em 21 de janeiro, caminhou imperturbável para a guilhotina.

Em 1938, morre Georges Méliès, ilusionista e pai do cinema

Georges Méliès

Visionário e empreendedor, transformou a sétima arte ao assistir histórica projeção dos irmãos Lumière.

Georges-Jean-Méliès, ilusionista francês, que usava efeitos especiais para criar mundos fantásticos, morre em Orly em 21 de janeiro de 1938, aos 76 anos. Considerado o fundador da 7ª Arte, o cinema, Méliès fez mais de 500 filmes e construiu o primeiro estúdio cinematográfico da Europa. Foi também o primeiro cineasta a usar desenhos de produção e storyboards para projetar suas cenas.

Méliès tinha 33 anos quando assistiu à primeira sessão pública dos irmãos Lumière. Isto ocorreu em 28 de dezembro de 1895, no Grand Café do bulevar des Capucines, em Paris. Deslumbrado, antevê a dimensão artística do cinema, a qual iria revelar ao grande público.

Nascido em 8 de dezembro de 1861, filho de família abastada, Méliès prestou serviço militar em Blois, cidade do prestidigitador Robert Houdin e assim descobriu sua vocação. Vai a Londres se iniciar na magia e de volta a Paris, vende sua parte na sociedade familiar para adquirir de Houdin um pequeno teatro. Rapidamente, ganha reputação como prestidigitador. Após a sessão memorável dos irmãos Lumière, mostra-se disposto a comprar seu material. Porém, Auguste Lumière recusa-se a vender, afirmando: “Agradeça-me, estou evitando sua ruína, pois este aparelho, simples curiosidade científica, não tem qualquer futuro comercial”.

Sem se deixar vencer, Méliès fabrica seu próprio aparelho à imitação daqueles dos Lumière. É o “kinetógrafo”. A partir de 1896, com o fim de renovar o interesse do público, idealiza montar ficções e inventa os primeiros efeitos especiais do cinema.

A história dessa invenção é curiosa. Méliès estava rodando uma cena de rua nos grandes bulevares quando sua máquina ficou travada durante um minuto. Ao inesperadamente voltar a funcionar percebeu que havia sido filmado antes da pane um ônibus da linha Madeleine-Bastille e, na retomada, um carro fúnebre. Seu técnico quis inutilizar esta passagem, mas Meliès o impediu, captando de pronto o resultado cômico do incidente.

Méliès conquista rapidamente grande sucesso junto ao público pela sua fantasia e sua imaginação que contrastavam com a vulgaridade da maioria dos realizadores de então. Ainda hoje sua arte suscita interesse entre os amantes do cinema. Abre em Montreuil-sous-Bois, perto de Paris, em 1897 um estúdio cinematográfico, cria sua própria companhia a Star-Film, e na duas décadas seguintes roda cerca de mil filmes.

Realiza em 1899 um filme engajado, absolutamente notável, sobre o Caso Dreyfus. Em 1901, filma a coroação do rei Edward VII, mesclando cenas de ficção, com figurantes, e uma rodagem  in situ, à saída da Abadia de Westminster. Esta proeza valeu ao cineasta ser convidado pela família real.

Méliès em ums de suas apresetnações como ilusionista, em 1896

Os primeiros filmes eram chamados de ‘‘vistas’’, evidentemente mudos, medindo 125 metros com duração média de 4 minutos. Eram projetados em barracas de feira. Méliès realiza em 1902 um primeiro ‘‘ longa metragem’’ com sua obra-prima “Viagem à Lua”, inspirado num romance de H.G. Wells publicado no ano anterior : Os Primeiros Homens na Lua. Investiu no projeto 30 mil francos, uma soma assombrosa. A rodagem durou 4 meses, de maio a agosto de 1902 e a primeira sessão teve lugar em 1º de setembro de 1902.

Película de duração excepcional de 16 minutos decepciona num primeiro momento os compradores para os quais foi especialmente apresentado. Temiam que os fizesse perder receita, uma projeção substuituindo quatro. O cineasta não obstante conseguiu convencer um deles a fazer um teste, exibindo-a na Feira do Trono em Paris.

