Nono dígito será implementado na região Sul à partir do dia 6/11

9 9938-3519

A partir do dia 6 de novembro de 2016, deverão ser alterados os números dos celulares nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Deverá ser acrescentado o 9 antes do número telefônico para ligar para celulares dos seguintes DDDs 41, 42, 43, 44, 45 e 46 (PR); 47, 48 e 49 (SC); 51, 53, 54 e 55 (RS). A medida tem entre seus objetivos aumentar a disponibilidade de números na telefonia celular, dar continuidade ao processo de padronização da marcação das chamadas e garantir a disponibilidade de números para novas aplicações e serviços. Ligações para telefones fixos não sofrerão alterações, permanecendo com oito dígitos.

O dígito 9 (nove) deverá ser acrescentado à esquerda dos atuais números, que passarão a ter o seguinte formato: 9 XXXX-XXXX. Por um determinado período, as ligações marcadas com oito dígitos ainda serão completadas, para adaptação das redes e dos usuários. Gradualmente haverá interceptações e os usuários receberão mensagens com orientações sobre a nova forma de discagem. Após esse período de transição, as chamadas marcadas com oito dígitos não serão mais completadas.

As chamadas feitas com 8 dígitos e com 9 dígitos serão completadas normalmente de 6 de novembro de 2016 a 15 de novembro de 2016, é o chamado duplo convívio. E as chamadas com 8 dígitos receberão mensagem orientativa sobre a mudança de 16 de novembro  até 13 de fevereiro de 2017.

Além das adequações técnicas por parte das prestadoras de serviço de telecomunicações, essa medida demandará da sociedade a realização de eventuais ajustes em equipamentos e sistemas privados como, por exemplo, equipamentos PABX e agendas de contatos. O nono dígito deverá ser acrescentado, no momento da discagem, por todos os usuários de telefone fixo e móvel que liguem para celulares nos estados mencionados, independentemente do local de origem da chamada.

O nono dígito já foi implementado em todos os demais estados. O sul será a última região do país a receber o nono dígito, encerrando a implementação regulamentada pela Anatel que teve início  em 2012.

O Brasil registrou em agosto deste ano, 252.081.484 linhas de telefonia móvel. A região Sul registrou um total de 36.884.754 de linhas de celulares. Desse total, são 13.943.432 de linhas no Paraná, 14.650.250 de linhas no Rio Grande do Sul e 8.291.072 de linhas em Santa CatarinaSaiba mais

Documentos relacionados

Fonte: Anatel

Anúncios

Amados falsos mestres

Fariseus

Falsos mestres com uma língua comum – com heresias óbvias, não são os mais perigosos. O problema está no falso mestre que tem uma língua bifurcada. Ela é capaz de discursos díspares, já que mistura coisas que mostram “amor”, “interesse ao próximo”, “o social”… com os mais sutis e devastadores desvios. Em toda a história da igreja homens que propagaram heresias destruidoras eram amáveis… Os teólogos liberais sempre foram diligentes estudantes do espírito da época.

Um século atrás eles eram conhecidos como “modernistas” porque os valores pós-iluministas foram o pretexto que eles usaram para fazer avançar a agenda liberal. Eles, como agora, insistiam que, se a igreja se recusasse a mudar com o tempo, o próprio cristianismo se tornaria irrelevante. Exatamente o argumento atual.

Naturalmente, “mudar com os tempos”, se tornar “relevante” significava cercear o evangelho de seus objetivos centrais e essenciais, para moldá-lo a uma agenda palatável ao homem natural e daquilo que a cultura acha relevante.

Isso me lembra um personagem de O Senhor dos Anéis de J R. R. Tolkien – As Duas Torres – chamado Grimma Língua de Cobra. É óbvio, que mesmo sendo um agente do Sauron, senhor do escuro… Grimma sob o pretexto de cuidar de Théoden – Rei de Rohan, terra dos cavaleiros – usurpa a autoridade moral de Théoden, dissipando o poder moral do rei com uma língua bifurcada que pode misturar ‘bons conselhos’ com veneno mortal. A história da igreja está cheia de Grimmas língua de Cobra deste o início.

No fim da vida do grande apóstolo da circuncisão ele teve que dizer aos cristãos daqueles dias: “…como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição” (2 Pedro 2:1)

O mesmo aviso flui dos lábios do apóstolo dos gentios: “Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós” (Atos 20:29-31). O apóstolo da circuncisão e o apóstolo dos gentios falam a mesma coisa – ou seja, não devemos de forma alguma ficar surpresos ao descobrir que, em todos os tempos, a igreja de Deus foi tentada pelos enganos e erros de homens com línguas bifurcadas (juntando amor e heresias, cuidado com o próximo e liberalismo).

Isso deixa sem discurso também todos esses que dizem que como há enganos e falsos líderes (exatamente o que Deus sempre avisou que haveria) se tornam anti-igreja – (foi avisado que sempre seria assim). Devemos esperar essas coisas e ainda assim nos manter firmes e inabaláveis. Há e sempre haverá “falsos irmãos” e “falsos mestres”, como anteriormente houve “falsos apóstolos”, “falsos profetas”, e até mesmo “falsos cristos”.

O drama é que o erro mais sutil e destruidor sempre flui de línguas bifurcadas que dizem que o evangelho para atingir a geração atual precisa de mudanças e adaptações. O perigo maior está não em quem tem uma língua só, voltada para heresias óbvias, mas sim os Grimmas língua de cobra – pois sua língua bifurcada pode misturar discursos, escondendo seus desvios heréticos. Tão modernos, tão prontos a denunciar as heresias óbvias, tão contemporâneos, tão “relevantes”… tão Grimmas!

