Inocente, Verónica Razo espera justiça há mais de 5 anos!

Verónica Razo espera justiça há mais de 5 anos

Anistia InternacionalEm 2011, Verónica Razo foi mais uma vítima de uma situação que afeta um alto número de mulheres no México. Ao sair para buscar seus filhos na escola, ela foi sequestrada, estuprada, torturada e mantida como refém por 24h, para assinar um documento confessando crimes que não cometeu. Ela está presa desde então e até hoje seu caso não foi a julgamento.

A caminho da escola de seus filhos, Verónica foi parada, sem nenhum motivo, por um homens armados à paisana. Ela foi presa arbitariamente e torturada pela Polícia Federal na Cidade do México. Os registros médicos realizados logo após sua prisão mostram múltiplas lesões por todo o corpo, incluindo seios e nádegas. Em 2013, o Gabinete do Procurador-Geral da República do México confirmou que Verónica apresentou sintomas compatíveis com a tortura.

As únicas evidências de que Verónica tenha cometido algum tipo de crime foram obtidas dela mesma por meio de tortura, violando gravemente os direitos humanos e o devido processo legal. Ajude Verónica a obter justiça! Pressione as autoridades do México a retirar imediatamente as acusações contra ela e exija sua libertação imediata.

É pela vida de todas as mulheres!

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Pobreza e poluição matam 1,7 milhão de crianças por ano

Pobreza

Mais de uma em cada quatro mortes de crianças menores de 5 anos são atribuíveis a ambientes insalubres, de acordo com dois novos relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Todos os anos, os riscos ambientais – como a poluição do ar interior e exterior, fumo passivo, água não segura, falta de saneamento e higiene inadequada – tiram a vida de 1,7 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade.

O primeiro relatório, intitulado “Herdando um Mundo Sustentável: Atlas da Saúde Infantil e do Ambiente”, revela que grande parte das causas mais comuns de morte entre crianças de um mês a 5 anos – diarreia, malária e pneumonia – são evitáveis, como o acesso à água potável e ao uso de combustíveis de cozinha limpos.

“Um ambiente poluído é mortal – particularmente para crianças pequenas. Seus órgãos e sistemas imunológicos em desenvolvimento, corpos menores e vias aéreas tornam as crianças especialmente vulneráveis ao ar e água sujos,” afirmou Margaret Chan, Diretora-Geral da OMS.

Exposições nocivas podem ter início no útero da mãe, o que aumenta o risco de nascimento prematuro. Além disso, quando o bebê e as crianças em idade pré-escolar são expostos à poluição do ar interior e exterior e fumo passivo, têm um risco aumentado de pneumonia na infância e de desenvolvimento de doenças respiratórias crônicas ao longo da vida, como a asma. A exposição à poluição atmosférica pode também aumentar o risco de doença cardíaca, acidente vascular cerebral e câncer no curso de vida.

 

Mortes infantis evitáveis

Pobreza e poluição

Cinco principais causas de morte em crianças menores de 5 anos ligadas ao ambiente.

O relatório complementar, intitulado “Não Polua meu Futuro! O Impacto do Ambiente sobre a Saúde Infantil” fornece uma visão abrangente do impacto ambiental na saúde das crianças, ilustrando a escala do desafio. Todos os anos:

  • 570 mil crianças com menos de 5 anos morrem por infecções respiratórias, como por exemplo a pneumonia, atribuível à poluição do ar interno e externo e ao fumo passivo;
  • 361 mil crianças com menos de 5 anos morrem por diarreia, como resultado da falta de acesso à água potável, saneamento e higiene;
  • 270 mil crianças morrem durante seu primeiro mês de vida devido à condição de saúde, incluindo a prematuridade, que poderia ser prevenida por meio do acesso à água potável, saneamento e higiene em unidades de saúde, bem como a redução da poluição do ar;
  • 200 mil mortes de crianças com menos de 5 anos por malária poderiam ser evitadas por meio de ações ambientais, como a redução de criadouros de mosquitos ou armazenamento de água potável;
  • 200 mil crianças com menos de 5 anos morrem por lesões não-intencionais atribuíveis ao ambiente, como intoxicações, quedas e afogamentos.

Ameaças ambientais emergentes

Pobreza e criançaCom a mudança climática, as temperaturas e os níveis de dióxido de carbono estão aumentando, favorecendo também o aumento do pólen, que está associado ao crescimento das taxas de asma em crianças. Em todo o mundo, de 11 a 14% das crianças com 5 anos ou mais relatam atualmente sintomas de asma e cerca de 44% delas estão relacionadas às exposições ambientais. A poluição do ar, a fumaça do tabaco (fumo passivo), o mofo e a umidade internos tornam a asma mais grave em crianças.

Nas famílias sem acesso aos serviços básicos, como água potável e saneamento, ou que estão expostas à fumaça proveniente do uso de combustíveis impuros – como carvão ou esterco para cozinhar e aquecer -, as crianças correm um maior risco de apresentarem diarreia e pneumonia.

Crianças também são expostas a produtos químicos nocivos por meio de alimentos, água, ar e produtos próximos a elas. Químicos como fluoreto, chumbo e pesticidas com mercúrio, poluentes orgânicos persistentes e outros em bens manufaturados, eventualmente encontrão seu caminho para a cadeia alimentar. E, embora a gasolina com chumbo tenha sido gradualmente eliminada em todos os países, o chumbo ainda é amplamente utilizado nas tintas, afetando o desenvolvimento do cérebro.

Outra preocupação citada pelos relatórios está nas ameaças ambientais emergentes, como os resíduos eletrônicos e elétricos (por exemplo, os celulares antigos) que são impropriamente reciclados e expõem crianças a toxinas que podem levar a uma redução da inteligência, déficits de atenção, danos no pulmão e câncer. Prevê-se que a geração dos resíduos eletrônicos e elétricos aumente em 19% entre 2014 e 2018 – para 50 milhões de toneladas até 2018.

Diário Saúde