Perguntas frequentes sobre deslocamentos por mudanças climáticas e catástrofes naturais

América do Sul

Na medida em que as atividades da 22ª Conferência das Partes (COP22) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC) ocorrem em Marrakesh, no Marrocos, seguem abaixo respostas para algumas perguntas frequentes sobre mudanças climáticas e deslocamento.

1. Quantas pessoas já foram deslocadas pelas mudanças climáticas?

Uma média anual de 21,5 milhões de pessoas foram forçadas, a cada ano desde 2008, a se deslocar por causa de intempéries como inundações, tempestades, incêndios florestais, temperaturas extremas.

Milhares de outras pessoas fogem de suas casas no contexto de situações de risco, cujo processo é mais lento, tais como secas ou erosão costeira ligada ao aumento do nível do mar. Existe um alto consenso entre os cientistas de que a mudança climática, em combinação com outros fatores, deverá aumentar o deslocamento de pessoas no futuro.

A mudança climática é também um “multiplicador de ameaças” em muitos dos conflitos atuais, do Sudão do Sul à Somália, do Iraque à Síria. A Primavera Árabe é comumente vista como um acontecimento que levou ao conflito da Síria, mas as pessoas tendem a esquecer da seca de cinco anos no nordeste do país que precedeu a guerra e gerou o deslocamento de cerca de 1,5 milhão de pessoas.

2. Quais regiões enfrentam maior risco?

Nenhuma região está imune às mudanças climáticas, mas os riscos de deslocamento são maiores para países com alta exposição a perigos e com grandes populações em áreas que não tem capacidade ou recursos para se preparar adequadamente.

A Ásia vivencia mais desastres naturais do que qualquer outra região — em 2015, 85% das pessoas deslocadas por desastres de início súbito estavam no sul e no leste da Ásia. Por exemplo, as inundações nos estados indianos do sul de Tamil Nadu e Andhra Pradesh causaram o deslocamento de 1,8 milhão de pessoas, enquanto o ciclone Komen e as inundações de monção em Mianmar e na Índia levaram, respectivamente, ao deslocamento de 1,6 milhão e 1,2 milhão de pessoas.

No entanto, a Ásia é a região com o maior percentual da população global. Ao considerar o tamanho da população, Vanuatu e Tuvalu foram os mais atingidos em 2015, quando o ciclone Pam deslocou, respectivamente, 55% e 25% das populações dos países. Em geral, os países de baixa e média renda têm o maior número de deslocamentos ligados a desastres, incluindo o contexto das mudanças climáticas.

3. O que é um refugiado por mudanças climáticas?

O termo “refugiado climático” é inapropriado porque, no direito internacional, a palavra “refugiado” descreve pessoas que fogem da guerra ou da perseguição e que atravessaram uma fronteira internacional. As mudanças climáticas afetam as pessoas dentro de seus próprios países, e geralmente criam deslocamento interno antes que atinjam um nível no qual são obrigadas a cruzar fronteiras. Por conseguinte, é preferível fazer referência às “pessoas deslocadas no contexto das mudanças climáticas”.

4. Quantas pessoas serão deslocadas por mudanças climáticas no futuro?

É difícil dizer. O que sabemos é que a extensão e a seriedade do deslocamento muitas vezes dependem do quanto os países estão preparados e de sua capacidade para mitigar os efeitos. Esperamos que a COP22 em Marrakesh ajude a garantir mais rapidez para essas respostas.

5. Como o Acordo de Paris aborda o deslocamento?

O Acordo de Paris inclui três importantes elementos sobre as questões de deslocamento e mobilidade humana.

O preâmbulo do acordo reconhece que a mudança climática é uma preocupação comum à humanidade e inclui uma referência a migrantes, solicitando às partes que respeitem, promovam e considerem suas respectivas obrigações em relação aos migrantes, e outros, ao tomar medidas para lidar com a mudança climática.

O Acordo de Paris contém muitas referências à proteção de pessoas, resiliência de comunidades e a importância dos meios de subsistência. Esses são pontos de acesso essenciais para abordar as causas profundas do deslocamento forçado, como o acesso à água, alimentos, energia e a necessidade de oportunidades de subsistência para permitir que as pessoas permaneçam onde vivem.

Por fim, o Acordo de Paris solicita ao Comitê do Mecanismo Internacional de Varsóvia sobre Perdas e Danos a criação de uma força-tarefa sobre deslocamento. Este grupo de trabalho “desenvolverá recomendações para abordagens integradas com o objetivo de evitar, minimizar e lidar com o deslocamento relacionado com os impactos adversos da mudança climática”. Isso também é um reconhecimento dos perigos do deslocamento e das mudanças climáticas como um fator de deslocamento.