No filme de Peter Jackson, As Duas Torres – podemos ver nitidamente como Théoden vai se tornando, sob a influência de Grimma língua de cobra, numa mera casca de um homem, sem brilho, olhos vidrados… pois seu conselheiro com seu discurso “bifurcado” age sobre ele como um parasita que aos poucos o deixa vazio de tudo o que construiu a integridade do Rohan.

O discurso sempre parece “relevante” pois propõe, como Grimma língua de cobra, a salvação do cristianismo – o brado é igual o dos liberais tantos anos atrás – “O Cristianismo deve mudar ou morrer. Quando mais ouvimos mestres assim, mais óbvias ficam suas línguas bifurcadas que misturam sutilmente o abandono da verdade com a relevância e salvação do Cristianismo”.

Falsos mestres são mais perigosos ao manifestar grande devoção e manter boa moral… A respeito de Pelágio, Agostinho testifica que ele “sempre manteve uma vida de moral justa e decente” – e que mesmo no tempo em que começou a ensinar seus erros fatais, “sua reputação de piedade séria era grande em toda a igreja”. A quantidade de zelo exibida por falsos mestres às vezes é prodigiosa. Sua devoção muitas vezes parece surpreendente.

A palavra mais comum na boca de Grimma língua de Cobra é: “Será que realmente Deus quis dizer?” – Em seguida a resposta virá: “Não!” – Então começam a mostrar um evangelho que pode ser aceito pelo mundo de um modo muito mais admirável e relevante. Releitura relativista da Bíblia começa sutilmente a substituir o que logo será chamado de dogmatismo. A proposta sempre é a de “salvar o cristianismo” – torná-lo “relevante” para a mente atual… a necessidade de que agora temos que respeitar valores diferentes… tudo tão moderno… tudo tão mais palatável para esta geração… línguas bifurcadas.

I – Falsos mestres exercem astúcia e engano ao difundir falsas doutrinas
Pedro claramente diz que ele “disfarçadamente introduziam heresias destruidoras”. E Paulo adverte aos Efésios que eles, “não deviam ser crianças, levadas pelas ondas do mar e soprados por todo vento de doutrina, pela astúcia humana que usa sempre de inteligentes técnicas de engano” (Efésios 4.14). Normalmente falsos mestres seguram ao máximo seus sentimentos ofensivos, ensinando-os aos iniciados, até chegar o momento de despejá-los ao ouvido de todos.

II – Falsos mestres prometem sempre muito mais do que realizam
Assim a pena de Pedro descreve o veneno das línguas bifurcadas: “Porque, falando coisas mui arrogantes de vaidades, engodam com as concupiscências da carne, e com dissoluções, aqueles que se estavam afastando dos que andam em erro, Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo” (2 Pedro 2:18-19). A liberdade prometida logo se tornou libertinagem. O “esclarecimento” das dificuldades consistia em deixar de lado doutrinas do Evangelho que ofende o homem natural, e logo uma multidão se  simpatiza com o novo e mais “livre” modo de pensar.

III – Falsos mestres acabam por ser sempre prepotentes
Eles podem tanto se gloriar em sua riqueza como podem fazer o oposto, e se gloriar em sua humildade, vida dedicada aos pobres… Eles se orgulham do número e do sucesso, ou então se orgulham de sua pobreza e generosidade. Língua bifurcada é assim. Só não se gloriam em toda a Verdade bíblica.

IV – Falsos mestres sempre focam em agradar o ouvido humano
“Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo” (Gálatas 1:10)“Mas, como fomos aprovados de Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não como para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações” (1 Tessalonicenses 2:4) – Pregam não para o lucro do coração humano, mas para o deleito do ouvido – “Que dizem aos videntes: Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, e vede para nós enganos” (Isaías 30:10)Falsos mestres não tem como relevância a santidade de Deus, mas sim a inteligência insignificante do homem – o foco de sua “relevância” nunca está no temor e reverência pela glória de Deus, mas é focada no homem, seu mundo, sua sociedade… “Dizem continuamente aos que me desprezam: O SENHOR disse: Paz tereis; e a qualquer que anda segundo a dureza do seu coração, dizem: Não virá mal sobre vós” (Jeremias 23:17)Grimmas línguas de cobra são muito mais devastadores que hereges óbvios. Eles são sutis em passar esperanças fúteis.

Eles consideraram pura loucura os pregadores ressaltarem características difíceis que soam primitivas e ofensivas aos ouvidos modernos como a ira de Deus, a expiação pelo derramamento do seu sangue e especialmente, a punição eterna. Uma agenda comum com o mundo e a mente natural sempre será mais relevante para eles.

Eles dizem que as igrejas que insistirem nessas verdades perderão as gerações futuras, então, devem se acomodar ao pensamento moderno. O mundo, em constante mutação, mudou perifericamente algumas coisas (essencialmente é o mesmo mundo alienado de Deus) mas mais uma vez, não usando o nome, os liberais ainda estão reclamando que a igreja está ficando para trás, fora do passo do mundo e cada vez mais irrelevante. Agora, mesmo não se auto-denominando liberais (seria uma boa estratégia – uma língua bifurcada nunca faz isso), a linha de argumentação que eles usam e sua agenda é a mesma.

