Carta da Via Campesina para apoiar UNORCA greve de fome no México

Via Campesina

Como o coordenador global da Via Campesina, os agricultores do mundo e movimentos camponeses, escrevo para dar o meu apoio total aos meus colegas líderes camponeses do UNORCA no México, que estão protestando para parar a iminente aprovação pelo governo mexicano de grande escala comerciais de OGMs plantações de milho. Uma vez que, 23 Wednesdat, eles estão sentados em e realização de uma greve de fome no Monumento Anjo na Cidade do México, que comemora a independência mexicana da Espanha. Eles agora estão lutando contra uma nova forma de colonialismo.

Com a nossa presença em mais de 70 países ao redor do mundo, em La Via Campesina temos visto a verdade por trás das mentiras da Monsanto e outras corporações transnacionais quando promovem os supostos benefícios de sementes transgênicas. Vimos como as falhas destas sementes levaram a suicídios de agricultores em massa na Índia e comunidades inteiras nas Filipinas e no Paraguai adoecer, entre outros desastres. Agora eles querem contaminar o centro de origem de uma das culturas alimentares mais importantes para toda a humanidade. Não podemos, em boa-fé permitir que isso aconteça, pois poderia colocar a soberania alimentar de toda a humanidade em risco.

Apelo ao Governo do México para rejeitar o plantio comercial de milho OGM, para cancelar as autorizações já concedidas para campo aberto experimental e lotes-piloto, e revogar a semente neoliberal e as leis de biossegurança que abriram a porta aos transgênicos no México.

Eu estou junto com meus irmãos e irmãs da UNORCA em sua defesa da humanidade e da Mãe Terra. Para o Governo do México, para os meios de comunicação no México e no Mundo, para a União Nacional de Organizações Camponesas Autônomas Regionais do México (UNORCA).

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Tragédia no RS: O que a morte não cessa de nos dizer

Tragédia em Santa Maria

A dor provocada por tragédias como a ocorrida neste final de semana na cidade de Santa Maria sacode a sociedade como um terremoto, despertando alguns de nossos melhores e piores sentimentos. Um acontecimento brutal e estúpido que tira a vida de 233 pessoas joga a todos em um espaço estranho, onde a dor indescritível dos familiares e amigos das vítimas se mistura com a perplexidade de todos os demais. Como pode acontecer uma tragédia dessas? A boate estava preparada para receber tanta gente? Tinha equipamentos de segurança e saídas de emergência? Quem são os responsáveis?

Essas são algumas das inevitáveis perguntas que começaram a ser feitas logo após a consumação da tragédia? E, durante todo o domingo, jornalistas e especialistas de diversas áreas ocuparam os meios de comunicação tentando respondê-las. As redes sociais também foram tomadas pelo evento trágico. Os indícios de negligência e falhas básicas de segurança já foram apontados e serão objeto de investigação nos próximos dias. Mas há outra dimensão desse tipo de tragédia que merece atenção.

É uma dimensão marcada, ao mesmo tempo, por silêncio, presença e exaltação da vida. O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, disse na tarde deste domingo que o momento não era de buscar culpados, mas sim de prestar apoio e solidariedade às milhares de pessoas mergulhadas em uma profunda dor. Não é uma frase fácil de ser dita por uma autoridade uma vez que a busca por culpados já estava em curso na chamada opinião pública. E tampouco é uma frase óbvia. Ela guarda um sentido mais profundo que aponta para algo que, se não representa uma cura imediata para a dor, talvez expresse o melhor que se pode oferecer para alguém massacrado pela perda, pela ausência, pela brutalidade de um acontecimento trágico: presença, cuidado, atenção, uma palavra.

Quem já perdeu alguém em um acontecimento trágico e brutal sabe bem que o caminho da consolação é longo, tortuoso e, não raro, desesperador. E é justamente aí que emerge uma das melhores qualidades e possibilidades humanas: a solidariedade, o apoio imediato e desinteressado e, principalmente, a celebração do valor da vida e do amor sobre todas as demais coisas. A vida é mais valiosa que a propriedade, o lucro, os negócios e todas nossas ambições e mesquinharias. Na prática, não é essa escala de valores que predomina no nosso cotidiano. Vivemos em um mundo onde o direito à vida é, constantemente, sobrepujado por outros direitos. Tragédias como a de Santa Maria nos arrancam desse mundo e nos jogam em uma dimensão onde as melhores possibilidades humanas parecem se manifestar: o Estado e a sociedade, as pessoas, isolada e coletivamente, se congregam numa comunhão terrena para tentar consolar os que estão sofrendo. Não é nenhuma religião, apenas a ideia de humanidade se manifestando.