6. O que o ACNUR quer que aconteça na COP22?

O ACNUR gostaria de ver as seguintes questões sendo abordadas em Marrakesh:

  • Recursos suficientes oferecidos para a implementação bem-sucedida e em tempo hábil da força tarefa do Mecanismo Internacional de Varsóvia sobre deslocamento. Mobilidade humana incorporada aos instrumentos de planejamento dos Estados, tais como as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs).
  • Comprometimento dos Estados em apoiar as comunidades já deslocadas no contexto de desastres e também a tomar medidas para prevenir e reduzir o risco de deslocamento futuro.
  • Reforço à resiliência das populações em maior risco para permitir que permaneçam onde estão.
  • Que os países recebam aconselhamento técnico para se prepararem para o deslocamento de populações que estão atualmente fora de perigo e que isso seja feito em plena consulta com todas as populações afetadas.

Fonte: ONU Brasil

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Dez multinacionais controlam o mercado mundial de alimentos

As multinacionais do mercado mundial de alimentos

Esta é uma entre tantas consequências da globalização: um número reduzido de empresas multinacionais controla hoje uma parte importante do mercado mundial de alimentos.

O resultado é que essas firmas concentram uma enorme influência para determinar como a comida é repartida no mundo e qual a sua qualidade. Potencialmente, também têm a capacidade de determinar ações que podem ajudar a aliviar a fome no planeta.

Devido a esse poder de influência, a Oxfam, uma organização não-governamental baseada na Grã-Bretanha, está realizando há três anos uma campanha pública intitulada “Por trás das marcas” (Behind the Brands). O objetivo é discutir as políticas de compra de alimentos dessas grandes multinacionais – e a maneira como isso influi no mercado mundial de alimentos.

Controle da produção mundial de alimentos

Dez multinacionais controlam o mercado mundial de alimentos

As dez maiores empresas que estão no foco da campanha são Nestlé, PepsiCo, Unilever, Mondelez, Coca-Cola, Mars, Danone, Associated British Foods (ABF), General Mills e Kellogg’s.

Elas foram selecionadas por encabeçar mundialmente o volume de vendas do setor. A Oxfam diz que essas empresasfaturam juntas US$ 1,1 bilhão (R$ 3,4 bilhões) diariamente e empregam milhares de pessoas. Todas são europeias ou norte-americanas e dominam os setores de produtos lácteos, refrigerantes, doces e cereais, entre outros.

“Há uma ilusão de opções. Você vai a um supermercado e vê diversas marcas, mas muitas são das mesmas dez empresas,” afirmou Irit Tamir, da Oxfam América. Essas empresas operam em mercados globais em que a produção de alguns itens está concentrada em poucas empresas.

Irit Tamir aponta como exemplo três delas, que atuam na cadeia de valor do cacau: Mars, Mondelez e Nestlé. Elas controlam 40% do comércio mundial nessa área. Somente entre 3,5% e 5% do valor de uma barra de chocolate vai para o pequeno produtor rural, segundo a ONG. Enquanto isso, no setor de refrigerantes, Coca-Cola e Pepsi se tornaram as maiores compradoras de açúcar do mundo.

Resultados positivos

Oxfam

A Oxfam estimou o impacto das políticas dessas empresas sobre algumas variáveis: posse da terra, gênero, agricultores e trabalhadores, transparência, clima e água.

Assim, a ONG criou uma tabela de classificação da responsabilidade social na política de aquisição de alimentos dessas dez corporações. As atitudes positivas rendem pontos na tabela. Agora os ativistas estão fazendo campanhas para que as empresas minimizem o impacto que exercem sobre setores específicos.

“Pedimos que as grandes empresas do setor de chocolate tratem melhor as trabalhadoras,” contou Irit Tamar, a título de exemplo. A organização também pediu às empresas de refrigerantes que não tolerem conflitos de terra em relação ao cultivo de cana-de-açúcar. Já as firmas de cereais General Mills e Kellogg’s foram convidadas a reduzir o impacto climático de suas atividades.

Concentração crescente

Comida Enlatada

A boa notícia é que muitas empresas responderam bem à campanha, segundo a Oxfam. A evolução delas na tabela ao longo de três anos de campanha é positiva.

Em fevereiro de 2013, por exemplo, a empresa com melhor classificação entre as dez grandes, a Nestlé, tinha apenas 38 pontos de 70 possíveis. Em 2016, a pontuação da mesma companhia subiu para 52. As ações adotadas pelas empresas vão de políticas de transparência corporativa a estratégias de redução de danos ambientais provocados por cultivos, diz a Oxfam.