Não podem suportar como antes, nem acham relevante… especialmente o ódio de Deus ao pecado, a razão pela qual Cristo de fato veio ao mundo, esvaziando o significado profundo da cruz e substituindo por um que o mundo ache “sensível” – o exemplo de amor para construir um mundo melhor…

Não é nenhum segredo que o mundo sempre desprezou os aspectos essenciais da verdade bíblica. De fato, se você desejar manter o igreja em sintonia com o mundo, terá que sempre reavaliar e reajustar sua mensagem de vez em quando. Mas a igreja está proibida de cortejar o espírito da época, e uma das principais razões porque o evangelho é uma pedra de tropeço é que ele não pode ser adaptado para atender as preferências culturais ou cosmovisões alternativas. Em vez disso, ele as confronta.

A língua bifurcada de Grimma sempre está mais preocupada em ser contemporânea do que ser doutrinariamente ortodoxa, mais preocupada com a “relevância” e metodologia do que com a mensagem ofensiva da cruz, mas cativada com o que é politicamente correto para a cultura do que pela Verdade.

“Será que Deus realmente quis dizer?” – Sempre é o início do discurso de Grimma língua de cobra – foi assim com Eva no Paraíso e não é diferente hoje. A atitude de Gandalf (No livro “As Duas Torres”) com Grimma língua de cobra é a única que podemos tomar ainda hoje:

“Cale-se cobra” – Disse Gandalf de repente com uma voz terrível. “Quanto tempo faz que Saruman o comprou? Qual foi o preço prometido?” – “Cale-se, mantenha a sua língua bifurcada entre os dentes!” – O não precisa ser “salvo” pela “relevância”, precisa ser proclamado com fidelidade!

Não há outra maneira de manter-se fiel.

Artigo de Josemar Bessa, extraído do portal Púlpito Cristão

 

Jornalistas e organizações são indicados ao Prêmio de Liberdade de Imprensa da RSF

Prêmio Repórteres sem Fronteiras – TV5 Monde pela Liberdade de Imprensa

Repórteres Sem FronteirasA Organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) divulgou os nomes dos 22 indicados ao Prêmio Repórteres sem Fronteiras – TV5 Monde pela Liberdade de Imprensa de 2016. A organização recompensará três premiados nas categorias jornalista, meio de comunicação e jornalista-cidadão/blogueiro.

Entre os indicados, estão a Agência Pública, que, segundo a entidade, realizou grandes reportagens de investigação, várias delas premiadas, sobre direitos humanos e temáticas ambientais, e o jornalista Leonardo Sakamoto, destacado pela RSF como antigo repórter de guerra, autor de um blog sobre os direitos humanos no Brasil e a luta contra o trabalho escravo contemporâneo.

A ONG ressalta que, neste ano, diversos jornalistas e blogueiros demonstraram uma grande coragem no exercício diário de sua profissão, muitas vezes, colocando suas vidas em risco. Segundo a RSF, muitos indicados foram processados ou mesmo presos por  terem dito não à auto-censura e defendido sua missão de informar.

“Em 2016, os regimes autoritários endureceram sua repressão sobre os jornalistas e os blogueiros, observou Christophe Deloire, Secretário-geral de Repórteres sem Fronteiras. “A RSF saúda a coragem e a determinação destes homens e mulheres que travam um combate comum pela liberdade de informação”, acrescentou.

A lista dos finalistas em três categorias tem 22 nomes. Eles são oriundos de 19 países. A cerimônia desta 25ª edição será realizada em Estraburgo, na França, no próximo dia 8 de novembro. Confira as indicações no site.

Portal Imprensa

Doenças que atingem 1 bilhão de pessoas e ninguém se importa

Doenças que atingem 1 bilhão de pessoas e ninguém se importa, Dialison, Dialison Cleber, Dialison Cleber Vitti, DialisonCleberVitti, Dialison Vitti, Dialison Ilhota, Cleber Vitti, Vitti, dcvitti, @dcvitti, #dcvitti, #DialisonCleberVitti, #blogdodcvitti, blogdodcvitti, blog do dcvitti, Ilhota, Newsletter, Feed, 2016, ツ

Negligência

Com o impacto gerado pela epidemia do vírus zika, que se espalha para outras partes do mundo, parece fácil esquecer que centenas de milhões de pessoas nos países mais pobres ou em desenvolvimento sofrem de “doenças tropicais negligenciadas”, ou DTNs.

Trata-se de um grupo de doenças tropicais endêmicas, especialmente entre populações pobres da África, Ásia e América Latina. A negligência é das autoridades de saúde e das empresas farmacêuticas, que não veem essa parcela da população como mercado capaz de comprar medicamentos.

Surtos como o de zika, emergência internacional presente hoje em mais de 60 países e territórios, vêm e vão ao longo do tempo e ganham as manchetes da imprensa. Porém, silenciosamente, mais de 1 bilhão de pessoas em 149 países sofrem com as doenças tropicais negligenciadas.

Doenças Tropicais Negligenciadas

A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece 18 doenças como DTNs: dengue, raiva, tracoma, úlcera de Buruli, bouba, hanseníase, doença de Chagas, doença do sono, leishmaniose, teníase/neurocisticercose, dracunculíase, equinococose, trematodíases de origem alimentar, filariose linfática, oncocercose (cegueira dos rios), esquistossomose, helmintíases transmitidas pelo solo e micetoma.

No Brasil, a DTN que tem maior incidência, em números absolutos, é a dengue, segundo a entidade Médicos Sem Fronteiras – ainda que, mais recentemente, venha havendo um esforço consistente para o desenvolvimento de uma vacina. Outra doença preocupante em território nacional é a hanseníase (lepra): o Ministério da Saúde registrou cerca de 28 mil novos casos de infecção em 2015.

Diferentemente da infecção por zika ou ebola – ou da gripe aviária e da Sars, voltando um pouco no tempo -, há pouco risco de as DTNs se espalharem pelo mundo desenvolvido. Os atingidos se concentram em áreas rurais remotas ou aglomerados urbanos, e a voz dessas pessoas quase não se faz ouvir pelo mundo.

