O processo do perdão

Perdão

O perdão é necessário onde se sofreu perdas e danos, reais ou imaginários. O que fazer para elaborar o perdão? Alguns passos específicos podem ajudar.

  1. Constatação da perda ou do dano.
  2. Descrição e especificação da perda e/ou do dano:
    • Conscientização do(s) fato(s).
    • Sair da negação.
  3. Contabilização da perda/ do dano:
    • Descrever o que se perdeu de fato e o que permaneceu.
  4. Confronto (contato, interação, conversa) com o causador (aparente ou de fato) da perda/ do dano.
  5. Decisão de abrir mão dos seus direitos de justiça (pretensos ou reais):
    • Escolha racional, não se espera os sentimentos correspondentes.
    • Decisão de perdoar o ofensor e/ou causador do dano:
    • Escolha racional, não se espera os sentimentos correspondentes
  6. Aceitação da perda ou do dano como fato irreversível.
  7. Elaboração de novas estratégias para continuar a vida mediante as perdas e/ou embora das perdas:
    • Constituir novas ações e implementá-las.
  8. Aplicação das estratégias e ações. Reajuste das circunstâncias e das estratégias até encontrar uma nova homeostase (equilíbrio).
  9. Refazer a vida na iminência e presença daquilo que se perdeu e/ou na presença do prejuízo.
  10. Celebrar a vida!

Questões específicas

Nem sempre será possível confrontar pessoalmente o ofensor ou causador das perdas ou dos danos. Às vezes será até inconveniente. Neste caso é possível fazer confrontos simbólicos: Cartas, declarações diante de testemunhas, oração a Deus, liberação pública do perdão (com discrição), etc. Nem sempre todos esses passos serão possíveis, viáveis ou necessários.

Importante é que não se perdoe como num ato, mas sim, num processo. Em alguns casos graves, este processo pode durar muito tempo.

Extraído dos estudos teológicos do  professor Albert Friesen.

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