Brasil é o sétimo país do mundo que mais mata jornalistas


Brasil é o sétimo país do mundo que mais mata jornalistas

O levantamento “World Trends in Freedom of Expression and Media Development” da Unesco, que deve ser publicado nas próximas semanas, revelou que em média um jornalista é assassinado a cada quatro dias em todo o mundo. Nos últimos 11 anos, foram 930 jornalistas mortos exercendo seu trabalho. A informação é da Folhapress.

Ainda de acordo com o estudo, em 2016, cinco jornalistas foram mortos no Brasil por exercerem sua profissão, nos alçando assim, ao sétimo lugar no ranking mundial de países que mais matam jornalistas no mundo. À frente do Brasil estão a Guatemala, com sete jornalistas mortos; a Síria, que há seis anos vive uma guerra civil, com oito mortes; e o Iraque, envolvido na guerra contra a milícia terrorista Daesh, conhecida como Estado Islâmico, com nove.

O terceiro lugar é do Iêmen, que está em guerra civil desde 2015 e sofre uma grave crise de segurança alimentar. Onze jornalistas morreram no país. Em primeiro e segundo lugar estão o México e o Afeganistão; esse último completou 16 anos de conflito armado em 2017. Ambos tiveram 13 jornalistas mortos no último ano.

O índice alarmante motivou em 2013 as Nações Unidas a declararem o dia 2 de novembro como o “Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas“. A cada dez casos, apenas um é resolvido. Para a Unesco, a impunidade encoraja o assassinato de jornalistas e os intimida, criando um ciclo vicioso de cerceamento da liberdade de imprensa.

Unesco, no exercício de seu mandato de defesa da liberdade de expressão e de imprensa, dedica em seu site uma página a condenações públicas de assassinatos de jornalistas em todo o mundo.

Entre os casos ocorridos no Brasil e condenados pela agência, destaca-se o assassinato de Maurício Campos Rosa, 64, que era dono do jornal “O Grito”, distribuído gratuitamente em Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte. No dia sete de setembro deste ano, Roseli Ferreira Pimentel (PSB), prefeita de Santa Luzia, foi presa por suspeita de envolvimento no assassinato de Rosa. Investigações da Polícia Civil concluíram que ela teria desviado R$ 20 mil da Secretaria de Saúde municipal para pagar pelo crime.

Redação Portal IMPRENSA

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