Anos Vividos com Incapacidade

Nem todas as infecções por DTNs resultam em morte, mas conviver com elas pode ser debilitante. Uma maneira de medir o impacto de doenças na saúde da população é relacionar a duração média da enfermidade com sua gravidade, um indicador chamado Anos Vividos com Incapacidade (AVIs).

Embora a China e a Índia sejam os países mais afetados por DTNs, isso ocorre pelo tamanho das populações dessas nações. Ajustando a medição por população, países africanos, do Sudeste Asiático e pequenos arquipélagos como Kiribati e ilhas Marshall se destacam como as áreas mais atingidas.

Na República Democrática do Congo, um dos países mais afetados, o Instituto para Métricas Médicas e Avaliações, centro de pesquisa da Universidade de Washington, disse que apenas em 2013 houve mais de 8 milhões de casos de apenas uma DTN, a oncocercose ou cegueira dos rios, resultando em 500 mil AVIs.

A oncocercose é uma doença parasitária crônica transmitida por mosquitos que carregam o nematódeo Onchocerca volvulus. No corpo humano, essas larvas se tornam vermes adultos que podem causar cegueira, lesões cutâneas, coceira intensa e despigmentação da pele quando os vermes morrem.

Avanços e retrocessos

Apesar de a oncocercose ser uma das DTNs mais disseminadas, muitos países a controlaram pela aplicação de inseticidas, e houve uma queda de 24% de 1990 a 2013 nos AVIs causados pela enfermidade no mundo.

Há outros casos bem-sucedidos. Infecções intestinais por nematódeos, como aquelas causadas por vermes em forma de gancho, registraram a maior queda entre as DTNs – 46% até 2013. Já o chamado verme-da-Guiné, causador da dracunculíase, está quase erradicado.

Mas enquanto a maioria das DTNs registram prevalência menor em 2013 do que em 1990, algumas estão em alta, e certas doenças possuem um potencial de estrago maior do que as enfermidades que estão recuando.

A leishmaniose é uma delas: Cerca de 12 milhões de pessoas estão infectadas, e houve um aumento de 136% nos AVIs desde 1990. E o caso mais preocupante é da dengue, doença conhecida dos brasileiros, mas distante do mundo desenvolvido. Segundo a OMS, há registro de cerca de 390 milhões de casos de dengue no mundo por ano, e 96 milhões desses casos resultam em doenças com alguma severidade. Houve aumento superior a 600% nos AVIs causados pela dengue desde 1990.

Fonte: Diário Saúde

Doenças que atingem 1 bilhão de pessoas e ninguém se importa, Dialison, Dialison Cleber, Dialison Cleber Vitti, DialisonCleberVitti, Dialison Vitti, Dialison Ilhota, Cleber Vitti, Vitti, dcvitti, @dcvitti, #dcvitti, #DialisonCleberVitti, #blogdodcvitti, blogdodcvitti, blog do dcvitti, Ilhota, Newsletter, Feed, 2016, ツ

Curso a distância: A câmara municipal e o processo legislativo

Curso A câmara municipal e o processo legislativo

Inscreva-se no curso a distância da Alesc em parceria com a Escola do Legislativo de Minas Gerais sobre A câmara municipal e o processo legislativo. O curso tem como objetivo apresentar conhecimentos teóricos e práticos sobre a elaboração das leis para servidores e vereadores. Clique neste link e inscreva-se!

Conhecer os principais conceitos e entendimentos sobre cada uma das fases do processo legislativo e fazer uma reflexão sobre a crise e os desafios do Poder Legislativo, tendo como referência o papel deste Poder na construção do Estado democrático de direito.

O curso parte de uma abordagem geral sobre o Poder Legislativo, analisando os desafios e obstáculos para o desempenho de suas funções. Em seguida, discute os princípios constitucionais que informam a organização do Poder Legislativo, em especial os regimentos internos. Por fim, examina as fases do processo legislativo. Mais informações neste link!

Informações

  • Inscrições: Site Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira: escola.alesc.sc.gov.br
  • Curso a distância: 20h/a
  • Vagas limitadas
  • Total de vagas: 250
  • Período das inscrições: 13 de outubro à 09 de novembro de 2016
  • Aula Inaugural na Escola: Dia 07 de novembro de 2016 das 15h às 17h
  • Período do curso: De 1º de novembro a 05 de dezembro de 2016
  • Público: Vereadores e Servidores de Câmaras Municipais de Minas Gerais e Santa Catarina
  • Conteúdo do curso:
    1. As funções do Poder Legislativo
    2. Os princípios do processo legislativo e o regimento interno
    3. Processo legislativo: Fase de iniciativa e de discussão
    4. Processo legislativo: fases decisão e conclusiva
  • Critério de aproveitamento e certificação
    • Fazer todos os exercícios (4 grupos), obtendo aproveitamento de 60%;
    • Manifestar-se pelo menos uma vez em cada um dos quatro fóruns de discussão do curso, acrescentando um tópico de discussão ou enviando resposta a questão formulada pelos colegas.
  • Certificação pela Escola do Legislativo de Minas Gerais
  • Mais informações neste link!

Instrutores:

  • Guilherme Wagner Ribeiro: Professor
    • Dr. Ciências Sociais
    • Mestre em Educação
    • Especialista em Educação a distancia
    • Bacharel em Direito
  • Renata Cunha: tutora
    • Mestrado, em Andamento, em Ciência Política
    • Especialista em Administração Pública
    • Historiadora

Eu me inscrevi. Vamos ver se eles me aceitam. Tomara que sim!