Uma tragédia como a de Santa Maria não é nenhuma fatalidade: é obra do homem, resultado de escolhas infelizes, decisões criminosas. Nossa espécie, somo se sabe, parece ter algumas dificuldades de aprendizado. Nietzsche escreveu que muito sangue foi derramado até que as primeiras promessas e compromissos fossem cumpridos. É impossível dizer por quantas tragédias dessas ainda teremos que passar. Elas se repetem, com variações mais ou menos macabras, praticamente todos os dias em alguma parte do mundo e contra o próprio planeta.

Talvez nunca aprendamos com elas e sigamos convivendo com uma sucessão patética de eventos desta natureza, aguardando a nossa vez de sermos atingidos. Mas talvez tenhamos uma chance de aprendizado. Uma pequena, mas luminosa, chance. E ela aparece, paradoxalmente, em meio a uma sucessão de más escolhas, sob a forma de uma imensa onda de compaixão e solidariedade que mostra que podemos ser bem melhores do que somos, que temos valores e sentimentos que podem construir um mundo onde a vida seja definida não pela busca de lucro, de ambições mesquinhas e bens materiais tolos, mas sim pela caminhada na estrada do bom, do verdadeiro e do belo. A morte nos deixa sem palavras. Mas ela nos diz, insistentemente: é preciso, sempre, cuidar dos vivos e da vida.

Chupado do portal Carta Maior.

Santa Maria e os abutres da carniça

Fachada da Boate Kiss

Não faltaram os abutres. Sobre o desastre de Santa Maria, voejaram as asas da desgraça: o Brasil não tem competência para organizar a Copa do Mundo, o Brasil carece de segurança, etc.

Não adianta a presidenta Dilma ter voado direto de Santiago para Santa Maria, o governador Tarso Genro ter aterrisado lá com a ministra Maria do Rosário, o prefeito Cezar Schirmer ter feito o possível e o impossível, os que saíram a tempo terem tentado abrir rombos na parede ajudando os bombeiros, o soldado Leonardo de Lima Machado ter saído e voltado duas vezes, até morrer asfixiado.

Não, nada disso importa. O que importa é que o Brasil não tem competência para nada. Não importa que a festa mais segura hoje no mundo seja a do Ano Novo no Rio de Janeiro. Não, para os coveiros do Brasil nada disso importa. Lá se vão os Gielow, Azevedo et alii espinafrando o pobre Brasil e esquecendo as outras catástrofes pelo mundo.

Não importa. O que importa é espinafrar o Brasil de Dilma e, é claro, o de Lula.

No Brasil isso tem cada vez menos importância.

O que atrapalha às vezes é ver que jornalistas de mídias liberais, aqui na Europa, só conseguem ler essa escória da mídia brasileira.

Infelizmente, na repercussão do desastre de Santa Maria, foi o caso de um jornal tão interessante como o The Guardian.

O que acontece?

Preconceito liberal? Liberal só cita liberal, seja progressista ou conservador? Pode ser. Mas aposto mais numa miopia. Daqui da Europa, mesmo que os correspondentes sejam daqui, eles só conseguem se olhar num espelho, e imaginar que a imprensa “liberal” daí seja igual a daqui.

Bom, deve-se dizer que a daqui também tem seus preconceitos. Não consegue enxergar, em média, o que acontece na América Latina. Prefere ficar afirmando que os governos populares são populistas, e que são inimigos da liberdade de imprensa. Embora, em relação à Europa, sejam mais plurais.

Aquela coisa: aqui, pluralidade. Na América Latina, liberalidade em relação à direita.

Mas enfim, no saldo, foi tudo positivo. As imagens da presidenta Dilma emocionada e voltando imediatamente ao Brasil valeram mil palavras.

Chupado do portal Carta Maior.

 

O outro lado de Santa Maria

Luto em Santa Maria

Acompanhando o que aconteceu em Santa Maria, muitas coisas passam pela cabeça. Já se vão quase 20 anos de carreira. Lugares ótimos, lugares horríveis, casas excelentes e muitas casas sem a menor preocupação com quem frequenta ou trabalha nelas.

Fazendo uma análise do pacote, acho que o que mais me marcou foi a morte de um rapaz em cima de um trio elétrico no litoral paranaense. A função desse rapaz era ir liberando os fios de alta tensão para o trio elétrico passar. Morreu eletrocutado, algo deu errado naquele dia. Me perguntem se o evento foi cancelado. Claro que não.