O público lotou as sessões e o filme foi imediatamente distribuido em centenas de cópias pelo mundo inteiro, Estados Unidos inclusive. Foi o primeiro filme de exportação, visto que, feito só de imagens, superava as barreiras do idioma.

O genial criador é eleito presidente do Congresso Internacional de Editores de Filmes em 1909 porém, em seguida, é rapidamente ultrapassado pelo vertiginoso sucesso mundial do cinema. Além do mais, a I Guerra Mundial desfere um golpe fatal no cinema europeu e favorece o surgimento dos grandes estúdios de Hollywood.

Méliès teve de jogar a toalha em 1923 por não ter dado a sua companhia uma dimensão industrial. Arruinado, teve de vender seus bens e latas e latas de filmes. Restaram até nós apenas pouco mais de cinquenta.

Sem perder seu sorriso e o indestrutível otimismo, converte-se em vendedor de brinquedos numa galeria comercial da estação de trens de Montparnasse. Reconhecido ao acaso por ilustres cineastas, terminou, graças à mobilização da categoria,  tranquilamente seus dias no castelo de Orly, a casa de repouso das pessoas ligadas ao cinema.

O diretor Martin Scorcese recriou a história de Georges Meliès no aclamado A Invenção de Hugo Cabret, premiado com cinco Oscars em 2012.

Necessita ouvir a voz de Deus?

Necessita ouvir a voz de Deus

Precisamos ouvir a voz de Deus, precisamos tanto! Necessitamos tanto da sua voz… que é tão difícil quando ele se cala, mas saiba que quando Deus se cala é porque está agindo na minha e na sua vida, porque ele é fiel e permaneces assim. Quando tudo parece difícil e parece que o mar não vai se abrir, tão somente creia, pega o teu cajado e coloque sua  fé em ação. Ame ao senhor continuamente. Ore sem cessar! Clame, louve, e adore! Saiba meu amigo que Deus jamais desampara aquele que é fiel para com ele, e é no silêncio que deus trabalha!

Os filhos de Deus jamais serão negligenciado por ele

Os filhos de Deus jamais será negligenciado por ele

Independente de qual igreja você frequente, ou de opção ou credo religioso você participa, temos que dar sempre boas mensagens, porque sempre Deus nos da boas mensagens e nos mostra como ajudar as pessoas. Não sou crente “ainda”, mas posso dizer que o senhor está me preparando um grande acontecendo, um grande avivamento em minha vida. Coisas inexplicadas estão acontecendo em minha vida desde já e as minha redes sociais e meus amigos mais próximos serão testemunhas disso. Está sendo anunciando a vitória em minha vida e família e eu vou me apropriar de toda palavra. Amém!

Aquele que tem buscado viver a palavra, andar na brecha, tem passado por muitas lutas, mas posso afirmar com plena convicção que em todas elas tem sido mais que vencedor! Temos tão somente que fazer o que Deus aprova, pois se estivermos nele e a sua palavra estiver em nós, tudo o que pedirmos receberemos, claro que no tempo de dele!

Os filhos de Deus jamais será negligenciado por ele, ainda que você olhe ao redor e veja somente um vale cheio de ossos secos; ainda que você olhe para o seu casamento e diga: não dá mais, acabou; ainda que você olhe para seu filho e pense: não tem mais jeito; ainda que você sinta que a sua situação financeira está destruída, não desista de lutar, persevere. Há um Deus pelejando por você.

Profetize sobre o vale de ossos secos que eles reviverão! Profetize sobre a tua vida, casamento, filhos, situação financeira, ministério por que Deus vai te honrar. Declare a benção hoje na tua vida, pois abençoado fostes por Deus e abençoado serás para sempre. Aleluia!

A palavra de Deus tem que ser publicar sempre. Deus te abençoe!

Jesus sempre nos da a vitória

Bíblia

Ultimamente estou recebendo inúmeras mensagens de apoio, conforto e carinho, através de nossas redes sociais e pessoalmente na rua. Não sei ao certo o que se trata, mas estou sentindo algo maravilhoso se transformando em minha vida. Na última sexta-feira, 18/1, visitei, a pedido de um casal de amigos, um pequena igreja da Assembléia de Deus na cidade de Camboriú e Deus falou comigo durante todo o culto. Apropriei de palavra e vou saborear da vitoria que terei em minha vida.