O fato de essas grandes empresas parecerem estar adotando políticas mais socialmente responsáveis é uma consequência positiva, pois espera-se que o poder dessas corporações continue aumentando no futuro. “Estamos presenciando cada vez mais concentração (de mercado) entre poucas empresas”, disse Tamar. “As grandes compram as pequenas”.

Com informações da BBC

Um reflexão sobre a sogra de Pedro

A sogra de Pedro - Imagem da cura da sogra de Pedro por Jesus em Cafarnaum, Galiléia

É difícil encontrar nos evangelhos algumas referências mais detalhadas sobre a sogra de Pedro, sua doença e cura realizada por Jesus, casa em que morava, sua cidade, etc. Mas os evangelhos nos fornecem poucas informações. Assim que ter a pretensão de fazer uma reflexão sobre esta personagem Bíblica entraríamos no mundo das hipóteses e criaríamos um texto longe da verdade e da realidade dos fatos.

Sobre muitos aspectos da vida de Pedro não encontramos nenhuma informação nos evangelhos. Há três realidades da vida de Pedro que as possui algumas curiosidade: o nome da sogra de Pedro, o número de filhos e aspectos de seu trabalho na cidade de Cafarnaum.

Os textos dos evangelhos afirmam estes dados de Pedro:

  • Sua sogra é mencionada nos Sinóticos (Mateus 8, Marcos 1 e Lucas 4).
  • Era pescador (Mateus 4,18).
  • Tinha morada em Cafarnaum.
  • Sua profissão era pescador, formava uma pequena empresa de pesca com seus irmão.
  • Foi chamado por Cristo, com o irmão André (Mateus 4,18-20).
  • Jesus se hospedou muitas vezes na casa de Pedro.
  • Pedro era um galileu, pois Cafarnaum, que fica às margens do Lago, é uma cidade da Galiléia.
  • Os evangelhos não falam de sua morte.
  • O nome de sua mulher, sogra e número de filhos?

Estas perguntas estão em aberto. Não há dados escritos para respondê-las. Não sabemos, além da informação sobre a sogra, nada sobre sua família: o nome da esposa se teve filhos e como se chamavam.

Fonte

Comprar um celular novo? Você não irá decidir racionalmente

Samsung Galaxy S7 Edge

Se você estiver lendo esta notícia em algo como um iPhone 7 – ou um similar brilhando de novo – você provavelmente não deu o devido valor ao seu antigo celular antes de fazer o upgrade.

Décadas de pesquisas pareciam apoiar a teoria de que as pessoas tendem a se basear em comparações quando tomam decisões. Mas quando uma das opções é uma atualização de um equipamento – comprar um modelo mais novo -, a racionalidade dos consumidores desaparece, de acordo com Aner Sela (Universidade da Flórida) e Robyn LeBoeuf (Universidade de Washington).

Eles examinaram um fenômeno que chamam de “negligência comparativa”, no qual as pessoas preferem um produto mais recente sem avaliar o produto que já possuem.

Sem comparação

No início da conversa, nada menos do que 78% dos voluntários concordaram que “comparar um novo aparelho com o aparelho atual é um componente necessário na decisão”, e 95% concordaram que as comparações eram importantes para sua decisão.

Contudo, quando confrontados com a decisão, os consumidores não conseguiram praticar o que pregaram. Foram feitos cinco experimentos, envolvendo mais de mil usuários de celulares, de 18 a 78 anos de idade. Quando lhes foi pedido para escolher entre um celular mais moderno ou uma nova versão de um aplicativo, a maioria escolheu a nova versão – mesmo quando lhes era fornecida uma lista com os recursos de ambos os produtos.

Somente quando os voluntários foram explicitamente lembrados de comparar os recursos existentes no modelo novo e no modelo antigo, é que eles consultaram a lista, o que fez a probabilidade de atualização diminuir.

Saber não é suficiente

“Nós não estávamos pedindo que as pessoas lembrassem as características de memória”, disse Sela. “Nós as colocamos na frente das pessoas, mas a menos que disséssemos para comparar, elas não comparavam, não usavam a informação da maneira que elas mesmas tinham dito que deveria ser usada. É isso o que torna tudo tão surpreendente.

“Nós não fazemos as coisas tão bem quanto sabemos que deveríamos fazer. As pessoas sabem que é importante, há um consenso sobre isso. Mas, no momento da verdade, somos suscetíveis a esses vieses. Isto é que é a coisa mais impressionante: saber não é suficiente,” concluiu Sela.

Os resultados foram publicados no Journal of Marketing Research.