Amigos que sofreram acidentes em ônibus podres, e a noite estavam tocando o baile. O motorista morreu nesse dia. Aqueles ônibus que quase todo músico conhece. Mas os pisca-pisca do dono da banda (movie) intactos. Movies montes nos palcos para impressionar o público e poder fechar outra data.

Fazer show nacional, abrir para bandas nacionais e no outro dia (ou noite) estar tocando em algum pulgueiro sem estrutura nenhuma. Tocar em bares com aquela maldita goteira em cima do instrumento (isso não faz tempo não) e receber o couvert artístico chutado no final da noite e uma pizza. Foi um dos motivos que resolvi parar de tocar qualquer coisa em qualquer lugar. Muitos acham que virei “artista”, “mascarado”, “exigente demais para os padrões que se está acostumado.

Seria tão legal se tivesse uma lei federal, tipo essa lei do cigarro nas casas noturnas. No primeiro momento, iria fechar muita coisa e os que trabalham na noite iriam passar um momento difícil. Por outro lado os picaretas, safados, cretinos e exploradores iam sair do mercado. Só poderia abrir uma casa noturna quem tivesse cacife para o investimento total da casa imposto por lei. Um padrão. Estrutura de verdade e não essas casas de horrores.

Vocês já entraram numa casa dessas durante o diaNão queiram entrar. De repente poderíamos trabalhar em casa mais “saudáveis” e o público ficaria mais “seguro”. Quem sabe…

Por Marco Drummer e chupado do perfil no facebook.

De “jovem problema” a “sujeito de direitos” – Entrevista com a secretária Nacional de Juventude, Severine Macedo

Plano Juventude Viva

A secretária Nacional de Juventude da Presidência da República, Severine Macedo, catarinense, concedeu entrevista ao portal de notícia Correio Nagô, onde apresenta as diretrizes de atuação da pasta e convocada a sociedade contra o genocídio da juventude. Achei interessante e resolvi postar no blog por sua relevância a sociedade e veio ao meio encontro pois exercemos no segundo mandato da gestão do prefeito Ademar e Tonho a Assessoria da Juventude.

“O nosso esforço é para que as políticas de juventude estejam cada vez mais articuladas, ampliando as opções de inserção dos jovens que ainda vivem em condições de exclusão”. A tarefa, que anima a secretária Nacional de Juventude da Presidência da República, Severine Macedo, já começa a atingir as comunidades mais vulneráveis. Exemplo é o Plano Juventude Viva, que tem o Fundo de População das Nações Unidas, UNFPA, como parceiro estratégico. O Plano começou a ser implantado em setembro de 2012, em Alagoas, estado com maior taxa de homicídio do país (67 vítimas por 100 mil habitantes) e o primeiro estado em taxas de homicídio contra negros.

Disposição parece não faltar a essa pedagoga de 28 anos, cujas origens estão no movimento sindical da agricultura familiar do município catarinense Anita Garibaldi, cujo nome rememora a jovem heroína da revolta Farroupilha (RS, 1835-1845). Confira a entrevista concedida por Severine Macedo ao jornalista André Santana, do portal Correio Nagô, onde apresenta as diretrizes de atuação da pasta e convocada a sociedade contra o genocídio da juventude: “Para que essas ações cheguem de fato aos jovens que mais necessitam, precisamos que os estados e municípios se comprometam efetivamente com a agenda juvenil. Não tenho dúvida de que o envolvimento de todos os entes federados é fundamental para que os direitos dos jovens sejam de fato reconhecidos e se tornem uma prática em nosso país”.

Severine Macedo

Correio Nagô:  Para a Secretaria Nacional de Juventude, o que é ser jovem no Brasil de hoje?

Severine Macedo: Ate pouco tempo, a juventude no Brasil era vista apenas como uma fase de transição entre adolescência e vida adulta. Toda a luta travada por organizações, movimentos e pesquisadores contribuiu para consolidar o reconhecimento da juventude como uma etapa importante da vida, que traz singularidades, diversidades, destacando-se como um período em que os sujeitos processam de maneira mais intensa suas vivências, dilemas e possibilidades.  O país possui hoje cerca de 50 milhões de jovens, com idade entre 15 e 29 anos, que já demonstraram determinação em assegurar os seus direitos e ocupar um lugar de destaque no processo de desenvolvimento do país. A população jovem brasileira nunca foi tão grande  e esta “onda jovem” se traduz em um fenômeno denominado “bônus demográfico”, no qual o peso da população economicamente ativa supera o da população dependente – crianças e idosos. Esse bônus torna-se um ativo importantíssimo na economia e cultura do país, de forma que, falar em políticas públicas de juventude significa tratar de políticas centrais para o desenvolvimento do Brasil.

