Temer restringe acesso de jornalistas ao Palácio do Planalto; nem na ditadura militar havia tal restrição

Michel Temer é contra os  jornalistas ao Palácio do Planalto

Uma portaria baixada pelo presidente proíbe que profissionais de imprensa circulem no quarto andar do Planalto, onde estão os gabinetes da Casa Civil e da Secretaria de Governo. Nenhum governo anterior adotou tal prática, nem mesmo os da ditadura militar.

O presidente Michel Temer, diante de todas as polêmicas que envolvem seu governo, decidiu restringir o acesso de jornalistas ao quarto andar do Palácio do Planalto – andar considerado estratégico já que é lá que ficam os gabinetes da Casa Civil e da Secretaria de Governo.

Secretaria de Governo esta, inclusive, que pode ser chefiada por Moreira Franco com status de ministro caso a Justiça libere sua nomeação. Franco foi citado mais de 30 vezes em delações da Odebrecht sobre esquemas de corrupção.

A portaria que restringe a circulação de jornalistas foi baixada em dezembro, e se trata de uma prática que nunca foi adotada por governos anteriores, nem mesmo os da ditadura militar.

“É estritamente vedado o acesso dos profissionais de imprensa ao terceiro e quarto andares do Palácio do Planalto, salvo quando devidamente acompanhados por servidor da SIMP nas áreas previamente definidas”, diz a portaria.

Acesse a íntegra do documento.

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PEC da Previdência é maior desafio desde a Constituinte

Reforma da Previdência

Para Dieese, momento é semelhante ao vivido em 1988, agora para evitar perda de tudo o que foi conquistado desde então.

Para o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, o movimento sindical enfrenta, com a reforma da Previdência, desafio semelhante ao do período pré-Constituinte, em meados dos anos 1980, com uma discussão de fundo estrutural. A representantes de nove centrais sindicais, em encerramento de dois dias de debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287), ele afirmou que a questão, agora, é evitar “um dos maiores desmontes institucionais e sociais da história”.

Segundo Clemente, diante de um cenário adverso, com maioria parlamentar pró-governo, as centrais precisam preservar sua unidade – “A única chance de fazer o enfrentamento” – e envolver diversos segmentos sociais, especialmente a juventude. “O projeto que está aí não nos representa. Queremos uma reforma que dê proteção universal aos trabalhadores. Estamos longe disso”, disse o diretor do Dieese, defendendo ainda um modelo “eficaz na cobrança e com sonegação zero, universal e sustentável”.

Entre as centrais, há quem defenda a retirada pura e simples da PEC 287 – e também do Projeto de Lei 6.787, de reforma trabalhista. Parte dos dirigentes defende a apresentação de emendas. As entidades devem se reunir na semana que vem para discutir, entre outras questões, uma data de paralisação nacional. A CUT, por exemplo, propõe aderir à já aprovada greve dos trabalhadores na educação, em 15 de março.

“Marcar os traidores”

reforma-da-previdencia-e-a-morte“Nós queremos derrotar essa reforma, tanto a previdenciária como a trabalhista. Não atinge uma categoria ou setor, mas todos os cidadãos. Temos condição de reverter”, afirmou a secretária de Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa. “Não cabe sentar na mesa para retirar direitos”, acrescentou. “Vamos marcar quem trair a classe trabalhadora, quem trair o povo brasileiro.”

As centrais planejam ainda ações nos estados, visitas às bases dos deputados e audiências públicas em Câmaras Municipais. De certo, já existe uma mobilização prevista para daqui a duas semanas, no dia 22, quando representantes de todas as centrais irão ao Congresso para conversar com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), além de líderes partidários e, provavelmente, integrantes da comissão especial da Previdência na Câmara, que tem como presidente o deputado Carlos Marun (PMDB-MS). Marun integrava a “tropa de choque” de Eduardo Cunha, e como relator Arthur Maia (PPS-BA), responsável pelo parecer do Projeto de Lei 4.330, de terceirização, agora tramitando no Senado (PLC 30). Um fórum em defesa da Previdência e do Direito do Trabalho vai formalizar um pedido de retirada dos projetos.

“O governo que está aí, além de querer implementar o Estado mínimo, quer tirar do Estado a responsabilidade de proteção do povo brasileiro. É a lógica do capital financeiro”, afirmou o presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira, o Bira. “Está na nossa mão a responsabilidade de impedir essa catástrofe.”

“Esse governo veio para rasgar a CLT, destruir tudo”, acrescentou o presidente da CTB em São Paulo, Onofre Gonçalves de Jesus. O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, disse que a paralisação pode ser feita no dia 15 de março, mas lembrou que a data depende uma decisão conjunta das centrais.

Anfitrião do seminário, que terminou na tarde de hoje (8), o presidente do Sindicato dos Padeiros de São Paulo, Francisco Pereira de Sousa Filho, o Chiquinho, também secretário de Organização e Políticas Sindicais da UGT, afirmou que o desafio é conversar com a população sobre o conteúdo das propostas. “Até agora, o que chegou foi o que o governo tem falado.” Na avaliação das centrais, o Executivo tenta implementar a agenda do setor empresarial.

Organizado pelo Dieese, o seminário incluiu dirigentes e militantes de CGTB, CSB, CSP-Conlutas, CTB, CUT, Força, Intersindical, Nova Central e UGT.

CUT

Em 2000 morreu o cartunista Charles Schulz

 

Charles Schulz criou a série Peanuts e os personagens Charlie Brown e Snoopy, que ele desenhou por quase 50 anos.