Neste final de semana, o Pastor Ari Leão, de Ilhota, deixou uma mensagem em meu mural no facebook. Como nem todos têm e está inserido nesta importante rede, resolvi blogar em meu blog, assim, fica mais fácil em propagar a mensagem de Deus em nossas vidas. Confiram:

Se alguém te humilhar, não ligue Deus vai te exaltar!

Se alguém te condenar e te julgar, não ligue Deus é a sua defesa e o seu advogado!

Se alguém falar mal de você, não ligue Deus te conhece e fala bem de você!

Se alguém deseja que você caia, não ligue pois Deus envia anjos protetores para segurar suas mãos para te levantar!

Se alguém deseja o mal a você, não ligue ore por ela desejando sempre o bem, pois fazendo assim, Deus abençoará mais a sua vida!

Você é apenas uma gota no oceano, mas sem essa gota, certamente o oceano seria menor.

Você apenas um pequeno grão de areia em meio a multidões de outros grãos nesse imenso mar da vida.

Você é um tudo com Jesus.

Você é gerado por Deus para vencer e brilhar nesta vida.

Bom fim de semana na paz do Senhor

Extraído do meu mural no facebook e escrito pelo Pastor Ari Leão.

Escotimo completa 100 anos em Santa Catarina

Escotimo completa 100 anos em Santa CatarinaO mês de janeiro é importante para o Escotismo em Santa Catarina. Foi em Blumenau, em 13 de janeiro de 1913, há 100 anos, que o Movimento foi registrado no Estado pela primeira vez. É nesta data, portanto, que se comemora o centenário da fundação do primeiro grupo escoteiro do sul do Brasil, ocorrida em Blumenau pelas mãos do Prof. Kurt Böttner.

Apenas 6 anos depois de Baden Powell ter iniciado o movimento escoteiro e após três 3 anos de existência do primeiro grupo no País, o professor da Escola Nova (Neue Schule) de Blumenau Kurt Böttner, fundou o primeiro grupo de toda a região Sul, composto principalmente por alunos daquela escola.

As comemorações pelo Centenário do Escotismo em SC serão iniciadas no Congresso Escoteiro Estadual, em março, em Florianópolis, para o qual todos os Grupos estão convidados. Para saber mais sobre o Congresso, que é voltado a todos os membros do Movimento Escoteiro e aberto à comunidade, clique aqui.

Estão organizadas diversas atividades ao longo do ano para continuar as comemorações, como o Acampamento Regional de Santa Catarina (ARSC) do Centenário, o lançamento de uma publicação, elaborada pela Equipe Regional de Resgate Histórico do Escotismo com o apoio dos Grupos Escoteiros, além das homenagens durante o Camporee Sul, na última semana, e outras atividades descritas no calendário regional.

Texto: Equipe Regional de Comunicação (EReC/SC)

Com Deus ao nosso lado somos mais que vencedores

Com Deus ao nosso lado somos mais que vencedores

Todos os dias nós enfrentamos gigantes, lutamos com nossas forças, com as forças que vem de Deus, vencemos uma batalha e logo vem a próxima. Com Deus ao nosso lado somos mais que vencedores, não há gigante que consiga ficar de pé diante de nós, não há nada que possa nos impedir de continuar a caminhada pela estrada da vida. Não tenha medo de enfrentar os gigantes que hoje aparecerão diante de você, pois aquele que está contigo te faz mais que vencedor em qualquer circunstância. De joelhos no chão somos mais que vencedores e é assim que lutamos nossas batalhas.

Inscrições do Programa Jovens do Desenvolvimento terminam no dia 30/1

Programa Jovens do Desenvolvimento

Vivemos em um mundo repleto de oportunidades e desafios. Por isso, é fundamental se preparar para as questões cada vez mais complexas que acometem a sociedade contemporânea. O Programa Jovens Profissionais do Desenvolvimento – que está com inscrições abertas até o dia 30 de janeiro –  promove o desenvolvimento de competências para a formação de Agentes de Desenvolvimento.

