Precisamos defender nossas florestas

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Na última semana, o Dia do Meio Ambiente foi marcado por dois mundos: o concreto e o imaginário. No primeiro deles, a vida real invadia os jornais com notícias sobre aumento do desmatamento, indígenas desrespeitados e violência e escravidão no campo. No mundo da imaginação, o governo ignorava tudo isso, e passava a impressão de que vivemos no encantado país das maravilhas.

GreenpeaceEm Brasília, um pó de pirlim-pim-pim tentou fazer com que velhos dados ganhassem cara de novos: a queda recorde e histórica do desmatamento na Amazônia – que aconteceu entre 2011 e 2012 – foi divulgada pela segunda vez, mas como novidade. Os dados, que devem ser comemorados, não dão conta dos recentes alertas que mostram novas e crescentes derrubadas na floresta.

As notícias sobre desmatamento, desrespeito aos povos tradicionais e o rastro de violência e degradação que isso tem deixado para trás ainda pipocam por todos os cantos. Mas o governo prefere continuar no mundo de Alice, vendo uma realidade pra lá de distorcida.

Ajude a mudar esse cenário divulgando a campanha do Desmatamento Zero através do desafio da Liga das Florestas.

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Banda Alma Livre lança seu mais novo álbum

Com elementos do jazz, soul music e reggae, banda mostra versatilidade e apresenta faixas em inglês, espanhol e português.

Há sete anos nascia na capital paulista uma das mais promissoras bandas de reggae da atualidade, a Alma Livre. Formada pelos irmãos Naldinho e Alves, acompanhados por Chico, Sabiá, Gilvan e Kleberson,  a banda lançou logo no primeiro ano de formação um trabalho demo que rendeu o troféu Os melhores do Reggae – 2006 e, também, um destaque no importante site francês “reggae-live.com”. Esse primeiro álbum superou a marca de 51 mil audições no site europeu www,jamendo.com e despertou o interesse de produtores internacionais.

Em 2010, o grupo gravou o segundo CD, El amor vencio, que rendeu um contrato com a produtora portuguesa Ritmos e Temas Produções. A parceria proporcionou ainda abertura comercial na Europa, Ásia e África. Agora, mais madura e disposta a conquistar também o mercado argentino, a banda lança o CD homônimo Alma Livre, com canções em português, inglês e espanhol.

Totalmente autoral, o álbum navega pelos estilos que fizeram parte da história da banda e também por canções românticas. A faixa A verdade é a prova disso: uma canção elegante e dançante, sem os exageros do estilo, que destaca a bela e segura voz do vocalista Alves. No reggae Culpados, a presença de metais logo no início é sedutora e a música soa como um desabafo, um pedido de socorro, que traz na letra a triste realidade de inúmeras famílias dilaceradas pela violência, o desespero e a falta de esperança. A faixa É tarde também conta com um arranjo de metais, é contemporânea e delicada e ganhou suavidade com a inserção de  backing vocals, imprimindo com classe o tom romântico da canção.  Já Its a New Day mostra a versatilidade e intimidade de Alves com os idiomas inglês e espanhol. A faixa é uma saborosa surpresa no disco, um reggae rico de elementos que remetem aos grandes nomes do gênero.

Alma LivreJesus is with me  é uma das músicas que a banda já havia gravado anteriormente. “Escrevi essa música não por motivos religiosos”, conta Alves. “Mas pra falar dessa inversão dos pontos verdadeiramente importantes da vida de Cristo. Enfatizam a forma como Ele nasceu e morreu, mas se esquecem de como Ele viveu, seus exemplos seus ensinamentos. Decidi fazê-la em reggae porque o gênero traz naturalmente uma certa ligação espiritual sublime”, explica o músico. Ser eterno é um reggae que vibra positivamente com questões delicadas, como as dificuldades que podem ser superadas  e sobre o crescimento que há no sofrimento:  “Não temo a vida/Não temo a dor/É como ferida/Que já cicatrizou”.

Naldinho, tecladista da banda, conta sobre a relação dos músicos com o trabalho. “O reggae é um estilo que sempre nos cativou por ter nascido nos guetos, num cenário de miséria, violência e preconceito. Em poucos anos se espalhou pelo mundo levando sua força,  carregando nações inteiras com seu suingue e seu grito de paz e liberdade. Nós não queríamos ser uma banda rotulada dentro de um único estilo, queríamos ter a liberdade de tocar pela essência da música, por isso o nome Alma livre”, revelou.

O CD foi gravado no estúdio Midas, em São Paulo, e levou seis meses para ficar pronto.  Produzido pela própria banda, o disco contará com a distribuição da Tratore em solo nacional e, ainda, terá divulgação na Argentina e Europa.

Para o lançamento,  a banda preparou uma apresentação no Na Mata Café, em São Paulo, no  dia 11 de julho. Um super show que apresentará as faixas do novo trabalho e, também, contará com o repertório produzido pela banda nesses sete anos de estrada.