Travesti é parado na rua e surpreende colegas ao falar de Deus, canta e “pregar” o evangelho

Não sei o que dizer disso. Para esse contexto, não tenho opinião e não expresso qualquer reação. Com a dúvida, fico com a palavra do senhor.

Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne
Gênesis 2:24

Deus criou o “homem” e a “mulher”, um para o outro e disse: “Crescei e multiplicai”. Desse modo é fácil de concluir que o homossexualismo é, segundo a Bíblia, uma perversão da natureza humana, um desvio da criação divina. Se Deus entendesse que a companhia do homem devesse ser “outro homem”, não teria criado a mulher, sua única e divina companheira. As leis, ditas modernas, digressionaram o verdadeiro sentido da relação conjugal, desvirtuando a perfeita interação “homem-mulher”, abençoada por Deus desde o princípio, para proteger “relações amaldiçoadas”, que ao final será julgada pelo Juiz dos juízes, segundo as letras das Escrituras Sagradas. Por isso, aceite o perdão de Cristo, revendo conceitos e atitudes e lhe peça forças para “não pecar mais”.

O vídeo que ilustra o post de um  “travesti evangélico” diz que “caiu”. Afirma ter conhecimento da bíblia, mas que por “não vigiar”, agora está numa situação que considera ruim para sua vida. Ele é uma pessoa identificada por Miguel. Segundo os autores do vídeo, Miguel foi um cristão evangélico, antes “pregador” da bíblia, mas agora travesti.

Miguel canta e emociona, não por sua voz simplesmente, mas por demonstrar que apesar das suas dificuldades, acredita que há esperança para sua condição. Ele, na ocasião em que o vídeo foi gravado, vestido como um travesti, não apenas demonstra conhecer a bíblia, como utiliza seus versículos para advertir outras pessoas a não seguirem o mesmo caminho.

Ao que parece, os autores do vídeo estavam passando pelo local quando viram o Miguel, antigo membro da sua igreja, agora nas ruas vivendo como um travesti. Eles param para conversar e resolvem filmar o diálogo, gravando a musica cristã cantada pelo até então travesti. A publicação do vídeo teve autorização do travesti.

Não sabemos qual é a situação atual do Miguel, mas sabemos que segundo a bíblia:

Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.
2 Coríntios 5:17

Como cristãos devemos orar por Miguel e todos que, assim como ele, demonstram sofrimento ao viver numa condição de vida que, conforme seu próprio testemunho, não reflete a vontade de Deus.

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas
Mateus 11:28-30

O versículo acima é a mensagem de Cristo para quem está oprimido e também se vê julgado pelo mundo ao ponto de não encontrar forças para mudar de vida e se sentir amado.

Deus convida todos nós, sem distinção, para depositar em Cristo nossas fraquezas, angústias e cargas, para que Ele mesmo, através do seu precioso sangue derramado na cruz, nos justifique pela fé e sejamos transformados em nova criatura.

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça
 1 João 1:9

Fonte: Portal Gospel+

Seminário estadual de práticas exitosas na área da Criança e do Adolescente

Seminário estadual de práticas exitosas na área da Criança e do Adolescente

Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, através do seu Presidente Deputado Doutor Vicente Caropreso, convida para participar do II Seminário estadual de práticas exitosas na área da Criança e do Adolescente que acontecerá em Florianópolis, no Auditório Antonieta de Barros, no dia 10 de novembro das 13 h às 19h. Para mais informações e inscrições clique aqui. Evento gratuito e com emissão de certificado. Qualquer dúvida, favor entrar em contato através telefone (48) 3221-2973 ou e-mails cca.alesc@gmail.com / cca@alesc.sc.gov.br.

Epagri lança em Itajaí cultivares orgânicos de tomate, alface e banana

Hortaliças, Dialison, Dialison Cleber, Dialison Cleber Vitti, DialisonCleberVitti, Dialison Vitti, Dialison Ilhota, Cleber Vitti, Vitti, dcvitti, @dcvitti, #dcvitti, #DialisonCleberVitti, #blogdodcvitti, blogdodcvitti, blog do dcvitti, Ilhota, Newsletter, Feed, 2016, ツ

Nesta quinta-feira, 27, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) lança, em Itajaí, novos cultivares de alface e de tomate desenvolvidos para produção orgânica e de banana com qualidades nutricionais diferenciadas. Os lançamentos ocorrem a partir das 10h15. As atividades encerram a programação comemorativa dos 40 anos de fundação da Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI).

A legislação nacional está evoluindo e, dentro dos próximos anos, exigirá que hortaliças orgânicas só possam ser produzidas a partir de sementes também orgânicas. Foi preocupada com esse cenário que a EEI focou no desenvolvimento da alface SCS374 Litorânea e do tomate SCS372 Kaiçara.

Após sucessivas seleções e avaliações feitas desde 2008 na área de pesquisa em hortaliças da EEI e em propriedades de tradicionais produtores de alface na região, a EEI chegou ao cultivar Litorânea. É uma alface lisa que se destaca dos cultivares disponíveis por apresentar boa produtividade, baixa suscetibilidade às doenças foliares, boa qualidade das plantas, maior número de folhas, bom sabor, bom aspecto visual e bom vigor das plantas. A alface é uma das hortaliças mais populares e consumidas no Brasil e no mundo.