O programa, com duração de seis meses, tem 20 vagas. Para saber mais informações sobre o investimento financeiro, metodologia e os procedimentos de inscrição, acesse o site do programa.

Agentes do desenvolvimento

São profissionais capazes de lidar com os desafios complexos da atualidade, aptos a assumir um novo perfil de Liderança e Cidadania Global diante das demandas globais e locais da sociedade e capazes de gerenciar  processos de cooperação para o desenvolvimento, em consonância com as principais estratégias e práticas das agências internacionais de desenvolvimento.

Programa Jovens Profissionais

Um programa de seis meses, que envolve Coaching, Mentoring, Gestão de Projetos, Trainee Social, Módulos Teóricos e vivenciais e muito mais, através de uma metodologia integral, cuidadosamente planejada para atingir as necessidades e expectativas de jovens interessados em aliar satisfação pessoal, realização profissional e contribuição com a sociedade

Objetivos

Tem o objetivo de desenvolver competências e formar agentes de desenvolvimento, profissionais capazes de lidar com os desafios complexos da atualidade, aptos a assumir um novo perfil de Liderança e Cidadania Global.

Inscreva-se!

Veja aqui o edital completo ou acesse o site do Programa Jovens Profissionais do Desenvolvimento 2013.

Trinta anos sem o gênio Mané Garrincha

Mané Garrincha

“Deixa Falar: o megafone do esporte” sai em edição extraordinária para lembrar Mané Garrincha e uma de suas criações: o “olé”, através de um texto clássico de João Saldanha, à época (1958) técnico do lendário time do Botafogo. Clique neste link e veja algumas jogadas de Garrincha. Reparem na jogada de Garrincha contra a Espanha na Copa de 1962, driblando vários adversários, colocando a bola na cabeça de Amarildo para fazer 2×1 Brasil. Uma vitória que classificou o Brasil.

“Olé” nasceu no México

O Estádio Universitário ficou à cunha. Cem mil pessoas comprimidas para assistir ao jogo. É muito alegre um jogo no México. É o país em que a torcida mais se parece com a do Rio de Janeiro. Barulhenta, participa de todos os lances da partida. Vários grupos de “mariaches” comparecem. Estes grupos, que formam o que há de mais típico da música mexicana, são constituídos de um ou dois “pistões” e clarins, dois ou três violões, harpa (parecida com a das guaranias), violinos e marimbas. As marimbas são completamente de madeira, mas não vão ao campo de futebol, sendo substituídas por instrumentos pequenos. O ponto alto dos “mariaches” é a turma do pistão, do clarim e o coro, naturalmente. No campo de futebol, os grupos amadores de “mariaches” que comparecem ficam mais ativos em dois momentos distintos: ou quando o jogo está muito bom e eles se entusiasmam, ou, inversamente, quando o jogo está chato e eles “atacam” músicas em tom gozador. No jogo em que vencemos ao Toluca, que estava no segundo caso, os “mariaches” salvaram o espetáculo.

O time do River era, realmente, uma máquina. Futebol bonito e um entendimento que só um time que joga junto há três anos pode ter. Modestamente, jogamos trancados. A prudência mandava que isto fosse feito. De fato, se “abríssemos”, tomaríamos um baile.

Foi um jogo de rara beleza. E não foi por acaso. De um lado estavam Rossi, Labruña, Vairo, Menéndez, Zarate, Carrizo. De outro, estavam Didi, Nilton Santos, Garrincha etc. Jogo duro e jogo limpo. Não se tratava de camaradagem adquirida em quase um mês no mesmo hotel, mas sim da presença de grandes craques no gramado. A torcida exultava e os “mariaches” atacavam entusiasmados.

Estava muito difícil fazer gol. Poucas vezes vi um jogo disputado com tanta seriedade e respeito mútuos. Mas houve um espetáculo à parte. Mané Garrincha foi o comandante. Dirigiu os cem mil espectadores. Fazendo reagirem à medida de suas jogadas. Foi ali, naquele dia, que surgiu a gíria do “Olé”, tão comumente utilizada posteriormente em nossos campos. Não porque o Botafogo tivesse dado “Olé” no River. Não. Foi um “Olé” pessoal. De Garrincha em Vairo.