Diariamente, desde 1950, ele manteve a mesma rotina: desenhava e escrevia uma tirinha por dia até a virada do século. Chegou a ponto de declarar “parece estar além da compreensão das pessoas que alguém possa nascer para desenhar tiras cômicas. Mas acho que este é o meu caso. Até onde eu posso recordar, minha ambição era fazer uma tira cômica diária”. E foi isso que ele fez. Em 1950 ele tomou um trem de Saint Paul para Nova Iorque e levou muitos desenhos. Em 2 de outubro, Peanuts foi lançado em sete jornais. Mais de 50 anos depois, ele ainda é publicado em 2.600 jornais do mundo todo. Lugar ao Sol, de Charlie Brown Jr. é a balada do dia.

Rádio pode tirar pessoas de ‘bolhas midiáticas’ e promover contato com opiniões diferentes

Estúdio de Rádio

Nesta segunda-feira (13), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) celebra o Dia Mundial do Rádio. Para marcar a data, a agência da ONU convida emissoras, órgãos reguladores e instituições relacionadas à radiodifusão a realizarem atividades que reflitam sobre a importância desse meio de comunicação.

“Em uma época onde muitos estão apontando para uma ruptura na discussão civil produtiva, e quando a própria ideia de verdade está cada vez mais sendo questionada, o rádio está em uma posição privilegiada para unir as comunidades e promover um diálogo positivo pela mudança”, afirmou o especialista de programa da UNESCO para Desenvolvimento Midiático e Sociedade, Tim Francis.

RádioSegundo o representante do organismo internacional, o rádio “tem o poder de nos tirar das nossas bolhas midiáticas de pessoas com a mesma opinião e nos faz lembrar da importância de ouvir uns aos outros novamente”.

O tema para a edição de 2017 da data é “O rádio é você!”, um chamado da UNESCO por maior participação das audiências e comunidades nas políticas e no planejamento da radiodifusão. Mais do que simples interações ao vivo, a participação pública inclui mecanismos como políticas de engajamento dos ouvintes, mobilização de editores públicos e implementação de fóruns de ouvintes e de procedimentos para a resolução de queixas.

A agência da ONU criou um site oficial para o Dia Mundial. Organizações e estações de rádio estão convidadas a se inscreverem para registrar seus eventos e transmissões especiais no mapa-múndi do site. Também é possível acessar conteúdos e recursos exclusivos sobre como trazer ouvintes para o centro da produção radiofônica. Acesse o portal aqui.

A data global foi comemorada pela primeira vez em 2012, na sequência de sua declaração na Conferência Geral da UNESCO. Posteriormente, foi adotado pela Assembleia Geral das Nações Unidas como Dia Internacional.

Os temas das celebrações anteriores incluíram igualdade de gênero, participação da juventude e o rádio em situações de emergência e desastre. Em 2016, mais de 380 eventos pelo Dia Mundial do Rádio aconteceram em mais de 80 países.

ONU Brasil

Balneário Camboriú recebe Festival Internacional Lume de Cinema

Festival Internacional Lume de Cinema

Festival acontecerá em mais de 10 cidades simultaneamente. Filmes serão exibidos no Teatro Municipal de BC.

Acontecerá no Teatro Municipal de Balneário Camboriú, de 2 a 8 de março o IV Festival Internacional Lume de Cinema. O festival acontecerá em mais de 10 cidades brasileiras. Em Santa Catarina o Lume acontecerá em Florianópolis, no Paradigma Cine Arte e em Balneário Camboriú o festival terá a produção do CINERAMABC com o apoio da Fundação Cultural e da Pousada Estaleiro Village.

Segundo o produtor do evento,  André Gevaerd, o festival tem o intuito de formar novas plateias e democratizar o cinema autoral nacional e internacional. Os filmes e curtas que serão apresentados no Lume Festival de Cinema serão todos inéditos. “ O festival deste ano contará com 7 longas-metragens e 11 curtas-metragens,de 15 países diferentes, trouxemos para Balneário Camboriú a oportunidade do público local,  amante do cinema, conferir essas novas produções”, explica o produtor.

O Festival Internacional Lume de Cinema é um festival internacional de cinema, realizado no Brasil, para longas e curtas metragens, com foco no cinema autoral e independente. O festival evolui a cada edição. Nesta quarta, uma novidade: o evento acontecerá simultaneamente em mais de dez cidades brasileiras. As escolhas da curadoria se basearam na qualidade artística, na inovação e na diversidade dos filmes e temas apresentados, buscando fazer do festival uma plataforma do que de melhor e mais instigante acontece em termos de audiovisual no Brasil e no mundo.

Em Balneário Camboriú o festival acontecerá na Avenida Central, esquina com Rua 300, no Teatro Municipal e os ingressos por noite custarão R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00. A produtora CINERAMABC Filmes também irá realizar duas contrapartidas que ocorrem paralelamente a programação do festival, uma é a parceria junto ao Conselho Municipal da Mulher em comemoração a Semana da Mulher e outra a realização de exibições para crianças do ensino público de Balneário Camboriú.

Na próxima semana a produtora CINERAMABC Filmes irá divulgar os filmes e a agenda das exibições que acontecerão em Balneário Camboriú no Teatro Municipal.

As cidades (e parcerias) confirmadas são: – Rio de Janeiro (RJ) – Cine Jóia; – Niterói (RJ) – Cine Arte UFF; – Búzios (RJ) – Gran Cine Bardot; – Porto Alegre (RS) – Cinemateca Capitólio; – Florianópolis (SC) – Paradigma Cine Arte; – Balneário Camboriú (SC) – Teatro Municipal; – Salvador (BA) – Sala Walter da Silveira;- Maceió (AL) – Centro Cultural Arte Pajuçara; – João Pessoa (PB) – Cine Bangüe;  São Luís (MA) – Cine Lume; Teresina (PI) – Cinemas Teresina; Belém (PA) – Cine Líbero Luxardo.

Prefeitura de Balneário Camboriú