O Kaiçara é um tomateiro que apresenta um ótimo desenvolvimento em abrigos de cultivo e nos sistemas de produção orgânica. Ele sofre menor incidência de doenças foliares, como a requeima e a mancha-de-cladiosporium, quando comparado com outros cultivares e híbridos comerciais. Tem folhas mais eretas e curtas, que facilitam a pulverização de caldas fitossanitárias no interior dos abrigos e possibilitam melhor aeração do cultivo, reduzindo a presença de orvalho sobre as folhas e levando a uma menor incidência de doenças foliares.

Esse tomateiro produz frutos de elevada qualidade, com formato ‘caqui’, de tamanho médio, coloração vermelha e intensa, excelente sabor e prolongado tempo de prateleira. Outro estaque é a boa produtividade, uma média 5kg de tomates por planta, que associado ao maior adensamento, decorrente do tamanho menor da planta, possibilita elevadas produções por área.

Além destas vantagens, o tomateiro Kaiçara é um material genético de polinização aberta, o que possibilita a obtenção de sementes pelo próprio agricultor. Considerando o elevado custo da semente de tomate e que, especialmente na produção orgânica, a utilização de sementes híbridas será restringida, esse novo cultivar da Epagri tem grande importância para o mercado produtor.

Banana nutritiva

A Epagri lança também o cultivar BRS SCS Belluna, que produz uma banana com qualidades nutricionais diferenciadas, rica em fibras, com menor conteúdo de carboidratos e valor calórico mais baixo que os cultivares comerciais. Possui quatro vezes mais amido resistente que a Caturra e duas vezes mais que a Branca, produzindo uma banana naturalmente biofortificada, fato que a diferencia das cultivares hoje em uso pelos agricultores brasileiros.

O material genético selecionado é indicado para produção de fruto de mesa e industrialização e excelente para cultivo em sistemas intensivos de produção orgânica e/ou agroflorestais.

A BRS SCS Belluna é resistente a sigatoka-amarela e ao mal-do-panamá, e moderadamente resistente a sigatoka-negra, principais doenças que causam danos à bananicultura brasileira e mundial. A escolha do nome é uma homenagem a cidade de Siderópolis (SC), que em anos passados era chamada de Nova Belluno, uma menção à comuna de Belluno, Norte da Itália, região de origem dos imigrantes que fundaram a cidade em 1882.

Fonte: Alexandre Visconti, pesquisador de organizador do evento: (47) 3398-6315

De acordo com pesquisa, 81% dos homens consideram Brasil um país machista

Machismo

Pesquisa realizada pela ONU Mulheres e pelo portal Papo de Homem mostrou que 81% dos homens entrevistados concordam que o machismo ainda é recorrente no Brasil, enquanto o percentual sobe para 95% no caso das mulheres.

Segundo o levantamento, estereótipos do comportamento masculino causam dificuldades para os homens, já que 66,5% deles disseram não conversar com os amigos sobre medos e sentimentos. Outros 45% disseram que não gostam de se sentir responsáveis pelo sustento financeiro da casa e 45,5% disseram que gostariam de se expressar de modo menos duro ou agressivo.

Pesquisa realizada nesta terça-feira (25) pela ONU Mulheres e pelo portal Papo de Homem mostrou que 81% dos homens entrevistados concordam que o machismo ainda é recorrente no Brasil, enquanto o percentual sobe para 95% no caso das mulheres.

O levantamento apontou que estereótipos do comportamento masculino causam dificuldades para os homens, já que 66,5% deles disseram não conversar com os amigos sobre medos e sentimentos. Outros 45% disseram que não gostam de se sentir responsáveis pelo sustento financeiro da casa e 45,5% disseram que gostariam de se expressar de modo menos duro ou agressivo. A pesquisa, que teve apoio do Grupo Boticário, mostrou ainda que 3% dos homens se consideram bastante machistas.

O estudo teve como objetivo saber mais sobre como as pessoas se sentem em relação ao tema, de forma a encontrar caminhos rumo a uma sociedade mais igualitária e com mais diálogo entre os gêneros, disse a ONU Mulheres.

Os homens consultados disseram ser difícil lidar com a figura de “herói durão” e do ideal da virilidade dominante na sociedade. Segundo a pesquisa, 56,5% dos homens entrevistados disseram que gostariam de ter uma relação mais próxima com os amigos, enquanto 54% disseram que gostariam de ter mais liberdade para explorar hobbies pouco usuais, sem serem julgados.

O estudo também identificou como as mulheres percebem o papel dos homens em sua vida e na sociedade. A pesquisa constatou que os homens ainda não sabem lidar com mudanças de posição na hierarquia social, o que faz com que busquem provar sua masculinidade.

ONU Brasil

Nenhum país adotou teto de gasto como o da PEC 241

A PEC 241 no Mundo. #PECDoFimDoMundo, PEC 241, Dialison, Dialison Cleber, Dialison Cleber Vitti, DialisonCleberVitti, Dialison Vitti, Dialison Ilhota, Cleber Vitti, Vitti, dcvitti, @dcvitti, #dcvitti, #DialisonCleberVitti, #blogdodcvitti, blogdodcvitti, blog do dcvitti, Ilhota, Newsletter, Feed, 2016, ツ

Vale a pena destacar casos positivos da fixação de teto de gastos. Todos os países que adotaram essa sistemática recuperaram sua economia. A Holanda, por exemplo, adotou limites em 1994, conseguiu reduzir a relação dívida/PIB de 77,7% para 46,8% e enxugou as despesas com juros de 10,7% para 4,8% do PIB. Ao mesmo tempo o desemprego caiu de 6,8% para 3,2%.”
Trecho do relatório da PEC 241 na Câmara, de autoria do deputado Darcísio Perondi (PMDB/RS)

A fixação de um teto para os gastos públicos, defendida pelo governo Michel Temer (PMDB) com a Proposta de Emenda à Constituição 241/2016 (PEC 241), tem sido adotada ao redor do mundo desde meados dos anos 1990. Pioneira ao aderir a esse tipo de controle, a Holanda foi usada como exemplo por Darcísio Perondi (PMDB-RS) na Câmara dos Deputados. O Truco no Congresso – projeto de checagem da Agência Pública, feito em parceria com o Congresso em Foco – verificou um trecho do relatório escrito pelo deputado, que defende a aprovação da iniciativa. O parlamentar citou números positivos do país europeu, e escreveu ainda que todos os que implantaram a medida recuperaram a sua economia. Será que as informações usadas por Perondi estão corretas?