Nunca assisti a coisa igual. Só a torcida mexicana com seu traquejo de touradas poderia, de forma tão sincronizada e perfeita, dar um “Olé” daquele tamanho. Toda vez que Mané parava na frente de Vairo, os espectadores mantinham-se no mais profundo silêncio. Quando Mané dava aquele seu famoso drible e deixava Vairo no chão, um coro de cem mil pessoas exclamava: “Ôôôôô”! O som do “olé” mexicano é diferente do nosso. O deles é o típico das touradas. Começa com um ô prolongado, em tom bem grave, parecendo um vento forte, em crescendo, e termina com a sílaba “lé” dita de forma rápida. Aqui é ao contrário: acentua-se mais o final “lé”: “Olééé!” – sem separar, com nitidez, as sílabas em tom aberto.

Verdadeira festa. Num dos momentos em que Vairo estava parado em frente a Garrincha, um dos clarins dos “mariaches” atacou aquele trecho da Carmem que é tocado na abertura das touradas. Quase veio abaixo o Estádio Universitário.

Numa jogada de Garrincha, Quarentinha completou com o gol vazio e fez nosso gol. O River reagiu e também fez o dele. Didi ainda fez outro, de fora da área, numa jogada que viera de um córner, mas o juiz anulou porque Paulo Valentim estava junto à baliza. Embora a bola tivesse entrado do outro lado, o árbitro considerou a posição de Paulinho ilegal. De fato, Paulinho estava “off-side”. Havia um bolo de jogadores na área, mas o árbitro estava bem ali. E Paulinho poderia estar distraindo a atenção de Carrizo.

O jogo terminou empatado. Vairo não foi até o fim. Minella tirou-o do campo, bem perto de nós no banco vizinho. Vairo saiu rindo e exclamando: “No hay nada que hacer. Imposible” – e dirigindo-se ao suplente que entrava, gozou:

Buena suerte muchacho. Pero antes, te aconsejo que escribas algo a tu mamá

O jogo terminou empatado e uma multidão invadiu o campo. O “Jarrito de Oro”, que só seria entregue ao “melhor do campo” no dia seguinte, depois de uma votação no café Tupinambá, foi entregue ali mesmo a Garrincha. Os torcedores agarraram-no e deram uma volta olímpica carregando Mané nos ombros. Sob ensurdecedora ovação da torcida. No dia seguinte, os jornais acharam que tínhamos vencido o jogo, considerando o tal gol como válido. Mas só dedicaram a isto poucas linhas. O resto das reportagens e crônicas foi sobre Garrincha.

As agências telegráficas enviaram longas mensagens sobre o acontecimento e deram grande destaque ao “Olé”. As notícias repercutiram bastante no Rio e a torcida carioca consagrou o “Olé”. Foi assim que surgiu este tipo de gozação popular, tão discutido, mas que representa um sentimento da multidão.

Já tentaram acabar com o “Olé”. Os árbitros de futebol, com sua inequívoca vocação para levar vaias, discutiram o assunto em congresso e resolveram adotar sanções. Mas como aplicá-las? Expulsando a torcida do estádio? Verificando o ridículo a que estavam expostos, deixam cada dia mais o assunto de lado. É melhor assim. É mais fácil derrubar um governo do que acabar com o “Olé”.

Não poderia ter havido maior justiça a um jogador que a que foi feita pelos mexicanos a Mané Garrincha. Garrincha é o próprio “Olé”.

Dentro e fora de campo, jamais vi alguém tão desconcertante, tão driblador. É impossível adivinhar-se o lado por onde Mané vai “sair” da enrascada. Foi a coisa mais justa do mundo que Garrincha tivesse sido o inspirador do “Olé”.

*”Deixa Falar: o megafone do esporte”, criação e edição de Raul Milliet Filho. (Texto extraído do livro Os Subterrâneos do Futebol, de João Saldanha, lançado em 1963 pela editora Tempo Brasileiro)