Correio Nagô:  Dados oficiais divulgam que nos dois mandatos do presidente Lula, 11 milhões de jovens foram beneficiados por políticas do governo. Mesmo assim, programas como o Projovem não conseguem atingir as metas anunciadas, que seriam a de alcançar a totalidade de jovens em situação de risco, no país. São dois milhões de jovens vivendo em favelas, milhares fora da escola e do mercado de trabalho e vulneráveis à violência e ao assassinato. Quais são as falhas das políticas públicas para a juventude?

Severine Macedo: O Brasil passou por vários avanços nas políticas sociais nos últimos anos, com foco nas populações em condição de vulnerabilidade. O aumento do salario mínimo, a ampliação do acesso à educação em todos os níveis, os programas de transferência de renda, o crescimento do emprego formal dentre tantos outros, foram políticas que contribuíram para a inclusão de boa parte da nossa juventude. Hoje os jovens representam uma parcela importante da população que adentrou na chamada nova classe trabalhadora. Mas reconhecemos que ainda temos um passivo para resolver, lembrando que o reconhecimento dos jovens como sujeitos de direitos e a construção das políticas juvenis ainda são recentes no Estado brasileiro. Somente em 2005 o governo federal passou a construir estas políticas, com foco na juventude, além de reverter a visão de “jovem problema” para considerar o segmento como “sujeito de direitos”. O Projovem foi e continua sendo um programa muito importante para a elevação da escolaridade e qualificação profissional de jovens em situação de vulnerabilidade. Não podemos avaliar a eficácia do programa somente pelas metas atingidas. A diferença que a iniciativa faz na vida dos jovens precisa ser considerada, bem como as dificuldades de entrada e permanência dos alunos, que já têm um histórico de abandono da escola formal. Nesse contexto, a atualização do programa é uma preocupação permanente do governo e algumas mudanças ocorreram na nova versão do programa, que agora contará com Salas de Acolhimento para os filhos dos alunos, estimulando a permanência daqueles que não têm com quem deixar suas crianças. As mudanças vão permitir também o acesso dos municípios com mais de 100 mil habitantes, a articulação do Programa com o Pronatec e a criação dos comitês gestores, que contam com a participação dos conselhos de juventude, possibilitando que os próprios jovens possam acompanhar a execução do programa.

Correio Nagô: Foram cerca de 1,5 mil encontros, conferências municipais e estaduais, envolvendo meio milhão de jovens em todo país, e duas conferencias nacionais de juventude em Brasília, em 2008 e 2011.  O que de fato têm resultado de benefícios para a juventude e efetivação de direitos a partir desses encontros?

Severine Macedo: As conferencias são espaços muito importantes de participação e proposição de políticas. Estamos, nesse momento, implementando a primeira resolução da primeira 1ª Conferencia Nacional, que é o enfrentamento ao problema da violência que atinge a juventude brasileira, especialmente a juventude negra. Além disso, estamos constituindo um Comitê Interministerial, de caráter permanente, composto por 23 Ministérios, que foi uma demanda da 2ª Conferência. O Comitê terá a tarefa de articular, avaliar e monitorar as Políticas Públicas de Juventude, no âmbito do governo federal; É claro que nem todas as sugestões feitas nestes espaços são possíveis de ser realizadas. Mas o que queremos é dar retorno à sociedade do que foi feito, do que não foi e por que não foi realizado.

Correio Nagô: Pesquisas da Unesco revelam que há 70% mais casos de morte violenta entre os jovens do que na população em geral. É possível estimular a superação individual e a não violência, em meio a realidades tão adversas? Como promover direitos sem perpetuar protecionismos?

Severine Macedo: Infelizmente em nosso país os jovens estão mais expostos a situações de violência. E isso se agrava a partir do gênero, raça e território. Os jovens que mais morrem, vítimas de homicídios, são homens, jovens, negros e residentes das grandes cidades brasileiras.  Embora a inclusão social venha crescendo ano a ano no Brasil, os indicadores de violência aumentam, mostrando que esse tema precisa ser enfrentado com urgência. Por isso o Governo Federal elaborou o Plano Juventude Viva, de prevenção à violência contra os jovens negros, que será gradativamente implementado nos 132 munícipios com os piores indicadores de mortalidade de jovens. Já iniciamos a sua implementação no estado de Alagoas, em setembro de 2012, e a nossa meta é expandir a iniciativa para outros cinco estados este ano. Para superar este problema, precisamos ampliar as oportunidades e as políticas públicas para os jovens desses territórios, melhorando o acesso a equipamentos e serviços, enfrentando e superando a questão do racismo e do preconceito  geracional, tanto nas instituições quanto na sociedade, e buscando superar também a banalização da violência.