A PEC 241 define um limite para os gastos do governo federal, que durante 2o anos só será corrigido pela inflação do ano anterior – se aprovada em 2016, a medida valerá até 2036. Qualquer mudança nas regras da PEC só poderá ser feita a partir do décimo ano, e será limitada à alteração do índice de correção anual.

A proposta retira dos próximos governantes parte da autonomia sobre o orçamento. Isso porque a PEC 241 não permitirá o crescimento das despesas totais do governo acima da inflação, mesmo se a economia estiver bem. E só será possível aumentar os investimentos em uma área desde que sejam feitos cortes em outras.

Economistas têm advertido para os efeitos colaterais que a medida poderá causar, como a redução nos investimentos em saúde e educação, a perda do poder de compra do salário mínimo, entre outros. Ainda assim, a medida avançou rapidamente e já passou em primeiro turno no plenário da Câmara, por 366 a 111 votos, no dia 10 de outubro. Se passar pela votação em segundo turno, prevista para esta terça-feira (25), a matéria segue para o Senado Federal, que pode aprová-la ainda em 2016.

O teto é igual para todos?

Perondi afirmou que “todos os países que adotaram essa sistemática recuperaram a sua economia”. Um levantamento do Fundo Monetário Internacional (FMI) que analisou regras fiscais em 89 países entre 1985 e 2015, consultado pelo Truco, mostra, no entanto, que o modelo não é igual em todos os lugares. Logo, não é possível falar em uma mesma “sistemática”.

A Holanda adota um limite de gastos desde 1994. O teto vale para um período de quatro anos e inclui quase todas as despesas, como saúde, seguridade social e o pagamento de juros da dívida pública. A partir de alguns critérios, o governo faz uma previsão – em geral, depois de negociar com os partidos da base de apoio – que ele mesmo terá de cumprir. São permitidos aumentos nos gastos após a previsão inicial, desde que seja comprovada a existência de recursos.

Diferentemente da PEC 241, o modelo holandês impõe um limite também ao pagamento de juros da dívida pública. Isso deixou de acontecer entre 2007 e 2010, quando esse tipo de despesa foi excluída do teto. A crise econômica de 2008 levou ainda à exclusão, no teto, de certos benefícios e programas de assistência social e desemprego, entre 2009 e 2010. Mudanças como essas, para reagir a pressões econômicas internas e externas, não serão possíveis durante a vigência da PEC 241, caso ela seja aprovada sem alterações.

As regras de limitação para gastos foram adotadas de forma pioneira também na Suécia e Finlândia. Assim como ocorre na Holanda, o regime usado nos dois países tem diferenças em relação à PEC 241. Em 1997, a Suécia criou um rígido sistema de teto de gastos, que não permite alterações nos limites estabelecidos, mas válidos por três anos – não por 20, como quer Temer.

Na Finlândia, após mais de uma década tentando implementar um limite anual de gastos, o país estabeleceu um teto válido por quatro anos, em 2003. O governo seguinte manteve o regime, introduzindo alterações para torná-lo mais flexível. As limitações para o crescimento das despesas atingem hoje cerca de 75% das despesas federais finlandesas. Suécia e Finlândia não impõem valores máximos para os gastos com juros da dívida – o que também ocorre na PEC 241.

Também pioneira no teto, a Dinamarca limitou o crescimento real (acima da inflação) dos gastos a 0,5% ao ano, em 1994. O índice foi elevado para 1% entre 2002 e 2005. Após alterações nos anos seguintes, entrou em vigor, em 2014, uma lei que determina limites estabelecidos pelo parlamento a cada quatro anos e que vale para estados e municípios, além do governo federal.

A União Europeia adota uma regra com metas específicas por país, mas que, em geral, limita o aumento das despesas ao mesmo porcentual previsto para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em médio prazo. Além de excluir dos limites os gastos com benefícios para desempregados, a regra permite um aumento mais veloz das despesas, desde que amparado por um crescimento de receitas.

No Japão, as metas de gastos estabelecidas em 2006 deveriam ser seguidas por cinco anos, mas foram abandonadas em 2009, devido à crise econômica. Desde 2011, o país passou a proibir qualquer aumento nos gastos federais de um ano para o outro, com exceção daqueles relacionados ao pagamento da dívida pública – que preocupa por já ter ultrapassou duas vezes o valor do PIB.

O Kosovo limitou o aumento dos gastos, em 2006, a 0,5% ao ano em termos reais (acima da inflação). A medida foi descumprida e teve a abrangência reduzida, em 2009, passando a valer somente para os municípios. A Bulgária também passou por problemas com os limites estabelecidos em 2006, que não permitiam que as despesas excedessem 40% do PIB. Após furar a meta, a regra foi suspensa em 2009 e voltou a vigorar em 2012, não mais como um acordo político, mas com força de lei.

Na maior parte dos países, a regulação dos gastos é feita por meio de leis ordinárias ou de acordos políticos, como é o caso holandês. Os únicos a terem os modelos incluídos na Constituição, como defende o governo Temer, são Dinamarca, Georgia e Singapura.

