O mundo precisa da ciência e a ciência precisa das mulheres

A ciência precisa das mulheres

Mulheres continuam sendo minoria em instituições de pesquisa e em organismos decisórios da área da ciência. O alerta é da diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, que pediu neste sábado (11) — Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência — mais esforços pela igualdade de gênero no meio científico.

“As meninas continuam a enfrentar estereótipos e restrições sociais e culturais, que limitam seu acesso à educação e ao financiamento para pesquisas, impedindo-as de desenvolver carreiras científicas e de realizar todo o seu potencial”, disse a chefe da agência da ONU.

Bokova afirmou que a marginalização das mulheres ameaça o cumprimento da Agenda 2030 da ONU e do Acordo de Paris. Ambos os compromissos internacionais “destacam os papéis-chave da igualdade de gênero e da ciência”, afirmou a diretora-geral da UNESCO. “A humanidade não pode ignorar a metade de seu gênio criativo”

O mundo precisa da ciência e a ciência precisa das mulheres

A dirigente lamentou que meninas e mulheres são as que “suportam os fardos mais pesados da pobreza e da desigualdade”. “Elas estão nas linhas de frente da mudança climática, incluindo os desastres resultantes de riscos naturais”, disse.

Para Bokova, progressos significativos para incluir as mulheres na produção científica só serão conquistados “por meio do estímulo à sua engenhosidade e inovação”. “As meninas e mulheres devem ser empoderadas em todos os níveis, na aprendizagem e na pesquisa, na administração e no ensino, em todos os campos científicos”, explicou.

Segundo a chefe da UNESCO, é necessário oferecer “oportunidades de tutoria para jovens cientistas, com a finalidade de auxiliá-las no desenvolvimento de suas carreiras”. “Devemos aumentar a conscientização sobre o trabalho das mulheres cientistas, proporcionando oportunidades iguais para sua participação e liderança em uma ampla gama de entidades e eventos científicos de alto nível”, acrescentou.

Bokova lembrou ainda que a UNESCO lançou em 2016 o Manifesto pelas Mulheres na Ciência. O documento busca envolver governos e partes interessadas na promoção da participação plena de meninas e mulheres na ciência. “O mundo precisa da ciência, e a ciência precisa das mulheres”, concluiu a dirigente.

ONU Brasil

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Profissionais cubanos do Mais Médicos recebem homenagem do Conselho Nacional de Saúde

Programa Mais Médico

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) do Brasil prestou no dia 27/1 uma homenagem aos profissionais cubanos do programa Mais Médicos. A iniciativa que traz clínicos de Cuba para o território brasileiro é fruto de uma parceria entre os dois países e conta com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Durante a entrega da homenagem, o presidente do CNS, Ronald Santos, agradeceu ao governo cubano pela “imensa contribuição à saúde, por meio de seus médicos e médicas, estudos e pesquisas”. Segundo o dirigente, a condecoração dos profissionais estrangeiros destaca o compromisso deles com a prestação de cuidados à população brasileira.

Reconhecer faz crescer.
Nós, médicos cubanos,
vamos nos dedicar ainda mais à saúde brasileira

O profissional Hector Daniel Perdomo, que atua no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Pernambuco, representou os médicos cooperados no evento. “Reconhecer faz crescer. Nós, médicos cubanos, vamos nos dedicar ainda mais à saúde brasileira”.

“É uma satisfação o reconhecimento do CNS, por ser um órgão onde o controle social se transforma e se efetiva. Nós, da OPAS, realizamos essa ‘triangulação’, que é a cooperação entre os governos brasileiro e cubano. Essa parceria fortalece o princípio constitucional de que a saúde é um direito de todos”, destacou o coordenador do Mais Médicos na agência regional da ONU, Renato Tasca.

ONU Brasil

 

Em 1985, Nelson Mandela renunciou à liberdade caso abandonasse a luta armada

 

O líder rebelde, anos depois, chegara à presidência do país, que governou entre 1994 a 1999

Uma das páginas da vida de Nelson Mandela, foi quando, em 1985, renunciou à liberdade caso abandonasse a luta armada. O líder rebelde, anos depois, chegara à presidência do país, que governou entre 1994 a 1999. A música do dia é Soul Rebel, de Bob Marley.