Correio Nagô: Quais as diferenças existentes entre ser jovem negro e jovem branco no Brasil?

Severine Macedo: Diversos dados chamam a atenção para segmentos juvenis que se encontram em situações de maior vulnerabilidade, como é o caso dos jovens negros. A política de juventude deve ser para todos, mas precisamos garantir o acesso e contemplar as necessidades dos jovens que se encontram em maior situação de exclusão, contribuindo para a reversão desse cenário. As desigualdades de raça e cor no segmento juvenil se expressam, não apenas em relação a emprego e escolaridade, entre outros indicadores, mas também na vitimização pela violência e criminalidade. Informações do SUS mostram que os jovens negros são as principais vítimas da violência. Quando analisadas as mortes  por homicídio, a taxa de jovens brancos do sexo masculino é de 63,9 por 100 mil habitantes, enquanto para os jovens negros essa taxa chega a 135,3, e para os jovens pardos, 122,8. Esperamos que o Juventude Viva possa contribuir, na prática, para a redução dessas diferenças, com a criação de oportunidades e garantia plena dos direitos desses jovens.

Correio Nagô: Na Bahia, assim como em outros estados brasileiros, a mídia tem colaborado para a banalização da violência entre os jovens, a partir da exploração de estereótipos, da condenação prévia e da criminalização da juventude, em especial, dos jovens negros. Como o governo brasileiro pode coibir essas violações de direitos e exigir que os meios de comunicação cumpram seu papel, como concessão pública, na promoção da cidadania e no combate ao genocídio da juventude?

Severine Macedo: Um dos eixos do Juventude Viva é justamente a desconstrução da cultura de violência, na perspectiva de sensibilizar a opinião pública sobre a banalização da violência e valorização da vida de jovens negros, por meio da promoção de direitos e da mobilização de atores sociais para que atuem na defesa desses direitos, a partir do conjunto de ações previstas no Plano, nas mais diversas áreas, incluindo educação, trabalho, cultura, esporte, saúde, acesso à justiça e segurança pública, entre outros.  O grande objetivo do Plano é justamente combater as desigualdade e assegurar os direitos humanos, envolvendo toda a sociedade para um debate de valores que leve à mudança de cultura, transformando o cenário atual.  Sabemos que não é uma tarefa fácil, porém, acreditamos que, com o esforço conjuntos, dos governos e da sociedade, conseguiremos chegar lá.

Conheça o Plano Juventude Viva: www.juventude.gov.br/juventudeviva

Deus não fez nada sem uma razão de ser

Deus não fez nada sem uma razão de ser

Deus não fez nada sem uma razão de ser; tudo tem um sentido; tudo converge para um objetivo. Na sua matricial eterna cada coisa se encaixa em seus propósitos pré-estabelecidos, entendê-los é o nosso desafio!

Ao sol deu-lhe o dever de iluminar o dia; a lua foi-lhe atribuída à tarefa de clarear a noite; as estrelas foram incumbidas a honra de servir de companheiras e ornamento para os céus; as plantas foram criadas para que através da fotossíntese possibilitasse a troca do gás carbônico pelo oxigênio. Enfim, toda a sua criação foi criada para um objetivo e finalidade, até as coisas mais simples, e aparentemente insignificantes, têm sua existência objetivada.

E nós seres humanos? Porque o altíssimo nos criou? Tão diferentes; tão especiais; sim, tão peculiares. Há uma razão para tudo isso… Ele nos fez para louvor e glória sua. Aleluia! Ele nos fez para que fôssemos seus amigos mais chegados, que pudéssemos contar os nossos maiores segredos, com os quais tivéssemos a ousadia de dizer bem baixinho “pode contar comigo amigo”, somos o ápice de sua criação terrena, honremos o mestre!

É necessário que nos conformemos, e aceitemos o que Deus tem nos reservado, pois seus feitos são excelentes e sua vontade e autoridade são soberanas. Assim sendo, não façamos como um terço dos anjos, que liderados pelo Querubim Lúcifer, apostataram e se rebelaram contra Deus, em busca de posição e glória para si. Logicamente que tal intento ingrato não logrou êxito, pois Deus em sua onipotência os frustrou tirando todos os privilégios que outrora tinham e os condenou a perdição.

Portanto, devemos permanecer humildes e firmes onde Deus nos chamou, aceitando seu propósito para nossas vidas, pois no momento oportuno, nosso pai celestial nos recompensará e nos exaltará. Pois tudo tem um propósito na Criação…