Ou seja, a PEC 241 não repete o regime adotado por nenhuma outra nação, tendo como principais diferenças o longo prazo (20 anos), a correção do teto de gastos apenas pela inflação e a inclusão da norma na Constituição.

Todos os países recuperaram a economia?

Perondi exagerou ao dizer que “todos os países que adotaram essa sistemática recuperaram a sua economia”. Em alguns casos, o teto foi desrespeitado ou precisou ser modificado – o que será bem difícil de acontecer na proposta brasileira. Também distorceu dados ao citar os números sobre a economia da Holanda: “A Holanda, por exemplo, adotou limites em 1994, conseguiu reduzir a relação dívida/PIB de 77,7% para 46,8% e enxugou as despesas com juros de 10,7% para 4,8% do PIB. Ao mesmo tempo o desemprego caiu de 6,8% para 3,2%.”

Segundo a assessoria de Perondi, as informações sobre a Holanda foram retiradas da apresentação de Murilo Portugal, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em audiência na Comissão Especial da PEC 241. Ao contrário do relatório do deputado, o texto de Portugal deixa claro que os dados sobre a Holanda são relativos ao período 1994-2007. O problema é que há dados mais recentes, que mostram um cenário distinto.

A Holanda teve bons resultados na economia no período entre 1994 e 2007, mas o teto de gastos não a protegeu da crise financeira de 2008. O cenário negativo levou a alterações temporárias no sistema, na tentativa de evitar que os estragos fossem ainda piores. Suécia e Finlândia também sentiram o impacto e tiveram uma piora nos indicadores. Não será possível fazer ajustes de curto prazo se a PEC 241 for aprovada com o texto atual.

Embora tenha recuperado a economia entre 1994 e 2007, como apontou o deputado Perondi, a Holanda sofreu os impactos da crise de 2008, que reverteu a recuperação de indicadores econômicos e expôs limitações do sistema de teto de gastos. Se, por um lado, os anos recentes representam um dos piores cenários da economia mundial nas últimas décadas, o que justifica em parte a piora do quadro holandês, por outro lado houve flexibilidade do modelo de limite de despesas, que foi alterado para cruzar a crise.

A proporção entre a dívida e o Produto Interno Bruto (PIB) caiu na Holanda, na Suécia e na Finlândia em um primeiro momento, mas não parou de subir depois da crise de 2008. Segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), na Holanda, o indicador diminuiu de 71,7%, em 1995, para 42,6%, em 2007. Com a crise econômica, no entanto, o índice subiu até alcançar 68,3%, em 2014. A dívida finlandesa equivalia a 42,7% do PIB, em 2003, e foi reduzida gradualmente até 32,5%, em 2008. Com a crise, cresceu sucessivamente até atingir 55,7% em 2013. Na Suécia, o porcentual devido em relação ao PIB era de 70,2% em 1996. Passou para 36,7%, em 2008, e após oscilações chegou a 2012 com 36,4%.

Embora ligeiramente diferentes daqueles compilados pelo FMI, os dados do Banco Mundial para as relações entre déficit e PIB da Holanda e da Finlândia apresentam as mesmas tendências de recuperação pré-crise e deterioração pós-2008. As informações do banco sobre a Suécia, disponíveis apenas a partir de 2010, mostram oscilações até 2013 na casa dos 42% – ou seja, não houve mais queda significativa após a crise.

O índice de desemprego seguiu uma tendência semelhante. Na Holanda, caiu de 7,2%, em 1994, para 2,8%, em 2008. Por conta da crise, o porcentual mais que dobrou, atingindo 6,9%, em 2014. Na Finlândia, o desemprego caiu entre 2003 (9%) e 2008 (6,3%), mas subiu para 8,6% em 2014. A Suécia atingiu 8,7% em 2010, o maior índice de desemprego desde 1998 (8,5%), chegando a 2014 com 8%.

Dos indicadores citados por Perondi, o único cuja trajetória de queda não foi revertida após 2008 foi o pagamento de juros da dívida em relação às receitas. Em 1994, a Holanda destinava 9,9% das receitas para esse tipo de despesa. Após forte redução, o índice se estabilizou em torno de 4,4% entre 2006 e 2008. A crise promoveu uma leve alta no parâmetro em 2009 (4,7%), mas a trajetória de queda logo foi retomada, e o menor valor da série foi alcançado em 2014, com 3,4%. Suécia e Finlândia seguiram padrões parecidos, com poucos impactos da crise neste indicador.

Embora tenha sido precedida por grandes dificuldades financeiras, a entrada em vigor do teto na Suécia e na Finlândia não teve como objetivo recuperar o controle fiscal, mas mantê-lo, segundo estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) publicado em 2008. “Interessante notar que os limites máximos de despesas foram introduzidos após a consolidação, e não como parte do esforço para reduzir as despesas. Os limites máximos foram usados para manter a estabilidade, e não para criá-la”, diz o artigo.

O trecho do relatório da PEC 241 analisado nesta checagem está, portanto, equivocado. Chamar de “essa sistemática” tanto a proposta brasileira quanto o modelo holandês e de outros países é um exagero, já que as regras são vigentes por uma quantidade diferente de anos, em cada caso – contra 20 anos no Brasil –, e podem incluir ou excluir certos gastos, de acordo com o desempenho da economia – o que não será permitido com a PEC 241. Ao omitir essas diferenças, Darcísio Perondi distorceu fatos importantes e, por isso, o Truco no Congresso classifica a fala do parlamentar com a carta “Não é bem assim”.

Fonte: Carta Maior